Prefeito Evandro Leitão entrega reforma da Praça da Academia Cearense de Letras e novo Café Java
O prefeito Evandro Leitão entregou, neste sábado (26/4), a reforma da Praça da Academia Cearense de Letras (ACL) e o novo quiosque que abrigará o Café Java – uma réplica do antigo ponto de encontro de intelectuais da Padaria Espiritual, tradicional grupo literário cearense. Com as obras, o espaço volta a integrar o circuito cultural do Centro, com infraestrutura e áreas de convivência revitalizadas.
Para o prefeito, a iniciativa reafirma o compromisso da gestão municipal com a valorização dos espaços públicos e com a dinamização da cultura e do comércio local. Evandro Leitão também antecipou que novas intervenções de revitalização serão realizadas na região do Centro e destacou o compromisso com o acolhimento da população em situação de rua que vive no entorno.
“Esta intervenção, com a reforma da praça e a criação da réplica do Café Java, demonstra nosso compromisso em dar ainda mais visibilidade a segmentos como a ACL. Além desta obra, nosso objetivo é revitalizar todo o Centro, com um olhar especial para as pessoas que vivem nesta região. Acolhendo a população em situação de rua, levando dignidade e cuidado para essas pessoas”, afirmou o prefeito.
Evandro Leitão também celebrou o simbolismo da Academia Cearense de Letras para a cultura local. “É fundamental mantermos uma relação de parceria com a sociedade civil. A ACL é um patrimônio pelo que representa: cultura, arte, literatura, com seus escritores, poetas e acadêmicos”, completou.
O presidente da ACL, Tales de Sá Cavalcante, comemorou a parceria com a Prefeitura e anunciou a realização de um concurso para formar novos “padeiros”, resgatando a tradição da Padaria Espiritual e envolvendo 20 jovens de escolas públicas da capital.
“É um marco para Fortaleza, um resgate histórico fruto da união entre os setores público e privado. Temos hoje um prefeito com liderança clara na cidade, e é muito positivo termos esse espaço de valorização da educação e da cultura. Lançaremos também a nova Padaria Espiritual, com um concurso voltado para alunos do Ensino Médio da rede pública. Entrarão os melhores, os que merecerem, pois o critério será meritocrático”, destacou Tales.
Nova praça e novo Café Java

Entre as principais melhorias realizadas, estão a instalação de gradis metálicos, pavimentação em pedra Cariri, novas redes elétrica e hidráulica, duas fontes ornamentais e novo paisagismo, com grama e jardim requalificados. A praça também recebeu serviços de terraplanagem, um novo sistema de drenagem e a construção de muros de contenção. O espaço ganhou ainda novas estruturas de acessibilidade, tornando-se mais inclusivo e democrático.
Já o Café Java foi construído com estrutura em alvenaria, piso em porcelanato e cobertura metálica termoacústica na cor vermelho-telha. O espaço contará com cozinha, copa e balcão de atendimento, fortalecendo a vocação cultural e comercial da praça.
A intervenção foi executada pela Coordenadoria Especial de Apoio à Governança das Regionais (Cegor), da Secretaria Municipal de Governo (Segov), com investimento estimado em R$ 900 mil. Além da Praça da ACL, o calçadão localizado entre as ruas do Rosário e Guilherme Rocha será requalificado, com nova área de convivência, paisagismo e esculturas em homenagem à literatura cearense.
SDHDS realiza festa de Páscoa do Serviço Família Acolhedora

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), realizou uma festa em alusão à Páscoa, nesta sexta-feira (25/4), para as crianças e adolescentes que participam do Serviço Família Acolhedora. A iniciativa proporciona a convivência familiar às crianças e adolescentes que estariam nos acolhimentos institucionais à espera da decisão de processos judiciais.
Presente no evento, a vice-prefeita e titular da SDHDS, Gabriella Aguiar, ressaltou a importância do serviço para o presente e futuro das crianças acolhidas. “O Família Acolhedora é um projeto belíssimo, em que pessoas vocacionadas no cuidado trazem para sua casa, para o seio do seu lar, a oportunidade dessas crianças que estariam em acolhimentos públicos, de viver uma experiência em família. E a gente sabe que essa vivência e experiência em família facilita, no segundo momento, o processo de adoção”, diz.
A vice-prefeita também acredita que a divulgação é a chave para alcançar mais famílias e acolher muito mais crianças. “Muita gente não conhece esse projeto, e a gente acha que teria uma adesão muito maior, porque nós temos um povo solidário e eu acredito no bem deste povo”, completa.
Atualmente, o Serviço Família Acolhedora conta com 20 famílias acolhendo 22 crianças e adolescentes. Desde seu início, em 2018, 63 famílias acolheram crianças e adolescentes que estavam em abrigos institucionais da Capital, totalizando 75 acolhidos. Algumas destas famílias já passaram por mais de uma experiência de acolhimento.
