14 de Abril de 2026 em Saúde IMPRIMIR

Dia do Neurocirurgião: especialidade de alta complexidade que salva vidas

Data é celebrada nacionalmente em 14 de abril; no IJF, corpo clínico desta especialidade é composto por 25 neurocirurgiões


Compartilhe:
Dr. João Antônio Marques posa para a fot
De acordo com o Dr. João Antônio Marques, chefe do Serviço de Neurocirurgia do IJF, a especialidade exerce papel decisivo no cuidado a pacientes com lesões cranianas, traumas raquimedulares, doenças da coluna e outras condições neurológicas graves, muitas delas em contexto de urgência e emergência

Nesta terça-feira, 14 de abril, é celebrado o Dia Nacional do Neurocirurgião. A data homenageia profissionais que atuam em uma das áreas mais complexas da medicina, essencial para o tratamento de doenças e condições que afetam o sistema nervoso central e periférico. No Instituto Dr. José Frota (IJF), a Neurocirurgia tem papel fundamental no atendimento a pacientes vítimas de traumas graves e outras situações de alta complexidade, perfil que integra a missão assistencial do maior hospital de urgência e emergência do estado do Ceará.

De acordo com o Dr. João Antônio Marques, chefe do Serviço de Neurocirurgia do IJF, a especialidade exerce papel decisivo no cuidado a pacientes com lesões cranianas, traumas raquimedulares, doenças da coluna e outras condições neurológicas graves, muitas delas em contexto de urgência e emergência.

“Aqui contamos com um corpo clínico de excelência, formado por 25 neurocirurgiões, atuando 24 horas por dia na proteção à vida. Nossa demanda gira em torno de 800 procedimentos neurocirúrgicos por ano, além do acompanhamento diário de pacientes internados nas enfermarias, UTIs e setor de emergência. Entre os casos mais frequentes, destacam-se os traumatismos cranioencefálicos graves e os traumas raquimedulares”, explica o médico.

Sobre os procedimentos realizados no Centro Cirúrgico, o especialista destaca que se tratam de cirurgias de alta complexidade, que podem durar várias horas, a depender de cada caso.

“Cada paciente exige uma abordagem individualizada, desde a avaliação inicial até o acompanhamento no pós-operatório. Mesmo diante da complexidade crescente dos casos atendidos em nosso serviço, temos observado, nos últimos anos, redução dos índices de mortalidade relacionados as doenças tratadas pela Neurocirurgia, associada a melhores desfechos clínicos, recuperação funcional e maior possibilidade de reintegração do paciente à sociedade. Após o procedimento, os pacientes necessitam de monitoramento diário, e o tempo de internação pode variar conforme a gravidade do quadro: em alguns casos, a alta pode ocorrer em até duas semanas; em situações mais complexas, a permanência hospitalar pode ultrapassar um mês”, ressalta.

Formação

Para se tornar neurocirurgião, o médico precisa concluir os seis anos da graduação em Medicina e, em seguida, ingressar em residência médica em Neurocirurgia, com duração de cinco anos. No IJF, o programa é oferecido por meio do Centro de Estudos e Pesquisa (Cepesq), com o objetivo de promover a formação técnica, científica e ética dos residentes. Durante esse período, os profissionais em formação contam com aulas teóricas, atividades práticas e acompanhamento diário dos preceptores. Na especialidade, é disponibilizada uma vaga por ano.

Prevenção

Atitudes simples no dia a dia podem evitar acidentes graves que demandem intervenção neurocirúrgica. Ações de prevenção reduzem o risco de complicações, internações prolongadas e sequelas permanentes.

“Grande parte dos casos está relacionada a quedas e acidentes envolvendo motocicletas. Quando falamos em trauma craniano, cada minuto faz diferença. Um atendimento rápido aumenta as chances de sobrevivência e reduz o risco de sequelas. Por isso, é fundamental investir na prevenção. No ambiente doméstico, especialmente quando há idosos, é importante evitar pisos escorregadios, retirar tapetes soltos e objetos que possam provocar tropeços, melhorar a iluminação dos ambientes e instalar barras de apoio, principalmente nos banheiros. Também é essencial redobrar a atenção com escadas, lajes e locais com risco de queda. No trânsito, o uso correto do capacete e de outros equipamentos de proteção é indispensável, assim como o respeito às leis de trânsito, aos limites de velocidade e a nunca dirigir sob efeito de álcool. Pequenas medidas preventivas podem fazer grande diferença e ajudar a preservar vidas”, conclui o médico João Antônio Marques.

