A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), está ofertando a insulina glargina na rede municipal de saúde para crianças e idosos, conforme as orientações do Ministério da Saúde. Cerca de 6 mil usuários estão dentro da faixa etária e aptos a receberem o novo medicamento. A medida fortalece o cuidado às pessoas com diabetes e amplia as opções de tratamento disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A nova orientação nacional estabelece como público elegível para a transição crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2 que fazem uso da insulina NPH. A mudança ocorre de forma gradual e individualizada, com avaliação e acompanhamento das equipes de saúde previamente cadastrados nos postos de saúde.
Em Fortaleza, a Assistência Farmacêutica atua de forma integrada às unidades para garantir a continuidade do tratamento e orientar os usuários sobre o acesso e o uso adequado do medicamento. A insulina glargina integrava a relação de medicamentos disponibilizados pela rede municipal, mas passou a ser adquirido e distribuído aos municípios via Governo Federal.
Cuidado individualizado e segurança
A transição da NPH para a glargina não deve ser feita por conta própria. A indicação, a prescrição e os ajustes de dose devem ser realizados pelos profissionais de saúde, considerando as condições clínicas e o acompanhamento de cada paciente. A insulina glargina é de ação prolongada e, conforme as orientações nacionais, geralmente é administrada uma vez ao dia, em horário fixo.
“Essa ampliação representa um avanço importante para o cuidado das pessoas com diabetes. O objetivo é garantir que a transição seja realizada de forma segura, com avaliação individual e acompanhamento das equipes de saúde. O usuário não deve alterar o tratamento por conta própria: qualquer mudança na insulina precisa ser orientada pelo profissional que acompanha o paciente”, explica a coordenadora da Assistência Farmacêutica da SMS, Nívia Tavares.
Como ter acesso
As pessoas que fazem parte do público elegível devem procurar seu posto de saúde onde realizam o acompanhamento. A transição tem ocorrido de forma planejada e acompanhada pelas equipes de saúde, garantindo orientações sobre aplicação, armazenamento, monitoramento da glicemia e reconhecimento de sinais de hipoglicemia.
Atualmente, cerca de 260 mil pessoas com diabetes e hipertensão são acompanhadas pela Rede Municipal de Saúde de Fortaleza. O cuidado começa nos 134 postos de saúde da Capital, que realizam acompanhamento contínuo, diagnóstico, tratamento e acesso a medicamentos. A rede também conta com sete Centros Especializados do Diabético e Hipertenso (CEADH), que atuam como referência para casos que necessitam de acompanhamento especializado.