Segundo a coordenadora do serviço, Claudia Lopes, as crianças chegam por uma medida protetiva expedida pela Justiça, através do Conselho Tutelar, e em vez de irem para abrigos coletivos, eles são direcionados para uma Família Acolhedora. “Essa família se torna responsável por garantir os direitos dessas crianças, como saúde, lazer e educação”, frisa.
A equipe do serviço também disponibiliza semanalmente uma equipe que garante essas famílias dando o suporte necessário, desde a documentação até o processo de acolhimento. “Esse acompanhamento é feito rotineiramente por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos, que fazem essa ajuda também no acompanhamento escolar”, reforça Claudia.
Para participar, as famílias interessadas se cadastram e passam por capacitação para receber as crianças e adolescentes, enquanto tramitam os processos judiciais que definirão se o acolhido retornará à família de origem ou seguirá para o processo de adoção.
Larissa, 30, e Iara Nogueira, 29, ambas técnicas em enfermagem, são família de primeira acolhida, relataram surpresa na rapidez do processo para a vinculação. “Em menos de um mês, após darmos entrada no processo, recebemos a ligação que tinha uma criança no nosso perfil”, conta. A família está em procedimento de acolhida de uma menina de 6 anos. “Hoje é nosso quarto encontro com ela e estamos muito felizes em poder cuidar dela”
A criança vinculada a Larissa e Iara já vem de outra família acolhedora: a da assistente social Kleibe Alves, pioneira no serviço no Ceará. Kleibe foi a primeira participante do programa e, desde então, já acolheu outras três crianças. “Fui até a sede da prefeitura, levei os documentos que eles pediam, fiz a capacitação e nos tornamos aptas a acolher uma criança”, relembra.
Ela, a irmã e a filha adolescente transformaram a casa para receber a primeira menina, com direito a quarto próprio e mudanças na rotina familiar. “Foi bem desafiador, pois nunca tivemos a convivência de criança dentro de casa, e sempre digo que não é fácil, mas foi muito gratificante.”
O vínculo criado foi tão forte que permanece até hoje. A primeira criança acolhida, que hoje está com quase 14 anos, continua em contato frequente com a antiga família acolhedora. “Aquela menina tão arredia, cheia de respostas na ponta da língua, hoje é uma pessoa tão centrada”, conta Kleibe. Em datas especiais, como aniversários e Natal, trocam mensagens, e a menina ainda passa alguns dias das férias no apartamento onde foi acolhida. “É muito gratificante ver a importância que tivemos na vida dessa pessoa. Ela estava em situação de rua e hoje está numa escola boa, é bem educada, tem uma mãe e um pai que ela ama e respeita.”
Como acolher
Para fazer parte do Serviço Família Acolhedora não pode ter intenção de adoção. Além disso, é necessária a concordância de todos os membros da família; os acolhedores precisam residir em Fortaleza há, pelo menos, um ano; não estar respondendo a processo judicial; ter idade igual ou superior a 21 anos, sem restrição quanto ao sexo e estado civil; ter disponibilidade de tempo para participar da capacitação das famílias acolhedoras, formação continuada e acompanhamento técnico familiar com equipe multiprofissional.
As famílias cadastradas no serviço Família Acolhedora recebem subsídio financeiro por criança ou adolescente em acolhimento. Além disso, o imóvel utilizado pela família se torna isento de pagamento do IPTU. Após o cadastro e seleção, a família acolhedora recebe capacitações e participa de reuniões para entender o processo e oferecer o melhor amparo aos acolhidos.
Os interessados em ser uma Família Acolhedora podem fazer o cadastro neste formulário on-line. Em caso de dúvida, o contato pode ser feito pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelos telefones: (85) 2028-0505 e (85) 9 9676-4419.
Prefeitura de Fortaleza realiza Dia D da Leitura com alunos da Rede Municipal de Ensino
A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SME), promoveu nesta sexta-feira (25/4) o Dia D da Leitura nas escolas da Rede Municipal de Ensino. A atividade faz referência ao Dia Internacional do Livro Infantil, celebrado em 2 de abril, e ao Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado no último dia 18. As experiências vivenciadas pelos alunos durante a programação marcam o início das ações de incentivo à leitura que serão desenvolvidas ao longo do ano letivo.
Data permanente do calendário escolar, o Dia D tem como objetivo potencializar as práticas leitoras nas escolas municipais. Ao longo da jornada, os estudantes participaram de diversas atividades lúdicas, como contação de histórias, apresentações teatrais, leitura de livros, recitais de poesias e dramatizações.
