01 de Setembro de 2026 em Meio ambiente IMPRIMIR

Destinação correta de resíduos avança após início da Operação Capital Limpa e Ordenada em Fortaleza

Entre fevereiro e julho, Ecopontos ampliaram em 30,6% o volume recebido, enquanto o Limpezinha registrou crescimento de 662,2% na quantidade recolhida


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Dois homens recolhem entulho para depositar num conteiner de limpeza pública
Entre fevereiro e julho, o volume entregue pela população nos Ecopontos passou de 10.823,66 toneladas para 14.134 toneladas, um aumento de 3.310,34 toneladas, equivalente a 30,6% (Foto: Tainá Cavalcante)

Desde o início da Operação Capital Limpa e Ordenada, em fevereiro, a Prefeitura de Fortaleza tem registrado avanço nos serviços que oferecem à população alternativas para o descarte e a destinação correta de resíduos. Na comparação entre fevereiro e julho, cresceram os volumes encaminhados aos Ecopontos, ao Limpezinha e ao Re-ciclo, programas que atuam em diferentes etapas da gestão de resíduos da cidade.

O movimento acompanha a estratégia adotada pela Operação, que não se limita à retirada do lixo acumulado nos corredores atendidos. A força-tarefa combina fiscalização, monitoramento por câmeras, ações de conscientização e reestruturação do manejo dos resíduos, ao mesmo tempo em que amplia os canais disponíveis para que materiais que poderiam acabar em pontos de descarte irregular tenham destinação adequada.

Entre fevereiro e julho, por exemplo, o volume entregue pela população nos Ecopontos passou de 10.823,66 toneladas para 14.134 toneladas, um aumento de 3.310,34 toneladas, equivalente a 30,6%.

Para o secretário da Conservação e Serviços Públicos, Abreu Machado, os resultados mostram a importância de atuar simultaneamente na limpeza da cidade e na oferta de alternativas para a população.

“Não adianta apenas chegar a um ponto de lixo, retirar o material e esperar que ele volte a se formar. A Operação Capital Limpa e Ordenada trabalha justamente para mudar essa lógica. Estamos fiscalizando, conscientizando e reorganizando os serviços, mas também oferecendo caminhos para que aquilo que antes poderia ser descartado irregularmente tenha a destinação correta”, afirma.

Ecopontos ampliam atendimento

Uma das medidas adotadas no período foi a ampliação do horário de funcionamento de 24 Ecopontos, que passaram a operar das 7h às 19h, de segunda a domingo.

Os equipamentos recebem materiais previamente separados pelos moradores e funcionam como alternativa para a destinação adequada de diferentes tipos de resíduos. A ampliação do atendimento busca facilitar o acesso da população aos equipamentos, inclusive aos fins de semana.

O crescimento do volume recebido nos Ecopontos ocorre em paralelo à intensificação das ações da Capital Limpa e Ordenada nos pontos críticos de Fortaleza.

A Operação utiliza câmeras do Centro Integrado de Videomonitoramento de Fortaleza (CIVFor) e inteligência artificial para identificar veículos envolvidos no descarte irregular de resíduos. Os registros auxiliam na fiscalização e aplicação de penalidades.

A estratégia inclui ainda fiscalização da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), atividades educativas e de conscientização com moradores e estudantes em diferentes bairros e acompanhamento dos locais com reincidência de descarte.

Limpezinha amplia procura e volume recolhido

O crescimento mais expressivo foi registrado pelo Limpezinha. Entre fevereiro e julho, o volume recolhido pelo serviço saltou de 35,19 toneladas para 268,22 toneladas, acréscimo de 233,03 toneladas e crescimento de 662,2%.

A procura também avançou. O número de solicitações passou de 234 em fevereiro para 681 em julho, crescimento de 447 atendimentos, ou 191%.

O Limpezinha funciona mediante solicitação da população e recolhe os materiais diretamente nas rotas programadas. O avanço do serviço contribui para que resíduos volumosos que poderiam ser deixados em calçadas, canteiros ou outros espaços públicos sejam encaminhados corretamente.

“O aumento da procura mostra que, quando o cidadão conhece o serviço e encontra uma alternativa acessível, ele passa a utilizá-la. A lógica que estamos fortalecendo é justamente essa: criar condições para que o resíduo siga para o destino adequado antes de se transformar em um ponto de descarte irregular”, explica o coordenador de Limpeza Urbana de Fortaleza, Eduardo Palheta.

