19 de setembro de 2022 em Cultura

73º Salão de Abril promove seminário virtual com programação temática diversificada

A programação inicia nesta quarta-feira (21/09), às 19h, de forma online, nos canais da Secultfor, da Vila das Artes e do Instituto Iracema no YouTube


Salão de Abril

A Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor) realiza, em parceria com o Instituto Cultural Iracema (ICI), o Seminário do 73º Salão de Abril. A programação ocorre nos dias 21 e 28 de setembro, além de 05 de outubro, com debates on-line gratuitos, abertos ao público, simultaneamente, por meio dos canais da Secultfor, Instituto Iracema e Vila das Artes na plataforma de vídeos YouTube. Com a temática “Ainda é moderno? O transbordamento do ontem nas artes contemporâneas”, o simpósio busca visibilizar camadas da discussão acerca dos anos 1922 e do modernismo, contribuindo não apenas para uma leitura crítica sobre o evento, mas, sobretudo, para uma especulação de suas reverberações contemporâneas. 

Os debates trarão a oportunidade de pensar o modernismo para além do evento histórico. Para abrir os caminhos, Fernanda Meirelles, escritora, artista visual e educadora, e Ed Ferrera, artista visual, professor de arte, produtor cultural e curador independente, são responsáveis pela mesa “O artista transitório ou o que acontece quando a arte política não combina com seu sofá”, direcionada à construção do artista no sistema de arte. O momento terá mediação do curador desta edição do Salão Jared Domício e acontece no dia 21/09, às 19h.

Na semana seguinte, dia 28/09, também às 19h, Xan Marçall - multiartista amazônida,  Kaabok de Mairi do Pará - e Helena Vicente - psicóloga e pesquisadora que investiga a clínica psicanalítica a partir de epistemologias Travesti, Transfeministas - guiam a mesa “A retomada da palavra, subjetividade trans e as notícias do futuro: o Brasil está preparado para o moderno?”. A mesa terá mediação da também curadora desta edição do Salão de Abril Ué Prazeres e propõe diálogos sobre autocriação enquanto possibilidade de pleitear o mundo pondo em jogo a precariedade do pensamento cisgênero, abrindo caminhos para novas formulações modernas.

A última mesa ocorre no dia 10 de outubro, também às 19h. A temática "O instante do olhar como tempo de compreender: evocando presenças no ensino das artes" será ministrada por Ana Raylander Mártis, artista e pesquisadora, que possui atuação em projetos no campo das artes visuais no Brasil e no exterior; e Juliana dos Santos - artista visual, pesquisadora em arte/educação e rupturas dos paradigmas hegemônicos como foco na descolonização das práticas educativas. O momento terá mediação do terceiro curador da 73ª edição do Salão, Rafael Domingos Oliveira. Eles refletirão sobre os desafios no ensino das artes em diferentes contextos educativos no Brasil contemporâneo, chamando atenção para artistas e linguagens que não couberam na visão mítica da Semana de Arte Moderna.

Semana de Arte Moderna

A Semana de Arte Moderna foi uma agenda de manifestação artístico-cultural, na qual grupos artísticos tinham a ideia de renovar as artes e linguagens, promovendo um rompimento do passado e a criação de um novo conceito de “brasilidades”. A Semana de 22 era vista, de acordo com alguns, como um grande e poderoso movimento disruptivo, vanguardista e único.

O evento foi objeto de críticas e reflexões nas últimas décadas e este Seminário busca visibilizar camadas da discussão em torno de 1922 e do dito “moderno”. Por isso o evento intitula e questiona “ainda é moderno?”, e traz também em seu contexto outro questionamento “quais sujeitos, saberes e contradições estão na borda da efeméride neste tão complexo 2022?”.

Confira abaixo a programação dos Seminários do 73º Salão de Abril

Os seminários podem ser acompanhados nos canais de YouTube da Secultfor, do Instituto Iracema e da Vila das Artes.