Uma das unidades que preparou uma programação especial foi a Escola Municipal Professora Hildete Brasil de Sá Cavalcante, no bairro Mondubim. A proposta envolveu diferentes linguagens, como rodas de leitura, dança e cinema, valorizando o caráter multidisciplinar da leitura.
A professora de Língua Portuguesa do 7º ano, Valéria Roldan, promoveu um ciclo de leituras com seus alunos e destacou o esforço para desenvolver competências diversas por meio do contato com os livros.
“Eles ficam com um título para ler durante dois meses. E, nos encontros semanais, fazemos o círculo de leitura. Hoje foi o dia de escolherem os livros, mas nas outras vezes os títulos já estavam definidos. Eles passam a ter esse contato mais aprofundado com a leitura”, explicou.
A docente também comentou sobre o modelo de avaliação adotado, que foge dos formatos tradicionais.“Como é que eu avalio a leitura? Foge totalmente daquela ideia de ficha de leitura. Eles usam post-its para marcar momentos ao longo da leitura. Por exemplo: post-its para 'momentos tristes', 'momentos interessantes'. Eles destacam essas passagens e, em cada círculo, têm a obrigação de compartilhar essas impressões com os colegas”, completou Valéria.
O aluno Lucas Mendes escolheu o livro Extraordinário para ler durante o ciclo de leitura da turma. O romance narra a história de um garoto com a síndrome de Treacher Collins, que causa deformações faciais. Lucas contou que escolheu o livro pela capa, mas que está se interessando por outras leituras.
“Eu acho incrível. A leitura abre portas para novos mundos. A leitura estimula ainda mais a imaginação da gente, que é criança. Meu padrinho, desde que eu era pequeno, sempre foi fissurado em filmes, magia, ficção, essas coisas. Aí, quando ele soube que eu tava assistindo Harry Potter (porque minha tia me fez assistir), ele comprou toda a saga pra eu ler. E aí eu comecei a ler.”
Já Sofia Paula escolheu o livro A menina que fez a América, sobre a imigração italiana no Brasil. “Achei interessante porque gosto muito de Geografia. Então pensei que um livro sobre história e sobre o contato com continentes diferentes poderia ser legal.”
Outra ação realizada pela Escola Hildete Brasil de Sá Cavalcante foi a produção de curtas-metragens pelas turmas do 8º ano. Como explicou o professor Willamy Matos, a ideia era promover um contato diferenciado com a literatura, apresentando outros gêneros textuais para crianças e adolescentes.
“Os estudantes do 8º ano estudaram o gênero 'roteiro de cinema'. Mas, até então, isso era algo muito distante para eles — algo que viam só quando iam ao cinema, nas grandes produções. Aí pensamos: por que não fazer com que, no Dia D da Leitura, eles mesmos produzissem um curta-metragem?”
“A gente buscou histórias que envolvessem esse olhar: a aceitação de uma menina negra, a trajetória de um jovem negro com deficiência. São temáticas ligadas ao antirracismo, mas também aos sonhos dos próprios adolescentes”, completou.
Marcos Vinícius Oliveira, Iasmyn da Silva e Rute Rellem protagonizaram os curtas. Eles interpretaram, respectivamente: um garoto que queria ser campeão de tênis de mesa mesmo com deficiência física; uma menina negra que buscava aceitar seu cabelo; e uma jovem que sonhava em ser rapper.
“Foi uma experiência única. Nunca pensei que eu ia gravar alguma coisa. Acho que isso ajudou muito. Com a atividade, a gente entendeu melhor como fazer o filme, interpretar e até praticou as falas. Como já tínhamos estudado o roteiro, ficou mais tranquilo criar a história e depois interpretar”, contou Rute.
Leitura desde a primeira infância
O Centro de Educação Infantil (CEI) Professor José de Ribamar Moraes, no Jangurussu, também se destacou por levar a iniciativa da leitura à primeira infância. A unidade atende 230 crianças de 1 a 5 anos de idade.
A coordenadora pedagógica Vanesca Serpa comentou sobre as ações realizadas.“No Dia D da Leitura, programamos apresentações com as crianças, com músicas e danças. Também tivemos a leitura da história O Príncipe Preto, abordando a diversidade e a questão do antirracismo. São temas que trabalhamos diariamente, contemplando todas as crianças do CEI.”
“Muitas vezes, o primeiro contato das crianças com a leitura acontece aqui. Então buscamos trabalhar, todos os dias, a contação e leitura de histórias. Muitas delas já entendem a importância do livro, tanto para a formação quanto como uma forma de diversão. Isso é muito gratificante”, concluiu.
