01 de novembro de 2018 em Cultura

Projeto Museu Orgânico chega ao Bar do Mincharia

Terceira galeria do projeto homenageia Evaldo Gouveia. Iniciativa busca reconhecer espaços, agentes e promotores culturais em Fortaleza


Museu
A iniciativa busca reconhecer espaços, agentes e promotores culturais em Fortaleza (Foto: Rodrigo Carvalho)

A Prefeitura de Fortaleza inaugurou, na noite desta quarta-feira (31/10), a terceira galeria do Museu Orgânico na linguagem “Música”, no Bar do Mincharia. A iniciativa busca reconhecer espaços, agentes e promotores culturais em Fortaleza, sistematizando o roteiro desses locais, valorizando palcos de produções intelectuais e fortalecendo a democratização da arte e a dinamização da memória local.

No espaço, além de um painel com 50 fotos de músicos e intérpretes locais, marca do projeto, também foi colocado um quadro homenageando o cantor Evaldo Gouveia, que recebeu tributo do trio Bossampop e do cantor e compositor Daniel Medina durante a ocasião.

“O Museu Orgânico tem uma característica muito bacana, que é o estímulo à memória. O Ceará tem muitos talentos nacionais, e é muito importante que este projeto se consolide, se amplie pela cidade, pelos espaços públicos que contam a história desses grandes artistas, fortalecendo cada vez mais a cultura local”, disse o titular da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), Gilvan Paiva.

Para o coordenador de Comunicação Social da Prefeitura de Fortaleza e membro da curadoria do Projeto, Moacir Maia, a gestão municipal cumpre bem o papel de reconhecer esses espaços que têm dado à Cidade referências que são indispensáveis para a vida da comunidade. “Estamos identificando os locais que fazem a vida cultural da Cidade, e na área da música o Bar do Mincharia faz isso, trazendo também um conjunto de referências para você identificar o que é o conceito do museu orgânico. Com esta homenagem, gente não faz mais do que justiça ao Evaldo, grande referência da nossa música", disse.

Homenagem
A mulher de Evaldo Gouveia, Liduína Lessa, esteve presente ao Mincharia e agradeceu a homenagem. “O Evaldo Gouveia é um grande compositor, grande cantor, uma pessoa maravilhosa, e é justa demais essa homenagem para ele. É um homem que fez todos os gêneros de música, fez valsa, tango, bolero, fado, samba-enredo. Ele está muito feliz com a homenagem", afirmou, lembrando que o cantor não pôde comparecer ao evento em razão de estar se recuperando de uma pneumonia.

O Projeto Museu Orgânico ainda terá mais nove painéis de música a serem fixados até o fim deste ano, concluindo 12 galerias em 2018. A primeira do Projeto foi inaugurada no Cantinho do Frango, com show de Rodger Rogério, nome escolhido pelo dono do estabelecimento, Caio Napoleão, para ser homenageado. A segunda, no Flórida Bar, na Praia de Iracema, e prestou tributo ao cantor, compositor e humorista cearense Falcão. Dentro das próximas estão locais como o Café Couture e o Serpentina Bar, conforme Moacir Maia.

Carlos Aragão é permissionário do Bar do Mincharia há 16 anos, e afirma que, hoje, o local se tornou um símbolo de resistência na Praia de Iracema e está estritamente ligada à história do cantor e compositor Evaldo Gouveia. “Ele nasceu a partir da cena musical na Praia de Iracema e frequentava a própria Casa do Mincharia. Eu achei interessante a Prefeitura valorizar este espaço, pois temos poucos bares que resistem há tanto tempo, já são mais de 35 anos fazendo história na cidade”, afirmou.

O cantor e compositor Daniel Medina, representando uma nova geração de artistas locais, prestou homenagem a Evaldo Gouveia. Para ele, além do Bar do Mincharia ser um local simbólico para fruir a arte, a Praia de Iracema como local histórico se confunde com a história do artista prestigiado. "Evaldo Gouveia é uma referência para todo jovem compositor e muitos outros que vêm fazendo a música brasileira e recriando a canção popular dia após dia. Sem dúvidas, a canção que eu faço hoje é extremamente influenciada por essa poética, por esse lirismo tão cearense", ressaltou.

