14 de março de 2018 em Mobilidade

Número de mortes no trânsito cai pelo terceiro ano consecutivo em Fortaleza

No ano passado, foram registradas 256 mortes, o menor índice já contabilizado desde 2001


Coletiva
Ações de sinalização, mudanças na engenharia do trânsito, binários e prioridade do transporte público contribuiram para a redução (Foto: Kiko Silva)
O prefeito Roberto Cláudio apresentou, nesta quarta-feira (14/03), os números referentes a mortes no trânsito. Fortaleza bateu recorde na redução das taxas de mortalidade no trânsito e pelo terceiro ano consecutivo apresentou queda no número de óbitos. No ano passado, foram registradas 256 mortes, representando o menor índice já contabilizado desde quando os dados passaram a ser sistematizados, em 2001. Com relação a 2016, houve uma redução de 9%.

Outro indicador importante monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é a taxa de mortes por 100 mil habitantes. Em 2017, esse indicador foi 9,7 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas, representando uma redução de 35% em relação ao ano de 2010, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a década de ação para segurança no trânsito.

Segundo o Sistema de Informação de Acidentes de Trânsito (SIAT) da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), a maior redução registrada foi entre ocupantes de veículos de quatro ou mais rodas. O quantitativo de mortes caiu 48%, saindo de 25 para 13 casos. Considerando condutor e passageiro de motocicleta, a taxa de óbitos também diminuiu 13,5%. Entretanto, estes ainda são os mais vulneráveis.

O perfil das pessoas que mais morrem no trânsito permaneceu o mesmo em comparação ao último relatório divulgado. Homens inclusos na faixa etária entre 30 e 59 anos lideram as estatísticas. Metade (50%) das vítimas fatais são motociclistas e passageiros de motocicletas, seguidos por pedestres (37,5%), ciclistas (7,4%) e ocupantes de automóveis (5,07%).

Outro fator que chama atenção é em relação aos acidentes envolvendo pedestres. Dentre as 96 vítimas de atropelamento que morreram no ano passado, 47 eram idosos (cerca de 50%) com mais de 60 anos.

Apesar dos desafios existentes, as estatísticas refletem o trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Fortaleza, com apoio da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária. São ações de mobilidade desenvolvidas de forma integrada que desprendem esforços voltados ao redesenho urbano, à comunicação, à fiscalização e à educação no trânsito.

Desde 2014, a Prefeitura de Fortaleza passou a entender a questão do trânsito como saúde pública. Havia um número muito expressivo de mortes preveníveis e de acidentes com sequelas causadas por circunstâncias que poderiam ser evitadas caso algumas medidas tivessem sido planejadas e implantadas. Com isso, o primeiro plano foi lançado e envolveu ações de sinalização, mudanças na engenharia do trânsito, binários, prioridade do transporte público, já dando uma resposta positiva no primeiro ano.

Mas, em 2015, foi implantado um plano específico para a segurança viária, que passou a sinalizar e proibir estacionamento em esquinas, construção de faixas de pedestre, criação de áreas de trânsito calmo, redução da velocidade em corredores de maiores riscos de mortes, mudança da engenharia em locais mais críticos, fortalecimento da fiscalização e um plano de comunicação que pudesse mudar a consciência das pessoas. Essas medidas trouxeram grandes reduções no número de mortes no trânsito.

“Este é o terceiro ano consecutivo de queda, temos o segundo ano seguido com menos de 300 mortes de acidente por ano, que é um avanço que merece ser celebrado. Mas temos um longo caminho pela frente e ainda há muito a ser feito. Podemos chegar a zero o número de mortes, porque quase todas elas são por circunstâncias em que uma intervenção ou um comportamento modificado pode prevenir aquele acidente. A tarefa é aprofundar o que começamos, com mais campanhas educativas, dar mais responsabilidade quanto a velocidade e tratar de corrigir problemas de engenharia no trânsito. Um conjunto dessas ações acaba tendo efeito importante na Cidade”, explicou Roberto Cláudio.

Entre as medidas, está a ampliação da rede cicloviária, faixas exclusivas de ônibus, o Programa de Apoio à Circulação de Pedestres que contempla áreas de trânsito calmo, travessias elevadas e faixas em diagonal, binários para reorganização do trânsito, além de campanhas educativas, intervenções de engenharia de tráfego e fiscalização efetiva.

Para o superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Arcelino Lima, os dados demonstram que as políticas públicas estão surtindo efeito e as pessoas estão cada vez mais conscientes do seu papel, compartilhando espaço com outros modais que vêm sendo priorizados. “É importante que continuemos avançando a ponto de zerarmos a mortalidade no trânsito. O caminho mais rápido e mais sólido para reduzir esses indicadores é promover mudanças de comportamento e de atitude. Afinal, nenhuma vida perdida no trânsito é tolerável”, esclarece.

