04 de dezembro de 2018 em Esporte e Lazer

Prática esportiva transforma o cotidiano de alunos da Rede Municipal

Prefeitura de Fortaleza incentiva a prática de esportes para além das aulas de educação física


Esporte
A Prefeitura de Fortaleza também apoia a criação de projetos esportivos, que são agregados à política de tempo integral (Foto: Marcos Moura)

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) garante a inclusão da educação física no currículo escolar de maneira obrigatória. Ela também afirma a promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais, caracterizada pela ludicidade da prática. Para isso, ela deve ser integrada ao projeto pedagógico das escolas, de forma a estimular a participação de todos os estudantes. Nas escolas municipais, a prática esportiva é um fator importante no plano de ensino.

Para além da prática de esportes nas aulas de educação física, o esporte é incentivado por meio de competições. Os Jogos Escolares de Fortaleza em 2018 contaram com a participação de 59 escolas municipais nas categorias de 11 a 14 e de 15 a 17 anos. A abertura, realizada no Ginásio Paulo Sarasate, contou com a presença de mais de 2.500 estudantes da rede pública. Nesta última edição, também foram acrescentadas novas modalidades ligadas ao esporte popular, como carimba e cabo de guerra, além de uma nova categoria para crianças de 8 a 11 anos, que contou com a participação de alunos de 33 escolas.

Além disso, a Prefeitura incentiva a criação de projetos esportivos, que são agregados à política de tempo integral, com aulas no contraturno das aulas. Segundo o coordenador de Esporte e Cultura da Secretaria Municipal de Educação (SME), Marcelo Alexandre, “um dos grandes motores da questão da baixa evasão e do melhor desenvolvimento do aluno é a prática esportiva”. A Secretaria também promove formações com professores de educação física através do Instituto Esporte e Educação, que atualmente contempla 11 escolas.

A Escola Dom Aloisio Lorscheider, na Praia do Futuro, é um exemplo de como o esporte pode trazer grandes transformações e engajar pessoas dentro do ambiente escolar. O colégio conta, atualmente, com programas abrangendo quatro modalidades esportivas diferentes, atendendo cerca de 200 crianças ao todo com aulas de ginástica rítmica, futsal, capoeira e judô. “Conversamos com os alunos para que eles se engajem em uma atividade física e isso melhora na aprendizagem, melhora na condução, na própria educação civil deles”, conta o diretor da escola, Rayne Vasconcelos. Para cumprir a demanda, a escola conta com três professores e dois voluntários, todos com formação em educação física.

Os projetos, além de contemplarem os alunos, incluem também a comunidade. Aos fins de semana, a escola continua aberta para que a quadra e outros espaços de lazer sejam usufruídos por moradores. “Incentivamos não só nossos alunos, mas que a comunidade se engaje, ou que o jovem saia da rua e venha para a escola, mesmo que ele não seja nosso aluno”, afirma Rayne. A iniciativa faz parte do Projeto Escola Aberta, do Ministério da Educação, que incentiva a abertura, nos finais de semana, de escolas públicas de educação básica localizadas em territórios de vulnerabilidade social, fortalecendo a convivência comunitária, as expressões juvenis e o protagonismo da comunidade.

O apoio, porém, deve ir além do incentivo e participação, já que a prática esportiva exige material para treino e um espaço adequado para a realização das atividades. Na Dom Aloisio Lorscheider, a quadra passará por uma reforma para melhorar a qualidade dos treinos, permitindo um fortalecimento das atividades com uma estrutura adequada. Segundo a SME, o início das obras tem previsão para 2019.

Projeto Sonho em Movimento
O projeto mais antigo da escola Dom Aloisio surgiu em 2012, por meio da iniciativa da professora Jordana dos Santos. Inicialmente trabalhando com um pequeno grupo de alunas de cinco a 15 anos, o Sonho em Movimento atende hoje cerca de 70 meninas da escola e do entorno da Praia do Futuro e regional VI, revelando destaques como a aluna Raquel Rebouças.

