06 de fevereiro de 2019 em Fortaleza

Prefeito Roberto Cláudio inicia projeto piloto de agricultura urbana

Cinco terrenos alvo de ocupações irregulares serão transformados em solo produtivo


Agricultura
O pré-projeto foi apresentado ao prefeito Roberto Cláudio por gestores da Agefis e da SDE (Foto: Kiko Silva)

Até junho de 2019, a Prefeitura de Fortaleza deve transformar cinco terrenos que hoje são alvo de ocupações irregulares e especulação imobiliária em área de produção de agricultura urbana na capital cearense. O pré-projeto foi apresentado na tarde desta quarta-feira (06/02) ao prefeito Roberto Cláudio, no Paço Municipal, por gestores da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE). O intuito é tornar essas áreas solos produtivos, de modo a fomentar a economia local dentro das comunidades ao mesmo tempo em que protege esses espaços de possíveis invasões.

Começando como um projeto piloto, os cinco terrenos terão à frente uma equipe técnica e gestora que conta com profissionais do ramo da agronomia e economia. Eles deverão, dentre outros critérios, avaliar o potencial dos terrenos para a cultura de hortaliças diversificadas, bem como a adequação do solo para cultivo e a qualidade da água.

O projeto piloto de agricultura urbana é fruto do Plano de Agricultura Urbana, do Plano Fortaleza 2040, coordenado pelo Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor). 

Os custos do projeto também prevêem itens como o cercamento, a preparação do solo, a instalação de equipamentos elétricos e hidráulicos, bem como o licenciamento ambiental e a possibilidade de reutilização do espaço pelo Município. A simulação do investimento é de cerca de R$ 165 mil para cada terreno.

Outra questão debatida foi a seleção e as condições para o pessoal envolvido diretamente no desenvolvimento da agricultura. As áreas devem ser de baixo risco, estar desocupadas e ser localizadas próximo a comunidades onde existam associações de moradores organizadas, bem como, preferencialmente, de Escolas de Tempo Integral (ETIs). A expectativa é que, em cada terreno, cerca de 30 famílias sejam beneficiadas pela prática da agricultura urbana, contribuindo para a segurança alimentar e pela geração de renda.

Além da seleção, os envolvidos no plantio deverão passar por capacitação e serão acompanhados pela Prefeitura. O projeto também inclui o envolvimento de universidades e entidades do ramo de agroecologia.

Para o prefeito Roberto Cláudio, além do quesito econômico, está o aspecto social. A agricultura tem o poder de transformar a vida das pessoas, e a expectativa é que os cidadãos envolvidos estejam realmente engajados no projeto. "Precisamos de alguém que queira e precise estar ali, ame e proteja", ressaltou.

Prazos
Durante a reunião, ficou estabelecida a liderança da gestão e os prazos para as primeiras etapas. Até o fim do mês de fevereiro, os responsáveis deverão apresentar os resultados das análises de água e solo dos terrenos escolhidos previamente. Também deverá ser realizada a contratação dos profissionais encarregados dos detalhes técnicos. Para março, a definição de orçamentos, dos métodos de seleção e licitação e dos pormenores jurídicos. Finalmente, o projeto tem previsão para ser implantado em junho deste ano.

Prefeito Roberto Cláudio inicia projeto piloto de agricultura urbana

Cinco terrenos alvo de ocupações irregulares serão transformados em solo produtivo

Agricultura
O pré-projeto foi apresentado ao prefeito Roberto Cláudio por gestores da Agefis e da SDE (Foto: Kiko Silva)

Até junho de 2019, a Prefeitura de Fortaleza deve transformar cinco terrenos que hoje são alvo de ocupações irregulares e especulação imobiliária em área de produção de agricultura urbana na capital cearense. O pré-projeto foi apresentado na tarde desta quarta-feira (06/02) ao prefeito Roberto Cláudio, no Paço Municipal, por gestores da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE). O intuito é tornar essas áreas solos produtivos, de modo a fomentar a economia local dentro das comunidades ao mesmo tempo em que protege esses espaços de possíveis invasões.

Começando como um projeto piloto, os cinco terrenos terão à frente uma equipe técnica e gestora que conta com profissionais do ramo da agronomia e economia. Eles deverão, dentre outros critérios, avaliar o potencial dos terrenos para a cultura de hortaliças diversificadas, bem como a adequação do solo para cultivo e a qualidade da água.

O projeto piloto de agricultura urbana é fruto do Plano de Agricultura Urbana, do Plano Fortaleza 2040, coordenado pelo Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor). 

Os custos do projeto também prevêem itens como o cercamento, a preparação do solo, a instalação de equipamentos elétricos e hidráulicos, bem como o licenciamento ambiental e a possibilidade de reutilização do espaço pelo Município. A simulação do investimento é de cerca de R$ 165 mil para cada terreno.

Outra questão debatida foi a seleção e as condições para o pessoal envolvido diretamente no desenvolvimento da agricultura. As áreas devem ser de baixo risco, estar desocupadas e ser localizadas próximo a comunidades onde existam associações de moradores organizadas, bem como, preferencialmente, de Escolas de Tempo Integral (ETIs). A expectativa é que, em cada terreno, cerca de 30 famílias sejam beneficiadas pela prática da agricultura urbana, contribuindo para a segurança alimentar e pela geração de renda.

Além da seleção, os envolvidos no plantio deverão passar por capacitação e serão acompanhados pela Prefeitura. O projeto também inclui o envolvimento de universidades e entidades do ramo de agroecologia.

Para o prefeito Roberto Cláudio, além do quesito econômico, está o aspecto social. A agricultura tem o poder de transformar a vida das pessoas, e a expectativa é que os cidadãos envolvidos estejam realmente engajados no projeto. "Precisamos de alguém que queira e precise estar ali, ame e proteja", ressaltou.

Prazos
Durante a reunião, ficou estabelecida a liderança da gestão e os prazos para as primeiras etapas. Até o fim do mês de fevereiro, os responsáveis deverão apresentar os resultados das análises de água e solo dos terrenos escolhidos previamente. Também deverá ser realizada a contratação dos profissionais encarregados dos detalhes técnicos. Para março, a definição de orçamentos, dos métodos de seleção e licitação e dos pormenores jurídicos. Finalmente, o projeto tem previsão para ser implantado em junho deste ano.