06 de Março de 2026 em Saúde IMPRIMIR

Mulheres que salvam vidas: a força feminina por trás das sirenes do SAMU

No Dia da Mulher, a história da enfermeira Ravenna Suyanne revela coragem, vocação e o orgulho de quem transformou o atendimento de urgência em missão de vida


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Ravenna Suyanne posa na frente de uma ambulância do Samu
Ravenna Suyanne se orgulha de vestir o uniforme azul e representar tantas outras mulheres que escolheram salvar vidas como missão

No silêncio da madrugada ou no caos de uma avenida movimentada, elas estão lá. Firmes, técnicas, humanas. No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a história de mulheres que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) revela coragem, vocação e um compromisso diário com a vida.

É o caso da enfermeira socorrista, quixadaense, Ravenna Suyanne Oliveira Silveira, 32 anos, que iniciou sua trajetória no SAMU há 12 anos como técnica de enfermagem. Mais de uma década depois, ela segue na linha de frente das urgências e emergências, como enfermeira do SAMU Fortaleza, carregando no uniforme e na experiência o orgulho de quem cresceu dentro do serviço.

Mãe, filha, colega de farda e referência para a equipe, ela carrega no olhar a serenidade de quem já enfrentou incontáveis chamados, de acidentes graves a partos inesperados dentro da ambulância. “Cada ocorrência é uma história. A gente chega, muitas vezes, no pior momento da vida de alguém. E precisa ser técnica, rápida, mas também humana”, conta Ravenna, que se orgulha de vestir o uniforme azul e representar tantas outras mulheres que escolheram salvar vidas como missão.

SAMU

Criado pelo Ministério da Saúde, o SAMU é um dos principais componentes da Rede de Atenção às Urgências no Brasil. O serviço funciona 24 horas por dia, acionado gratuitamente pelo número 192, e conta com equipes multiprofissionais formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores socorristas. O atendimento é realizado tanto em residências quanto em vias públicas, com o objetivo de prestar socorro imediato e encaminhar o paciente à unidade de saúde adequada.

Em Fortaleza, o serviço tem papel estratégico na organização da assistência pré-hospitalar, em situações críticas como infartos, AVCs, traumas e outras emergências clínicas. Para Ravenna, fazer parte dessa engrenagem é motivo de orgulho diário. “Ser mulher no SAMU é mostrar que a gente pode estar onde quiser. Já ouvi que essa era uma profissão ‘pesada demais’. Mas peso maior é saber que alguém precisa de ajuda e não ter ninguém para ir. E nós vamos”, afirma.

Em 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) registrou um volume expressivo de atendimentos em Fortaleza, reforçando seu papel estratégico na rede de urgência e emergência. Ao longo do ano, a Central de Regulação das Urgências (CRU) recebeu 318.372 ligações, com média mensal de 26.531 chamadas. Desse total 4.709 (1,5%) resultaram em orientações prestadas pelas equipes de saúde diretamente por telefone. No período, 71.106 ocorrências demandaram o envio de ambulâncias, o que representa 22,3% das chamadas recebidas, evidenciando a atuação constante das equipes do SAMU no atendimento rápido e qualificado às situações de urgência da população.

Ao longo dos anos, Ravenna viu crescer a presença feminina nas equipes, ocupando não apenas funções assistenciais, mas também cargos de coordenação e gestão. Mulheres que equilibram plantões exaustivos com a rotina familiar, que enfrentam preconceitos e que transformam sensibilidade em força estratégica no cuidado.

Neste 8 de março, mais do que flores, o reconhecimento se traduz no respeito a essas profissionais que enfrentam o imprevisível todos os dias. Mulheres que dirigem ambulâncias sob chuva intensa, que estabilizam pacientes em segundos decisivos, que seguram mãos trêmulas e oferecem palavras firmes quando tudo parece desabar.

A história de Ravenna é a de muitas. Mulheres que escolheram a urgência como caminho e fizeram do atendimento pré-hospitalar um ato diário de coragem. No som da sirene que corta a cidade, há também a voz feminina que insiste: salvar vidas é um trabalho de todos e, cada vez mais, delas.

