07 de Novembro de 2026 em Meio ambiente IMPRIMIR

Prefeitura de Fortaleza promove oficina com comunidade tradicional da Casa de Farinha para ampliar monitoramento climático

Iniciativa integra o Projeto Calor e Saúde e prevê a instalação de uma estação meteorológica na Sabiaguaba para acompanhar as condições climáticas e apoiar ações de prevenção


Compartilhe:
A iniciativa integra o Projeto Calor e Saúde de Fortaleza, desenvolvido pela Prefeitura em parceria com a Partnership for Healthy Cities (Parceria por Cidades Saudáveis)
A iniciativa integra o Projeto Calor e Saúde de Fortaleza, desenvolvido pela Prefeitura em parceria com a Partnership for Healthy Cities (Parceria por Cidades Saudáveis) (Fotos: Marcos Moura)

A Prefeitura de Fortaleza promoveu, neste sábado (07/11), uma oficina participativa com moradores da comunidade tradicional Casa de Farinha, na Sabiaguaba. O encontro teve como objetivo dialogar com a população e definir, em conjunto com os moradores, o local de instalação de uma nova estação meteorológica na região. A atividade foi coordenada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan).

A iniciativa integra o Projeto Calor e Saúde de Fortaleza, desenvolvido pela Prefeitura em parceria com a Partnership for Healthy Cities (Parceria por Cidades Saudáveis). A ação também ocorreu no contexto das atividades preparatórias para a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), realizada em Antalya, na Turquia, a partir desta segunda-feira (09/11).

A nova estação permitirá monitorar 14 parâmetros meteorológicos, incluindo temperatura, umidade do ar, precipitação e ventos. Os dados serão acompanhados em tempo real pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil e disponibilizados à população por meio do Observatório dos Riscos Climáticos de Fortaleza, plataforma pública que reúne informações ambientais e territoriais para apoiar a gestão de riscos e a tomada de decisões.

A analista de sistemas do Ipplan, Tainah Carvalho, explicou que a instalação da estação faz parte de um conjunto de ações voltadas ao monitoramento climático e à prevenção dos impactos do calor na saúde da população.

“O Projeto Calor e Saúde é desenvolvido em parceria com a Defesa Civil e a Secretaria da Saúde. Entre as ações estão a instalação de estações meteorológicas, o Protocolo de Calor e Saúde e o COI El Niño. Viemos dialogar com a comunidade sobre a implantação de uma nova estação na região da Sabiaguaba, prevista entre as 20 que serão instaladas até o fim de 2026. A proposta é apresentar o projeto e também ouvir os moradores sobre suas experiências com o calor”, afirmou.

Tainah também destacou que os dados coletados ajudam a identificar situações de calor intenso e orientar a população sobre medidas de proteção.

A oficina teve como objetivos dialogar com a população e definir, em conjunto com os moradores, o local de instalação de uma nova estação meteorológica na região.
A oficina teve como objetivos dialogar com a população e definir, em conjunto com os moradores, o local de instalação de uma nova estação meteorológica na região.

“O painel de Calor e Saúde reúne dados de temperatura, umidade, ventilação e temperatura radiante para calcular a sensação térmica em diferentes pontos da cidade. As informações são atualizadas a cada dez minutos e ficam disponíveis no site do Observatório. Com esses dados, idosos, gestantes e trabalhadores ao ar livre, por exemplo, podem identificar situações de calor intenso e adotar medidas de proteção, como beber mais água e fazer pausas nas atividades”, explicou.

Antônio José do Nascimento, liderança comunitária da Casa de Farinha, ressaltou a relação histórica da família com o território e a importância da permanência da comunidade na região.

“Minha família vive aqui há muitos anos. Tivemos invasões no território, mas conseguimos permanecer e hoje vivemos mais reservados, com a família reunida. Aqui plantamos macaxeira, batata, milho e feijão, principalmente no verão, porque no inverno a área alaga. É um lugar muito bom de morar. Lutamos para garantir nossa permanência e estou feliz demais por continuar aqui”, relatou.

“O extrativismo da palha e do talo seco da carnaúba foi, durante décadas, a principal forma de subsistência da comunidade. Com a criação do Parque Estadual do Cocó, passamos a dialogar com o Governo do Estado para comprovar que somos uma comunidade tradicional e garantir nosso direito de permanecer no território”, acrescentou.

Antônio José do Nascimento destacou a ligação histórica de sua família com o território e a importância de a comunidade permanecer na região.
Antônio José do Nascimento destacou a ligação histórica de sua família com o território e a importância de a comunidade permanecer na região.

O gestor do Parque Estadual do Cocó, Wlademir Theotônio, destacou a contribuição das comunidades tradicionais para a preservação ambiental e para o acompanhamento das condições do território.

“A Casa de Farinha é uma comunidade tradicional reconhecida pelo plano de manejo do Parque do Cocó. Essas comunidades são fundamentais para preservar os costumes, as tradições e a história da região. Também contribuem com o monitoramento da área, por meio de denúncias e informações. Essa parceria ajuda a gestão a desenvolver políticas e ações de proteção ambiental”, afirmou.

