08 de Abril de 2026 em Fortaleza IMPRIMIR

Medalha Iracema: Grupo Edson Queiroz, de um sonho empreendedor ao protagonismo no desenvolvimento do Ceará

Um dos principais grupos empresariais cearenses é um dos agraciados com a Medalha Iracema, comemorando os 300 anos de Fortaleza


Compartilhe:
Igor Queiroz, neto de Edson e Yolanda, comenta o legado empresarial dos avós (Foto: Marcos Moura)
Igor Queiroz, neto de Edson e Yolanda, comenta o legado empresarial dos avós (Foto: Marcos Moura)

Nascido da visão empreendedora do jovem Edson de Cascavel, o Grupo Edson Queiroz (GEQ) reúne hoje um portfólio diversificado de empreendimentos em diferentes áreas e se firmou como uma das principais forças motrizes do desenvolvimento de Fortaleza e do Ceará. Neste ano, o GEQ recebe a Medalha Iracema, maior comenda do Executivo municipal, que será entregue na próxima sexta-feira (10/4), no Cineteatro São Luiz, como parte das celebrações dos 300 anos de Fortaleza, comemorados em 13 de abril.

O sonho de Edson

Nascido em 1925, em Cascavel, Edson Queiroz mudou-se com a família para a capital cearense em 1932. Naquele período, o comércio de seu pai, seu Genésio, saiu do interior e foi instalado na avenida Conde d’Eu, no coração da cidade. Foi ali que, atentos às oportunidades, pai e filho começaram a expandir o negócio, passando a vender alimentos a granel e transformando o comércio em um armazém.

O ponto de virada para Edson se deu em 1951, com a fundação da Nacional Gás (Gás Butano, à época), a primeira empresa de grande porte do grupo. Igor Queiroz, neto de Edson e atual diretor institucional do GEQ, destaca a visão empresarial do avô e a força de Yolanda na construção do legado familiar.

“Eu acredito que o Edson era um ser humano diferenciado. Uma pessoa que, aos 15 anos de idade, já era sócia do pai. Ele tinha uma força de trabalho incomensurável, e a minha avó, Yolanda, tinha o refinamento, sendo muito ligada à educação e à cultura”, comentou Igor
“Eu acredito que o Edson era um ser humano diferenciado. Uma pessoa que, aos 15 anos de idade, já era sócia do pai. Ele tinha uma força de trabalho incomensurável, e a minha avó, Yolanda, tinha o refinamento, sendo muito ligada à educação e à cultura”, comentou Igor (Fotos: Acervo GEQ)

“Eu acredito que o Edson era um ser humano diferenciado. Uma pessoa que, aos 15 anos de idade, já era sócia do pai. Ele tinha uma força de trabalho incomensurável, e a minha avó, Yolanda, tinha o refinamento, sendo muito ligada à educação e à cultura”, comenta.

Já em 1963, buscando ampliar o mercado de gás, o grupo passou a investir na produção de botijões e fogões. Anos depois, com a fusão da Tecnomecânica Norte (Tecnorte) com a Estamparia e Esmaltação Nordeste, surgiria a Esmaltec, que se tornaria uma das maiores empresas brasileiras do setor de eletrodomésticos.

Na década de 1970, o GEQ ampliou suas operações no setor de imprensa e comunicação. Foi quando surgiu a TV Verdes Mares (afiliada da Globo), que se uniu à já existente rádio Verdes Mares. Também nesse período foi fundado o jornal Diário do Nordeste.

Com o passar dos anos, o Sistema Verdes Mares (SVM) também se expandiu, passando a reunir outras emissoras de rádio, a TV Diário e ampliando sua presença no interior do estado, com a Verdes Mares Cariri. O grupo também consolidou sua atuação no meio digital com os portais G1 Ceará e Globo Esporte Ceará.

O GEQ também diversificou suas operações para o setor de bebidas e alimentação, com a marca Indaiá, posteriormente incorporada à Minalba Brasil, hoje líder em vendas no segmento de águas minerais naturais no país.

“O grupo tem a cara, o DNA do Edson. Ele sempre quis criar negócios que impactassem a sociedade e gerassem empregos. A Esmaltec, por exemplo, chegou a empregar cerca de 3 mil pessoas, assim como ocorreu com a Cascaju. O grupo se mantém no Ceará porque somos cearenses. Os empregos permanecem aqui, contribuindo para o desenvolvimento do Nordeste”, declarou Igor.

Ao longo das décadas, o Grupo Edson Queiroz construiu uma trajetória marcada pela capacidade de identificar oportunidades, inovar e se adaptar às transformações do mercado. Mais do que expandir negócios, o grupo consolidou um legado que atravessa gerações e segue contribuindo para o desenvolvimento do Ceará.

