07 de Janeiro de 2026 em Meio ambiente IMPRIMIR

Zoológico de Fortaleza registra nascimento inédito de filhote de primata ameaçado de extinção no Brasil

Saudável, filhote completa um mês de vida e simboliza o avanço da preservação da fauna e da adaptação de mais de 270 animais para a reabertura do zoológico ao público


Compartilhe:

 

macaca fêmea com o filhote no colo
O novo filhote de guariba-da-Caatinga apresenta bom estado de saúde e está junto aos pais, casal formado intencionalmente como estratégia de conservação da espécie (Foto: Roberto Rodrigues)

O Parque Zoobotânico de Fortaleza, equipamento da Prefeitura gerenciado pela Autarquia Municipal de Urbanismo e Paisagismo de Fortaleza (UrbFor), protagoniza um momento histórico para a conservação da fauna brasileira: o nascimento inédito de um filhote de primata ameaçado de extinção no país.

Completando um mês de vida nesta quarta-feira (08/01), o novo guariba-da-Caatinga é proveniente do único casal dessa espécie em um zoológico no mundo e representa o bom andamento da adaptação de mais de 270 espécies de animais, processo que integra a preparação da reabertura do equipamento para visitação do público.

Além de reforçar o compromisso da instituição com a preservação da biodiversidade, o nascimento também destaca a relevância do trabalho que tem sido desenvolvido pela gestão municipal. De acordo com o diretor de conservação e monitoramento da UrbFor, Raphael Martins, o nascimento do primeiro filhote do casal evidencia o sucesso do processo de adaptação e de pareamento dos dois animais realizado pelo Zoológico de Fortaleza.

“A nossa missão era receber esses dois indivíduos ameaçados de extinção e que não tinham condição de soltura, conseguir juntá-los, pareá-los e tentar a reprodução da espécie. Esse processo de reprodução bem-sucedido também mostra o bem-estar alcançado na adaptação, que eles estão em um local apropriado, sendo bem cuidados”, afirma o biólogo.

Assim como o guariba-da-Caatinga, outras espécies recém chegadas precisam de uma adaptação cuidadosa por serem oriundos de resgates, centros de triagem e diversas situações de vulnerabilidade que os impedem de serem reinseridos na natureza. Dessa forma, o manejo inclui trocas de recinto e readequação dos espaços com intervenções estruturais menores para que estejam adequados às exigências de órgãos ambientais, além de estratégias de enriquecimento ambiental, ajustes nas dietas e a formação de novos grupos de animais.

Dentre as espécies mais recentes recebidas em períodos de até quatro meses, estão tamanduá-bandeira, onça pintada, serpente píton-reticulada, macaco grivete, emu, arara-azul, guaxinim, quati, pavão, cateto, gato do mato e anta.

Além disso, trabalho de adaptação também é realizado com os animais que já viviam no parque antes da requalificação e foram realocados internamente durante o período de obras. “A requalificação aconteceu com mais de duzentos animais dentro do Parque. Eles precisaram ser retirados de seus recintos para que o trabalho pudesse avançar sem sofrer estresse por causa do barulho, da movimentação de pessoas estranhas e outros incômodos comuns nesse tipo de ocasião", explica.

Estratégias de preservação da fauna brasileira

O novo filhote de guariba-da-Caatinga apresenta bom estado de saúde e está junto aos pais, casal formado intencionalmente como estratégia de conservação da espécie.

Na natureza, os guariba-da-Caatinga enfrentam dificuldades como a destruição do seu ambiente natural, a divisão das áreas de floresta e a ação humana ao longo de toda a região onde vivem, que inclui os estados do Ceará, Piauí e Maranhão, em áreas de Caatinga, Cerrado e Manguezais.

Os adultos foram encaminhados ao Parque Zoobotânico de Fortaleza pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CPB-ICMBio), sendo a fêmea oriunda do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Piauí (Cetas-PI) e o macho do Centro de Triagem de Alagoas (Cetas-AL).

“Este é o primeiro casal dessa espécie em cativeiro, então é o primeiro nascimento também. E isso vai nos ajudar muito a estudar, a pesquisar mais sobre essa espécie e fazer essa primeira observação sobre uma espécie que nunca pôde ser observada”, ressalta Patrícia Vasconcelos, chefe de Núcleo e médica veterinária do Parque Zoobotânico de Fortaleza.

A chegada do pequeno guariba-da-Caatinga também cativou toda a equipe do Zoológico. “Este filhote representa esperança. Quando soubemos do nascimento, foi uma grande festa em todo o Zoológico. Cada novo nascimento que venha a ocorrer aqui no Parque será celebrado, pois representa o êxito nos cuidados e no trabalho que vem sendo desenvolvido nessa reta final que antecede a reabertura do Parque para a visitação pública”, acrescenta a veterinária.

O recinto dos guaribas foi preparado para oferecer bem-estar, tranquilidade e condições adequadas para o sucesso na reprodução e no desenvolvimento do filhote durante seus primeiros meses de vida. “Nós já tínhamos tudo preparado, casinha, ninho, toda a estrutura para trazer conforto para o casal e apoiar esse cuidado parental, porque eles compartilham do cuidado entre si”, informa Patrícia.