A terceira edição do Museu Orgânico dá continuidade à ideia iniciada em julho deste ano; cujos eventos foram realizados no Cantinho do Frango e no Flórida Bar. Os lugares são estrategicamente selecionados e passam a compor o roteiro turístico de Fortaleza, como se a cidade fosse um grande museu.

Outras linguagens
A Prefeitura de Fortaleza abrirá inscrições para espaços vivos de cultura interessados em se tornar galerias do Museu Orgânico. Além dos bares, poderão pleitear o material restaurantes, equipamentos públicos, espaços culturais, barracas de praia, terminais de transportes, centros educacionais, praças de esportes, tendo obediência ao princípio de que só entrarão no roteiro espaços que ofereçam acesso público. Inicialmente, os bares-galerias do Projeto Museu Orgânico serão convidados pela Prefeitura de Fortaleza, atendendo o critério de distribuição espacial no território da Capital, contemplando as sete Regionais da Cidade, com a identificação desses espaços vivos de cultura.

Paralelamente à implantação das galerias com os painéis da linguagem MÚSICA, a Prefeitura de Fortaleza desenvolverá painéis, nos mesmos moldes e seguindo os mesmos critérios, para outras manifestações culturais, como teatro, literatura, fotografia, artes visuais, humor, esportes, etc. Conforme Moacir Maia, também está sendo desenvolvida uma plataforma digital que proporcionará, por meio de um QR Code, mais informações sobre os pontos já integrados ao roteiro.

Curadoria
As bases para a constituição e o funcionamento do Museu Orgânico, a escolha dos 50 nomes que integram o painel a ser multiplicado nos bares-galeria, bem como a seleção dos primeiros espaços foram desenvolvidas por um grupo de curadores indicados pelo gabinete do prefeito Roberto Cláudio, composto pelo jornalista Moacir Maia, coordenador de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Fortaleza; pelo arquiteto Totonho Laprovitera, representante da Secretaria Municipal do Turismo de Fortaleza; pelo escritor e produtor cultural, Jorge Pieiro, representante da Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza; e pelo jornalista, compositor e escritor Flávio Paiva, autor do livro-cd "Bulbrax – Sociomorfologia Cultural de Fortaleza".

Projeto Museu Orgânico chega ao Bar do Mincharia

Terceira galeria do projeto homenageia Evaldo Gouveia. Iniciativa busca reconhecer espaços, agentes e promotores culturais em Fortaleza

Museu
A iniciativa busca reconhecer espaços, agentes e promotores culturais em Fortaleza (Foto: Rodrigo Carvalho)

A Prefeitura de Fortaleza inaugurou, na noite desta quarta-feira (31/10), a terceira galeria do Museu Orgânico na linguagem “Música”, no Bar do Mincharia. A iniciativa busca reconhecer espaços, agentes e promotores culturais em Fortaleza, sistematizando o roteiro desses locais, valorizando palcos de produções intelectuais e fortalecendo a democratização da arte e a dinamização da memória local.

No espaço, além de um painel com 50 fotos de músicos e intérpretes locais, marca do projeto, também foi colocado um quadro homenageando o cantor Evaldo Gouveia, que recebeu tributo do trio Bossampop e do cantor e compositor Daniel Medina durante a ocasião.

“O Museu Orgânico tem uma característica muito bacana, que é o estímulo à memória. O Ceará tem muitos talentos nacionais, e é muito importante que este projeto se consolide, se amplie pela cidade, pelos espaços públicos que contam a história desses grandes artistas, fortalecendo cada vez mais a cultura local”, disse o titular da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), Gilvan Paiva.

Para o coordenador de Comunicação Social da Prefeitura de Fortaleza e membro da curadoria do Projeto, Moacir Maia, a gestão municipal cumpre bem o papel de reconhecer esses espaços que têm dado à Cidade referências que são indispensáveis para a vida da comunidade. “Estamos identificando os locais que fazem a vida cultural da Cidade, e na área da música o Bar do Mincharia faz isso, trazendo também um conjunto de referências para você identificar o que é o conceito do museu orgânico. Com esta homenagem, gente não faz mais do que justiça ao Evaldo, grande referência da nossa música", disse.