Mesa  – O artista transitório ou o que acontece quando a arte política não combina com seu sofá: o debate gira em torno da construção do artista no sistema de arte e da sua dissolução. Trazendo o caráter transitório do artista em relação ao mercado e a manutenção das instituições. Quais as estratégias de uma produção artística que corre à margem de uma lógica funcional das artes?
Data: 21/09
Hora: 19h
Mediação: Jared Domício - curador da 73ª edição do Salão de Abril. É artista visual do Ceará, tem interesse nas relações entre arte e natureza no meio urbano e atualmente pesquisa vertentes do meio digital, é mestre em Artes pela Universidade Federal do Ceará, já expôs em inúmeras instituições nacionais e internacionais e, inclusive, foi premiado no 61º Salão de Abril (2010). 
Palestrantes: 
Fernanda Meireles - é escritora, artista visual e educadora. Graduada em Letras, especialista em Arte-Educação e mestre em Comunicação, na linha de Mídia e Práticas Sociais. Produz zines e eventos de publicações alternativas desde 1996. Facilitou inúmeras oficinas de zine e tem a cidade de Fortaleza como um dos temas recorrentes em sua obra, investigando as relações corpo-casa-cidade e trabalhando a linguagem manuscrita em diversos suportes. Cria e circula com a Loja Sem Paredes, ateliê e loja itinerante, em Fortaleza e mundo afora.
Ed Ferrera - artista visual, professor de arte, produtor cultural e curador independente. É Mestrando em Arte pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Especialista em Arte-Educação pela Universidade Estadual Vale do Acaraú –UVA, Graduando em Arte Visuais pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), e graduado em Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). É Artista visual, com participação em diversas exposições individuais e coletivas e possui obras em acervos culturais como Museu Dom José e Memorial da Educação Superior de Sobral - MESS.

Mesa -  A retomada da palavra, subjetividades trans e as notícias do futuro: O brasil está preparado para o moderno?: serão abordados temas como feitiços, memórias, desejos, fricções, encantamentos e as notícias do futuro através da produção intelectual e material de subjetividades trans. A mesa propõe diálogos sobre autocriação enquanto possibilidade de pleitear o mundo pondo em jogo a precariedade do pensamento cisgênero, abrindo caminhos para novas formulações modernas.
Data: 28/09
Hora: 19h
Mediação: Ué Prazeres - curadora da 73ª edição do Salão de Abril. Ué Prazeres é artista e curadora independente de Paulista (Pernambuco), desenvolve pesquisa em artes visuais sob o eixo decolonial e perspectivas da América Latina, é acadêmica de Artes Visuais pela Universidade Federal do Paraná, foi crítica de arte no circuito universitário da Bienal de Internacional de Curitiba e já realizou inúmeras exposições em diferentes localidades do país.
Palestrantes: 
Xan Marçall - multiartista amazônida,  Kaabok de Mairi do Pará. O seu trabalho é atravessado pela ancestralidade e cosmovisões kaabokas e indígenas na Amazônia Paraense, as trava-ancestralidades na América Latina e Brasil e os processos do morrer e da morte como poética de vida. Cineasta e mestranda em Antropologia, tem se dedicado às relações entre identidades de gênero e sexualidades dissidentes  nas práticas mítico, imaginárias e político religiosas das Encantarias Kaabokas.
Helena Vicente - graduanda em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná, psicanalista em formação e pesquisadora do Laboratório de Psicopatologia Fundamental da UFPR. Investiga a clínica psicanalítica a partir de epistemologias Travesti, Transfeministas.

Mesa – "O instante do olhar como tempo de compreender: evocando presenças no ensino das artes": as convidadas refletem sobre os desafios no ensino das artes em diferentes contextos educativos no Brasil contemporâneo, chamando atenção para artistas e linguagens que não couberam na visão mítica da Semana de Arte Moderna e, por isso mesmo, ficaram à margem da história da arte brasileira. 
Data: 05/10
Hora: 19h
Mediação: Rafael Domingos Oliveira - curador da 73ª edição do Salão de Abril. Historiador e educador. Doutorando em História Social pela Universidade de São Paulo, é membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Afro-América e coordenador do Núcleo de Acervo e Pesquisa do Theatro Municipal de São Paulo. Foi professor da educação formal, educador popular e arte-educador em instituições culturais, coordenou o Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil.
Palestrantes: 