Prefeito Evandro Leitão entrega reforma da Praça da Academia Cearense de Letras e novo Café Java neste sábado (26/4)
O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, entrega, neste sábado (26/4), às 11h, a reforma da Praça da Academia Cearense de Letras (ACL), no bairro Centro. A solenidade marca também a inauguração do novo quiosque do Café Java, espaço tradicional da cultura cearense que foi completamente requalificado. A ação reforça o compromisso da gestão municipal com a valorização dos espaços públicos e da memória cultural de Fortaleza.
A reforma da Praça da Academia Cearense de Letras revitaliza um importante espaço do Centro de Fortaleza, preservando seu valor histórico e promovendo a convivência e o comércio local.
A obra também contempla a construção de um amplo quiosque com estrutura apropriada para ponto comercial. O espaço, que será uma réplica do Café Java, antigo local de encontro dos intelectuais da Padaria Espiritual, contará com cobertura termoacústica, adornos e painéis
Serviço
Inauguração da Praça da Academia Cearense de Letras e do novo Café Java
Data: 26/4 (sábado)
Horário: 11h
Local: Rua Sena Madureira, 761 – Centro (esquina com Rua Guilherme Rocha)
Prefeito Evandro Leitão entrega largo do viaduto da Avenida Dom Luís requalificado
O prefeito Evandro Leitão entregou, nesta sexta-feira (25/4), a requalificação do largo do viaduto da Via Expressa com a Avenida Dom Luís, no bairro Papicu. O equipamento, que passa a ser mantida pela Organização Educacional Farias Brito, recebeu nova pintura e melhorias estruturais em seu entorno.
No último mês de março (29/3), a Prefeitura de Fortaleza já havia concluído a desocupação do espaço, promovendo o acolhimento das pessoas em situação de vulnerabilidade que viviam no local. A ação envolveu um trabalho intersetorial com diversos órgãos municipais, que atuaram no cadastramento e encaminhamento dessa população.
Durante a entrega, o prefeito Evandro destacou o caráter humanizado da intervenção. “Mais de 70 pessoas viviam sob este viaduto e em seu entorno. Iniciamos um trabalho de sensibilização, acolhendo essas pessoas com diálogo, ações de cidadania, emissão de documentos, promoção dos direitos humanos e encaminhamentos para clínicas terapêuticas, unidades de acolhimento ou aluguel social. Foi uma intervenção que, além de revitalizar o espaço físico, teve como foco o acolhimento e a humanização”, afirmou.
Evandro também ressaltou que novas iniciativas voltadas ao acolhimento da população em situação de rua estão previstas para os próximos dias. “Está em curso uma nova intervenção que realizaremos em Fortaleza. Identificamos quatro bairros com maior concentração de pessoas em situação de rua: Parangaba, Benfica, o Centro e a Aldeota. Nessas regiões, estamos intensificando o trabalho de busca ativa e sensibilização”.
“Tenho reiterado que essa ação não será baseada no uso de força policial. Nosso caminho é o diálogo, a escuta e a construção conjunta de soluções. Queremos mostrar que é possível proporcionar uma vida com mais qualidade para essas pessoas, seja no retorno às suas casas, por meio do aluguel social, em unidades de acolhimento ou em clínicas terapêuticas, conforme cada situação”, explicou.
O diretor-superintendente da Organização Educacional Farias Brito, Tales de Sá Cavalcante, elogiou a parceria com a Prefeitura de Fortaleza. Segundo ele, a iniciativa reforça valores que a instituição já busca ensinar no dia a dia.
“Estamos seguindo uma linha que já ensinamos aos nossos alunos, principalmente às crianças, para que desde cedo se conscientizem de que a cidade é nossa. O Farias Brito, ao compreender que a cidade de Fortaleza pertence a todos nós, dá um exemplo. Estamos cuidando deste espaço com o mesmo carinho com que cuidamos dos nossos jardins e das nossas sedes. Temos certeza de que esse gesto será seguido por outros”, afirmou.
A vice-prefeita e titular da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), Gabriella Aguiar, reforçou que as ações de acolhimento da população em situação de rua fazem parte de uma política contínua da Prefeitura, como o Pacto pela Superação da Situação de Rua, cuja primeira reunião foi realizada na última quarta-feira (23/4).
“O Pacto pela Superação da Situação de Rua faz parte do Plano Fortaleza Inclusiva, que visa promover a inclusão social de todas as pessoas. Nosso trabalho é pautado no cuidado integral com quem vive nessa condição. Não se trata apenas de retirar as pessoas das ruas, mas de garantir dignidade, saúde, assistência, moradia e oportunidades reais de recomeço. Para isso, temos construído uma articulação com a sociedade civil, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, a Defensoria Pública, os movimentos sociais, os conselhos e as universidades, para que nossas ações sejam cada vez mais assertivas”, destacou.
