07 de março de 2018 em Mobilidade

Sociedade civil discute tolerância zero a mortes no trânsito em Fórum do Observatório de Segurança Viária

O evento objetiva discutir os conceitos de "visão zero" e "sistema viário seguro" que vêm ganhando adeptos em diversas cidades


Representantes do poder público, de universidades, da indústria, do comércio, do esporte, de igrejas e grupos religiosos voltam a se reunir nesta quinta-feira (08/03) na Universidade de Fortaleza (Unifor) para discutir os conceitos de “visão zero” e de “sistema viário seguro” que vem ganhando adeptos em diversas cidades e países ao redor do mundo. O II Fórum do Observatório de Segurança Viária é organizado pela Prefeitura de Fortaleza, com apoio da Unifor e da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global, por meio da WRI Brasil.

O evento traz pela primeira vez a Fortaleza as especialistas em segurança viária Claudia Adriazola e Anne Eriksson, naturais do Peru e da Dinamarca, respectivamente, e referências globais na elaboração de planos de segurança viária que buscam determinar metas e responsabilidades para prevenir mortes e feridos no trânsito. O Observatório de Segurança Viária foi anunciado em junho do ano passado pela reitora da Unifor, Fátima Veras, e pelo prefeito Roberto Cláudio como uma parceria entre poder público e academia para aproximar representantes de diversos setores da sociedade civil para apresentação de melhores práticas e o engajamento no combate ao elevado número de acidentes de trânsito.

“O nosso entendimento é de que essa é uma batalha que precisa de reforços de todos os setores da sociedade – quanto mais cedo todos perceberem que esse é um desafio comum, antes vamos conseguir colher resultados, principalmente salvar vidas”, explica o secretário executivo de Conservação e Serviços Públicos da Prefeitura de Fortaleza, Luiz Alberto Sabóia. O I Fórum do Observatório foi realizado em outubro de 2017 com a participação da PhD em psicologia no trânsito e gerente mundial da Global Road Safety Partnership (GRSP, na sigla em inglês), Judy Fleiter.

O professor Vasco Furtado, Diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Unifor, considera que o segundo Fórum consolida a posição da Unifor como protagonista na busca de soluções para problemas sociais. “Trata-se de mais um exemplo de como as pesquisas desenvolvidas na Unifor estão em sintonia com os mais importantes temas da sociedade cearense”, ressaltou.

As especialistas

Claudia Adriazola é diretora global do Programa Saúde e Segurança Viária do World Resources Institute (WRI, na sigla em inglês) e se dedica a estudar os impactos que o transporte e o desenvolvimento urbano têm sobre a saúde pública, além de soluções para melhorar a segurança do trânsito, a qualidade do ar, a atividade física e a qualidade de vida. Ao longo dos últimos anos ocupou diferentes cargos gerenciais no setor público do Governo do Peru, sempre relacionados à segurança e a mobilidade sustentável.

Anne Eriksson se dedica desde 1999 à segurança viária, especialmente de ciclistas e pedestres, nas cidades de Copenhague e Gladsaxe, na Dinamarca. Ela participou da elaboração do plano de segurança viária de Copenhague e hoje trabalha na Danish Road Directorate, agência do Ministério dos Transportes dinamarquês. Ela também é auditora de Segurança Viária certificada e conferencista convidada da Universidade Técnica da Dinamarca. Anne também já atuou em diversos projetos de Segurança Viária no trânsito no exterior, inclusive na América do Sul.

Sistemas Viários Seguros e a ‘Visão Zero’

O conceito de Sistemas Viários seguros foi apresentado pela primeira vez na Europa, durante a década de 1990 e desde então vem ganhando adeptos em diversos países do continente, além da Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos e Colômbia, além de vários outros. A cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, também anunciou na mesma época, a adoção do conceito de que os sistemas viários devem prever que todos os usuários, condutores ou não, são suscetíveis de erros no trânsito que podem levar à acidentes, com mortos e feridos. A partir dessa premissa, toda a lógica de desenho das ruas, fiscalização e mesmo de responsabilidade do poder público e sociedade civil passa a ser orientada para evitar os conflitos nas ruas que, potencialmente, podem gerar vítimas.