Ana Raylander Mártis - Em sua prática procura estabelecer um diálogo entre a história coletiva e a sua própria história, o que tem chamado de prática em coralidade, envolvendo grupos de pessoas para colaborações e experiências de aquilombamento. Com formação em palhaçaria, bacharelado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil) e Arte e Multimédia pela Escola Superior Gallaecia (Portugal), entende sua atuação como um fazer interdisciplinar e transversal. Vem recorrendo com frequência aos saberes da educação, escrita, performance e brincadeira como forma de compor um maquinário verbal, corporal e ético para discutir suas urgências em projetos de longa duração. Foi contemplada com uma residência de pesquisa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2021), de arte contemporânea na Adelina Instituto (2019) e com o Prêmio de Residência EDP nas Artes, do Instituto Tomie Ohtake (2018). Realizou o projeto Coral de Choros, no Programa de Exposições do CCSP (2018) e o projeto tão perto, tão longe, pela Apexart de Nova York (2021). Participou de mostras coletivas na Oficina Cultural Oswald de Andrade, Galeria Aura, Centro Cultural UFMG, XIX Bienal Internacional de Cerveira e Novas Poéticas. Realizou mostras individuais no Brasil e Espanha. Em 2020 fez o primeiro levantamento de artistas transmasculinos e não-binários nas artes visuais, reunindo 90 nomes. Vem atuando também com acompanhamento de projetos e cursos de formação, como o Lab Cultural, no BDMG Cultural (2020) e o Curso de História da Arte, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2020).
Juliana dos Santos - Artista visual, mestre em arte/educação e doutoranda em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista UNESP. Vem realizando exposições coletivas com trabalhos em instalação, vídeo, pintura, performance, fotografia e multimídia. Tem investigado a cor Azul da flor Clitória Ternátea como possibilidade da cor como experiência sensível no processo de expansão dos sentidos. Sua pesquisa se dá na intersecção entre arte, história e educação, com interesse pela maneira como artistas negrxs se engajaram em práticas para lidar com os limites da representação. Como artista residente, ministrou aulas no departamento de Pintura Contextual na Academia de Belas Artes de Viena, Áustria (2018). Artista selecionada no 31° Programa de Exposição do Centro Cultural São Paulo (2021) e na Temporada de Projetos do Paço das Artes - São Paulo/SP  (2019).  Participou da 12 edição da Bienal do Mercosul sob curadoria de Fabiana Lopes e Andrea Giunta. No ano 2021 passou a ter  obras integrando o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo com a exposição “Enciclopédia Negra”, do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo e do Centro Cultural São Paulo.

73º Salão de Abril promove seminário virtual com programação temática diversificada

A programação inicia nesta quarta-feira (21/09), às 19h, de forma online, nos canais da Secultfor, da Vila das Artes e do Instituto Iracema no YouTube

Salão de Abril

A Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor) realiza, em parceria com o Instituto Cultural Iracema (ICI), o Seminário do 73º Salão de Abril. A programação ocorre nos dias 21 e 28 de setembro, além de 05 de outubro, com debates on-line gratuitos, abertos ao público, simultaneamente, por meio dos canais da Secultfor, Instituto Iracema e Vila das Artes na plataforma de vídeos YouTube. Com a temática “Ainda é moderno? O transbordamento do ontem nas artes contemporâneas”, o simpósio busca visibilizar camadas da discussão acerca dos anos 1922 e do modernismo, contribuindo não apenas para uma leitura crítica sobre o evento, mas, sobretudo, para uma especulação de suas reverberações contemporâneas. 

Os debates trarão a oportunidade de pensar o modernismo para além do evento histórico. Para abrir os caminhos, Fernanda Meirelles, escritora, artista visual e educadora, e Ed Ferrera, artista visual, professor de arte, produtor cultural e curador independente, são responsáveis pela mesa “O artista transitório ou o que acontece quando a arte política não combina com seu sofá”, direcionada à construção do artista no sistema de arte. O momento terá mediação do curador desta edição do Salão Jared Domício e acontece no dia 21/09, às 19h.

Na semana seguinte, dia 28/09, também às 19h, Xan Marçall - multiartista amazônida,  Kaabok de Mairi do Pará - e Helena Vicente - psicóloga e pesquisadora que investiga a clínica psicanalítica a partir de epistemologias Travesti, Transfeministas - guiam a mesa “A retomada da palavra, subjetividade trans e as notícias do futuro: o Brasil está preparado para o moderno?”. A mesa terá mediação da também curadora desta edição do Salão de Abril Ué Prazeres e propõe diálogos sobre autocriação enquanto possibilidade de pleitear o mundo pondo em jogo a precariedade do pensamento cisgênero, abrindo caminhos para novas formulações modernas.

