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A cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará e 5ª maior do País, é a capital brasileira mais próxima da Europa (5.608 km de Lisboa, em Portugal ) e está a apenas 5.566 km de Miami (Estados Unidos). Sua posição geográfica estratégica fez com que despontasse como principal ponto de transferência (entrada e saída) de dados de alto tráfego de informação do Brasil para os demais quatro continentes.

Com isso, hoje, todo tráfego de dados entre a América Latina e o resto do mundo passa por Fortaleza, o que significa que a cidade é responsável por conectar o Brasil ao mundo.

Em seus 314.930 km2 de área total moram 2.452.185 habitantes (Censo 2010/IBGE). Somada a esse número a população dos demais municípios componentes da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o total de habitantes alcança os 3.818.380, suficiente para ser considerada uma “megalópole”, com todas as vantagens e dificuldades decorrentes dessa condição.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010) é de 0,732, o que coloca a Região Metropolitana de Fortaleza na 17ª colocação do ranking do IDH das metrópoles do país. Este índice situa o município na faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799).

Os índices que mais contribuíram para o IDH elevado do município foram os da Longevidade, com índice de 0,814, seguido de Renda, com índice de 0,716, e de Educação, com índice de 0,672.

Fortaleza está dividida administrativamente em sete Secretarias Executivas Regionais, que vão de I a VI mais a Regional do Centro (Cercefor). Essas regionais abrigam atualmente 119 bairros em cinco distritos que, historicamente, eram vilas isoladas ou mesmo municípios antigos que foram incorporados à capital em decorrência da expansão dos limites do município. Foi o que aconteceu com antigos municípios de Parangaba e Messejana. Desde 1997 a administração executiva da Prefeitura de Fortaleza está dividida em Regionais.

ECONOMIA

Fortaleza possui hoje destacada expressão econômica regional. No último cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado pelo IBGE (2010), o valor chegava a R$ 37,1 bilhões, o que corresponde a quase metade do PIB do Ceará (48%), superando estados como Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe. É ainda o maior PIB entre as capitais do Nordeste e o 8º entre as do Brasil. Segundo a IPC Marketing Editora, em 2013, Fortaleza foi o 8º mercado consumidor em potencial do Brasil.

O orçamento de Fortaleza (R$ 7,29 bilhões em 2016) é o quinto entre as cidades brasileiras e o primeiro entre as do Nordeste, abaixo apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.

Conforme o IBGE (Regiões de Influência das Cidades. Rio de Janeiro: IBGE, 2008), a rede urbana sob o seu comando é a terceira em população do País, superada apenas pela de São Paulo e, por reduzida margem, pela do Rio de Janeiro. Ela se estende além do Ceará, alcançando os estados do Piauí e Maranhão e a área do Rio Grande do Norte, que compartilha com Recife.

Fortaleza é, portanto, um dos principais destinos da produção agropecuária e dos transportes coletivos regulares de municípios deste e de outros Estados, cujas populações leem seus jornais e a procuram a fim de adquirir produtos e serviços, buscar tratamento de saúde, cursar ensino superior e utilizar seu aeroporto. E isso sem falar no turismo, que atrai gente de todo país e do exterior, e se afirma como um dos principais nichos a explorar, haja vista o forte impacto que traz à matriz de insumo-produto da economia.

HISTÓRIA

Capitania dependente, o Ceará teve a sua formação econômica iniciada no século XVII com a pecuária, para fornecer carne e tração à economia açucareira estabelecida na Zona da Mata. E Fortaleza, fundada em 13 de abril de 1726, ficou à margem.

Nessa fase, a cidade primaz era Aracati. Icó, Sobral e Crato também ocupavam o primeiro nível na hierarquia urbana no final do século XVIII.

Ao contrário de Aracati, de Icó e de outras vilas setecentistas fundadas nas picadas das boiadas, Fortaleza achava-se longe dos principais sistemas hidrográficos cearenses – as bacias dos rios Jaguaribe e Acaraú – e, portanto, à margem da atividade criatória, ausente dos caminhos por onde a economia fluía no território.
Por todos os setecentos, a vila não despertou grandes interesses do Reino, não tendo desenvolvido qualquer atividade terciária.