Homenagem
A mulher de Evaldo Gouveia, Liduína Lessa, esteve presente ao Mincharia e agradeceu a homenagem. “O Evaldo Gouveia é um grande compositor, grande cantor, uma pessoa maravilhosa, e é justa demais essa homenagem para ele. É um homem que fez todos os gêneros de música, fez valsa, tango, bolero, fado, samba-enredo. Ele está muito feliz com a homenagem", afirmou, lembrando que o cantor não pôde comparecer ao evento em razão de estar se recuperando de uma pneumonia.

O Projeto Museu Orgânico ainda terá mais nove painéis de música a serem fixados até o fim deste ano, concluindo 12 galerias em 2018. A primeira do Projeto foi inaugurada no Cantinho do Frango, com show de Rodger Rogério, nome escolhido pelo dono do estabelecimento, Caio Napoleão, para ser homenageado. A segunda, no Flórida Bar, na Praia de Iracema, e prestou tributo ao cantor, compositor e humorista cearense Falcão. Dentro das próximas estão locais como o Café Couture e o Serpentina Bar, conforme Moacir Maia.

Carlos Aragão é permissionário do Bar do Mincharia há 16 anos, e afirma que, hoje, o local se tornou um símbolo de resistência na Praia de Iracema e está estritamente ligada à história do cantor e compositor Evaldo Gouveia. “Ele nasceu a partir da cena musical na Praia de Iracema e frequentava a própria Casa do Mincharia. Eu achei interessante a Prefeitura valorizar este espaço, pois temos poucos bares que resistem há tanto tempo, já são mais de 35 anos fazendo história na cidade”, afirmou.

O cantor e compositor Daniel Medina, representando uma nova geração de artistas locais, prestou homenagem a Evaldo Gouveia. Para ele, além do Bar do Mincharia ser um local simbólico para fruir a arte, a Praia de Iracema como local histórico se confunde com a história do artista prestigiado. "Evaldo Gouveia é uma referência para todo jovem compositor e muitos outros que vêm fazendo a música brasileira e recriando a canção popular dia após dia. Sem dúvidas, a canção que eu faço hoje é extremamente influenciada por essa poética, por esse lirismo tão cearense", ressaltou.

A terceira edição do Museu Orgânico dá continuidade à ideia iniciada em julho deste ano; cujos eventos foram realizados no Cantinho do Frango e no Flórida Bar. Os lugares são estrategicamente selecionados e passam a compor o roteiro turístico de Fortaleza, como se a cidade fosse um grande museu.

Outras linguagens
A Prefeitura de Fortaleza abrirá inscrições para espaços vivos de cultura interessados em se tornar galerias do Museu Orgânico. Além dos bares, poderão pleitear o material restaurantes, equipamentos públicos, espaços culturais, barracas de praia, terminais de transportes, centros educacionais, praças de esportes, tendo obediência ao princípio de que só entrarão no roteiro espaços que ofereçam acesso público. Inicialmente, os bares-galerias do Projeto Museu Orgânico serão convidados pela Prefeitura de Fortaleza, atendendo o critério de distribuição espacial no território da Capital, contemplando as sete Regionais da Cidade, com a identificação desses espaços vivos de cultura.

Paralelamente à implantação das galerias com os painéis da linguagem MÚSICA, a Prefeitura de Fortaleza desenvolverá painéis, nos mesmos moldes e seguindo os mesmos critérios, para outras manifestações culturais, como teatro, literatura, fotografia, artes visuais, humor, esportes, etc. Conforme Moacir Maia, também está sendo desenvolvida uma plataforma digital que proporcionará, por meio de um QR Code, mais informações sobre os pontos já integrados ao roteiro.

Curadoria
As bases para a constituição e o funcionamento do Museu Orgânico, a escolha dos 50 nomes que integram o painel a ser multiplicado nos bares-galeria, bem como a seleção dos primeiros espaços foram desenvolvidas por um grupo de curadores indicados pelo gabinete do prefeito Roberto Cláudio, composto pelo jornalista Moacir Maia, coordenador de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Fortaleza; pelo arquiteto Totonho Laprovitera, representante da Secretaria Municipal do Turismo de Fortaleza; pelo escritor e produtor cultural, Jorge Pieiro, representante da Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza; e pelo jornalista, compositor e escritor Flávio Paiva, autor do livro-cd "Bulbrax – Sociomorfologia Cultural de Fortaleza".