09 de February de 2019 em Cultura

Prefeitura de Fortaleza lança exposição “Memorial Sinhá D’Amora”

Pinturas da artista cearense foram restauradas e estão disponíveis para visitação na Casa Barão de Camocim


Exposição
A mostra inclui telas, diplomas, medalhas e troféus (Foto: Rodrigo Carvalho)
A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secultfor) lançou, nesta sexta-feira (08/02), a exposição “Memorial Sinhá D’Amora”, no Centro Cultural Casa do Barão de Camocim. Com 13 telas de autoria de Fideralina Correia de Amora Maciel (1906-2002), nascida em Lavras da Mangabeira (CE), a mostra também inclui 98 diplomas, 60 medalhas, dez troféus e diversos utensílios de uso pessoal da artista plástica. A cerimônia contou com a apresentação de Anna Canário e Banda.

A abertura do projeto possui um catálogo que reúne os procedimentos resultantes na exposição, como o processo coletivo de restauração das pinturas, realizado por 14 estudantes do Curso de Conservação e Restauração de Bens Patrimoniais Móveis Integrados, promovido pela Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), Instituto Cultural Iracema (ICI) e Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho durante o segundo semestre de 2018.

O material também possui informações e aspectos da carreira de Sinhá e um QR Code, que leva ao o acesso online de acervo bibliográfico não exposto. A exposição permanece aberta para visitação no horário regular do equipamento, de terça a sexta-feira, das 9h às 19h e sábado e domingo, das 10h às 17h.

Para Antônio Vieira, curador da Exposição, o diferencial da artista se constrói por sua visão única em cima dos trabalhos realizados, que quebram padrões estéticos e sociais do período. Ele destaca a temática das telas, que possuem referências à terra natal, ao retirante e aos flagelados da seca, e mesmo distante do interior onde nasceu, pintava suas memórias. Outro ponto forte é o desenvolvimento técnico de Sinhá, adquirido em estudos na cidade de Firenze, nos Estados Unidos.

“Eu falo de uma Sinhá mulher desbravadora do mundo, e que está a frente do seu tempo. O recorte teórico também mostra um pouco a capacidade transformadora tanto nas telas, como na questão da família e do casamento como base para que ela pudesse ter esse sucesso, já que ela decidiu com o marido não ter filhos, algo difícil para aquela época”, explicou Antônio.

O titular da Secultfor, Gilvan Paiva, ressaltou o status de importância que Sinhá D’Amora alcançou dentro da cultura cearense. “É uma obra coletiva muito interessante e a gente espera que a população possa tomar contato com esse memorial, com a riqueza dessa nossa artista e possa, a partir daqui, valorizar cada vez mais a arte cearense, pontuou.

A professora Jarlene Guerra foi convidada por um dos responsáveis pela restauração das obras e esteve presente prestigiando a abertura da exposição. "Me chama a atenção tudo o que envolve arte, ainda mais na nossa cidade. A gente tem que valorizar o que é nosso. Já vi algumas pinturas pela internet, e quero muito ver o desenvolvimento, poder comparar o antes e o depois", contou.

Prefeitura de Fortaleza lança exposição “Memorial Sinhá D’Amora”

Pinturas da artista cearense foram restauradas e estão disponíveis para visitação na Casa Barão de Camocim

Exposição
A mostra inclui telas, diplomas, medalhas e troféus (Foto: Rodrigo Carvalho)
A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secultfor) lançou, nesta sexta-feira (08/02), a exposição “Memorial Sinhá D’Amora”, no Centro Cultural Casa do Barão de Camocim. Com 13 telas de autoria de Fideralina Correia de Amora Maciel (1906-2002), nascida em Lavras da Mangabeira (CE), a mostra também inclui 98 diplomas, 60 medalhas, dez troféus e diversos utensílios de uso pessoal da artista plástica. A cerimônia contou com a apresentação de Anna Canário e Banda.

A abertura do projeto possui um catálogo que reúne os procedimentos resultantes na exposição, como o processo coletivo de restauração das pinturas, realizado por 14 estudantes do Curso de Conservação e Restauração de Bens Patrimoniais Móveis Integrados, promovido pela Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), Instituto Cultural Iracema (ICI) e Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho durante o segundo semestre de 2018.

O material também possui informações e aspectos da carreira de Sinhá e um QR Code, que leva ao o acesso online de acervo bibliográfico não exposto. A exposição permanece aberta para visitação no horário regular do equipamento, de terça a sexta-feira, das 9h às 19h e sábado e domingo, das 10h às 17h.

Para Antônio Vieira, curador da Exposição, o diferencial da artista se constrói por sua visão única em cima dos trabalhos realizados, que quebram padrões estéticos e sociais do período. Ele destaca a temática das telas, que possuem referências à terra natal, ao retirante e aos flagelados da seca, e mesmo distante do interior onde nasceu, pintava suas memórias. Outro ponto forte é o desenvolvimento técnico de Sinhá, adquirido em estudos na cidade de Firenze, nos Estados Unidos.

“Eu falo de uma Sinhá mulher desbravadora do mundo, e que está a frente do seu tempo. O recorte teórico também mostra um pouco a capacidade transformadora tanto nas telas, como na questão da família e do casamento como base para que ela pudesse ter esse sucesso, já que ela decidiu com o marido não ter filhos, algo difícil para aquela época”, explicou Antônio.

O titular da Secultfor, Gilvan Paiva, ressaltou o status de importância que Sinhá D’Amora alcançou dentro da cultura cearense. “É uma obra coletiva muito interessante e a gente espera que a população possa tomar contato com esse memorial, com a riqueza dessa nossa artista e possa, a partir daqui, valorizar cada vez mais a arte cearense, pontuou.

A professora Jarlene Guerra foi convidada por um dos responsáveis pela restauração das obras e esteve presente prestigiando a abertura da exposição. "Me chama a atenção tudo o que envolve arte, ainda mais na nossa cidade. A gente tem que valorizar o que é nosso. Já vi algumas pinturas pela internet, e quero muito ver o desenvolvimento, poder comparar o antes e o depois", contou.