Desocupação e acolhimento da população em situação de vulnerabilidade
Equipes das secretarias dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), da Saúde (SMS), do Desenvolvimento Habitacional (Habitafor), da Segurança Cidadã (Sesec), Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) e Defesa Civil atuaram na abordagem e sensibilização das pessoas em situação de rua vivendo no viaduto da Dom Luis.
A desocupação foi realizada pela Agefis, com apoio da Guarda Municipal, e, em virtude da sensibilização anterior, não houve registro de resistência. "Eles próprios compreendem a seriedade do trabalho e que as opções oferecidas pela assistência social e saúde são para o bem deles" destacou Guilherme Magalhães, superintendente da Agefis.
O trabalho foi iniciado com entrevistas aos educadores sociais que identificaram e escutaram suas principais demandas. Após os atendimentos socioassistenciais e médicos, foi disponibilizado ao grupo a emissão de documentos, inscrição ou atualização no Cadastro Único para concessão do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a inscrição no Programa de Locação Social, encaminhamentos para atendimentos nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), abrigamento em comunidades terapêuticas e acompanhamento religioso com padres ou pastores. Ainda na fase de cadastro e entrevistas, alguns moradores optaram por retomar os vínculos familiares.
Prefeitura de Fortaleza realiza encontro de boas práticas com educadores sociais

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), realiza, nesta quinta e sexta-feira (24/4), o Encontro de Nivelamento Conceitual e Socialização de Boas Práticas, com 60 educadores e educadoras sociais do município. O encontro reforçou conhecimentos, técnicas e atuações dos profissionais.
“Discutimos ética, postura profissional, princípios e valores que orientam uma atuação responsável, respeitosa e comprometida com os direitos e o bem-estar dos usuários. Saímos com ainda mais motivação para seguir construindo uma Assistência Social com base na ética do cuidado, da corresponsabilidade e da promoção da autonomia”, explica a técnica de Proteção Básica da SDHDS, Leidiana Nobre.
Entre as experiências apresentadas, estão o trabalho social com adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, grupos de crianças e idosos. Os educadores sociais presentes atuam no Serviço de Convivência da Prefeitura de Fortaleza e em organizações sociais parceiras, como Associação dos Moradores do Conjunto Tancredo Neves (AMNCT), Instituto de Assistência e Proteção Social (IAPS), Instituto de Defesa da Cidadania Social (ACFLOR) e Centro de Formação e Inclusão Social Nossa Senhora de Fátima (CFIS). Os profissionais foram orientados sobre os princípios do Serviço de Convivência e aprenderam sobre técnicas, como intervenção comunitária e mapas afetivos.
Conheça o Serviço de Convivência realizado pelos CRAS para proteção social
Uma das formas de apoio a indivíduos e famílias em vulnerabilidade social é realizado pelos 27 Centros de Referência da Assistência Social (Cras) de Fortaleza e por organizações sociais reconhecidas pelo Sistema Único da Assistência Social (Suas).
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos foi incorporado ao SUAS em 2007 como uma proteção social básica, que previne riscos sociais, como o abandono, a negligência ou a violação de direitos.
Atualmente, pelo Serviço, os 27 Cras de Fortaleza acompanham 8.324 pessoas, entre crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos proporcionando socialização, lazer e conscientização sobre direitos.
Em grupos divididos por faixas etárias, são desenvolvidas individualidade, autoestima, conhecimento sobre direitos. O objetivo é estreitar laços familiares, intergeracionais, superar fragilidades e facilitar novos projetos de vida com autonomia e dignidade.
Com atividades coletivas de lazer, esporte e artes, as pessoas acompanhadas podem desenvolver habilidades sociais, exercer a participação social nos seus territórios e receber encaminhamentos para suas necessidades.
Prefeitura de Fortaleza realiza primeira edição da Oficina Estratégia Alimenta Cidades

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Coordenadoria de Gestão Integrada de Segurança Alimentar e Nutricional (Cosan) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), começou a realizar, na manhã desta quinta-feira (24/4), a Oficina Estratégia Alimenta Cidades. O objetivo é apresentar e debater um diagnóstico da segurança alimentar e nutricional no município de Fortaleza.
De acordo com a diretora de Promoção da Alimentação Saudável do MDS, Patrícia Gentil, o Alimenta Cidades é uma estratégia que tem como objetivo atuar de uma forma coordenada entre os governos Federal, Estadual e Municipal para garantir que as pessoas mais vulnerabilizadas tenham acesso aos alimentos.
“A ideia é que, ao apresentarmos o diagnóstico realizado pelo MDS, cada município faça sua rota de implementação, definindo suas prioridades de como desenvolver as suas estratégias voltadas para os territórios mais periféricos. Por exemplo, a agenda de agricultura urbana no município, as cozinhas solidárias, os equipamentos de segurança alimentar e nutricional”, afirmou.