A última mesa ocorre no dia 10 de outubro, também às 19h. A temática "O instante do olhar como tempo de compreender: evocando presenças no ensino das artes" será ministrada por Ana Raylander Mártis, artista e pesquisadora, que possui atuação em projetos no campo das artes visuais no Brasil e no exterior; e Juliana dos Santos - artista visual, pesquisadora em arte/educação e rupturas dos paradigmas hegemônicos como foco na descolonização das práticas educativas. O momento terá mediação do terceiro curador da 73ª edição do Salão, Rafael Domingos Oliveira. Eles refletirão sobre os desafios no ensino das artes em diferentes contextos educativos no Brasil contemporâneo, chamando atenção para artistas e linguagens que não couberam na visão mítica da Semana de Arte Moderna.

Semana de Arte Moderna

A Semana de Arte Moderna foi uma agenda de manifestação artístico-cultural, na qual grupos artísticos tinham a ideia de renovar as artes e linguagens, promovendo um rompimento do passado e a criação de um novo conceito de “brasilidades”. A Semana de 22 era vista, de acordo com alguns, como um grande e poderoso movimento disruptivo, vanguardista e único.

O evento foi objeto de críticas e reflexões nas últimas décadas e este Seminário busca visibilizar camadas da discussão em torno de 1922 e do dito “moderno”. Por isso o evento intitula e questiona “ainda é moderno?”, e traz também em seu contexto outro questionamento “quais sujeitos, saberes e contradições estão na borda da efeméride neste tão complexo 2022?”.

Confira abaixo a programação dos Seminários do 73º Salão de Abril

Os seminários podem ser acompanhados nos canais de YouTube da Secultfor, do Instituto Iracema e da Vila das Artes.

Mesa  – O artista transitório ou o que acontece quando a arte política não combina com seu sofá: o debate gira em torno da construção do artista no sistema de arte e da sua dissolução. Trazendo o caráter transitório do artista em relação ao mercado e a manutenção das instituições. Quais as estratégias de uma produção artística que corre à margem de uma lógica funcional das artes?
Data: 21/09
Hora: 19h
Mediação: Jared Domício - curador da 73ª edição do Salão de Abril. É artista visual do Ceará, tem interesse nas relações entre arte e natureza no meio urbano e atualmente pesquisa vertentes do meio digital, é mestre em Artes pela Universidade Federal do Ceará, já expôs em inúmeras instituições nacionais e internacionais e, inclusive, foi premiado no 61º Salão de Abril (2010). 
Palestrantes: 
Fernanda Meireles - é escritora, artista visual e educadora. Graduada em Letras, especialista em Arte-Educação e mestre em Comunicação, na linha de Mídia e Práticas Sociais. Produz zines e eventos de publicações alternativas desde 1996. Facilitou inúmeras oficinas de zine e tem a cidade de Fortaleza como um dos temas recorrentes em sua obra, investigando as relações corpo-casa-cidade e trabalhando a linguagem manuscrita em diversos suportes. Cria e circula com a Loja Sem Paredes, ateliê e loja itinerante, em Fortaleza e mundo afora.
Ed Ferrera - artista visual, professor de arte, produtor cultural e curador independente. É Mestrando em Arte pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Especialista em Arte-Educação pela Universidade Estadual Vale do Acaraú –UVA, Graduando em Arte Visuais pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), e graduado em Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). É Artista visual, com participação em diversas exposições individuais e coletivas e possui obras em acervos culturais como Museu Dom José e Memorial da Educação Superior de Sobral - MESS.

