04 de abril de 2019 em Economia

Projeto Mulher Empreendedora cria oportunidades de negócios e empodera micro empreendedoras

Iniciativa beneficia mulheres por meio de empréstimos para ampliação de negócio e consultoria personalizada


Jamile Farias
Jamile Farias recebeu um empréstimo de R$ 15 mil para investir na loja virtual Suspiros da Mile (Fotos: Marcos Moura)
“Quem controla o financeiro, a produção e fecha negócio sou eu. E eu tenho dificuldade, por ser mulher, quando estou conversando com um homem, ele acha que é superior, mas eu mostro não é assim. Eu consigo ter controle do meu negócio, entendo do que estou falando”. A história de Jamile talvez se pareça com a de várias mulheres que buscam um espaço no mercado de trabalho em meio à desigualdade de gênero. Apesar dos diversos avanços pela igualdade salarial entre homens e mulheres ao longo dos anos, a diferença ainda é considerável. Em Fortaleza, segundo dados do IBGE de 2017, os homens ainda ganham, em média, 43,62% a mais do que as mulheres, mesmo com uma maior capacitação profissional feminina.

Jamile Farias é uma das 86 beneficiadas na primeira edição do Projeto Mulher Empreendedora, iniciativa que busca diminuir essa desigualdade salarial na Capital através de empréstimos para ampliação de negócio e consultoria personalizada. Idealizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE), com investimento inicial de R$ 1,2 milhão, o projeto conta com 84% dos empreendimentos localizados em bairros com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) inferior a 0,5.

Assim como as outras beneficiadas, Jamile recebeu um empréstimo de R$ 15 mil para investir no Suspiros da Mile, loja virtual que produz suspiros personalizados. Aberta no início de 2017, a empresa pôde crescer a partir do investimento financeiro e da consultoria oferecida pela SDE. “Quando surgiu o Mulher Empreendedora, eu realmente abri meus olhos e vi que o negócio tinha possibilidade de crescer”, afirma. Segundo ela, as vendas aumentaram em cerca de 20% depois do investimento, permitindo que o empreendimento fosse sua única fonte de renda e do marido, que deixou o emprego formal para trabalhar com a esposa.

Doces
Segundo Jamile, as vendas aumentaram em cerca de 20% depois do investimento
A consultoria ocorre mensalmente antes da entrega total do dinheiro e após esse período passar a ser quinzenal. Ela busca capacitar e orientar as mulheres, focando nas áreas do negócio em que elas possuam alguma dificuldade em gerir. Para Rejane Isidorio, dona do Maglietta Sette Personalizados e beneficiada pelo projeto, a consultoria foi essencial para ajudar na parte das finanças de sua loja virtual de produtos personalizados. “O consultor me ensinou a fazer os cálculos de custo dos produtos, e eu percebi que praticamente não tinha lucro porque não cobrava pela minha mão de obra”, conta. Depois da consultoria, suas vendas melhoraram cerca de 60%. No caso de Jamile, as formações foram importantes para entender os processos ligados à higiene e conservação dos seus produtos, que agora são levados à risca.

Além de beneficiar as donas dos negócios, a ideia do projeto também é de melhorar a economia de bairros com baixo IDH por meio da geração de empregos. “Sempre vai haver duas oportunidades de gerar renda: criando empregados ou empregadores. Cada empreendimento aberto pode gerar mais vagas de trabalho, o que causa um grande impacto positivo na economia”, afirma Paulo Barbosa, coordenador de Projetos e Desenvolvimento Econômico da SDE.

Dos R$ 15 mil recebidos, as mulheres pagam apenas 60% desse valor em quinze parcelas, com uma carência de seis meses, tempo importante para que as empreendedoras já consigam algum retorno financeiro. O primeiro edital, lançado em 2017, recebeu 320 inscrições, o que demonstrou uma grande procura por auxílio a microempreendedoras. Dessa forma, a SDE pretende aumentar o número de beneficiadas. Segundo Paulo Barbosa, o edital de 2019, com previsão de lançamento ainda no primeiro semestre, beneficiará 121 mulheres, criando oportunidades para melhorar a economia local e tentar diminuir a desigualdade salarial.

