21 de dezembro de 2018 em Educação

Mais de 150 jovens cientistas da Rede Municipal recebem medalhas em eventos nacionais de ciências

Foram premiados 148 alunos na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e 11 na Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG)


várias pessoas posam para a foto
Alunos da Rede Municipal receberam medalhas e certificados durante a premiação

Um resultado que representa o êxito do ensino das ciências nos últimos anos em várias unidades da Rede Municipal. Na manhã desta quinta-feira (20/12), na Seara da Ciência, da Universidade Federal do Ceará (UFC), ocorreu a cerimônia de premiação da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG).

Na OBA, 148 jovens cientistas de Fortaleza foram premiados com medalhas, sendo 47 ouro, 56 prata e 45 bronze.

Na Mostra Brasileira de Foguetes, 11 alunos da Rede foram medalhistas. Destes, três alunos receberam medalhas de prata e oito receberam medalhas de bronze.

Fortaleza obteve os melhores resultados nas últimas edições da OBA, considerando o número de escolas medalhistas, que saltou de 14, em 2017, para 31, em 2018, e de 85 alunos, em 2017, para 148, em 2018. No total, 78 escolas municipais de Fortaleza participaram da OBA, com 5.708 alunos. Destas, 31 são medalhistas.

<<< Confira todas as fotos no Facebook da SME >>>

Na cerimônia de premiação, o secretário adjunto da Educação, Jefferson Maia, frisou o resultado de Fortaleza na OBA, já que a Rede quase dobrou o número de medalhas, se comparado a 2017. "Comemoramos hoje resultados impressionantes. Tudo é possível porque nós, da Secretaria Municipal da Educação (SME) e todos os profissionais da Rede Municipal, acreditamos no potencial de cada aluno. Onde quer que estejamos, falamos dos nossos alunos com brilho nos olhos, pois sabemos da transformação que a educação é capaz de fazer. Parabéns a todos os medalhistas e todos os professores, gestores e equipe envolvidos na preparação dos alunos. Que 2019 seja maravilhoso e que a gente cresça cada vez mais", projeta.

Na acolhida do público para a premiação, houve cantata de Natal instrumental com os alunos da Escola Municipal Parsifal Barroso, do Jardim Guanabara (Distrito 1), coordenado pelo professor Dimas Carte. Ao longo da manhã, houve também a apresentação do grupo musical da Escola de Tempo Integral (ETI) Maria José Ferreira Gomes, do Parque Presidente Vargas (Distrito 5), com a canção "Cota Não é Esmola", e a apresentação musical das alunas Gaby Costa e Nicole Lima, com a música autoral coordenada pela professora Katyane Rocha, da Escola Municipal Ari de Sá Cavalcante, no José Walter (Distrito 4).

Vencedores
Das 31 escolas medalhistas da Rede Municipal, a ETI Professor Alexandre Rodrigues de Albuquerque, no Siqueira (Distrito 5), teve 21 alunos que conquistaram medalhas, sendo 10 de ouro. A diretora Silvana Lúcia Farias avalia que o resultado superou a meta de 15 alunos proposta pela unidade no início do ano. Para a gestora, o resultado só foi possível devido ao planejamento estratégico da equipe de docente e dos gestores. Mas não só isso, ela enfatiza o engajamento dos alunos na aprendizagem e na preparação para os exames.

"Os alunos amam o que fazem, e os professores são engajados. Sem eles não teríamos esse resultado maravilhoso. Os professores abraçaram a unidade e fazem a diferença na vida dos alunos. A gente usa o nosso tempo para se descobrir e despertar nos alunos o desejo de aprender mais. Não só na área das ciências, mas nos dedicamos em todas as áreas. A escola respira conhecimento. O resultado comprova que as metas foram superadas e estamos muito felizes pelos nossos alunos, pois eles começam a vislumbrar novas áreas da vida", comemora, entusiasmada, a diretora.

Em 2018, veio a tão esperada medalha de ouro do aluno Leonardo Gomes, do 9º ano, da Escola Municipal Professor Américo Barreiro, no Genibaú (Distrito 3). Ele lembra que no ano passado conquistou a prata, por um décimo não ficou com o ouro. O estudante afirma que o suporte dos professores da unidade foi decisivo para o resultado. "Estudo astronomia desde 2015 e gosto muito pois me faz conhecer o Universo e conhecê-lo me qualifica para o futuro. Este ano me preparei bastante, a professora nos ensinava com aulas extras no contraturno, através de filmes e vídeos relacionados à astronomia, além da aulas de geografia. O resultado veio e acredito que a medalha é um reconhecimento ao trabalho de um ano inteiro, meu e dos professores", considera.

