16 de julho de 2021 em Juventude

Aluno da Rede Cuca tem projeto selecionado no 72º Salão de Abril

Desenvolvida durante o Laboratório Criativo Experimental (LACRE), a obra “Jogo Da Memória - Para Não Esquecer” tem o intuito de levantar discussões sobre temas políticos e sociais do País


 

Jogo Da Memória - Para Não Esquecer
Karl transformou seu projeto em um jogo composto por imagens, palavras e frases para levantar discussões sobre o Brasil

O jovem artista da Rede Cuca Karl William (19) teve seu projeto “Jogo Da Memória - Para Não Esquecer” selecionado dentre mais de 200 obras para o 72º Salão de Abril, principal salão de artes do Ceará, realizado pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), em parceria com o Instituto Cultural Iracema (ICI). A edição deste ano acontece no Centro Cultural Casa do Barão de Camocim com fotografias, pinturas, performances, videoartes, bordados, esculturas e instalações e homenageia o artista sobralense Raimundo Cela.

Foram contemplados 35 projetos para a mostra. A curadoria foi realizada pelas profissionais Ana Cecília Soares (CE), Luise Malmaceda (SP) e Luciara Ribeiro (SP). Os critérios de avaliação das obras foram coerência conceitual, investigações das linguagens contemporâneas, poética dos trabalhos, caráter inovador e qualidade formal.

“Jogo Da Memória - Para Não Esquecer"

A ideia de criar o projeto “Jogo Da Memória - Para Não Esquecer" surgiu de uma autocrítica e estudo das fotografias de autorretrato feitas por Karl. O artista sentiu a necessidade de ouvir a opinião de outras pessoas sobre as problemáticas retratadas nas fotos e decidiu criar um jogo composto por imagens, palavras e frases.

O “jogo” foi criado para levar discussões sobre questões sociais e políticas que não podem ser esquecidas. “Na primeira etapa, é um jogo da memória comum, onde se encontram os pares. Depois, as pessoas irão montar trios. Elas vão escolher uma imagem e, em seguida, uma frase e um título que possam resumir o que elas pensam da problemática exposta na imagem. O objetivo geral é que as pessoas discutam na mesa sobre o Brasil e vários processos sociais e políticos que não devem ser esquecidos. É realmente um jogo da memória para não esquecer”, explica Karl.

O trabalho, inicialmente, foi desenvolvido para finalização do Laboratório Criativo Experimental (LACRE) da Rede Cuca. Instigado pelo artista e professor, Solon Ribeiro, responsável pelo LACRE, e pela coordenadora de formação e tecnologia, da Rede Cuca, Zoraia Nunes, o jovem decidiu amadurecer a ideia para o edital do Salão de Abril. “Sinceramente, tinha pensado no trabalho somente para finalizar o laboratório. Mas fui instigado pela Zoraia e o Solon a amadurecer mais o jogo e submeter a editais. O LACRE foi o momento de construção, de amadurecimento e, principalmente, de escuta minha. Peguei o máximo de informações com o Solon, ouvi bastante a galera que estava lá também”, comenta Karl.

Solon Ribeiro, que acompanhou o processo de desenvolvimento do projeto de Karl, destaca a consciência do jovem artista e a forma com que o projeto foi pensando.

“A ação desenvolvida por Karl William é potente e estar participando agora do Salão de Abril é a confirmação dessa potência. Karl é um jovem artista com consciência da importância da arte nesse momento histórico atual e o jogo que ele propõe caminhar pelos labirintos de uma pseudociência e é com prazer, humor e inventividade que Karl William nos convida a participar desse jogo das soluções imaginárias".

As datas para o lançamento da exposição ainda não foram divulgadas.

Sobre o Salão de Abril

Principal mostra de artes do Ceará e um dos mais reconhecidos do país, o Salão de Abril completa 78 anos de existência e 72 edições em 2021. Lançado em 1943, como iniciativa da Secretaria de Cultura da União Estadual dos Estudantes (UEE), o Salão de Abril foi encampado em seguida por artistas que atuavam na cidade nos anos 1940. Foi assim que, a partir da segunda edição do Salão, em 1946, a Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP) assumiu a sua realização, tornando-se a entidade responsável por sua continuidade até 1958.

Faziam parte da SCAP artistas como Antônio Bandeira, Aldemir Martins, Barrica, o suíço Jean Pierre Chabloz, o jovem Estrigas, a sua futura mulher Nice Estrigas, Sérvulo Esmeraldo e, mais tarde, Dona Heloísa Juaçaba e muitos outros artistas que vieram em suas edições até os dias atuais.

Nesta edição, a mostra presta uma homenagem ao artista cearense Raimundo Cela. Pintor, gravador e professor, Raimundo Brandão Cela nasceu em Sobral, em 1890. Tem como temática abordada a tipologia da terra, isto é, os tipos humanos regionais, com perspectiva formal estética. Com telas luminosas e claras, retratou em suas obras a força do trabalhador, representada pelos pescadores, vaqueiros, artesãos, operários e jangadeiros. O artista representa um grande marco para a arte regional, tornando-se um pintor renomado para o patrimônio artístico cearense. Raimundo Cela faleceu no Rio de Janeiro em 06 de novembro de 1954.

