14 de Agosto de 2026 em Meio ambiente IMPRIMIR

Fortaleza avança na economia circular com parceria para coleta e reaproveitamento de resíduos têxteis

SCSP, Sema e Repense Reuse formalizam cooperação para ampliar o reuso e a destinação responsável de roupas, calçados e outros materiais pós-consumo


Compartilhe:
grupo de pessoas posa para a foto
A assinatura foi realizada na sede da Sema nesta sexta-feira (14/8)

A Prefeitura de Fortaleza deu, na manhã desta sexta-feira (14/8), um novo passo na agenda da economia circular com a formalização de parceria institucional entre a Secretaria Municipal da Conservação e Serviços Públicos (SCSP), a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (Sema) e o Repense Reuse, iniciativa da Humana Brasil voltada ao reuso, à reutilização e à destinação responsável de roupas, calçados e outros itens têxteis pós-consumo.

A assinatura foi realizada na sede da Sema e contou com a presença do secretário da SCSP, Abreu Machado, da secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará, Vilma Maria Freires dos Anjo, e da executiva de implementação do Repense Reuse da Humana Brasil, Claudia Andrade, além de representantes e técnicos das três frentes envolvidas.

A iniciativa busca inserir o reaproveitamento de materiais têxteis de forma mais estruturada na agenda de sustentabilidade, fortalecendo práticas de economia circular e logística reversa. A proposta parte do princípio de que roupas, calçados e outros produtos que deixaram de ter utilidade para uma pessoa ainda podem ser reutilizados ou receber uma destinação ambientalmente adequada.

Para Abreu Machado, a parceria amplia as alternativas de destinação correta oferecidas à população e contribui para reduzir materiais que poderiam acabar descartados de forma inadequada.

“Quando falamos em gestão de resíduos, precisamos pensar também em como prolongar a vida útil dos materiais e evitar que aquilo que ainda pode ser aproveitado seja simplesmente descartado. Essa parceria abre uma nova frente nesse trabalho, envolvendo poder público, iniciativa privada e população na construção de uma cidade cada vez mais comprometida com a economia circular”, destaca o secretário.

O conceito de economia circular propõe uma mudança na relação com os produtos e os recursos. Em vez da lógica baseada em produzir, consumir e descartar, o objetivo é ampliar o tempo de vida dos materiais, estimular o reuso e buscar novas possibilidades para produtos que já passaram pelo primeiro ciclo de utilização.

No caso dos têxteis, o Repense Reuse atua conectando o cidadão a uma cadeia estruturada de coleta, triagem, reutilização e destinação responsável.

“Com a implantação de 400 novos pontos no Ceará, o Repense Reuse se consolidará como a maior rede estruturada de coleta e destinação de têxteis pós-consumo do Brasil”, afirma Claudia Andrade.

Gestão de resíduos para além da coleta tradicional

A parceria também amplia a discussão sobre os diferentes tipos de resíduos gerados nas cidades. Para a SCSP, o trabalho de limpeza urbana passa não apenas pelo recolhimento, mas também pela oferta de alternativas que permitam evitar o descarte e promover o reaproveitamento.

O coordenador de Limpeza Urbana da SCSP, Eduardo Palheta, ressalta que a destinação adequada depende da criação de estruturas específicas e da participação da população.

“Precisamos ampliar cada vez mais as possibilidades de destinação correta dos diferentes materiais produzidos pela cidade. O resíduo têxtil possui características próprias e exige uma cadeia adequada de coleta, triagem e reaproveitamento. Quando oferecemos essa alternativa ao cidadão, conseguimos evitar o descarte inadequado e, ao mesmo tempo, reinserir materiais que ainda possuem utilidade em novos ciclos”, explica.

A participação do poder público também contribui para aproximar as práticas de sustentabilidade da rotina da população. Estados e municípios podem atuar na articulação de iniciativas de logística reversa, economia circular e educação ambiental, reunindo empresas, organizações sociais e cidadãos.

“A parceria que chega ao Ceará reúne justamente essas diferentes frentes. De um lado, o poder público, responsável por formular, articular e apoiar práticas ambientais. Do outro, empresas, entidades e organizações que podem contribuir com conhecimento, estrutura e soluções. No centro desse processo está o cidadão, cuja participação é essencial para que a circularidade aconteça na prática”, afirma Claudia Andrade.

Do uso ao reuso

O Repense Reuse funciona por meio de Pontos de Entrega Voluntária, onde a população pode depositar roupas, calçados e outros materiais têxteis pós-consumo.

Após o recolhimento, os itens seguem para triagem. De acordo com as condições e características de cada material, são avaliadas as possibilidades de reutilização ou de encaminhamento para destinação adequada.

A proposta é fazer com que o descarte deixe de ser o destino automático de produtos que não são mais utilizados. A participação começa dentro de casa, quando o cidadão avalia se determinada peça ainda pode ser usada, doada, reutilizada ou encaminhada para uma cadeia estruturada de reaproveitamento.

A parceria também prevê o envolvimento de empresas e entidades, tanto na implantação de estruturas de coleta quanto no estímulo à participação de consumidores e colaboradores.

A implementação da iniciativa está prevista para começar em setembro, aproximando a população de uma rede estruturada para recebimento de materiais têxteis pós-consumo.