O ano de Valentina
Medalha de ouro da OBA; primeiro lugar no curso de Química da Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE); menção honrosa na Olimpíada Nacional de Ciências e segundo lugar na categoria redação no Prêmio Sefin. Todas estas conquistas de 2018 são da aluna Valentina Raiana Alves Vieira, do 9º ano da Escola Municipal Demócrito Rocha, na Messejana (Distrito 6). O ano é considerado por ela um grande marco em sua vida, já que, antes, se considerava uma aluna "pouco estudiosa", sem apreço por nenhuma disciplina especial.

Valentina sempre estudou na Rede Pública Municipal e lembra que até ano passado não tinha hábito de estudar. Mas conta que no início do ano letivo 2018 o coordenador da unidade, Everli de Sousa Eduardo, a convidou para participar da turma olímpica da instituição, focada nos estudos para preparar alunos para avaliações nacionais, e, neste momento, tudo mudou. Inclusive, seu futuro.

"Lembro aqui como participar da turma fez a diferença. No início de 2018, comecei a me identificar com ciências e descobri um universo novo. Aderi ao hábito de estudar horas de biologia, química... Todas as conquistas deste ano devo à unidade que estudo, aos professores e ao meu coordenador. Definitivamente, 2018 foi um ano decisivo na minha vida. Os resultados vieram e até agora não acredito em tudo o que aconteceu", descreve Valentina.

Eventos
A OBA e o MOBFOG são eventos nacionais, abertos à participação de escolas públicas, privadas, urbanas ou rurais brasileiras. O objetivo é incentivar o interesse dos jovens pela astronomia, astronáutica e ciências afins. Os eventos ocorrem totalmente nas próprias escolas, tem uma única fase e é realizada dentro de um só ano letivo, promovendo a difusão dos conhecimentos básicos aeroespaciais de uma forma lúdica e cooperativa.

Mais de 150 jovens cientistas da Rede Municipal recebem medalhas em eventos nacionais de ciências

Foram premiados 148 alunos na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e 11 na Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG)

várias pessoas posam para a foto
Alunos da Rede Municipal receberam medalhas e certificados durante a premiação

Um resultado que representa o êxito do ensino das ciências nos últimos anos em várias unidades da Rede Municipal. Na manhã desta quinta-feira (20/12), na Seara da Ciência, da Universidade Federal do Ceará (UFC), ocorreu a cerimônia de premiação da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG).

Na OBA, 148 jovens cientistas de Fortaleza foram premiados com medalhas, sendo 47 ouro, 56 prata e 45 bronze.

Na Mostra Brasileira de Foguetes, 11 alunos da Rede foram medalhistas. Destes, três alunos receberam medalhas de prata e oito receberam medalhas de bronze.

Fortaleza obteve os melhores resultados nas últimas edições da OBA, considerando o número de escolas medalhistas, que saltou de 14, em 2017, para 31, em 2018, e de 85 alunos, em 2017, para 148, em 2018. No total, 78 escolas municipais de Fortaleza participaram da OBA, com 5.708 alunos. Destas, 31 são medalhistas.

<<< Confira todas as fotos no Facebook da SME >>>

Na cerimônia de premiação, o secretário adjunto da Educação, Jefferson Maia, frisou o resultado de Fortaleza na OBA, já que a Rede quase dobrou o número de medalhas, se comparado a 2017. "Comemoramos hoje resultados impressionantes. Tudo é possível porque nós, da Secretaria Municipal da Educação (SME) e todos os profissionais da Rede Municipal, acreditamos no potencial de cada aluno. Onde quer que estejamos, falamos dos nossos alunos com brilho nos olhos, pois sabemos da transformação que a educação é capaz de fazer. Parabéns a todos os medalhistas e todos os professores, gestores e equipe envolvidos na preparação dos alunos. Que 2019 seja maravilhoso e que a gente cresça cada vez mais", projeta.