Zoológico de Fortaleza registra nascimento inédito de filhote de primata ameaçado de extinção no Brasil

Saudável, filhote completa um mês de vida e simboliza o avanço da preservação da fauna e da adaptação de mais de 270 animais para a reabertura do zoológico ao público

 

macaca fêmea com o filhote no colo
O novo filhote de guariba-da-Caatinga apresenta bom estado de saúde e está junto aos pais, casal formado intencionalmente como estratégia de conservação da espécie (Foto: Roberto Rodrigues)

O Parque Zoobotânico de Fortaleza, equipamento da Prefeitura gerenciado pela Autarquia Municipal de Urbanismo e Paisagismo de Fortaleza (UrbFor), protagoniza um momento histórico para a conservação da fauna brasileira: o nascimento inédito de um filhote de primata ameaçado de extinção no país.

Completando um mês de vida nesta quarta-feira (08/01), o novo guariba-da-Caatinga é proveniente do único casal dessa espécie em um zoológico no mundo e representa o bom andamento da adaptação de mais de 270 espécies de animais, processo que integra a preparação da reabertura do equipamento para visitação do público.

Além de reforçar o compromisso da instituição com a preservação da biodiversidade, o nascimento também destaca a relevância do trabalho que tem sido desenvolvido pela gestão municipal. De acordo com o diretor de conservação e monitoramento da UrbFor, Raphael Martins, o nascimento do primeiro filhote do casal evidencia o sucesso do processo de adaptação e de pareamento dos dois animais realizado pelo Zoológico de Fortaleza.

“A nossa missão era receber esses dois indivíduos ameaçados de extinção e que não tinham condição de soltura, conseguir juntá-los, pareá-los e tentar a reprodução da espécie. Esse processo de reprodução bem-sucedido também mostra o bem-estar alcançado na adaptação, que eles estão em um local apropriado, sendo bem cuidados”, afirma o biólogo.

Assim como o guariba-da-Caatinga, outras espécies recém chegadas precisam de uma adaptação cuidadosa por serem oriundos de resgates, centros de triagem e diversas situações de vulnerabilidade que os impedem de serem reinseridos na natureza. Dessa forma, o manejo inclui trocas de recinto e readequação dos espaços com intervenções estruturais menores para que estejam adequados às exigências de órgãos ambientais, além de estratégias de enriquecimento ambiental, ajustes nas dietas e a formação de novos grupos de animais.

Dentre as espécies mais recentes recebidas em períodos de até quatro meses, estão tamanduá-bandeira, onça pintada, serpente píton-reticulada, macaco grivete, emu, arara-azul, guaxinim, quati, pavão, cateto, gato do mato e anta.

Além disso, trabalho de adaptação também é realizado com os animais que já viviam no parque antes da requalificação e foram realocados internamente durante o período de obras. “A requalificação aconteceu com mais de duzentos animais dentro do Parque. Eles precisaram ser retirados de seus recintos para que o trabalho pudesse avançar sem sofrer estresse por causa do barulho, da movimentação de pessoas estranhas e outros incômodos comuns nesse tipo de ocasião", explica.

Estratégias de preservação da fauna brasileira

O novo filhote de guariba-da-Caatinga apresenta bom estado de saúde e está junto aos pais, casal formado intencionalmente como estratégia de conservação da espécie.

Na natureza, os guariba-da-Caatinga enfrentam dificuldades como a destruição do seu ambiente natural, a divisão das áreas de floresta e a ação humana ao longo de toda a região onde vivem, que inclui os estados do Ceará, Piauí e Maranhão, em áreas de Caatinga, Cerrado e Manguezais.

Os adultos foram encaminhados ao Parque Zoobotânico de Fortaleza pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CPB-ICMBio), sendo a fêmea oriunda do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Piauí (Cetas-PI) e o macho do Centro de Triagem de Alagoas (Cetas-AL).

“Este é o primeiro casal dessa espécie em cativeiro, então é o primeiro nascimento também. E isso vai nos ajudar muito a estudar, a pesquisar mais sobre essa espécie e fazer essa primeira observação sobre uma espécie que nunca pôde ser observada”, ressalta Patrícia Vasconcelos, chefe de Núcleo e médica veterinária do Parque Zoobotânico de Fortaleza.

A chegada do pequeno guariba-da-Caatinga também cativou toda a equipe do Zoológico. “Este filhote representa esperança. Quando soubemos do nascimento, foi uma grande festa em todo o Zoológico. Cada novo nascimento que venha a ocorrer aqui no Parque será celebrado, pois representa o êxito nos cuidados e no trabalho que vem sendo desenvolvido nessa reta final que antecede a reabertura do Parque para a visitação pública”, acrescenta a veterinária.

O recinto dos guaribas foi preparado para oferecer bem-estar, tranquilidade e condições adequadas para o sucesso na reprodução e no desenvolvimento do filhote durante seus primeiros meses de vida. “Nós já tínhamos tudo preparado, casinha, ninho, toda a estrutura para trazer conforto para o casal e apoiar esse cuidado parental, porque eles compartilham do cuidado entre si”, informa Patrícia.