Raquel, 12 anos, ganhou duas medalhas de ouro e uma de prata no Campeonato Cearense de Ginástica Rítmica e do Torneio Estadual de Ginástica Rítmica, conquistando assim o número de 46 medalhas no total, nas mais diversas competições que participa desde os 6 anos de idade. Presente desde a primeira turma do Sonho em Movimento, ela reconhece suas conquistas. “Eu fico muito feliz de participar de campeonatos, porque não são todas as meninas que tem essa oportunidade, então eu me esforço ao máximo”, conta. Com esse resultado no âmbito estadual, Raquel participou do campeonato nacional, obtendo o melhor resultado já conquistado por uma estudante da rede municipal de Fortaleza.

Foi através do incentivo de Jordana que Raquel iniciou a prática da ginástica rítmica. Depois de seis anos de treinamento, o apoio permanece, tanto pela professora quanto pela escola. “Eles me incentivam para eu não desistir, que um dia a vitória chega, que todos passam por lutas e que essa é minha luta para chegar até a final”, diz Raquel.

O projeto tem as chamadas “escolinhas”, com o ensino básico da ginástica, e duas turmas avançadas, como foco em competições, que treinam diariamente no contraturno de suas aulas. Para participar, a criança deve estar matriculada regularmente na rede pública de ensino. Para se manter no projetos, as crianças devem manter um bom nível na escola, com uma frequência regular, o que traz resultados positivos. “Sempre que as crianças entram no projeto, para permanecer, elas se dedicam mais aos estudos, as notas sobem, a frequência aumenta”, conta a professora Jordana.

Com o incentivo ao esporte, os resultados positivos fora das competições também são destaque, trazendo melhorias comemoradas por alunos, professores e gestores. “Para além das medalhas, nós queremos construir, através do esporte, cidadãos críticos, atuantes e participativos”, afirma Marcelo.

 

Prática esportiva transforma o cotidiano de alunos da Rede Municipal

Prefeitura de Fortaleza incentiva a prática de esportes para além das aulas de educação física

Esporte
A Prefeitura de Fortaleza também apoia a criação de projetos esportivos, que são agregados à política de tempo integral (Foto: Marcos Moura)

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) garante a inclusão da educação física no currículo escolar de maneira obrigatória. Ela também afirma a promoção do desporto educacional e apoio às práticas desportivas não-formais, caracterizada pela ludicidade da prática. Para isso, ela deve ser integrada ao projeto pedagógico das escolas, de forma a estimular a participação de todos os estudantes. Nas escolas municipais, a prática esportiva é um fator importante no plano de ensino.

Para além da prática de esportes nas aulas de educação física, o esporte é incentivado por meio de competições. Os Jogos Escolares de Fortaleza em 2018 contaram com a participação de 59 escolas municipais nas categorias de 11 a 14 e de 15 a 17 anos. A abertura, realizada no Ginásio Paulo Sarasate, contou com a presença de mais de 2.500 estudantes da rede pública. Nesta última edição, também foram acrescentadas novas modalidades ligadas ao esporte popular, como carimba e cabo de guerra, além de uma nova categoria para crianças de 8 a 11 anos, que contou com a participação de alunos de 33 escolas.

Além disso, a Prefeitura incentiva a criação de projetos esportivos, que são agregados à política de tempo integral, com aulas no contraturno das aulas. Segundo o coordenador de Esporte e Cultura da Secretaria Municipal de Educação (SME), Marcelo Alexandre, “um dos grandes motores da questão da baixa evasão e do melhor desenvolvimento do aluno é a prática esportiva”. A Secretaria também promove formações com professores de educação física através do Instituto Esporte e Educação, que atualmente contempla 11 escolas.