A força de Yolanda

“Nós devemos gratidão a uma pessoa: Yolanda Queiroz. Essa mulher é a grande responsável por esse grupo ter se mantido, apesar da morte súbita do Edson
“Nós devemos gratidão a uma pessoa: Yolanda Queiroz. Essa mulher é a grande responsável por esse grupo ter se mantido, apesar da morte súbita do Edson", afirmou Igor (Foto: Acervo GEQ)

Também foi em Fortaleza que aconteceu um dos momentos mais marcantes da vida de Edson e da própria história do grupo: o encontro com Yolanda, na Igreja Nossa Senhora do Carmo. Parceira essencial ao longo de mais de 30 anos, ela esteve presente em todas as fases de crescimento e consolidação do GEQ.

Após a morte prematura do marido, Yolanda assumiu a presidência e teve papel decisivo na manutenção da unidade do grupo, como destaca Igor Queiroz.

“Nós devemos gratidão a uma pessoa: Yolanda Queiroz. Essa mulher é a grande responsável por esse grupo ter se mantido, apesar da morte súbita do Edson. Na época, ela tinha 50 anos, era jovem, e decidiu lutar pelo legado. Ela impactou a vida dos filhos, a minha vida e a de todos os netos.”

Fundação Edson Queiroz e Unifor

Em 1971, foi criada a Fundação Edson Queiroz e, em 1973, um de seus principais projetos se concretizou com a inauguração da Universidade de Fortaleza (Unifor). Como destaca Igor, que é egresso da instituição, a universidade se consolidou como uma das principais do país, a qual ele chama de "fábrica de doutores".

“Quando me formei na Unifor, meus professores já eram especialistas. Sob o comando do chanceler Airton Queiroz, a universidade elevou o nível do corpo docente, com professores mestres e doutores. Hoje, temos parcerias com instituições na Europa, nos Estados Unidos e até na Ásia.”

Atualmente, a Unifor oferece cerca de 40 cursos de graduação, além de programas de mestrado nas áreas de Administração, Ciências Médicas, Direito Constitucional, Informática Aplicada, Psicologia e Saúde Coletiva, e doutorados em Direito, Administração, Informática, Psicologia e Biotecnologia, além de diversas especializações.

Medalha Iracema: Grupo Edson Queiroz, de um sonho empreendedor ao protagonismo no desenvolvimento do Ceará

Um dos principais grupos empresariais cearenses é um dos agraciados com a Medalha Iracema, comemorando os 300 anos de Fortaleza

Igor Queiroz, neto de Edson e Yolanda, comenta o legado empresarial dos avós (Foto: Marcos Moura)
Igor Queiroz, neto de Edson e Yolanda, comenta o legado empresarial dos avós (Foto: Marcos Moura)

Nascido da visão empreendedora do jovem Edson de Cascavel, o Grupo Edson Queiroz (GEQ) reúne hoje um portfólio diversificado de empreendimentos em diferentes áreas e se firmou como uma das principais forças motrizes do desenvolvimento de Fortaleza e do Ceará. Neste ano, o GEQ recebe a Medalha Iracema, maior comenda do Executivo municipal, que será entregue na próxima sexta-feira (10/4), no Cineteatro São Luiz, como parte das celebrações dos 300 anos de Fortaleza, comemorados em 13 de abril.

O sonho de Edson

Nascido em 1925, em Cascavel, Edson Queiroz mudou-se com a família para a capital cearense em 1932. Naquele período, o comércio de seu pai, seu Genésio, saiu do interior e foi instalado na avenida Conde d’Eu, no coração da cidade. Foi ali que, atentos às oportunidades, pai e filho começaram a expandir o negócio, passando a vender alimentos a granel e transformando o comércio em um armazém.

O ponto de virada para Edson se deu em 1951, com a fundação da Nacional Gás (Gás Butano, à época), a primeira empresa de grande porte do grupo. Igor Queiroz, neto de Edson e atual diretor institucional do GEQ, destaca a visão empresarial do avô e a força de Yolanda na construção do legado familiar.