Mas, em 1799, coincidindo com o declínio da pecuária (a Seca Grande de 1790-1793 liquidou com a atividade), a Capitania tornou-se autônoma, passando a fazer comércio direto com Lisboa, através, preferencialmente, de Fortaleza, que se torna a capital.

De 1808 em diante, com a abertura dos portos, o intercâmbio estendeu-se às nações amigas e, em especial, à Inglaterra, para onde o Ceará fez, em 1809, a primeira exportação direta de algodão.

Como capitania autônoma, o Ceará ingressava então na economia agroexportadora. O viajante inglês Henry Koster, que, exatamente nessa época (1810), visitou Fortaleza, não a enxergava com otimismo: “Não obstante a má impressão geral, pela pobreza do solo em que esta Vila está situada, confesso ter ela boa aparência, embora escassamente possa este ser o estado real dessa terra. A dificuldade de transportes (...), e falta de um porto, as terríveis secas, [todos esses fatores] afastam algumas ousadas esperanças no desenvolvimento da sua prosperidade”.

Em 1822, com o Brasil independente, o Ceará passou a província; no ano seguinte, a vila de Fortaleza foi elevada a cidade, o que robusteceu o seu papel primaz, dentro já da política de centralização do Império. As propriedades agropecuárias da província, a principal riqueza de então, pertenciam a pouco mais de 1% da população livre. Dado que a Lei de Terras, de 1850, só fez contribuir para a concentração fundiária, estavam fincadas então as bases das desigualdades de renda e riqueza que, embora em menor proporção, observam-se até os dias atuais no Ceará e em Fortaleza.

De 5,9% da população do Estado em 1872, Fortaleza passa para 29% em 2010, o que resultou na ampliação de seu fosso social.

LITORAL

O litoral de Fortaleza possui uma extensão de 34 quilômetros, com um total de 15 praias principais. Tem como limites a foz dos rios Ceará, ao norte, e Pacoti, ao sul. As praias mais frequentadas pelos fortalezenses são: Praia do Futuro (leste), Meireles, Mucuripe e Praia de Iracema (norte), Leste-Oeste e Barra do Ceará (Oeste).

ACESSOS

A CE-040 liga a Capital aos principais destinos turísticos localizados na Costa do Sol Nascente. Para a Costa do Sol Poente, a CE-085 ou Rodovia Estruturante, leva os visitantes a São Gonçalo do Amarante (Pecém/Porto e Taíba), Paraipaba (Praia da Lagoinha) até Itapipoca (Praia da Baleia). A BR-020 liga Fortaleza à região central do Estado, que por sua vez dá acesso a Serra da Ibiapaba e Sertão dos Inhamuns.

A BR-116, maior rodovia totalmente pavimentada do País, com aproximadamente 4.513 quilômetros e que passa por dez estados, tem início em Fortaleza e termina na cidade de Jaguarão, no estado do Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai.

Por via marítima, o visitante pode chegar a Fortaleza pelo Porto de Fortaleza, localizado na bela Enseada do Mucuripe. Ele foi recentemente adaptado para receber os cruzeiros marítimos que visitam a costa brasileira.

Para o turista, a vantagem é a localização do porto, pois são menos de 10 minutos para as melhores praias de Fortaleza os principais centros de compra e a região hoteleira da cidade.

AEROPORTO INTERNACIONAL PINTO MARTINS

O Aeroporto Internacional Pinto Martins (IATA: FOR, ICAO: SBFZ), localizado a apenas 8 Km do Centro de Fortaleza, é o 12º mais movimentado do País e o 3° do Nordeste em volume de passageiros domésticos e internacionais, segundo a lista dos mais movimentados aeroportos do Brasil.

Situado no bairro Serrinha (Av. Senador Carlos Jereissati, 3.000), o Aeroporto de Fortaleza teve suas origens na pista do Alto da Balança, construída na década de 1930 e utilizada até o ano 2000 pelo Aeroclube do Ceará. O novo e moderno terminal de passageiros, com 32 mil metros quadrados, foi inaugurado em fevereiro de 1998.