Dia do Neurocirurgião: especialidade de alta complexidade que salva vidas

Data é celebrada nacionalmente em 14 de abril; no IJF, corpo clínico desta especialidade é composto por 25 neurocirurgiões

Dr. João Antônio Marques posa para a fot
De acordo com o Dr. João Antônio Marques, chefe do Serviço de Neurocirurgia do IJF, a especialidade exerce papel decisivo no cuidado a pacientes com lesões cranianas, traumas raquimedulares, doenças da coluna e outras condições neurológicas graves, muitas delas em contexto de urgência e emergência

Nesta terça-feira, 14 de abril, é celebrado o Dia Nacional do Neurocirurgião. A data homenageia profissionais que atuam em uma das áreas mais complexas da medicina, essencial para o tratamento de doenças e condições que afetam o sistema nervoso central e periférico. No Instituto Dr. José Frota (IJF), a Neurocirurgia tem papel fundamental no atendimento a pacientes vítimas de traumas graves e outras situações de alta complexidade, perfil que integra a missão assistencial do maior hospital de urgência e emergência do estado do Ceará.

De acordo com o Dr. João Antônio Marques, chefe do Serviço de Neurocirurgia do IJF, a especialidade exerce papel decisivo no cuidado a pacientes com lesões cranianas, traumas raquimedulares, doenças da coluna e outras condições neurológicas graves, muitas delas em contexto de urgência e emergência.

“Aqui contamos com um corpo clínico de excelência, formado por 25 neurocirurgiões, atuando 24 horas por dia na proteção à vida. Nossa demanda gira em torno de 800 procedimentos neurocirúrgicos por ano, além do acompanhamento diário de pacientes internados nas enfermarias, UTIs e setor de emergência. Entre os casos mais frequentes, destacam-se os traumatismos cranioencefálicos graves e os traumas raquimedulares”, explica o médico.

Sobre os procedimentos realizados no Centro Cirúrgico, o especialista destaca que se tratam de cirurgias de alta complexidade, que podem durar várias horas, a depender de cada caso.

“Cada paciente exige uma abordagem individualizada, desde a avaliação inicial até o acompanhamento no pós-operatório. Mesmo diante da complexidade crescente dos casos atendidos em nosso serviço, temos observado, nos últimos anos, redução dos índices de mortalidade relacionados as doenças tratadas pela Neurocirurgia, associada a melhores desfechos clínicos, recuperação funcional e maior possibilidade de reintegração do paciente à sociedade. Após o procedimento, os pacientes necessitam de monitoramento diário, e o tempo de internação pode variar conforme a gravidade do quadro: em alguns casos, a alta pode ocorrer em até duas semanas; em situações mais complexas, a permanência hospitalar pode ultrapassar um mês”, ressalta.

Formação

Para se tornar neurocirurgião, o médico precisa concluir os seis anos da graduação em Medicina e, em seguida, ingressar em residência médica em Neurocirurgia, com duração de cinco anos. No IJF, o programa é oferecido por meio do Centro de Estudos e Pesquisa (Cepesq), com o objetivo de promover a formação técnica, científica e ética dos residentes. Durante esse período, os profissionais em formação contam com aulas teóricas, atividades práticas e acompanhamento diário dos preceptores. Na especialidade, é disponibilizada uma vaga por ano.

Prevenção

Atitudes simples no dia a dia podem evitar acidentes graves que demandem intervenção neurocirúrgica. Ações de prevenção reduzem o risco de complicações, internações prolongadas e sequelas permanentes.

“Grande parte dos casos está relacionada a quedas e acidentes envolvendo motocicletas. Quando falamos em trauma craniano, cada minuto faz diferença. Um atendimento rápido aumenta as chances de sobrevivência e reduz o risco de sequelas. Por isso, é fundamental investir na prevenção. No ambiente doméstico, especialmente quando há idosos, é importante evitar pisos escorregadios, retirar tapetes soltos e objetos que possam provocar tropeços, melhorar a iluminação dos ambientes e instalar barras de apoio, principalmente nos banheiros. Também é essencial redobrar a atenção com escadas, lajes e locais com risco de queda. No trânsito, o uso correto do capacete e de outros equipamentos de proteção é indispensável, assim como o respeito às leis de trânsito, aos limites de velocidade e a nunca dirigir sob efeito de álcool. Pequenas medidas preventivas podem fazer grande diferença e ajudar a preservar vidas”, conclui o médico João Antônio Marques.