01 de March de 2022 em Saúde

IJF orienta para o cuidado com engasgo por espinha de peixe durante a Quaresma

Emergência do Hospital acolheu aproximadamente quatro mil vítimas de ingestão ou aspiração de corpo estranho entre janeiro e dezembro de 2021


Com a chegada do período da Quaresma e o consequente aumento no consumo de peixe, cresce o número de pessoas que chegam aos prontos-socorros com uma espinha presa na garganta. A situação, mesmo corriqueira, pode causar lesões graves de laringe e faringe ou mesmo quadros de obstrução da respiração, sufocação e óbito, sendo necessária assistência médica imediata. O Instituto Doutor José Frota (IJF) é o hospital de referência da Prefeitura de Fortaleza para o socorro às vítimas de traumas e lesões de alta complexidade e, entre as causas de acolhimento na Emergência, os casos de engasgo, ingestão ou aspiração de alimentos e objetos estranhos são alguns dos mais numerosos.

De janeiro e dezembro de 2021, aproximadamente quatro mil novos pacientes foram atendidos pelas equipes de plantão em otorrinolaringologia e endoscopia respiratória e digestiva, para a identificação e, se necessário, remoção de espinhas e ossos do trato digestivo, ou mesmo objetos estranho, como brinquedos, sementes, baterias e moedas, engolidos ou alojados no nariz, traquéia, brônquios e canais auditivos de crianças.

De acordo com o corpo de profissionais do IJF, o cuidado é indispensáveis para a prevenção em todas as situações engasgo, mas as crianças e os idosos, principalmente aqueles com dificuldade de mastigação ou uso de próteses dentárias, precisam de atenção redobrada. O médico endoscopista João Ximenes Filho relata o aumento no número de casos de engasgo por espinha de peixe no período da Quaresma e reforça a importância do alerta, já que muitos relutam em procurar atendimento hospitalar e tentam remover o material por conta própria, causando mais danos e riscos de complicações ao organismo.

“A hospitalização por acidentes durante a ingestão de alimentos é mais comum entre usuários de próteses dentárias, idosos e portadores de algumas restrições físicas e neurológicas. A recomendação para esses e também para todos os outros públicos é a de uso dos talheres para separar bem a carne dos ossos e das espinhas, além de levar a refeição à boca em pequenas porções, para que a mastigação seja feita corretamente e com calma, aproveitando e experimentando o sabor e a textura do alimento”, orienta João Ximenes Filho. Consultas periódicas para avaliações clínicas, dentárias e terapias complementares com especialistas trazem mais conforto, segurança e prazer para portadores de condições de saúde causadas pelo avanço da idade e para os que possuem necessidades especiais, complementa o médico.

Nas situações em que apenas um pedaço de osso ou uma espinha fiquem alojados na garganta ou na boca, o mais importante é manter a calma e observar a condição de respiração da vítima. Caso a queixa seja apenas o incomodo e a dor na região, não tente remover o material, tendo em vista o possível agravamento das lesões ou mesmo de deslocamento do alimento para os pulmões. Da mesma forma, é importante não tentar “empurar” a espinha bebendo água ou tentando engolir banana, pão ou farinha, que podem, na verdade, bloquear a passagem de ar já em risco. A recomendação básica é procurar atendimento na unidade de saúde mais próxima, para avaliação profissional. Tendo em vista a necessidade de anestesia para a realização de um possível procedimento endoscópico ou mesmo cirúrgico, algumas horas de jejum serão necessárias. Daí também a importância de suspender imediatamente a alimentação do paciente.

IJF orienta para o cuidado com engasgo por espinha de peixe durante a Quaresma

Emergência do Hospital acolheu aproximadamente quatro mil vítimas de ingestão ou aspiração de corpo estranho entre janeiro e dezembro de 2021

Com a chegada do período da Quaresma e o consequente aumento no consumo de peixe, cresce o número de pessoas que chegam aos prontos-socorros com uma espinha presa na garganta. A situação, mesmo corriqueira, pode causar lesões graves de laringe e faringe ou mesmo quadros de obstrução da respiração, sufocação e óbito, sendo necessária assistência médica imediata. O Instituto Doutor José Frota (IJF) é o hospital de referência da Prefeitura de Fortaleza para o socorro às vítimas de traumas e lesões de alta complexidade e, entre as causas de acolhimento na Emergência, os casos de engasgo, ingestão ou aspiração de alimentos e objetos estranhos são alguns dos mais numerosos.

De janeiro e dezembro de 2021, aproximadamente quatro mil novos pacientes foram atendidos pelas equipes de plantão em otorrinolaringologia e endoscopia respiratória e digestiva, para a identificação e, se necessário, remoção de espinhas e ossos do trato digestivo, ou mesmo objetos estranho, como brinquedos, sementes, baterias e moedas, engolidos ou alojados no nariz, traquéia, brônquios e canais auditivos de crianças.

De acordo com o corpo de profissionais do IJF, o cuidado é indispensáveis para a prevenção em todas as situações engasgo, mas as crianças e os idosos, principalmente aqueles com dificuldade de mastigação ou uso de próteses dentárias, precisam de atenção redobrada. O médico endoscopista João Ximenes Filho relata o aumento no número de casos de engasgo por espinha de peixe no período da Quaresma e reforça a importância do alerta, já que muitos relutam em procurar atendimento hospitalar e tentam remover o material por conta própria, causando mais danos e riscos de complicações ao organismo.

“A hospitalização por acidentes durante a ingestão de alimentos é mais comum entre usuários de próteses dentárias, idosos e portadores de algumas restrições físicas e neurológicas. A recomendação para esses e também para todos os outros públicos é a de uso dos talheres para separar bem a carne dos ossos e das espinhas, além de levar a refeição à boca em pequenas porções, para que a mastigação seja feita corretamente e com calma, aproveitando e experimentando o sabor e a textura do alimento”, orienta João Ximenes Filho. Consultas periódicas para avaliações clínicas, dentárias e terapias complementares com especialistas trazem mais conforto, segurança e prazer para portadores de condições de saúde causadas pelo avanço da idade e para os que possuem necessidades especiais, complementa o médico.

Nas situações em que apenas um pedaço de osso ou uma espinha fiquem alojados na garganta ou na boca, o mais importante é manter a calma e observar a condição de respiração da vítima. Caso a queixa seja apenas o incomodo e a dor na região, não tente remover o material, tendo em vista o possível agravamento das lesões ou mesmo de deslocamento do alimento para os pulmões. Da mesma forma, é importante não tentar “empurar” a espinha bebendo água ou tentando engolir banana, pão ou farinha, que podem, na verdade, bloquear a passagem de ar já em risco. A recomendação básica é procurar atendimento na unidade de saúde mais próxima, para avaliação profissional. Tendo em vista a necessidade de anestesia para a realização de um possível procedimento endoscópico ou mesmo cirúrgico, algumas horas de jejum serão necessárias. Daí também a importância de suspender imediatamente a alimentação do paciente.