“Eu acredito que o Edson era um ser humano diferenciado. Uma pessoa que, aos 15 anos de idade, já era sócia do pai. Ele tinha uma força de trabalho incomensurável, e a minha avó, Yolanda, tinha o refinamento, sendo muito ligada à educação e à cultura”, comentou Igor
“Eu acredito que o Edson era um ser humano diferenciado. Uma pessoa que, aos 15 anos de idade, já era sócia do pai. Ele tinha uma força de trabalho incomensurável, e a minha avó, Yolanda, tinha o refinamento, sendo muito ligada à educação e à cultura”, comentou Igor (Fotos: Acervo GEQ)

“Eu acredito que o Edson era um ser humano diferenciado. Uma pessoa que, aos 15 anos de idade, já era sócia do pai. Ele tinha uma força de trabalho incomensurável, e a minha avó, Yolanda, tinha o refinamento, sendo muito ligada à educação e à cultura”, comenta.

Já em 1963, buscando ampliar o mercado de gás, o grupo passou a investir na produção de botijões e fogões. Anos depois, com a fusão da Tecnomecânica Norte (Tecnorte) com a Estamparia e Esmaltação Nordeste, surgiria a Esmaltec, que se tornaria uma das maiores empresas brasileiras do setor de eletrodomésticos.

Na década de 1970, o GEQ ampliou suas operações no setor de imprensa e comunicação. Foi quando surgiu a TV Verdes Mares (afiliada da Globo), que se uniu à já existente rádio Verdes Mares. Também nesse período foi fundado o jornal Diário do Nordeste.

Com o passar dos anos, o Sistema Verdes Mares (SVM) também se expandiu, passando a reunir outras emissoras de rádio, a TV Diário e ampliando sua presença no interior do estado, com a Verdes Mares Cariri. O grupo também consolidou sua atuação no meio digital com os portais G1 Ceará e Globo Esporte Ceará.

O GEQ também diversificou suas operações para o setor de bebidas e alimentação, com a marca Indaiá, posteriormente incorporada à Minalba Brasil, hoje líder em vendas no segmento de águas minerais naturais no país.

“O grupo tem a cara, o DNA do Edson. Ele sempre quis criar negócios que impactassem a sociedade e gerassem empregos. A Esmaltec, por exemplo, chegou a empregar cerca de 3 mil pessoas, assim como ocorreu com a Cascaju. O grupo se mantém no Ceará porque somos cearenses. Os empregos permanecem aqui, contribuindo para o desenvolvimento do Nordeste”, declarou Igor.

Ao longo das décadas, o Grupo Edson Queiroz construiu uma trajetória marcada pela capacidade de identificar oportunidades, inovar e se adaptar às transformações do mercado. Mais do que expandir negócios, o grupo consolidou um legado que atravessa gerações e segue contribuindo para o desenvolvimento do Ceará.

A força de Yolanda

“Nós devemos gratidão a uma pessoa: Yolanda Queiroz. Essa mulher é a grande responsável por esse grupo ter se mantido, apesar da morte súbita do Edson
“Nós devemos gratidão a uma pessoa: Yolanda Queiroz. Essa mulher é a grande responsável por esse grupo ter se mantido, apesar da morte súbita do Edson", afirmou Igor (Foto: Acervo GEQ)

Também foi em Fortaleza que aconteceu um dos momentos mais marcantes da vida de Edson e da própria história do grupo: o encontro com Yolanda, na Igreja Nossa Senhora do Carmo. Parceira essencial ao longo de mais de 30 anos, ela esteve presente em todas as fases de crescimento e consolidação do GEQ.

Após a morte prematura do marido, Yolanda assumiu a presidência e teve papel decisivo na manutenção da unidade do grupo, como destaca Igor Queiroz.

“Nós devemos gratidão a uma pessoa: Yolanda Queiroz. Essa mulher é a grande responsável por esse grupo ter se mantido, apesar da morte súbita do Edson. Na época, ela tinha 50 anos, era jovem, e decidiu lutar pelo legado. Ela impactou a vida dos filhos, a minha vida e a de todos os netos.”

Fundação Edson Queiroz e Unifor

Em 1971, foi criada a Fundação Edson Queiroz e, em 1973, um de seus principais projetos se concretizou com a inauguração da Universidade de Fortaleza (Unifor). Como destaca Igor, que é egresso da instituição, a universidade se consolidou como uma das principais do país, a qual ele chama de "fábrica de doutores".

“Quando me formei na Unifor, meus professores já eram especialistas. Sob o comando do chanceler Airton Queiroz, a universidade elevou o nível do corpo docente, com professores mestres e doutores. Hoje, temos parcerias com instituições na Europa, nos Estados Unidos e até na Ásia.”

Atualmente, a Unifor oferece cerca de 40 cursos de graduação, além de programas de mestrado nas áreas de Administração, Ciências Médicas, Direito Constitucional, Informática Aplicada, Psicologia e Saúde Coletiva, e doutorados em Direito, Administração, Informática, Psicologia e Biotecnologia, além de diversas especializações.