Desde o início de agosto, o serviço também foi ampliado. Além de móveis usados, eletrodomésticos, restos de madeira, ferragens, pneus e outros materiais volumosos, o Limpezinha passou a recolher pequenas quantidades de entulho, restos de obra e poda.

Para acompanhar a ampliação, a estrutura operacional passou de dois para seis caminhões, mantendo o atendimento de segunda a sábado.

Coleta de recicláveis também cresce

O Re-ciclo, voltado ao recolhimento de materiais recicláveis, também apresentou crescimento no período analisado. O volume coletado passou de 36 toneladas em fevereiro para 41,5 toneladas em julho, aumento de 5,5 toneladas, equivalente a 15,3%.

O serviço integra a estratégia de evitar que materiais recicláveis sejam misturados ao lixo comum ou descartados inadequadamente, direcionando-os para uma cadeia de reaproveitamento.

Segundo Eduardo Palheta, a combinação dos diferentes programas é essencial porque o descarte irregular não possui uma única origem.

“Quando caracterizamos os pontos de lixo, encontramos resíduos domiciliares, recicláveis, volumosos, poda e entulho. Por isso, a resposta também precisa ser diversificada. Ecopontos, Limpezinha, Re-ciclo e os demais serviços se complementam. A reestruturação do manejo busca fazer com que cada tipo de material tenha uma alternativa adequada de coleta ou destinação”, destaca.

A Capital Limpa e Ordenada trabalha com uma metodologia que vai além das ações emergenciais de limpeza. Nos corredores contemplados, as equipes analisam a composição dos resíduos encontrados, os horários em que os descartes ocorrem e a dinâmica de formação de cada ponto.

A partir dessas informações, a Prefeitura pode alterar horários e rotas de coleta, reforçar equipamentos e serviços, intensificar o monitoramento ou adotar outras medidas adequadas à realidade de cada local.

Essa reestruturação do plano de manejo ocorre juntamente com as ações de fiscalização e educação ambiental. O objetivo é quebrar o ciclo em que determinado local é limpo e, pouco tempo depois, volta a receber resíduos descartados de forma irregular.

“Estamos trabalhando em várias frentes porque esse é um problema que exige mudança de comportamento, fiscalização e eficiência do serviço público. O avanço que vemos nesses programas é importante justamente porque representa mais resíduos chegando aos locais corretos e menos material com potencial para terminar nas ruas da cidade”, conclui Abreu Machado.

Destinação correta de resíduos avança após início da Operação Capital Limpa e Ordenada em Fortaleza

Entre fevereiro e julho, Ecopontos ampliaram em 30,6% o volume recebido, enquanto o Limpezinha registrou crescimento de 662,2% na quantidade recolhida

Dois homens recolhem entulho para depositar num conteiner de limpeza pública
Entre fevereiro e julho, o volume entregue pela população nos Ecopontos passou de 10.823,66 toneladas para 14.134 toneladas, um aumento de 3.310,34 toneladas, equivalente a 30,6% (Foto: Tainá Cavalcante)

Desde o início da Operação Capital Limpa e Ordenada, em fevereiro, a Prefeitura de Fortaleza tem registrado avanço nos serviços que oferecem à população alternativas para o descarte e a destinação correta de resíduos. Na comparação entre fevereiro e julho, cresceram os volumes encaminhados aos Ecopontos, ao Limpezinha e ao Re-ciclo, programas que atuam em diferentes etapas da gestão de resíduos da cidade.

O movimento acompanha a estratégia adotada pela Operação, que não se limita à retirada do lixo acumulado nos corredores atendidos. A força-tarefa combina fiscalização, monitoramento por câmeras, ações de conscientização e reestruturação do manejo dos resíduos, ao mesmo tempo em que amplia os canais disponíveis para que materiais que poderiam acabar em pontos de descarte irregular tenham destinação adequada.

Entre fevereiro e julho, por exemplo, o volume entregue pela população nos Ecopontos passou de 10.823,66 toneladas para 14.134 toneladas, um aumento de 3.310,34 toneladas, equivalente a 30,6%.

Para o secretário da Conservação e Serviços Públicos, Abreu Machado, os resultados mostram a importância de atuar simultaneamente na limpeza da cidade e na oferta de alternativas para a população.

“Não adianta apenas chegar a um ponto de lixo, retirar o material e esperar que ele volte a se formar. A Operação Capital Limpa e Ordenada trabalha justamente para mudar essa lógica. Estamos fiscalizando, conscientizando e reorganizando os serviços, mas também oferecendo caminhos para que aquilo que antes poderia ser descartado irregularmente tenha a destinação correta”, afirma.

