16 de dezembro de 2021 em Mobilidade

Média de acidentes com mortes em Fortaleza caiu 64,5% em vias que tiveram a velocidade readequada

Novo estudo considerou oito vias que tiveram a velocidade reduzida para 50 km/h entre 2018 e 2020. A Av. Leste Oeste, por exemplo, teve redução de 78%


carros em uma avenida
Primeira via a ter a velocidade reduzida, a Av. Presidente Castelo Branco, mais conhecida como Av. Leste Oeste, teve redução de 78% nas vítimas fatais

Levantamento da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) aponta que a média de acidentes com mortes em Fortaleza caiu 64,5% em vias que tiveram a velocidade readequada entre 2018 e 2020. O estudo considerou as avenidas Presidente Castelo Branco, Osório de Paiva, Francisco Sá, Coronel Carvalho, Augusto dos Anjos, Frei Cirilo, Gomes de Matos e Alberto Magno. Nestas últimas quatro vias, não houve registro de morte após a mudança. A metodologia considera os acidentes registrados antes e depois da readequação de velocidade, entre janeiro de 2015 e julho de 2021.

A readequação da velocidade em vias da capital com intenso fluxo de veículos de 60 km/h para 50 km/h é uma das estratégias utilizadas para fortalecer a segurança viária. A medida é implementada após estudos que têm como base critérios de acidentalidade viária e volume de tráfego. Primeira via a ter a velocidade reduzida, a Av. Presidente Castelo Branco, mais conhecida como Av. Leste Oeste, teve redução de 78% nas vítimas fatais. Já a Av. Francisco Sá registrou queda de 73% nos sinistros com severidade e morte e, a Av. Cel Carvalho, 69,5%.

Ainda de acordo com o estudo, o quantitativo de atropelamentos apresentou redução média de 37,4% nas oito vias. O melhor resultado foi da Avenida Gomes de Matos, que teve redução de 83% neste tipo de sinistro. O objetivo da readequação de velocidade é reduzir a gravidade dos sinistros que acontecem em Fortaleza e garantir a segurança de todos os usuários, principalmente os mais frágeis, como os pedestres e os ciclistas.

"A readequação de velocidade das vias é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde. Fortaleza, como várias outras cidades do Brasil e do mundo, tem adotado essa como a principal medida para reduzir a gravidade desses sinistros de trânsito. Aqueles que tinham pessoas vitimadas de forma fatal passam a ter mais danos materiais", salienta a superintendente da AMC, Juliana Coelho.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a velocidade excessiva é a causa de uma em cada três mortes por acidentes de trânsito em todo o mundo. Nos casos de atropelamento, por exemplo, os condutores que trafegam em velocidade reduzida têm maior possibilidade de reação. Quanto mais rápido um veículo estiver trafegando, maior será o impacto de um acidente de trânsito. A OMS também aponta que uma redução de até 5% na velocidade do veículo pode resultar em 30% menos sinistros fatais.

Para comunicar a mudança da velocidade aos condutores, a AMC desenvolve ações educativas nas vias em que há redução de velocidade e concede o prazo de seis meses para adaptação às mudanças. A autuação por desrespeito ao novo limite de velocidade é prevista, portanto, somente após esse período.

Média de acidentes com mortes em Fortaleza caiu 64,5% em vias que tiveram a velocidade readequada

Novo estudo considerou oito vias que tiveram a velocidade reduzida para 50 km/h entre 2018 e 2020. A Av. Leste Oeste, por exemplo, teve redução de 78%

carros em uma avenida
Primeira via a ter a velocidade reduzida, a Av. Presidente Castelo Branco, mais conhecida como Av. Leste Oeste, teve redução de 78% nas vítimas fatais

Levantamento da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) aponta que a média de acidentes com mortes em Fortaleza caiu 64,5% em vias que tiveram a velocidade readequada entre 2018 e 2020. O estudo considerou as avenidas Presidente Castelo Branco, Osório de Paiva, Francisco Sá, Coronel Carvalho, Augusto dos Anjos, Frei Cirilo, Gomes de Matos e Alberto Magno. Nestas últimas quatro vias, não houve registro de morte após a mudança. A metodologia considera os acidentes registrados antes e depois da readequação de velocidade, entre janeiro de 2015 e julho de 2021.

A readequação da velocidade em vias da capital com intenso fluxo de veículos de 60 km/h para 50 km/h é uma das estratégias utilizadas para fortalecer a segurança viária. A medida é implementada após estudos que têm como base critérios de acidentalidade viária e volume de tráfego. Primeira via a ter a velocidade reduzida, a Av. Presidente Castelo Branco, mais conhecida como Av. Leste Oeste, teve redução de 78% nas vítimas fatais. Já a Av. Francisco Sá registrou queda de 73% nos sinistros com severidade e morte e, a Av. Cel Carvalho, 69,5%.

Ainda de acordo com o estudo, o quantitativo de atropelamentos apresentou redução média de 37,4% nas oito vias. O melhor resultado foi da Avenida Gomes de Matos, que teve redução de 83% neste tipo de sinistro. O objetivo da readequação de velocidade é reduzir a gravidade dos sinistros que acontecem em Fortaleza e garantir a segurança de todos os usuários, principalmente os mais frágeis, como os pedestres e os ciclistas.

"A readequação de velocidade das vias é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde. Fortaleza, como várias outras cidades do Brasil e do mundo, tem adotado essa como a principal medida para reduzir a gravidade desses sinistros de trânsito. Aqueles que tinham pessoas vitimadas de forma fatal passam a ter mais danos materiais", salienta a superintendente da AMC, Juliana Coelho.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a velocidade excessiva é a causa de uma em cada três mortes por acidentes de trânsito em todo o mundo. Nos casos de atropelamento, por exemplo, os condutores que trafegam em velocidade reduzida têm maior possibilidade de reação. Quanto mais rápido um veículo estiver trafegando, maior será o impacto de um acidente de trânsito. A OMS também aponta que uma redução de até 5% na velocidade do veículo pode resultar em 30% menos sinistros fatais.

Para comunicar a mudança da velocidade aos condutores, a AMC desenvolve ações educativas nas vias em que há redução de velocidade e concede o prazo de seis meses para adaptação às mudanças. A autuação por desrespeito ao novo limite de velocidade é prevista, portanto, somente após esse período.