07 de junho de 2018 em Economia

Seminário Distritos e Cidades Criativas discute a economia criativa como eixo estratégico de desenvolvimento

Evento, promovido pela Prefeitura de Fortaleza ocorre nesta quinta e sexta-feira (07 e 08/06), no Sebrae


auditório com pessoas sentadas
Trazendo o exemplo de Londres, a primeira palestra teve como tema “Indústrias Criativas e o Desenvolvimento das Cidades”, com a participação do professor Paul Heritage da universidade londrina Queen Mary

Teve início, nesta quinta-feira (07/06), o Seminário Distritos e Cidades Criativas, promovido pela Prefeitura de Fortaleza. O evento, que acontece no Sebrae-CE, tem por objetivo discutir a economia criativa como eixo estratégico de desenvolvimento da Cidade. A iniciativa também se liga à implantação do Distrito de Economia Criativa, que ofertará produtos e serviços que fortaleçam setores ligados à cultura.

A abertura do seminário contou com a presença do superintendente do Iplanfor, Eudoro Santana, do diretor-superintendente do Sebrae-CE, Joaquim Cartaxo, além da diretora do Observatório de Fortaleza, Cláudia Leitão. Segundo ela, a cultura é uma pauta importante para a economia da Cidade que deve ser discutida. “Temos diversas pessoas trabalhando no eixo da economia criativa, como a gastronomia, passando pelo audiovisual, indo para o design, moda, games e artesanato. É um empreendedorismo que cresce e que precisa de uma política pública”, diz.

Trazendo o exemplo de Londres, a primeira palestra teve como tema “Indústrias Criativas e o Desenvolvimento das Cidades”, com a participação do professor Paul Heritage da universidade londrina Queen Mary. Paul tratou sobre a importância da vivência, elaboração, apoio e investimento em cultura para o crescimento da economia. Na cidade, as indústrias criativas arrecadam mais do que a indústria automotiva, por exemplo. Para ele, Fortaleza possui grande potencial de atingir resultados semelhantes. “A Cidade tem uma capacidade de produção cultural imensa e estamos todos tentando aprender como essa riqueza cultural pode virar uma riqueza na vida das pessoas”, afirma.

Além da palestra, a programação do primeiro dia contou com um debate com Cláudia Leitão e o presidente do Instituto Cultural Iracema, Davi Gomes. No período da tarde, serão apresentados projetos de territórios criativos do Recife, por André Lira, e João Pessoa, por Marielza Targino. O seminário continua na sexta-feira (08/06) com mesas de setores criativos sobre audiovisual, gastronomia, moda, design e artesanato, além de oficinas no período da tarde e uma palestra sobre experiências do Polo Criativo de Audiovisual da Zona da Mata.

Ao final da programação, que se encerra na sexta-feira à noite (08/06), o prefeito Roberto Cláudio receberá o Plano de Implantação do I Distrito de Economia de Fortaleza, localizado entre a Praia de Iracema e o centro da cidade, passando também pelo Bairro Jacarecanga. O distrito funcionará como uma espaço de apoio a empreendimentos criativos, fortalecendo os setores responsáveis por essas atividades e movimentando a economia, que envolvem gastronomia, artesanato, audiovisual, entre outros.

Os debates acontecem como uma preparação da Prefeitura para concorrer à Cidade Criativa da Unesco com a vocação do design. Para Rodrigo Costa, profissional de design gráfico, a Cidade ainda não compreende a função da demanda pelo design. “Acho importante as pessoas se organizarem em torno disso para divulgar o potencial do design para o público”, conta.

O evento dá continuidade ao trabalho desenvolvido no plano Fortaleza 2040, um planejamento estratégico envolvendo mobilidade e desenvolvimento econômico e social para a cidade a curto, médio e longo prazo. Segundo Eudoro Santana, o foco dessas iniciativas deve ser a inclusão social. “Fortaleza é uma cidade de grande desigualdade, e tudo que se fizer aqui deve ter esse olhar. Esse evento avança para tornar a cidade mais atrativa e mais inclusiva sob o ponto de vista da cultura”.

O Seminário é coordenado pelo Observatório de Fortaleza e realizado pelo Iplanfor e pelas Secretarias do Desenvolvimento Econômico (SDE) e do Turismo (Setfor), em parceria com Sebrae/CE, FIEC, e Secretaria da Cultura do Estado do Ceará.