O assistente técnico da Defesa Civil, Roger Barreto, explicou que a atividade também busca orientar os moradores sobre os possíveis efeitos do El Niño e identificar as características climáticas da região.

“A Defesa Civil está na comunidade para orientar a população sobre os possíveis efeitos do super El Niño, como o aumento do calor e a ocorrência de chuvas intensas. Crianças, idosos e pessoas com comorbidades estão entre os grupos mais vulneráveis. Também estamos coletando informações para compreender o comportamento do clima em Fortaleza e fortalecer as ações de prevenção junto à população”, pontuou.

Ciência, tecnologia e participação comunitária

Um dos diferenciais da iniciativa é a participação das comunidades tradicionais na escolha do local de instalação dos equipamentos. Durante a oficina, moradores e representantes do território puderam compartilhar conhecimentos sobre as condições ambientais da região e contribuir para a definição do ponto de monitoramento.

A proposta reconhece a importância dos saberes tradicionais na construção de políticas públicas de adaptação climática, aproximando o conhecimento científico das experiências de quem convive diariamente com os desafios ambientais do território.

A oficina foi coordenada pelo Ipplan, com a participação de secretarias municipais e parceria da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (Sema) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Observatório dos Riscos Climáticos fortalece a prevenção em Fortaleza

Lançado em setembro de 2025, o Observatório dos Riscos Climáticos reúne informações sobre calor, chuvas e áreas de risco. A plataforma utiliza dados científicos e tecnologias para apoiar o planejamento de ações preventivas e a atuação integrada dos órgãos municipais.

O monitoramento meteorológico em tempo real também contribui para reduzir o tempo de resposta da Defesa Civil em ocorrências de inundações urbanas, permitindo maior agilidade na mobilização de equipes e no atendimento às comunidades.

A ampliação da rede de estações meteorológicas integra a estratégia municipal de enfrentamento ao calor extremo. Os dados produzidos pelos equipamentos servirão de base para o Protocolo de Calor e Saúde de Fortaleza, instrumento que estabelece medidas de prevenção, comunicação de riscos e proteção à saúde, especialmente de crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao calor.

O projeto também prevê o desenvolvimento de painéis de monitoramento de calor e saúde, a capacitação de profissionais da saúde e da Defesa Civil, a articulação com universidades e instituições científicas e o fortalecimento de estratégias de alerta precoce e comunicação preventiva com a população.

Prefeitura de Fortaleza promove oficina com comunidade tradicional da Casa de Farinha para ampliar monitoramento climático

Iniciativa integra o Projeto Calor e Saúde e prevê a instalação de uma estação meteorológica na Sabiaguaba para acompanhar as condições climáticas e apoiar ações de prevenção

A iniciativa integra o Projeto Calor e Saúde de Fortaleza, desenvolvido pela Prefeitura em parceria com a Partnership for Healthy Cities (Parceria por Cidades Saudáveis)
A iniciativa integra o Projeto Calor e Saúde de Fortaleza, desenvolvido pela Prefeitura em parceria com a Partnership for Healthy Cities (Parceria por Cidades Saudáveis) (Fotos: Marcos Moura)

A Prefeitura de Fortaleza promoveu, neste sábado (07/11), uma oficina participativa com moradores da comunidade tradicional Casa de Farinha, na Sabiaguaba. O encontro teve como objetivo dialogar com a população e definir, em conjunto com os moradores, o local de instalação de uma nova estação meteorológica na região. A atividade foi coordenada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan).

A iniciativa integra o Projeto Calor e Saúde de Fortaleza, desenvolvido pela Prefeitura em parceria com a Partnership for Healthy Cities (Parceria por Cidades Saudáveis). A ação também ocorreu no contexto das atividades preparatórias para a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), realizada em Antalya, na Turquia, a partir desta segunda-feira (09/11).

A nova estação permitirá monitorar 14 parâmetros meteorológicos, incluindo temperatura, umidade do ar, precipitação e ventos. Os dados serão acompanhados em tempo real pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil e disponibilizados à população por meio do Observatório dos Riscos Climáticos de Fortaleza, plataforma pública que reúne informações ambientais e territoriais para apoiar a gestão de riscos e a tomada de decisões.

A analista de sistemas do Ipplan, Tainah Carvalho, explicou que a instalação da estação faz parte de um conjunto de ações voltadas ao monitoramento climático e à prevenção dos impactos do calor na saúde da população.

“O Projeto Calor e Saúde é desenvolvido em parceria com a Defesa Civil e a Secretaria da Saúde. Entre as ações estão a instalação de estações meteorológicas, o Protocolo de Calor e Saúde e o COI El Niño. Viemos dialogar com a comunidade sobre a implantação de uma nova estação na região da Sabiaguaba, prevista entre as 20 que serão instaladas até o fim de 2026. A proposta é apresentar o projeto e também ouvir os moradores sobre suas experiências com o calor”, afirmou.