A Escola Dom Aloisio Lorscheider, na Praia do Futuro, é um exemplo de como o esporte pode trazer grandes transformações e engajar pessoas dentro do ambiente escolar. O colégio conta, atualmente, com programas abrangendo quatro modalidades esportivas diferentes, atendendo cerca de 200 crianças ao todo com aulas de ginástica rítmica, futsal, capoeira e judô. “Conversamos com os alunos para que eles se engajem em uma atividade física e isso melhora na aprendizagem, melhora na condução, na própria educação civil deles”, conta o diretor da escola, Rayne Vasconcelos. Para cumprir a demanda, a escola conta com três professores e dois voluntários, todos com formação em educação física.

Os projetos, além de contemplarem os alunos, incluem também a comunidade. Aos fins de semana, a escola continua aberta para que a quadra e outros espaços de lazer sejam usufruídos por moradores. “Incentivamos não só nossos alunos, mas que a comunidade se engaje, ou que o jovem saia da rua e venha para a escola, mesmo que ele não seja nosso aluno”, afirma Rayne. A iniciativa faz parte do Projeto Escola Aberta, do Ministério da Educação, que incentiva a abertura, nos finais de semana, de escolas públicas de educação básica localizadas em territórios de vulnerabilidade social, fortalecendo a convivência comunitária, as expressões juvenis e o protagonismo da comunidade.

O apoio, porém, deve ir além do incentivo e participação, já que a prática esportiva exige material para treino e um espaço adequado para a realização das atividades. Na Dom Aloisio Lorscheider, a quadra passará por uma reforma para melhorar a qualidade dos treinos, permitindo um fortalecimento das atividades com uma estrutura adequada. Segundo a SME, o início das obras tem previsão para 2019.

Projeto Sonho em Movimento
O projeto mais antigo da escola Dom Aloisio surgiu em 2012, por meio da iniciativa da professora Jordana dos Santos. Inicialmente trabalhando com um pequeno grupo de alunas de cinco a 15 anos, o Sonho em Movimento atende hoje cerca de 70 meninas da escola e do entorno da Praia do Futuro e regional VI, revelando destaques como a aluna Raquel Rebouças.

Raquel, 12 anos, ganhou duas medalhas de ouro e uma de prata no Campeonato Cearense de Ginástica Rítmica e do Torneio Estadual de Ginástica Rítmica, conquistando assim o número de 46 medalhas no total, nas mais diversas competições que participa desde os 6 anos de idade. Presente desde a primeira turma do Sonho em Movimento, ela reconhece suas conquistas. “Eu fico muito feliz de participar de campeonatos, porque não são todas as meninas que tem essa oportunidade, então eu me esforço ao máximo”, conta. Com esse resultado no âmbito estadual, Raquel participou do campeonato nacional, obtendo o melhor resultado já conquistado por uma estudante da rede municipal de Fortaleza.

Foi através do incentivo de Jordana que Raquel iniciou a prática da ginástica rítmica. Depois de seis anos de treinamento, o apoio permanece, tanto pela professora quanto pela escola. “Eles me incentivam para eu não desistir, que um dia a vitória chega, que todos passam por lutas e que essa é minha luta para chegar até a final”, diz Raquel.

O projeto tem as chamadas “escolinhas”, com o ensino básico da ginástica, e duas turmas avançadas, como foco em competições, que treinam diariamente no contraturno de suas aulas. Para participar, a criança deve estar matriculada regularmente na rede pública de ensino. Para se manter no projetos, as crianças devem manter um bom nível na escola, com uma frequência regular, o que traz resultados positivos. “Sempre que as crianças entram no projeto, para permanecer, elas se dedicam mais aos estudos, as notas sobem, a frequência aumenta”, conta a professora Jordana.

Com o incentivo ao esporte, os resultados positivos fora das competições também são destaque, trazendo melhorias comemoradas por alunos, professores e gestores. “Para além das medalhas, nós queremos construir, através do esporte, cidadãos críticos, atuantes e participativos”, afirma Marcelo.