Em diversos países onde esse entendimento foi adotado e a gestão do trânsito foi aperfeiçoada, as sociedades também adotaram a ideia de “visão zero” em que nenhuma morte relacionada ao trânsito pode ser tolerada ou encarada como uma “fatalidade” e sim como uma falha no sistema. “Em qualquer lugar do mundo as pessoas cometem erros no trânsito, mas isso não quer dizer que elas devam pagar com a própria vida ou tirar a vida de outros. Essa é a ideia principal desses novos conceitos. A intenção é que essas discussões ganhem adeptos e que possamos adaptar essa lógica para a nossa realidade” explica Dante Rosado, coordenador da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global em Fortaleza.

O que é o Observatório de Segurança Viária

Iniciativa da Unifor e da Prefeitura de Fortaleza, o Observatório de Segurança Viária busca criar não apenas um fórum de discussão de desafios e soluções com participação do poder público, universidades e de diversos setores da sociedade civil, mas também um canal virtual de compartilhamento de dados relativos aos acidentes de trânsito em Fortaleza.

O objetivo do Observatório de Segurança Viária, que conta com apoio da Parceria Global pela Segurança Viária, da Cruz Vermelha Internacional e da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global, é dar transparência ao tema, compartilhar informações sobre a mortalidade e morbidade no trânsito, para promover a conscientização da população, tanto sobre a dimensão do problema, quanto sobre a possibilidade de prevenção dos acidentes.

Serviço
2º Fórum do Observatório de Segurança Viária de Fortaleza
Local: Auditório A3 - Av. Washington Soares, 1321, Edson Queiroz
Data: 08/03/2018 (quinta-feira)
Horário: 14h às 17h

Sociedade civil discute tolerância zero a mortes no trânsito em Fórum do Observatório de Segurança Viária

O evento objetiva discutir os conceitos de "visão zero" e "sistema viário seguro" que vêm ganhando adeptos em diversas cidades

Representantes do poder público, de universidades, da indústria, do comércio, do esporte, de igrejas e grupos religiosos voltam a se reunir nesta quinta-feira (08/03) na Universidade de Fortaleza (Unifor) para discutir os conceitos de “visão zero” e de “sistema viário seguro” que vem ganhando adeptos em diversas cidades e países ao redor do mundo. O II Fórum do Observatório de Segurança Viária é organizado pela Prefeitura de Fortaleza, com apoio da Unifor e da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global, por meio da WRI Brasil.

O evento traz pela primeira vez a Fortaleza as especialistas em segurança viária Claudia Adriazola e Anne Eriksson, naturais do Peru e da Dinamarca, respectivamente, e referências globais na elaboração de planos de segurança viária que buscam determinar metas e responsabilidades para prevenir mortes e feridos no trânsito. O Observatório de Segurança Viária foi anunciado em junho do ano passado pela reitora da Unifor, Fátima Veras, e pelo prefeito Roberto Cláudio como uma parceria entre poder público e academia para aproximar representantes de diversos setores da sociedade civil para apresentação de melhores práticas e o engajamento no combate ao elevado número de acidentes de trânsito.

“O nosso entendimento é de que essa é uma batalha que precisa de reforços de todos os setores da sociedade – quanto mais cedo todos perceberem que esse é um desafio comum, antes vamos conseguir colher resultados, principalmente salvar vidas”, explica o secretário executivo de Conservação e Serviços Públicos da Prefeitura de Fortaleza, Luiz Alberto Sabóia. O I Fórum do Observatório foi realizado em outubro de 2017 com a participação da PhD em psicologia no trânsito e gerente mundial da Global Road Safety Partnership (GRSP, na sigla em inglês), Judy Fleiter.