Na acolhida do público para a premiação, houve cantata de Natal instrumental com os alunos da Escola Municipal Parsifal Barroso, do Jardim Guanabara (Distrito 1), coordenado pelo professor Dimas Carte. Ao longo da manhã, houve também a apresentação do grupo musical da Escola de Tempo Integral (ETI) Maria José Ferreira Gomes, do Parque Presidente Vargas (Distrito 5), com a canção "Cota Não é Esmola", e a apresentação musical das alunas Gaby Costa e Nicole Lima, com a música autoral coordenada pela professora Katyane Rocha, da Escola Municipal Ari de Sá Cavalcante, no José Walter (Distrito 4).

Vencedores
Das 31 escolas medalhistas da Rede Municipal, a ETI Professor Alexandre Rodrigues de Albuquerque, no Siqueira (Distrito 5), teve 21 alunos que conquistaram medalhas, sendo 10 de ouro. A diretora Silvana Lúcia Farias avalia que o resultado superou a meta de 15 alunos proposta pela unidade no início do ano. Para a gestora, o resultado só foi possível devido ao planejamento estratégico da equipe de docente e dos gestores. Mas não só isso, ela enfatiza o engajamento dos alunos na aprendizagem e na preparação para os exames.

"Os alunos amam o que fazem, e os professores são engajados. Sem eles não teríamos esse resultado maravilhoso. Os professores abraçaram a unidade e fazem a diferença na vida dos alunos. A gente usa o nosso tempo para se descobrir e despertar nos alunos o desejo de aprender mais. Não só na área das ciências, mas nos dedicamos em todas as áreas. A escola respira conhecimento. O resultado comprova que as metas foram superadas e estamos muito felizes pelos nossos alunos, pois eles começam a vislumbrar novas áreas da vida", comemora, entusiasmada, a diretora.

Em 2018, veio a tão esperada medalha de ouro do aluno Leonardo Gomes, do 9º ano, da Escola Municipal Professor Américo Barreiro, no Genibaú (Distrito 3). Ele lembra que no ano passado conquistou a prata, por um décimo não ficou com o ouro. O estudante afirma que o suporte dos professores da unidade foi decisivo para o resultado. "Estudo astronomia desde 2015 e gosto muito pois me faz conhecer o Universo e conhecê-lo me qualifica para o futuro. Este ano me preparei bastante, a professora nos ensinava com aulas extras no contraturno, através de filmes e vídeos relacionados à astronomia, além da aulas de geografia. O resultado veio e acredito que a medalha é um reconhecimento ao trabalho de um ano inteiro, meu e dos professores", considera.

O ano de Valentina
Medalha de ouro da OBA; primeiro lugar no curso de Química da Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE); menção honrosa na Olimpíada Nacional de Ciências e segundo lugar na categoria redação no Prêmio Sefin. Todas estas conquistas de 2018 são da aluna Valentina Raiana Alves Vieira, do 9º ano da Escola Municipal Demócrito Rocha, na Messejana (Distrito 6). O ano é considerado por ela um grande marco em sua vida, já que, antes, se considerava uma aluna "pouco estudiosa", sem apreço por nenhuma disciplina especial.

Valentina sempre estudou na Rede Pública Municipal e lembra que até ano passado não tinha hábito de estudar. Mas conta que no início do ano letivo 2018 o coordenador da unidade, Everli de Sousa Eduardo, a convidou para participar da turma olímpica da instituição, focada nos estudos para preparar alunos para avaliações nacionais, e, neste momento, tudo mudou. Inclusive, seu futuro.

"Lembro aqui como participar da turma fez a diferença. No início de 2018, comecei a me identificar com ciências e descobri um universo novo. Aderi ao hábito de estudar horas de biologia, química... Todas as conquistas deste ano devo à unidade que estudo, aos professores e ao meu coordenador. Definitivamente, 2018 foi um ano decisivo na minha vida. Os resultados vieram e até agora não acredito em tudo o que aconteceu", descreve Valentina.

Eventos
A OBA e o MOBFOG são eventos nacionais, abertos à participação de escolas públicas, privadas, urbanas ou rurais brasileiras. O objetivo é incentivar o interesse dos jovens pela astronomia, astronáutica e ciências afins. Os eventos ocorrem totalmente nas próprias escolas, tem uma única fase e é realizada dentro de um só ano letivo, promovendo a difusão dos conhecimentos básicos aeroespaciais de uma forma lúdica e cooperativa.