O novo terminal tem capacidade para 2,5 milhões de passageiros/ano, 14 posições para estacionamento de aeronaves de pequeno, médio e grande porte (inclui-se Boeing 747- 400), o TAG (Terminal de Aviação Geral) possui sete hangares, 29 posições de estacionamento de aeronaves de pequeno porte, três pontos de estacionamento de helicópteros e vias de serviço e estacionamento público com 900 vagas.

No aeroporto estão disponíveis serviços de informações turísticas, agências de turismo, pontos de táxis (comum e especial), locadoras de veículos, ônibus (urbano, executivo e para embarque/desembarque remotos), praça de alimentação, free-shop, posto de primeiros socorros, Sala VIP e aeroshop com 40 lojas.

ÔNIBUS
Não há ônibus executivos que servem diretamente o aeroporto, porém, várias linhas urbanas fazem transporte para o Aeroporto de Fortaleza, ligando-o a várias regiões da cidade.

Linhas de ônibus urbano
404 – Aeroporto/Benfica/Rodoviária

Itinerário: Aeroporto – Rodoviária – Centro – Aeroporto
Local de embarque: Subsolo – parada de ônibus urbano
Horário de funcionamento: 05h10 às 22h.

066 – Parangaba/Papicu/Aeroporto
Itinerário: Terminal Papicu – Aeroporto – Terminal Parangaba – Av. Senador Carlos
Jereissati (avenida do aeorporto) – Shopping Iguatemi – Terminal Papicu
Local de embarque: Subsolo – parada de ônibus urbano
Horário de funcionamento: 05h às 23h.

027 – Siqueira/Papicu/Aeroporto
Itinerário: Terminal Papicu – Aeroporto – Terminal Siqueira – Av. Senador Carlos
Jereissati (avenida do aeroporto) – Shopping Aldeota – Terminal Papicu
Local de embarque: Subsolo – parada de ônibus urbano
Horário de funcionamento: 05h às 23h.

TRANSPORTE DE TÁXI PARA O AEROPORTO
As cooperativas Coopertaxi e Coopaero prestam serviços de táxi para os usuários do Aeroporto de Fortaleza. A Coopertáxi opera com uma frota de táxis comuns e especiais e a Coopaero com táxis especiais. O ponto de táxi fica localizado em frente ao Terminal de Passageiros, no piso térreo. Ambas cooperativas trabalham em regime 24 horas. (Fonte: http://www.aeroportofortaleza.net/)

HISTÓRIA
Durante a Segunda Guerra Mundial, o aeroporto, que funcionava na região denominada Alto da Balança, serviu de base de apoio às Forças Aliadas, época em que foi construída a segunda pista de pousos e decolagens (Base do Cocorote/Cocó Route) e que, hoje, é a atual pista principal do Aeroporto Internacional Pinto Martins, de Fortaleza.

Em 13 de maio de 1952, o aeroporto ganhou o nome de Pinto Martins, em homenagem ao cearense Euclides Pinto Martins que realizou o primeiro voo sobre o Oceano Atlântico, entre Nova Iorque e o Rio de Janeiro, no início da década de 1920, a bordo do hidroavião Sampaio Correia.

A segunda pista do Alto da Balança foi ampliada de 1.500m para 2.545m em 1963. O primeiro terminal de passageiros e o pátio de aeronaves foram construídos em 1966. A administração do aeroporto foi transferida à Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), em 7 de janeiro de 1974 (Portaria nº 120/GM5, de 3 de dezembro de 1973), quando teve início uma série de obras para revitalização e ampliação do complexo aeroportuário, entre elas a do pátio e a do terminal de passageiros.

Atualmente, o antigo Aeroporto de Fortaleza (localizado na margem oposta da atual pista) funciona como Terminal de Aviação Geral (TAG), onde opera a aviação de pequeno porte (aviação geral, executiva e táxi aéreo).