Mesa -  A retomada da palavra, subjetividades trans e as notícias do futuro: O brasil está preparado para o moderno?: serão abordados temas como feitiços, memórias, desejos, fricções, encantamentos e as notícias do futuro através da produção intelectual e material de subjetividades trans. A mesa propõe diálogos sobre autocriação enquanto possibilidade de pleitear o mundo pondo em jogo a precariedade do pensamento cisgênero, abrindo caminhos para novas formulações modernas.
Data: 28/09
Hora: 19h
Mediação: Ué Prazeres - curadora da 73ª edição do Salão de Abril. Ué Prazeres é artista e curadora independente de Paulista (Pernambuco), desenvolve pesquisa em artes visuais sob o eixo decolonial e perspectivas da América Latina, é acadêmica de Artes Visuais pela Universidade Federal do Paraná, foi crítica de arte no circuito universitário da Bienal de Internacional de Curitiba e já realizou inúmeras exposições em diferentes localidades do país.
Palestrantes: 
Xan Marçall - multiartista amazônida,  Kaabok de Mairi do Pará. O seu trabalho é atravessado pela ancestralidade e cosmovisões kaabokas e indígenas na Amazônia Paraense, as trava-ancestralidades na América Latina e Brasil e os processos do morrer e da morte como poética de vida. Cineasta e mestranda em Antropologia, tem se dedicado às relações entre identidades de gênero e sexualidades dissidentes  nas práticas mítico, imaginárias e político religiosas das Encantarias Kaabokas.
Helena Vicente - graduanda em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná, psicanalista em formação e pesquisadora do Laboratório de Psicopatologia Fundamental da UFPR. Investiga a clínica psicanalítica a partir de epistemologias Travesti, Transfeministas.

Mesa – "O instante do olhar como tempo de compreender: evocando presenças no ensino das artes": as convidadas refletem sobre os desafios no ensino das artes em diferentes contextos educativos no Brasil contemporâneo, chamando atenção para artistas e linguagens que não couberam na visão mítica da Semana de Arte Moderna e, por isso mesmo, ficaram à margem da história da arte brasileira. 
Data: 05/10
Hora: 19h
Mediação: Rafael Domingos Oliveira - curador da 73ª edição do Salão de Abril. Historiador e educador. Doutorando em História Social pela Universidade de São Paulo, é membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Afro-América e coordenador do Núcleo de Acervo e Pesquisa do Theatro Municipal de São Paulo. Foi professor da educação formal, educador popular e arte-educador em instituições culturais, coordenou o Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil.
Palestrantes: 

Ana Raylander Mártis - Em sua prática procura estabelecer um diálogo entre a história coletiva e a sua própria história, o que tem chamado de prática em coralidade, envolvendo grupos de pessoas para colaborações e experiências de aquilombamento. Com formação em palhaçaria, bacharelado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil) e Arte e Multimédia pela Escola Superior Gallaecia (Portugal), entende sua atuação como um fazer interdisciplinar e transversal. Vem recorrendo com frequência aos saberes da educação, escrita, performance e brincadeira como forma de compor um maquinário verbal, corporal e ético para discutir suas urgências em projetos de longa duração. Foi contemplada com uma residência de pesquisa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2021), de arte contemporânea na Adelina Instituto (2019) e com o Prêmio de Residência EDP nas Artes, do Instituto Tomie Ohtake (2018). Realizou o projeto Coral de Choros, no Programa de Exposições do CCSP (2018) e o projeto tão perto, tão longe, pela Apexart de Nova York (2021). Participou de mostras coletivas na Oficina Cultural Oswald de Andrade, Galeria Aura, Centro Cultural UFMG, XIX Bienal Internacional de Cerveira e Novas Poéticas. Realizou mostras individuais no Brasil e Espanha. Em 2020 fez o primeiro levantamento de artistas transmasculinos e não-binários nas artes visuais, reunindo 90 nomes. Vem atuando também com acompanhamento de projetos e cursos de formação, como o Lab Cultural, no BDMG Cultural (2020) e o Curso de História da Arte, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2020).
Juliana dos Santos - Artista visual, mestre em arte/educação e doutoranda em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista UNESP. Vem realizando exposições coletivas com trabalhos em instalação, vídeo, pintura, performance, fotografia e multimídia. Tem investigado a cor Azul da flor Clitória Ternátea como possibilidade da cor como experiência sensível no processo de expansão dos sentidos. Sua pesquisa se dá na intersecção entre arte, história e educação, com interesse pela maneira como artistas negrxs se engajaram em práticas para lidar com os limites da representação. Como artista residente, ministrou aulas no departamento de Pintura Contextual na Academia de Belas Artes de Viena, Áustria (2018). Artista selecionada no 31° Programa de Exposição do Centro Cultural São Paulo (2021) e na Temporada de Projetos do Paço das Artes - São Paulo/SP  (2019).  Participou da 12 edição da Bienal do Mercosul sob curadoria de Fabiana Lopes e Andrea Giunta. No ano 2021 passou a ter  obras integrando o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo com a exposição “Enciclopédia Negra”, do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo e do Centro Cultural São Paulo.