19 de Agosto de 2026 em Mulheres IMPRIMIR

Prefeitura instala Sala Lilás no IJF para proteção e acolhimento de mulheres vítimas de violência

Espaço tem como objetivo ser referência em casos de violência doméstica com traumas de maior complexidade


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a foto mostra uma mulher de costas sendo atendida na sala lilá do IJF
A Sala Lilás do IJF tem como objetivo ser referência no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica com traumas de maior complexidade, que demandem assistência hospitalar de nível terciário. O espaço deve articular diferentes níveis de cuidado, garantindo atendimento humanizado, sigiloso e especializado às vítimas (Foto: Kiko Silva)

A Prefeitura de Fortaleza inaugurou, nesta quarta-feira (19/8), no Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), uma Sala Lilás para atendimento de mulheres vítimas de violência.

A iniciativa integra a política de acolhimento e proteção às mulheres Fortaleza Por Elas, articulada pela Secretaria Municipal da Mulher (SeMulher), e conta com o apoio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e da Secretaria das Mulheres do Ceará.

A Sala Lilás do IJF tem como objetivo ser referência no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica com traumas de maior complexidade, que demandem assistência hospitalar de nível terciário. O espaço deve articular diferentes níveis de cuidado, garantindo atendimento humanizado, sigiloso e especializado às vítimas.

grupo de pessoas posa para a foto
Equipamento foi inaugurado nesta quarta-feira (19/8)

Fátima Bandeira, secretária municipal da Mulher, destacou a importância da implantação do espaço e da articulação entre as secretarias para fortalecer a política de atendimento às mulheres.

“A implantação dessa sala tem um significado muito grande para a Secretaria da Mulher. Quando uma mulher é vítima de violência, ela está fragilizada física e emocionalmente. Por isso, não basta apenas o atendimento médico. É fundamental oferecer um atendimento mais completo e humanizado. A política para mulheres é uma política transversal, que passa por todas as áreas da gestão pública, sendo a saúde uma das mais estratégicas.”

Riane Azevedo, titular da SMS, pontuou que a Sala Lilás representa uma mudança na forma de organizar a assistência às mulheres vítimas de violência e que será trabalhado, por meio de treinamentos, uma cultura de atendimento mais humanizado.

“Não é apenas uma sala ou um ponto focal para o atendimento às mulheres vítimas de violência. Estamos institucionalizando uma nova política pública dentro dos nossos equipamentos de saúde. É uma mudança de cultura, com dimensão muito maior do que as quatro paredes desta sala.”

“O objetivo é trabalhar essa mudança de cultura com os nossos servidores e colaboradores. Com o tempo, essa mudança de cultura vai se expandir para outros equipamentos de saúde, e nós vamos implantar esse serviço em novas unidades”, concluiu.

Atendimento humanizado

O Programa Nacional das Salas Lilás integra o Programa Antes que Aconteça e é desenvolvido pela Secretaria de Acesso à Justiça (SAJU) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. O Sala Lilás vem da Lei nº 2.221/2023, que prevê salas exclusivas de atendimento nos serviços do SUS e nos serviços privados contratados ou conveniados para mulheres vítimas de violência. A medida garante acolhimento imediato às vítimas logo após a agressão, assegurando atendimento adequado, com privacidade e proteção à integridade física em âmbito nacional.

Pamela Santos, coordenadora do Serviço Social do IJF, destacou a importância da estruturação do espaço e do atendimento multiprofissional às vítimas.

“Somente no primeiro semestre de 2026, tivemos mais de 100 atendimentos à mulheres vítimas de violência, que trazem um trauma não somente físico, mas emocional”.

“Por isso, precisamos de uma equipe qualificada, com o serviço social como ponto focal do projeto, além da psicologia, enfermagem e equipe médica, para oferecer o melhor atendimento possível.”

Acolhimento especializado

Em 2025, o IJF registrou 144 atendimentos a mulheres vítimas de violência doméstica praticada por membros da família. Em 2026, até o momento, foram registrados 121 atendimentos.

A organização do atendimento considera os diferentes níveis de complexidade da rede municipal de saúde. Nos casos de violência doméstica que resultem em traumas físicos de nível secundário, as vítimas seguem sendo atendidas nos Frotinhas, que mantêm o atendimento humanizado, com respeito e sigilo.

Já as vítimas de violência sexual continuam sendo acolhidas nas cinco emergências ginecológicas gerenciadas pelo Município: os três Gonzaguinhas, o Hospital da Mulher e o Hospital Nossa Senhora da Conceição. O Gonzaguinha do José Walter é a unidade de referência para o atendimento às vítimas de violência sexual em Fortaleza.