O professor Vasco Furtado, Diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Unifor, considera que o segundo Fórum consolida a posição da Unifor como protagonista na busca de soluções para problemas sociais. “Trata-se de mais um exemplo de como as pesquisas desenvolvidas na Unifor estão em sintonia com os mais importantes temas da sociedade cearense”, ressaltou.

As especialistas

Claudia Adriazola é diretora global do Programa Saúde e Segurança Viária do World Resources Institute (WRI, na sigla em inglês) e se dedica a estudar os impactos que o transporte e o desenvolvimento urbano têm sobre a saúde pública, além de soluções para melhorar a segurança do trânsito, a qualidade do ar, a atividade física e a qualidade de vida. Ao longo dos últimos anos ocupou diferentes cargos gerenciais no setor público do Governo do Peru, sempre relacionados à segurança e a mobilidade sustentável.

Anne Eriksson se dedica desde 1999 à segurança viária, especialmente de ciclistas e pedestres, nas cidades de Copenhague e Gladsaxe, na Dinamarca. Ela participou da elaboração do plano de segurança viária de Copenhague e hoje trabalha na Danish Road Directorate, agência do Ministério dos Transportes dinamarquês. Ela também é auditora de Segurança Viária certificada e conferencista convidada da Universidade Técnica da Dinamarca. Anne também já atuou em diversos projetos de Segurança Viária no trânsito no exterior, inclusive na América do Sul.

Sistemas Viários Seguros e a ‘Visão Zero’

O conceito de Sistemas Viários seguros foi apresentado pela primeira vez na Europa, durante a década de 1990 e desde então vem ganhando adeptos em diversos países do continente, além da Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos e Colômbia, além de vários outros. A cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, também anunciou na mesma época, a adoção do conceito de que os sistemas viários devem prever que todos os usuários, condutores ou não, são suscetíveis de erros no trânsito que podem levar à acidentes, com mortos e feridos. A partir dessa premissa, toda a lógica de desenho das ruas, fiscalização e mesmo de responsabilidade do poder público e sociedade civil passa a ser orientada para evitar os conflitos nas ruas que, potencialmente, podem gerar vítimas.

Em diversos países onde esse entendimento foi adotado e a gestão do trânsito foi aperfeiçoada, as sociedades também adotaram a ideia de “visão zero” em que nenhuma morte relacionada ao trânsito pode ser tolerada ou encarada como uma “fatalidade” e sim como uma falha no sistema. “Em qualquer lugar do mundo as pessoas cometem erros no trânsito, mas isso não quer dizer que elas devam pagar com a própria vida ou tirar a vida de outros. Essa é a ideia principal desses novos conceitos. A intenção é que essas discussões ganhem adeptos e que possamos adaptar essa lógica para a nossa realidade” explica Dante Rosado, coordenador da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global em Fortaleza.

O que é o Observatório de Segurança Viária

Iniciativa da Unifor e da Prefeitura de Fortaleza, o Observatório de Segurança Viária busca criar não apenas um fórum de discussão de desafios e soluções com participação do poder público, universidades e de diversos setores da sociedade civil, mas também um canal virtual de compartilhamento de dados relativos aos acidentes de trânsito em Fortaleza.

O objetivo do Observatório de Segurança Viária, que conta com apoio da Parceria Global pela Segurança Viária, da Cruz Vermelha Internacional e da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global, é dar transparência ao tema, compartilhar informações sobre a mortalidade e morbidade no trânsito, para promover a conscientização da população, tanto sobre a dimensão do problema, quanto sobre a possibilidade de prevenção dos acidentes.

Serviço
2º Fórum do Observatório de Segurança Viária de Fortaleza
Local: Auditório A3 - Av. Washington Soares, 1321, Edson Queiroz
Data: 08/03/2018 (quinta-feira)
Horário: 14h às 17h