 

Aluno da Rede Cuca tem projeto selecionado no 72º Salão de Abril

Desenvolvida durante o Laboratório Criativo Experimental (LACRE), a obra “Jogo Da Memória - Para Não Esquecer” tem o intuito de levantar discussões sobre temas políticos e sociais do País

 

Jogo Da Memória - Para Não Esquecer
Karl transformou seu projeto em um jogo composto por imagens, palavras e frases para levantar discussões sobre o Brasil

O jovem artista da Rede Cuca Karl William (19) teve seu projeto “Jogo Da Memória - Para Não Esquecer” selecionado dentre mais de 200 obras para o 72º Salão de Abril, principal salão de artes do Ceará, realizado pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), em parceria com o Instituto Cultural Iracema (ICI). A edição deste ano acontece no Centro Cultural Casa do Barão de Camocim com fotografias, pinturas, performances, videoartes, bordados, esculturas e instalações e homenageia o artista sobralense Raimundo Cela.

Foram contemplados 35 projetos para a mostra. A curadoria foi realizada pelas profissionais Ana Cecília Soares (CE), Luise Malmaceda (SP) e Luciara Ribeiro (SP). Os critérios de avaliação das obras foram coerência conceitual, investigações das linguagens contemporâneas, poética dos trabalhos, caráter inovador e qualidade formal.

“Jogo Da Memória - Para Não Esquecer"

A ideia de criar o projeto “Jogo Da Memória - Para Não Esquecer" surgiu de uma autocrítica e estudo das fotografias de autorretrato feitas por Karl. O artista sentiu a necessidade de ouvir a opinião de outras pessoas sobre as problemáticas retratadas nas fotos e decidiu criar um jogo composto por imagens, palavras e frases.

O “jogo” foi criado para levar discussões sobre questões sociais e políticas que não podem ser esquecidas. “Na primeira etapa, é um jogo da memória comum, onde se encontram os pares. Depois, as pessoas irão montar trios. Elas vão escolher uma imagem e, em seguida, uma frase e um título que possam resumir o que elas pensam da problemática exposta na imagem. O objetivo geral é que as pessoas discutam na mesa sobre o Brasil e vários processos sociais e políticos que não devem ser esquecidos. É realmente um jogo da memória para não esquecer”, explica Karl.

O trabalho, inicialmente, foi desenvolvido para finalização do Laboratório Criativo Experimental (LACRE) da Rede Cuca. Instigado pelo artista e professor, Solon Ribeiro, responsável pelo LACRE, e pela coordenadora de formação e tecnologia, da Rede Cuca, Zoraia Nunes, o jovem decidiu amadurecer a ideia para o edital do Salão de Abril. “Sinceramente, tinha pensado no trabalho somente para finalizar o laboratório. Mas fui instigado pela Zoraia e o Solon a amadurecer mais o jogo e submeter a editais. O LACRE foi o momento de construção, de amadurecimento e, principalmente, de escuta minha. Peguei o máximo de informações com o Solon, ouvi bastante a galera que estava lá também”, comenta Karl.

Solon Ribeiro, que acompanhou o processo de desenvolvimento do projeto de Karl, destaca a consciência do jovem artista e a forma com que o projeto foi pensando.

“A ação desenvolvida por Karl William é potente e estar participando agora do Salão de Abril é a confirmação dessa potência. Karl é um jovem artista com consciência da importância da arte nesse momento histórico atual e o jogo que ele propõe caminhar pelos labirintos de uma pseudociência e é com prazer, humor e inventividade que Karl William nos convida a participar desse jogo das soluções imaginárias".

As datas para o lançamento da exposição ainda não foram divulgadas.

Sobre o Salão de Abril

Principal mostra de artes do Ceará e um dos mais reconhecidos do país, o Salão de Abril completa 78 anos de existência e 72 edições em 2021. Lançado em 1943, como iniciativa da Secretaria de Cultura da União Estadual dos Estudantes (UEE), o Salão de Abril foi encampado em seguida por artistas que atuavam na cidade nos anos 1940. Foi assim que, a partir da segunda edição do Salão, em 1946, a Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP) assumiu a sua realização, tornando-se a entidade responsável por sua continuidade até 1958.

Faziam parte da SCAP artistas como Antônio Bandeira, Aldemir Martins, Barrica, o suíço Jean Pierre Chabloz, o jovem Estrigas, a sua futura mulher Nice Estrigas, Sérvulo Esmeraldo e, mais tarde, Dona Heloísa Juaçaba e muitos outros artistas que vieram em suas edições até os dias atuais.

Nesta edição, a mostra presta uma homenagem ao artista cearense Raimundo Cela. Pintor, gravador e professor, Raimundo Brandão Cela nasceu em Sobral, em 1890. Tem como temática abordada a tipologia da terra, isto é, os tipos humanos regionais, com perspectiva formal estética. Com telas luminosas e claras, retratou em suas obras a força do trabalhador, representada pelos pescadores, vaqueiros, artesãos, operários e jangadeiros. O artista representa um grande marco para a arte regional, tornando-se um pintor renomado para o patrimônio artístico cearense. Raimundo Cela faleceu no Rio de Janeiro em 06 de novembro de 1954.