A vice-prefeita e secretária dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), Gabriella Aguiar, destacou a importância desse momento. “Esse é um momento de somar forças para cuidar das pessoas que mais precisam na nossa cidade. Com a orientação e a parceria com o Governo Federal e Estadual, por meio do Alimenta Cidades, poderemos não apenas implantar novas políticas como fortalecer as já existentes, por exemplo, as Hortas Sociais. Unindo forças, chegaremos ao objetivo principal, que é fortalecer a segurança alimentar e nutricional de Fortaleza”, explicou.
As atividades seguem até o final da manhã de sexta-feira (25/04), com visitas a iniciativas como a Horta Social da Granja Portugal e ao Centro de Referência da Assistência Social (Cras) da Granja Portugal, onde será realizada uma ação social voltada para os usuários do equipamento.
Secretaria Municipal da Conservação e Serviços Públicos promove momento de escuta com cicloativistas e discute ações voltadas a quem pedala em Fortaleza

A Secretaria Municipal da Conservação e Serviços Públicos promoveu, na última quarta-feira (23/4), mais um evento de escuta de demandas sobre mobilidade por bicicletas em Fortaleza. Realizada em parceria com o Programa BICI na capital, a última edição do Papo de Pedal contou com a presença de diversos representantes da sociedade civil, do secretário da Conservação, Abreu Machado, e do vereador Gabriel Aguiar (presidente da Comissão de Mobilidade da Câmara dos Vereadores), além de técnicos da SCSP e da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC).
O Papo de Pedal é uma iniciativa do Programa BICI em parceria com a Coordenadoria Especial de Mobilidade Urbana da SCSP e acontece em vários formatos para ouvir demandas das pessoas que pedalam pela cidade. O objetivo é garantir a melhoria das iniciativas relacionadas à política cicloviária de Fortaleza.
A última edição focou na escuta de cicloativistas ou pessoas interessadas na pauta da mobilidade por bicicleta e aconteceu na noite de quarta-feira (23/4), contando com a presença de 25 pessoas.
Foram debatidas demandas sobre manutenção das ciclovias e ciclofaixas de Fortaleza e algumas iniciativas pensadas para a ciclomobilidade da capital em 2025.
Prefeitura de Fortaleza promove serviços com acessibilidade em Libras
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No Dia Nacional da Libras (24/4), a Prefeitura de Fortaleza disponibiliza uma lista de serviços com acessibilidade na Língua Brasileira de Sinais. A Lei nº 10.436/2002 reconhece a Libras como um sistema linguístico de natureza visomotora e um meio legal de comunicação e expressão, além de determinar ao poder público o apoio em na utilização e difusão.
Para o coordenador especial de pessoas com deficiência, Celso Farias, a acessibilidade no serviço público passa por mudanças de atitudes e conscientização.
“A acessibilidade no serviço público é essencial para a população com deficiência. Apesar de ter inúmeras barreiras, é preciso modificar a consciência social sobre a acessibilidade. Para isso, o serviço público deve ser a base, oferecendo o que é de direito para todos e promovendo cada vez mais a igualdade de fato e como ela deve ser. Por isso, é de suma importância que o serviço público tenha a acessibilidade atitudinal como ponto de partida para a inclusão social de todos”, explica o coordenador.
Interpretação em Libras nas escolas municipais
A Rede Municipal de Ensino disponibiliza intérpretes de Libras para estudantes com surdez. A solicitação desse profissional deve ser realizada pela própria unidade escolar onde o aluno está matriculado. Desse modo, quando constatada a necessidade de um intérprete, a escola encaminha um ofício com a solicitação para o Distrito de Educação, com o laudo do estudante em anexo. Ou seja, os pais e os responsáveis podem solicitar esse serviço direto na escola. A atuação desse profissional em sala de aula é fundamental para a efetiva inclusão, o que favorece a comunicação e o processo de aprendizagem dos alunos.
Cultura
Para garantir que a música também se torne acessível às pessoas surdas, a Prefeitura de Fortaleza disponibiliza intérpretes de Libras nos shows públicos realizados na capital cearense. Eventos como Réveillon, Pré-Carnaval e Carnaval, Aniversário de Fortaleza, Férias na PI e São João de Fortaleza oferecem experiência inclusiva e enriquecedora, além de diversidade linguística e cultural.
Saúde
Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Fortaleza vem ampliando o acesso da população surda aos serviços de saúde por meio da capacitação de profissionais em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ao todo, 273 profissionais da Rede Municipal foram capacitados pela Escola de Saúde Pública de Fortaleza (ESPFor) e estão aptos a realizar atendimentos utilizando Libras.