Mulheres que salvam vidas: a força feminina por trás das sirenes do SAMU

No Dia da Mulher, a história da enfermeira Ravenna Suyanne revela coragem, vocação e o orgulho de quem transformou o atendimento de urgência em missão de vida

Ravenna Suyanne posa na frente de uma ambulância do Samu
Ravenna Suyanne se orgulha de vestir o uniforme azul e representar tantas outras mulheres que escolheram salvar vidas como missão

No silêncio da madrugada ou no caos de uma avenida movimentada, elas estão lá. Firmes, técnicas, humanas. No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a história de mulheres que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) revela coragem, vocação e um compromisso diário com a vida.

É o caso da enfermeira socorrista, quixadaense, Ravenna Suyanne Oliveira Silveira, 32 anos, que iniciou sua trajetória no SAMU há 12 anos como técnica de enfermagem. Mais de uma década depois, ela segue na linha de frente das urgências e emergências, como enfermeira do SAMU Fortaleza, carregando no uniforme e na experiência o orgulho de quem cresceu dentro do serviço.

Mãe, filha, colega de farda e referência para a equipe, ela carrega no olhar a serenidade de quem já enfrentou incontáveis chamados, de acidentes graves a partos inesperados dentro da ambulância. “Cada ocorrência é uma história. A gente chega, muitas vezes, no pior momento da vida de alguém. E precisa ser técnica, rápida, mas também humana”, conta Ravenna, que se orgulha de vestir o uniforme azul e representar tantas outras mulheres que escolheram salvar vidas como missão.

SAMU

Criado pelo Ministério da Saúde, o SAMU é um dos principais componentes da Rede de Atenção às Urgências no Brasil. O serviço funciona 24 horas por dia, acionado gratuitamente pelo número 192, e conta com equipes multiprofissionais formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores socorristas. O atendimento é realizado tanto em residências quanto em vias públicas, com o objetivo de prestar socorro imediato e encaminhar o paciente à unidade de saúde adequada.

Em Fortaleza, o serviço tem papel estratégico na organização da assistência pré-hospitalar, em situações críticas como infartos, AVCs, traumas e outras emergências clínicas. Para Ravenna, fazer parte dessa engrenagem é motivo de orgulho diário. “Ser mulher no SAMU é mostrar que a gente pode estar onde quiser. Já ouvi que essa era uma profissão ‘pesada demais’. Mas peso maior é saber que alguém precisa de ajuda e não ter ninguém para ir. E nós vamos”, afirma.

Em 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) registrou um volume expressivo de atendimentos em Fortaleza, reforçando seu papel estratégico na rede de urgência e emergência. Ao longo do ano, a Central de Regulação das Urgências (CRU) recebeu 318.372 ligações, com média mensal de 26.531 chamadas. Desse total 4.709 (1,5%) resultaram em orientações prestadas pelas equipes de saúde diretamente por telefone. No período, 71.106 ocorrências demandaram o envio de ambulâncias, o que representa 22,3% das chamadas recebidas, evidenciando a atuação constante das equipes do SAMU no atendimento rápido e qualificado às situações de urgência da população.

Ao longo dos anos, Ravenna viu crescer a presença feminina nas equipes, ocupando não apenas funções assistenciais, mas também cargos de coordenação e gestão. Mulheres que equilibram plantões exaustivos com a rotina familiar, que enfrentam preconceitos e que transformam sensibilidade em força estratégica no cuidado.

Neste 8 de março, mais do que flores, o reconhecimento se traduz no respeito a essas profissionais que enfrentam o imprevisível todos os dias. Mulheres que dirigem ambulâncias sob chuva intensa, que estabilizam pacientes em segundos decisivos, que seguram mãos trêmulas e oferecem palavras firmes quando tudo parece desabar.

A história de Ravenna é a de muitas. Mulheres que escolheram a urgência como caminho e fizeram do atendimento pré-hospitalar um ato diário de coragem. No som da sirene que corta a cidade, há também a voz feminina que insiste: salvar vidas é um trabalho de todos e, cada vez mais, delas.