Prefeitura instala Sala Lilás no IJF para proteção e acolhimento de mulheres vítimas de violência

Espaço tem como objetivo ser referência em casos de violência doméstica com traumas de maior complexidade

a foto mostra uma mulher de costas sendo atendida na sala lilá do IJF
A Sala Lilás do IJF tem como objetivo ser referência no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica com traumas de maior complexidade, que demandem assistência hospitalar de nível terciário. O espaço deve articular diferentes níveis de cuidado, garantindo atendimento humanizado, sigiloso e especializado às vítimas (Foto: Kiko Silva)

A Prefeitura de Fortaleza inaugurou, nesta quarta-feira (19/8), no Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), uma Sala Lilás para atendimento de mulheres vítimas de violência.

A iniciativa integra a política de acolhimento e proteção às mulheres Fortaleza Por Elas, articulada pela Secretaria Municipal da Mulher (SeMulher), e conta com o apoio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e da Secretaria das Mulheres do Ceará.

A Sala Lilás do IJF tem como objetivo ser referência no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica com traumas de maior complexidade, que demandem assistência hospitalar de nível terciário. O espaço deve articular diferentes níveis de cuidado, garantindo atendimento humanizado, sigiloso e especializado às vítimas.

grupo de pessoas posa para a foto
Equipamento foi inaugurado nesta quarta-feira (19/8)

Fátima Bandeira, secretária municipal da Mulher, destacou a importância da implantação do espaço e da articulação entre as secretarias para fortalecer a política de atendimento às mulheres.

“A implantação dessa sala tem um significado muito grande para a Secretaria da Mulher. Quando uma mulher é vítima de violência, ela está fragilizada física e emocionalmente. Por isso, não basta apenas o atendimento médico. É fundamental oferecer um atendimento mais completo e humanizado. A política para mulheres é uma política transversal, que passa por todas as áreas da gestão pública, sendo a saúde uma das mais estratégicas.”

Riane Azevedo, titular da SMS, pontuou que a Sala Lilás representa uma mudança na forma de organizar a assistência às mulheres vítimas de violência e que será trabalhado, por meio de treinamentos, uma cultura de atendimento mais humanizado.

“Não é apenas uma sala ou um ponto focal para o atendimento às mulheres vítimas de violência. Estamos institucionalizando uma nova política pública dentro dos nossos equipamentos de saúde. É uma mudança de cultura, com dimensão muito maior do que as quatro paredes desta sala.”

“O objetivo é trabalhar essa mudança de cultura com os nossos servidores e colaboradores. Com o tempo, essa mudança de cultura vai se expandir para outros equipamentos de saúde, e nós vamos implantar esse serviço em novas unidades”, concluiu.

Atendimento humanizado

O Programa Nacional das Salas Lilás integra o Programa Antes que Aconteça e é desenvolvido pela Secretaria de Acesso à Justiça (SAJU) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. O Sala Lilás vem da Lei nº 2.221/2023, que prevê salas exclusivas de atendimento nos serviços do SUS e nos serviços privados contratados ou conveniados para mulheres vítimas de violência. A medida garante acolhimento imediato às vítimas logo após a agressão, assegurando atendimento adequado, com privacidade e proteção à integridade física em âmbito nacional.

Pamela Santos, coordenadora do Serviço Social do IJF, destacou a importância da estruturação do espaço e do atendimento multiprofissional às vítimas.

“Somente no primeiro semestre de 2026, tivemos mais de 100 atendimentos à mulheres vítimas de violência, que trazem um trauma não somente físico, mas emocional”.

“Por isso, precisamos de uma equipe qualificada, com o serviço social como ponto focal do projeto, além da psicologia, enfermagem e equipe médica, para oferecer o melhor atendimento possível.”

Acolhimento especializado

Em 2025, o IJF registrou 144 atendimentos a mulheres vítimas de violência doméstica praticada por membros da família. Em 2026, até o momento, foram registrados 121 atendimentos.

A organização do atendimento considera os diferentes níveis de complexidade da rede municipal de saúde. Nos casos de violência doméstica que resultem em traumas físicos de nível secundário, as vítimas seguem sendo atendidas nos Frotinhas, que mantêm o atendimento humanizado, com respeito e sigilo.

Já as vítimas de violência sexual continuam sendo acolhidas nas cinco emergências ginecológicas gerenciadas pelo Município: os três Gonzaguinhas, o Hospital da Mulher e o Hospital Nossa Senhora da Conceição. O Gonzaguinha do José Walter é a unidade de referência para o atendimento às vítimas de violência sexual em Fortaleza.