O prefeito Evandro Leitão anunciou, nesta terça-feira (8/9), a construção de uma nova Residência Terapêutica para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) de Fortaleza. O anúncio foi feito durante a entrega da reforma do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) Dr. José Glauco Bezerra Lobo, na Cidade 2000.
A nova residência será implantada em um terreno próximo ao complexo de saúde que reúne o Posto de Saúde Rigoberto Romero, a Unidade de Acolhimento Dr. Marcus Vinícius Ponte de Souza e o Caps AD recém-reformado.
O prefeito Evandro Leitão destacou que a gestão pretende ampliar o número de Residências Terapêuticas e fortalecer o acolhimento às pessoas atendidas pela política de saúde mental. “É muito importante ampliarmos o número de Residências Terapêuticas em Fortaleza. Nós tínhamos quatro e queremos chegar a 10. Aqui atrás existe um terreno que faz parte desse grande complexo de saúde da Cidade 2000, e nós vamos construir uma nova Residência Terapêutica para acolher essas pessoas. Nós precisamos proporcionar condições de dignidade para essas pessoas. E, para isso, é fundamental ter empatia, olhar para o outro e se colocar no lugar dele. Cuidar dessas pessoas é também proporcionar acolhimento, oportunidade e, acima de tudo, dignidade”, concluiu Evandro.
Reforma do Caps AD
A requalificação do Caps AD Dr. José Glauco Bezerra Lobo incluiu reforma geral, melhorias de acessibilidade e adequação dos ambientes, com investimento de R$ 700 mil. As intervenções foram realizadas ao longo de 10 meses, com início em outubro de 2025.
O equipamento conta com acolhimento noturno, distribuído em três dormitórios, com nove camas, sendo três femininas e seis masculinas. O acesso ao serviço ocorre por meio da Central de Regulação, e o usuário pode permanecer por até 10 dias em acompanhamento.

A secretária adjunta da Saúde de Fortaleza, Aline Gouveia, destacou a importância da integração entre a atenção primária e os serviços especializados da Rede de Atenção Psicossocial.
“O acolhimento do usuário tem como porta de entrada preferencial a atenção primária. Os 134 postos de saúde fazem parte dessa rede, e nós estamos trabalhando fortemente para qualificar esse acolhimento”.
Segundo Aline, o acolhimento nas unidades básicas de saúde também permite identificar situações de sofrimento emocional que nem sempre aparecem como queixa principal do usuário.
“Muitas vezes, a pessoa chega ao posto com uma queixa diferente, e é durante o acolhimento que conseguimos identificar situações de sofrimento emocional. A partir daí, quando necessário, esse usuário pode e deve ser encaminhado para um dos 16 CAPS ou para outros serviços da rede”.
André Lucas está há nove dias na unidade e destacou o acolhimento e o conforto oferecidos no equipamento.
“Aqui tem até ar-condicionado, um luxo só. Além de televisão. Eu estou muito feliz, e todos os profissionais foram muito acolhedores. Tudo isso ajuda a recuperar a autoestima e fazer um bom tratamento”.