Como parte dessa ampliação ao acesso e a inclusão no atendimento à população surda, 87 postos de saúde da capital já contam com servidores capacitados para se comunicar com pessoas surdas. Entre os profissionais habilitados, estão recepcionistas do Núcleo de Atendimento ao Cidadão, Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e membros da equipe de coordenação das unidades.
Para ampliar ainda mais o acesso e a qualidade do atendimento, a ESPFor já está planejando a abertura de novas turmas do curso de Libras voltado para os profissionais da saúde.
Capacitação de servidores
Em alinhamento com o compromisso da Prefeitura de Fortaleza com a promoção da acessibilidade e da inclusão, o Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Imparh) desenvolve, por meio da Escola de Governo, capacitações em Libras voltadas aos colaboradores da administração municipal.
Os cursos são oferecidos nos módulos básico e avançado, com o objetivo de preparar os servidores para situações comunicacionais do cotidiano, promovendo maior acolhimento e respeito à comunidade surda. Além de introduzir os participantes ao universo da Libras, as formações desenvolvem a compreensão e a produção de frases essenciais, contribuindo para uma comunicação mais efetiva e humanizada no serviço público.
O Imparh também oferece curso de extensão em Libras voltado para a comunidade, com o objetivo de proporcionar aos participantes o aprendizado de uma nova língua natural e o desenvolvimento de competências comunicativas que valorizam a educação e a cultura da comunidade surda. A formação é composta por três módulos, organizados de forma progressiva para facilitar o processo de aprendizagem. As inscrições são abertas semestralmente e não exigem prova de seleção. As vagas são preenchidas por ordem de confirmação presencial da matrícula, após o preenchimento do formulário eletrônico disponível e o pagamento da taxa única semestral.
Cursos para a população
Mensalmente, a Rede Cuca oferta cerca de 100 vagas em formação de nível básico ou intermediário para ampliar o alcance da Língua Brasileira de Sinais em Fortaleza e fornecer aos jovens a capacidade de se comunicar, além da compreensão sobre a cultura da comunidade surda. A iniciativa promove maior acessibilidade e inclusão, diminuindo as fronteiras entre ouvintes e não ouvintes.
Atualmente, os cursos estão sendo ofertados nos Cucas Pici e Mondubim e as matrículas podem ser realizadas no início de cada mês por meio do Portal da Juventude ou presencialmente em um dos Cucas da cidade.
Prefeitura realiza reunião para discutir pacto pela superação da situação de rua em Fortaleza
A Prefeitura de Fortaleza realizou, nesta quarta-feira (23/04), a primeira reunião do Pacto pela Superação da Situação de Rua na cidade. A iniciativa, coordenada pela vice-prefeita e secretária dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), Gabriella Aguiar, teve como objetivo principal alinhar ações de acolhimento, moradia e reintegração social da população em situação de rua. Durante o encontro, também foram apresentadas e ouvidas as demandas das organizações sociais.
Gabriella destacou a importância da construção coletiva das propostas e agradeceu a contribuição das entidades participantes do pacto. “Apresentamos sugestões de curto, médio e longo prazo que a Prefeitura de Fortaleza pretende implementar nos próximos quatro anos. Essas propostas estão alinhadas tanto ao nosso plano de governo quanto às escutas que temos realizado com a própria população em situação de rua.”
“Combinamos que todas as contribuições enviadas pelas instituições participantes, por meio de ofício, serão anexadas ao pacto, tornando-o mais robusto. Também realizaremos um fórum temático para ouvir diretamente essas pessoas e identificar lacunas a serem preenchidas”, completou Gabriella.
O titular da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor), Jonas Dezidoro, comentou sobre nova proposta de política nacional do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que destinará 3% das moradias subsidiadas pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) a pessoas em situação ou trajetória de rua. De acordo com Jonas, o objetivo da atual gestão municipal é ir além, destinando 5% das novas moradias do programa, em Fortaleza, para esse público.
“Estamos juntos nesse pacto, em diálogo intenso com todos, para viabilizar ações intersetoriais. Não se trata apenas de oferecer moradia, mas também de garantir renda, segurança alimentar e inserção social. Além disso, o Governo Federal já apresentou a proposta de que 3% das moradias do Minha Casa, Minha Vida sejam destinadas à população em situação de rua e, aqui em Fortaleza, queremos ampliar esse percentual para 5%”, destacou.