Seminário Distritos e Cidades Criativas discute a economia criativa como eixo estratégico de desenvolvimento

Evento, promovido pela Prefeitura de Fortaleza ocorre nesta quinta e sexta-feira (07 e 08/06), no Sebrae

auditório com pessoas sentadas
Trazendo o exemplo de Londres, a primeira palestra teve como tema “Indústrias Criativas e o Desenvolvimento das Cidades”, com a participação do professor Paul Heritage da universidade londrina Queen Mary

Teve início, nesta quinta-feira (07/06), o Seminário Distritos e Cidades Criativas, promovido pela Prefeitura de Fortaleza. O evento, que acontece no Sebrae-CE, tem por objetivo discutir a economia criativa como eixo estratégico de desenvolvimento da Cidade. A iniciativa também se liga à implantação do Distrito de Economia Criativa, que ofertará produtos e serviços que fortaleçam setores ligados à cultura.

A abertura do seminário contou com a presença do superintendente do Iplanfor, Eudoro Santana, do diretor-superintendente do Sebrae-CE, Joaquim Cartaxo, além da diretora do Observatório de Fortaleza, Cláudia Leitão. Segundo ela, a cultura é uma pauta importante para a economia da Cidade que deve ser discutida. “Temos diversas pessoas trabalhando no eixo da economia criativa, como a gastronomia, passando pelo audiovisual, indo para o design, moda, games e artesanato. É um empreendedorismo que cresce e que precisa de uma política pública”, diz.

Trazendo o exemplo de Londres, a primeira palestra teve como tema “Indústrias Criativas e o Desenvolvimento das Cidades”, com a participação do professor Paul Heritage da universidade londrina Queen Mary. Paul tratou sobre a importância da vivência, elaboração, apoio e investimento em cultura para o crescimento da economia. Na cidade, as indústrias criativas arrecadam mais do que a indústria automotiva, por exemplo. Para ele, Fortaleza possui grande potencial de atingir resultados semelhantes. “A Cidade tem uma capacidade de produção cultural imensa e estamos todos tentando aprender como essa riqueza cultural pode virar uma riqueza na vida das pessoas”, afirma.

Além da palestra, a programação do primeiro dia contou com um debate com Cláudia Leitão e o presidente do Instituto Cultural Iracema, Davi Gomes. No período da tarde, serão apresentados projetos de territórios criativos do Recife, por André Lira, e João Pessoa, por Marielza Targino. O seminário continua na sexta-feira (08/06) com mesas de setores criativos sobre audiovisual, gastronomia, moda, design e artesanato, além de oficinas no período da tarde e uma palestra sobre experiências do Polo Criativo de Audiovisual da Zona da Mata.

Ao final da programação, que se encerra na sexta-feira à noite (08/06), o prefeito Roberto Cláudio receberá o Plano de Implantação do I Distrito de Economia de Fortaleza, localizado entre a Praia de Iracema e o centro da cidade, passando também pelo Bairro Jacarecanga. O distrito funcionará como uma espaço de apoio a empreendimentos criativos, fortalecendo os setores responsáveis por essas atividades e movimentando a economia, que envolvem gastronomia, artesanato, audiovisual, entre outros.

Os debates acontecem como uma preparação da Prefeitura para concorrer à Cidade Criativa da Unesco com a vocação do design. Para Rodrigo Costa, profissional de design gráfico, a Cidade ainda não compreende a função da demanda pelo design. “Acho importante as pessoas se organizarem em torno disso para divulgar o potencial do design para o público”, conta.

O evento dá continuidade ao trabalho desenvolvido no plano Fortaleza 2040, um planejamento estratégico envolvendo mobilidade e desenvolvimento econômico e social para a cidade a curto, médio e longo prazo. Segundo Eudoro Santana, o foco dessas iniciativas deve ser a inclusão social. “Fortaleza é uma cidade de grande desigualdade, e tudo que se fizer aqui deve ter esse olhar. Esse evento avança para tornar a cidade mais atrativa e mais inclusiva sob o ponto de vista da cultura”.

O Seminário é coordenado pelo Observatório de Fortaleza e realizado pelo Iplanfor e pelas Secretarias do Desenvolvimento Econômico (SDE) e do Turismo (Setfor), em parceria com Sebrae/CE, FIEC, e Secretaria da Cultura do Estado do Ceará.