Tainah também destacou que os dados coletados ajudam a identificar situações de calor intenso e orientar a população sobre medidas de proteção.

A oficina teve como objetivos dialogar com a população e definir, em conjunto com os moradores, o local de instalação de uma nova estação meteorológica na região.
A oficina teve como objetivos dialogar com a população e definir, em conjunto com os moradores, o local de instalação de uma nova estação meteorológica na região.

“O painel de Calor e Saúde reúne dados de temperatura, umidade, ventilação e temperatura radiante para calcular a sensação térmica em diferentes pontos da cidade. As informações são atualizadas a cada dez minutos e ficam disponíveis no site do Observatório. Com esses dados, idosos, gestantes e trabalhadores ao ar livre, por exemplo, podem identificar situações de calor intenso e adotar medidas de proteção, como beber mais água e fazer pausas nas atividades”, explicou.

Antônio José do Nascimento, liderança comunitária da Casa de Farinha, ressaltou a relação histórica da família com o território e a importância da permanência da comunidade na região.

“Minha família vive aqui há muitos anos. Tivemos invasões no território, mas conseguimos permanecer e hoje vivemos mais reservados, com a família reunida. Aqui plantamos macaxeira, batata, milho e feijão, principalmente no verão, porque no inverno a área alaga. É um lugar muito bom de morar. Lutamos para garantir nossa permanência e estou feliz demais por continuar aqui”, relatou.

“O extrativismo da palha e do talo seco da carnaúba foi, durante décadas, a principal forma de subsistência da comunidade. Com a criação do Parque Estadual do Cocó, passamos a dialogar com o Governo do Estado para comprovar que somos uma comunidade tradicional e garantir nosso direito de permanecer no território”, acrescentou.

Antônio José do Nascimento destacou a ligação histórica de sua família com o território e a importância de a comunidade permanecer na região.
Antônio José do Nascimento destacou a ligação histórica de sua família com o território e a importância de a comunidade permanecer na região.

O gestor do Parque Estadual do Cocó, Wlademir Theotônio, destacou a contribuição das comunidades tradicionais para a preservação ambiental e para o acompanhamento das condições do território.

“A Casa de Farinha é uma comunidade tradicional reconhecida pelo plano de manejo do Parque do Cocó. Essas comunidades são fundamentais para preservar os costumes, as tradições e a história da região. Também contribuem com o monitoramento da área, por meio de denúncias e informações. Essa parceria ajuda a gestão a desenvolver políticas e ações de proteção ambiental”, afirmou.

O assistente técnico da Defesa Civil, Roger Barreto, explicou que a atividade também busca orientar os moradores sobre os possíveis efeitos do El Niño e identificar as características climáticas da região.

“A Defesa Civil está na comunidade para orientar a população sobre os possíveis efeitos do super El Niño, como o aumento do calor e a ocorrência de chuvas intensas. Crianças, idosos e pessoas com comorbidades estão entre os grupos mais vulneráveis. Também estamos coletando informações para compreender o comportamento do clima em Fortaleza e fortalecer as ações de prevenção junto à população”, pontuou.

Ciência, tecnologia e participação comunitária

Um dos diferenciais da iniciativa é a participação das comunidades tradicionais na escolha do local de instalação dos equipamentos. Durante a oficina, moradores e representantes do território puderam compartilhar conhecimentos sobre as condições ambientais da região e contribuir para a definição do ponto de monitoramento.

A proposta reconhece a importância dos saberes tradicionais na construção de políticas públicas de adaptação climática, aproximando o conhecimento científico das experiências de quem convive diariamente com os desafios ambientais do território.

A oficina foi coordenada pelo Ipplan, com a participação de secretarias municipais e parceria da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (Sema) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Observatório dos Riscos Climáticos fortalece a prevenção em Fortaleza

Lançado em setembro de 2025, o Observatório dos Riscos Climáticos reúne informações sobre calor, chuvas e áreas de risco. A plataforma utiliza dados científicos e tecnologias para apoiar o planejamento de ações preventivas e a atuação integrada dos órgãos municipais.

O monitoramento meteorológico em tempo real também contribui para reduzir o tempo de resposta da Defesa Civil em ocorrências de inundações urbanas, permitindo maior agilidade na mobilização de equipes e no atendimento às comunidades.

A ampliação da rede de estações meteorológicas integra a estratégia municipal de enfrentamento ao calor extremo. Os dados produzidos pelos equipamentos servirão de base para o Protocolo de Calor e Saúde de Fortaleza, instrumento que estabelece medidas de prevenção, comunicação de riscos e proteção à saúde, especialmente de crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao calor.

O projeto também prevê o desenvolvimento de painéis de monitoramento de calor e saúde, a capacitação de profissionais da saúde e da Defesa Civil, a articulação com universidades e instituições científicas e o fortalecimento de estratégias de alerta precoce e comunicação preventiva com a população.