08 de agosto de 2022 em Social

XXI Parada pela Diversidade Sexual do Ceará lota avenida Beira-Mar

Evento ressaltou luta contra a violência e pela garantia de direitos humanos e de cidadania


imagem geral do público na parada da diversidade
Pessoas de todos os cantos da cidade lotaram a orla com bandeiras e alegria. Além do caráter festivo, o clima foi marcado por falas em prol da cidadania, dos direitos humanos, da dignidade e da representatividade (Foto: Alex Costa)

A avenida Beira-Mar ficou lotada na tarde deste domingo (07/08), com a realização da XXI Parada pela Diversidade Sexual do Ceará. Pessoas de todos os cantos da cidade lotaram a orla com bandeiras e alegria e, para além do caráter festivo, o clima foi marcado por falas politizadas em prol da cidadania, dos direitos humanos, da dignidade e da representatividade.

Com o tema “Vote com Orgulho: por uma política que representa", o evento reforçou a importância de votar com consciência e contra a LGBTIfobia. A temática foi construída junto aos movimentos sociais e acompanha a Parada do Orgulho LGBTI de São Paulo, a maior do mundo.

Conforme a coordenadora de Diversidade Sexual da Prefeitura de Fortaleza, Labelle Silva, esta é a volta da terceira maior parada pela diversidade do Nordeste, que ficou pausada por dois anos devido a pandemia da Covid-19. "A população cearense retoma as ruas em torno da luta por direitos, por uma vida digna, fazendo luta e resistência frente ao atual cenário de retirada de direitos, violência e conservadorismo. Hoje lutamos contra a LGBTIfobia com uma parada muito comemorativa, e a Prefeitura entra investindo e proporcionando todo um aparato de logística e segurança para que tudo aconteça da melhor maneira possível", afirmou.

Entre os trios elétricos estava o produtor de conteúdo digital Mateus Batista, que destacou a importância do evento sobretudo para dar visibilidade a mulheres transexuais e travestis. "Sabemos que o Brasil é o país que mais mata mulheres transexuais no mundo, ao mesmo tempo que também é o que mais consome pornografia trans. Estamos na rua para mostrar que travesti também pode ser médica, professora, e não apenas viver de prostituição, que costuma ser a única opção", disse.

Por sua vez, a cabeleireira Ester Bandeira, acompanhada da esposa Gleciane, falou do combate ao preconceito e da aquisição de direitos que garantam a cidadania do público LGBTQIA+.

"É muito bom poder nos reunirmos para buscar direitos que combatem essa violência e preconceito que nos fazem sofrer no dia a dia, principalmente o dentro da nossa própria família. A participação aqui não é só pela festa em si, mas para gerar um movimento e assim posso estar antenada em relação as novidades. E foi por causa dessa luta que conseguimos ter a nossa certidão de casamento", declarou.

Saiba mais

A Parada pela Diversidade Sexual do Ceará é realizada anualmente pelo Grupo de Resistência Asa Branca (Grab) desde 1999. Este ano, em sua 21ª edição, também foi idealizada pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), e com o Governo do Estado, entre outras parcerias.

XXI Parada pela Diversidade Sexual do Ceará lota avenida Beira-Mar

Evento ressaltou luta contra a violência e pela garantia de direitos humanos e de cidadania

imagem geral do público na parada da diversidade
Pessoas de todos os cantos da cidade lotaram a orla com bandeiras e alegria. Além do caráter festivo, o clima foi marcado por falas em prol da cidadania, dos direitos humanos, da dignidade e da representatividade (Foto: Alex Costa)

A avenida Beira-Mar ficou lotada na tarde deste domingo (07/08), com a realização da XXI Parada pela Diversidade Sexual do Ceará. Pessoas de todos os cantos da cidade lotaram a orla com bandeiras e alegria e, para além do caráter festivo, o clima foi marcado por falas politizadas em prol da cidadania, dos direitos humanos, da dignidade e da representatividade.

Com o tema “Vote com Orgulho: por uma política que representa", o evento reforçou a importância de votar com consciência e contra a LGBTIfobia. A temática foi construída junto aos movimentos sociais e acompanha a Parada do Orgulho LGBTI de São Paulo, a maior do mundo.

Conforme a coordenadora de Diversidade Sexual da Prefeitura de Fortaleza, Labelle Silva, esta é a volta da terceira maior parada pela diversidade do Nordeste, que ficou pausada por dois anos devido a pandemia da Covid-19. "A população cearense retoma as ruas em torno da luta por direitos, por uma vida digna, fazendo luta e resistência frente ao atual cenário de retirada de direitos, violência e conservadorismo. Hoje lutamos contra a LGBTIfobia com uma parada muito comemorativa, e a Prefeitura entra investindo e proporcionando todo um aparato de logística e segurança para que tudo aconteça da melhor maneira possível", afirmou.

Entre os trios elétricos estava o produtor de conteúdo digital Mateus Batista, que destacou a importância do evento sobretudo para dar visibilidade a mulheres transexuais e travestis. "Sabemos que o Brasil é o país que mais mata mulheres transexuais no mundo, ao mesmo tempo que também é o que mais consome pornografia trans. Estamos na rua para mostrar que travesti também pode ser médica, professora, e não apenas viver de prostituição, que costuma ser a única opção", disse.

Por sua vez, a cabeleireira Ester Bandeira, acompanhada da esposa Gleciane, falou do combate ao preconceito e da aquisição de direitos que garantam a cidadania do público LGBTQIA+.

"É muito bom poder nos reunirmos para buscar direitos que combatem essa violência e preconceito que nos fazem sofrer no dia a dia, principalmente o dentro da nossa própria família. A participação aqui não é só pela festa em si, mas para gerar um movimento e assim posso estar antenada em relação as novidades. E foi por causa dessa luta que conseguimos ter a nossa certidão de casamento", declarou.

Saiba mais

A Parada pela Diversidade Sexual do Ceará é realizada anualmente pelo Grupo de Resistência Asa Branca (Grab) desde 1999. Este ano, em sua 21ª edição, também foi idealizada pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), e com o Governo do Estado, entre outras parcerias.