Ecopontos ampliam atendimento

Uma das medidas adotadas no período foi a ampliação do horário de funcionamento de 24 Ecopontos, que passaram a operar das 7h às 19h, de segunda a domingo.

Os equipamentos recebem materiais previamente separados pelos moradores e funcionam como alternativa para a destinação adequada de diferentes tipos de resíduos. A ampliação do atendimento busca facilitar o acesso da população aos equipamentos, inclusive aos fins de semana.

O crescimento do volume recebido nos Ecopontos ocorre em paralelo à intensificação das ações da Capital Limpa e Ordenada nos pontos críticos de Fortaleza.

A Operação utiliza câmeras do Centro Integrado de Videomonitoramento de Fortaleza (CIVFor) e inteligência artificial para identificar veículos envolvidos no descarte irregular de resíduos. Os registros auxiliam na fiscalização e aplicação de penalidades.

A estratégia inclui ainda fiscalização da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), atividades educativas e de conscientização com moradores e estudantes em diferentes bairros e acompanhamento dos locais com reincidência de descarte.

Limpezinha amplia procura e volume recolhido

O crescimento mais expressivo foi registrado pelo Limpezinha. Entre fevereiro e julho, o volume recolhido pelo serviço saltou de 35,19 toneladas para 268,22 toneladas, acréscimo de 233,03 toneladas e crescimento de 662,2%.

A procura também avançou. O número de solicitações passou de 234 em fevereiro para 681 em julho, crescimento de 447 atendimentos, ou 191%.

O Limpezinha funciona mediante solicitação da população e recolhe os materiais diretamente nas rotas programadas. O avanço do serviço contribui para que resíduos volumosos que poderiam ser deixados em calçadas, canteiros ou outros espaços públicos sejam encaminhados corretamente.

“O aumento da procura mostra que, quando o cidadão conhece o serviço e encontra uma alternativa acessível, ele passa a utilizá-la. A lógica que estamos fortalecendo é justamente essa: criar condições para que o resíduo siga para o destino adequado antes de se transformar em um ponto de descarte irregular”, explica o coordenador de Limpeza Urbana de Fortaleza, Eduardo Palheta.

Desde o início de agosto, o serviço também foi ampliado. Além de móveis usados, eletrodomésticos, restos de madeira, ferragens, pneus e outros materiais volumosos, o Limpezinha passou a recolher pequenas quantidades de entulho, restos de obra e poda.

Para acompanhar a ampliação, a estrutura operacional passou de dois para seis caminhões, mantendo o atendimento de segunda a sábado.

Coleta de recicláveis também cresce

O Re-ciclo, voltado ao recolhimento de materiais recicláveis, também apresentou crescimento no período analisado. O volume coletado passou de 36 toneladas em fevereiro para 41,5 toneladas em julho, aumento de 5,5 toneladas, equivalente a 15,3%.

O serviço integra a estratégia de evitar que materiais recicláveis sejam misturados ao lixo comum ou descartados inadequadamente, direcionando-os para uma cadeia de reaproveitamento.

Segundo Eduardo Palheta, a combinação dos diferentes programas é essencial porque o descarte irregular não possui uma única origem.

“Quando caracterizamos os pontos de lixo, encontramos resíduos domiciliares, recicláveis, volumosos, poda e entulho. Por isso, a resposta também precisa ser diversificada. Ecopontos, Limpezinha, Re-ciclo e os demais serviços se complementam. A reestruturação do manejo busca fazer com que cada tipo de material tenha uma alternativa adequada de coleta ou destinação”, destaca.

A Capital Limpa e Ordenada trabalha com uma metodologia que vai além das ações emergenciais de limpeza. Nos corredores contemplados, as equipes analisam a composição dos resíduos encontrados, os horários em que os descartes ocorrem e a dinâmica de formação de cada ponto.

A partir dessas informações, a Prefeitura pode alterar horários e rotas de coleta, reforçar equipamentos e serviços, intensificar o monitoramento ou adotar outras medidas adequadas à realidade de cada local.

Essa reestruturação do plano de manejo ocorre juntamente com as ações de fiscalização e educação ambiental. O objetivo é quebrar o ciclo em que determinado local é limpo e, pouco tempo depois, volta a receber resíduos descartados de forma irregular.

“Estamos trabalhando em várias frentes porque esse é um problema que exige mudança de comportamento, fiscalização e eficiência do serviço público. O avanço que vemos nesses programas é importante justamente porque representa mais resíduos chegando aos locais corretos e menos material com potencial para terminar nas ruas da cidade”, conclui Abreu Machado.