Projeto Mulher Empreendedora cria oportunidades de negócios e empodera micro empreendedoras

Iniciativa beneficia mulheres por meio de empréstimos para ampliação de negócio e consultoria personalizada

Jamile Farias
Jamile Farias recebeu um empréstimo de R$ 15 mil para investir na loja virtual Suspiros da Mile (Fotos: Marcos Moura)
“Quem controla o financeiro, a produção e fecha negócio sou eu. E eu tenho dificuldade, por ser mulher, quando estou conversando com um homem, ele acha que é superior, mas eu mostro não é assim. Eu consigo ter controle do meu negócio, entendo do que estou falando”. A história de Jamile talvez se pareça com a de várias mulheres que buscam um espaço no mercado de trabalho em meio à desigualdade de gênero. Apesar dos diversos avanços pela igualdade salarial entre homens e mulheres ao longo dos anos, a diferença ainda é considerável. Em Fortaleza, segundo dados do IBGE de 2017, os homens ainda ganham, em média, 43,62% a mais do que as mulheres, mesmo com uma maior capacitação profissional feminina.

Jamile Farias é uma das 86 beneficiadas na primeira edição do Projeto Mulher Empreendedora, iniciativa que busca diminuir essa desigualdade salarial na Capital através de empréstimos para ampliação de negócio e consultoria personalizada. Idealizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE), com investimento inicial de R$ 1,2 milhão, o projeto conta com 84% dos empreendimentos localizados em bairros com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) inferior a 0,5.

Assim como as outras beneficiadas, Jamile recebeu um empréstimo de R$ 15 mil para investir no Suspiros da Mile, loja virtual que produz suspiros personalizados. Aberta no início de 2017, a empresa pôde crescer a partir do investimento financeiro e da consultoria oferecida pela SDE. “Quando surgiu o Mulher Empreendedora, eu realmente abri meus olhos e vi que o negócio tinha possibilidade de crescer”, afirma. Segundo ela, as vendas aumentaram em cerca de 20% depois do investimento, permitindo que o empreendimento fosse sua única fonte de renda e do marido, que deixou o emprego formal para trabalhar com a esposa.

Doces
Segundo Jamile, as vendas aumentaram em cerca de 20% depois do investimento
A consultoria ocorre mensalmente antes da entrega total do dinheiro e após esse período passar a ser quinzenal. Ela busca capacitar e orientar as mulheres, focando nas áreas do negócio em que elas possuam alguma dificuldade em gerir. Para Rejane Isidorio, dona do Maglietta Sette Personalizados e beneficiada pelo projeto, a consultoria foi essencial para ajudar na parte das finanças de sua loja virtual de produtos personalizados. “O consultor me ensinou a fazer os cálculos de custo dos produtos, e eu percebi que praticamente não tinha lucro porque não cobrava pela minha mão de obra”, conta. Depois da consultoria, suas vendas melhoraram cerca de 60%. No caso de Jamile, as formações foram importantes para entender os processos ligados à higiene e conservação dos seus produtos, que agora são levados à risca.

Além de beneficiar as donas dos negócios, a ideia do projeto também é de melhorar a economia de bairros com baixo IDH por meio da geração de empregos. “Sempre vai haver duas oportunidades de gerar renda: criando empregados ou empregadores. Cada empreendimento aberto pode gerar mais vagas de trabalho, o que causa um grande impacto positivo na economia”, afirma Paulo Barbosa, coordenador de Projetos e Desenvolvimento Econômico da SDE.

Dos R$ 15 mil recebidos, as mulheres pagam apenas 60% desse valor em quinze parcelas, com uma carência de seis meses, tempo importante para que as empreendedoras já consigam algum retorno financeiro. O primeiro edital, lançado em 2017, recebeu 320 inscrições, o que demonstrou uma grande procura por auxílio a microempreendedoras. Dessa forma, a SDE pretende aumentar o número de beneficiadas. Segundo Paulo Barbosa, o edital de 2019, com previsão de lançamento ainda no primeiro semestre, beneficiará 121 mulheres, criando oportunidades para melhorar a economia local e tentar diminuir a desigualdade salarial.