Além das secretarias municipais, participaram da reunião representantes do Governo do Estado do Ceará, Câmara Municipal de Fortaleza (CMF), Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Defensoria Pública, Ministério Público do Ceará, Ministério Público do Trabalho no Ceará, Promotoria da Infância, Conselho Tutelar, Tribunal de Justiça do Ceará, Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sistema Fecomércio, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Regional Ceará (CNBB/CE), Arquidiocese de Fortaleza, Ordem dos Ministros Evangélicos do Ceará, Conselho Estadual da População em Situação de Rua, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica), Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedica), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Pastoral do Povo da Rua, Movimento Nacional da População de Rua (MNPR), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Rede de Catadores do Ceará, Fiocruz, Cruz Vermelha, Unicef, Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Ceará (Uece), Instituto Federal do Ceará (IFCE), entre outros.
Principais ações planejadas pelo Pacto:
Curto prazo
Criação do Pacto Social e do Comitê Integrado pela Superação da Situação de Rua em Fortaleza
Mapeamento de aglomerações, ocupações e cenas de uso da PopRua
Abordagem social e oferta de cuidado integrado em saúde e assistência social
Acesso à documentação civil
Implantação de salas de EJA para a PopRua e concessão do benefício Pé-de-Meia
Ampliação das vagas do Programa de Locação Social
Implantação de mais um Centro Pop e serviços de abordagem social na Regional 2
Projeto de lei à CMF para reserva de 5% das vagas em contratos municipais para a PopRua
Projeto de lei à CMF para reserva de 5% das unidades habitacionais do MCMV para a População em Superação da Rua
Reestruturação dos dois CAPS AD 24h (Centro e Cidade 2000) para internação e cuidados intensivos
Reativação das Unidades de Acolhimento UA Silas Munguba (SER V) e UA Poeta Mário Gomes (SER VI)
Implantação de 20 cozinhas Ceará Sem Fome e de um Restaurante Popular no Centro
Oferta de qualificação profissional e oportunidades de trabalho e renda
Formação da Guarda Municipal sobre segurança pública para populações vulneráveis
Requalificação de espaços públicos
Médio prazo
Realização do 3º Censo da População em Situação de Rua de Fortaleza
Implantação de mais equipes de Consultório na Rua
Descentralização dos serviços de acolhimento institucional
Reestruturação e descentralização dos serviços de higiene cidadã
Edital para fomento a artistas de rua
Implantação de leitos psicossociais ou enfermarias especializadas
Reestruturação dos CAPS Geral da SER II e CAPS AD das SERs III e VI para funcionamento 24h
Reserva de 5% das vagas em feiras e eventos para autônomos em superação de rua
Criação do Plano de Contingência da Quadra Chuvosa
Fomento e fortalecimento de cooperativas de catadores de recicláveis
Longo prazo
Implantação da Casa dos Artistas para acolhimento de artistas de rua ou sem vínculos familiares
Implantação de hortas urbanas e cooperativas produtivas com prioridade para a PopRua
Fomento ao artesanato e implantação da Loja Colaborativa da PopRua
Retratos da População em Situação de Rua em Fortaleza
Em março de 2025, dados do Cadastro Único do Governo Federal registraram 9.734 famílias ou indivíduos em situação de rua em Fortaleza, totalizando 10.071 pessoas. A maioria é composta por homens (8.574), enquanto as mulheres representam 1.497. A presença de pessoas negras é predominante: 8.213 se autodeclaram pardas ou pretas.
A realidade socioeconômica desse grupo revela altos índices de vulnerabilidade. Do total, 8.548 pessoas possuem renda per capita de até R$ 109,00. Outras 212 têm renda entre R$ 109,00 e R$ 218,00, e 341 apresentam renda entre R$ 218,00 e meio salário mínimo. Os dados indicam ainda que 7.507 dessas famílias recebem o Bolsa Família, e 208 são beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O acesso a direitos básicos também é limitado. Cerca de 1.171 pessoas apresentam algum tipo de deficiência. Além disso, 712 indivíduos, embora registrados em cartório, não possuem certidão de nascimento ou casamento. No campo educacional, 1.693 pessoas não sabem ler ou escrever, e 559 nunca frequentaram a escola. Entre os mais jovens, 225 são crianças de 0 a 11 anos em situação de rua, sendo que apenas 190 frequentam escola ou creche.
A coleta de materiais recicláveis é a principal atividade de subsistência para 2.591 famílias. Quanto à origem, 6.884 pessoas nasceram em Fortaleza, 3.140 em outros municípios e 47 em outros países.
O 2º Censo da População em Situação de Rua de Fortaleza, realizado em 2021, apontou os principais fatores que levaram essas pessoas às ruas: conflitos familiares (58,7%), uso ou dependência de drogas (29,7%), perda da moradia (18%) e perda do trabalho (18%).
A distribuição territorial também revela concentração significativa em algumas regiões. A Regional 12 concentra 36,7% da população em situação de rua, seguida pela Regional 2 (17,9%) e pela Regional 4 (15,3%). Juntas, essas áreas somam 69,9% do total.
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