Fortaleza avança na economia circular com parceria para coleta e reaproveitamento de resíduos têxteis

SCSP, Sema e Repense Reuse formalizam cooperação para ampliar o reuso e a destinação responsável de roupas, calçados e outros materiais pós-consumo

grupo de pessoas posa para a foto
A assinatura foi realizada na sede da Sema nesta sexta-feira (14/8)

A Prefeitura de Fortaleza deu, na manhã desta sexta-feira (14/8), um novo passo na agenda da economia circular com a formalização de parceria institucional entre a Secretaria Municipal da Conservação e Serviços Públicos (SCSP), a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (Sema) e o Repense Reuse, iniciativa da Humana Brasil voltada ao reuso, à reutilização e à destinação responsável de roupas, calçados e outros itens têxteis pós-consumo.

A assinatura foi realizada na sede da Sema e contou com a presença do secretário da SCSP, Abreu Machado, da secretária do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará, Vilma Maria Freires dos Anjo, e da executiva de implementação do Repense Reuse da Humana Brasil, Claudia Andrade, além de representantes e técnicos das três frentes envolvidas.

A iniciativa busca inserir o reaproveitamento de materiais têxteis de forma mais estruturada na agenda de sustentabilidade, fortalecendo práticas de economia circular e logística reversa. A proposta parte do princípio de que roupas, calçados e outros produtos que deixaram de ter utilidade para uma pessoa ainda podem ser reutilizados ou receber uma destinação ambientalmente adequada.

Para Abreu Machado, a parceria amplia as alternativas de destinação correta oferecidas à população e contribui para reduzir materiais que poderiam acabar descartados de forma inadequada.

“Quando falamos em gestão de resíduos, precisamos pensar também em como prolongar a vida útil dos materiais e evitar que aquilo que ainda pode ser aproveitado seja simplesmente descartado. Essa parceria abre uma nova frente nesse trabalho, envolvendo poder público, iniciativa privada e população na construção de uma cidade cada vez mais comprometida com a economia circular”, destaca o secretário.

O conceito de economia circular propõe uma mudança na relação com os produtos e os recursos. Em vez da lógica baseada em produzir, consumir e descartar, o objetivo é ampliar o tempo de vida dos materiais, estimular o reuso e buscar novas possibilidades para produtos que já passaram pelo primeiro ciclo de utilização.

No caso dos têxteis, o Repense Reuse atua conectando o cidadão a uma cadeia estruturada de coleta, triagem, reutilização e destinação responsável.

“Com a implantação de 400 novos pontos no Ceará, o Repense Reuse se consolidará como a maior rede estruturada de coleta e destinação de têxteis pós-consumo do Brasil”, afirma Claudia Andrade.

Gestão de resíduos para além da coleta tradicional

A parceria também amplia a discussão sobre os diferentes tipos de resíduos gerados nas cidades. Para a SCSP, o trabalho de limpeza urbana passa não apenas pelo recolhimento, mas também pela oferta de alternativas que permitam evitar o descarte e promover o reaproveitamento.

O coordenador de Limpeza Urbana da SCSP, Eduardo Palheta, ressalta que a destinação adequada depende da criação de estruturas específicas e da participação da população.

“Precisamos ampliar cada vez mais as possibilidades de destinação correta dos diferentes materiais produzidos pela cidade. O resíduo têxtil possui características próprias e exige uma cadeia adequada de coleta, triagem e reaproveitamento. Quando oferecemos essa alternativa ao cidadão, conseguimos evitar o descarte inadequado e, ao mesmo tempo, reinserir materiais que ainda possuem utilidade em novos ciclos”, explica.

A participação do poder público também contribui para aproximar as práticas de sustentabilidade da rotina da população. Estados e municípios podem atuar na articulação de iniciativas de logística reversa, economia circular e educação ambiental, reunindo empresas, organizações sociais e cidadãos.

“A parceria que chega ao Ceará reúne justamente essas diferentes frentes. De um lado, o poder público, responsável por formular, articular e apoiar práticas ambientais. Do outro, empresas, entidades e organizações que podem contribuir com conhecimento, estrutura e soluções. No centro desse processo está o cidadão, cuja participação é essencial para que a circularidade aconteça na prática”, afirma Claudia Andrade.

Do uso ao reuso

O Repense Reuse funciona por meio de Pontos de Entrega Voluntária, onde a população pode depositar roupas, calçados e outros materiais têxteis pós-consumo.

Após o recolhimento, os itens seguem para triagem. De acordo com as condições e características de cada material, são avaliadas as possibilidades de reutilização ou de encaminhamento para destinação adequada.

A proposta é fazer com que o descarte deixe de ser o destino automático de produtos que não são mais utilizados. A participação começa dentro de casa, quando o cidadão avalia se determinada peça ainda pode ser usada, doada, reutilizada ou encaminhada para uma cadeia estruturada de reaproveitamento.

A parceria também prevê o envolvimento de empresas e entidades, tanto na implantação de estruturas de coleta quanto no estímulo à participação de consumidores e colaboradores.

A implementação da iniciativa está prevista para começar em setembro, aproximando a população de uma rede estruturada para recebimento de materiais têxteis pós-consumo.