Número de mortes no trânsito cai pelo terceiro ano consecutivo em Fortaleza

No ano passado, foram registradas 256 mortes, o menor índice já contabilizado desde 2001

Coletiva
Ações de sinalização, mudanças na engenharia do trânsito, binários e prioridade do transporte público contribuiram para a redução (Foto: Kiko Silva)
O prefeito Roberto Cláudio apresentou, nesta quarta-feira (14/03), os números referentes a mortes no trânsito. Fortaleza bateu recorde na redução das taxas de mortalidade no trânsito e pelo terceiro ano consecutivo apresentou queda no número de óbitos. No ano passado, foram registradas 256 mortes, representando o menor índice já contabilizado desde quando os dados passaram a ser sistematizados, em 2001. Com relação a 2016, houve uma redução de 9%.

Outro indicador importante monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é a taxa de mortes por 100 mil habitantes. Em 2017, esse indicador foi 9,7 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas, representando uma redução de 35% em relação ao ano de 2010, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a década de ação para segurança no trânsito.

Segundo o Sistema de Informação de Acidentes de Trânsito (SIAT) da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), a maior redução registrada foi entre ocupantes de veículos de quatro ou mais rodas. O quantitativo de mortes caiu 48%, saindo de 25 para 13 casos. Considerando condutor e passageiro de motocicleta, a taxa de óbitos também diminuiu 13,5%. Entretanto, estes ainda são os mais vulneráveis.

O perfil das pessoas que mais morrem no trânsito permaneceu o mesmo em comparação ao último relatório divulgado. Homens inclusos na faixa etária entre 30 e 59 anos lideram as estatísticas. Metade (50%) das vítimas fatais são motociclistas e passageiros de motocicletas, seguidos por pedestres (37,5%), ciclistas (7,4%) e ocupantes de automóveis (5,07%).

Outro fator que chama atenção é em relação aos acidentes envolvendo pedestres. Dentre as 96 vítimas de atropelamento que morreram no ano passado, 47 eram idosos (cerca de 50%) com mais de 60 anos.

Apesar dos desafios existentes, as estatísticas refletem o trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Fortaleza, com apoio da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária. São ações de mobilidade desenvolvidas de forma integrada que desprendem esforços voltados ao redesenho urbano, à comunicação, à fiscalização e à educação no trânsito.

Desde 2014, a Prefeitura de Fortaleza passou a entender a questão do trânsito como saúde pública. Havia um número muito expressivo de mortes preveníveis e de acidentes com sequelas causadas por circunstâncias que poderiam ser evitadas caso algumas medidas tivessem sido planejadas e implantadas. Com isso, o primeiro plano foi lançado e envolveu ações de sinalização, mudanças na engenharia do trânsito, binários, prioridade do transporte público, já dando uma resposta positiva no primeiro ano.

Mas, em 2015, foi implantado um plano específico para a segurança viária, que passou a sinalizar e proibir estacionamento em esquinas, construção de faixas de pedestre, criação de áreas de trânsito calmo, redução da velocidade em corredores de maiores riscos de mortes, mudança da engenharia em locais mais críticos, fortalecimento da fiscalização e um plano de comunicação que pudesse mudar a consciência das pessoas. Essas medidas trouxeram grandes reduções no número de mortes no trânsito.

“Este é o terceiro ano consecutivo de queda, temos o segundo ano seguido com menos de 300 mortes de acidente por ano, que é um avanço que merece ser celebrado. Mas temos um longo caminho pela frente e ainda há muito a ser feito. Podemos chegar a zero o número de mortes, porque quase todas elas são por circunstâncias em que uma intervenção ou um comportamento modificado pode prevenir aquele acidente. A tarefa é aprofundar o que começamos, com mais campanhas educativas, dar mais responsabilidade quanto a velocidade e tratar de corrigir problemas de engenharia no trânsito. Um conjunto dessas ações acaba tendo efeito importante na Cidade”, explicou Roberto Cláudio.

Entre as medidas, está a ampliação da rede cicloviária, faixas exclusivas de ônibus, o Programa de Apoio à Circulação de Pedestres que contempla áreas de trânsito calmo, travessias elevadas e faixas em diagonal, binários para reorganização do trânsito, além de campanhas educativas, intervenções de engenharia de tráfego e fiscalização efetiva.

Para o superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Arcelino Lima, os dados demonstram que as políticas públicas estão surtindo efeito e as pessoas estão cada vez mais conscientes do seu papel, compartilhando espaço com outros modais que vêm sendo priorizados. “É importante que continuemos avançando a ponto de zerarmos a mortalidade no trânsito. O caminho mais rápido e mais sólido para reduzir esses indicadores é promover mudanças de comportamento e de atitude. Afinal, nenhuma vida perdida no trânsito é tolerável”, esclarece.