homem olha para quadros expostos no Salão de Abril.
Interessados podem acessar o catálogo virtual desta edição da mostra, a partir de 20/02, no site www.salaodeabril.com.br.

A Prefeitura de Fortaleza encerrou, por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), em parceria com o Instituto Cultural Iracema, a visitação do 71º Salão de Abril, nesta quinta-feira (18/02). A decisão atende as medidas de prevenção ao contágio da Covid-19, conforme estabelece o Decreto Municipal 14.930. A visitação à mostra estava prevista para ocorrer até o dia 26 de fevereiro de 2021.

O anúncio dos artistas premiados, o lançamento do catálogo e o encerramento da 71ª edição do Salão de Abril ocorrerem, nesta sexta-feira (19/02), em plataforma virtual fechada. O evento será direcionado aos artistas contemplados na mostra e curadoria. A premiação totaliza R$ 180 mil, equivalente a R$ 15 mil para os três primeiros colocados e R$ 5 mil para os demais. Interessados podem acessar o catálogo virtual desta edição da mostra, a partir de 20/02, no site www.salaodeabril.com.br.

Neste ano, foram avaliadas 502 obras pela equipe curatorial, formada pelos profissionais Diego Matos (CE / SP), Júlia Rebouças (SE / SP) e Paulo Portella (SP) e exibidas no Centro Cultural Casa do Barão de Camocim. Dos 336 artistas inscritos, 30 foram selecionados para a mostra. Em 2020, o Salão de Abril presta uma homenagem ao artista Chico da Silva, que completaria 110 anos.

Chico da Silva
Chico da Silva nasceu no Acre, mas fez carreira em Fortaleza ao desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes da comunidade de pescadores do bairro Pirambu, na década de 1930. O artista autodidata, descoberto pelo pintor suíço Jean-Pierre Chablô, ganhou reconhecimento internacional pela sua obra inconfundível. A Prefeitura de Fortaleza instituiu em 2020, por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), o “Ano Chico da Silva”, a partir do decreto nº 14.574 de 27 de dezembro de 2019. Entre os projetos que prestam a homenagem ao artista está a 71ª edição do Salão de Abril.

Obras
As obras expostas no 71º Salão de Abril foram “Firmamento”, de Anie Barreto; “BRA”, de Benia Almeida; “Cachorra parindo” e “Os índios Quixelô”, de Arivanio Alves; “-stórias de exposição em isolamento”, de Artur Bombonato; “Mastro de Cruzeiro”, de Cadeh Juaçaba; “O tempo que o mundo parou”, de Cecília Bichucher; “Fugasimpossíveis”, de Clébson Francisco; “Bestiário-Casa”, de Raísa Inocêncio e Daniel Rocha; “TERRA PROMETIDA”, de Duda Jaguar, Ella Monstra, Ellícia Marie, Lui Fontenele, Muriel Cruz, Rao Ni, Silvia Miranda e Yara Canta; “Banho no Rio”, de Félix; “ROMARIA-SE”, de Filipe Alves; “Deslocamentos”, de Gustavo Diogenes; “Crítica Radical”, de Ícaro Lira; “máscara de proteção”, de Jamille Queiroz; “124 corpos/365 dias”, de João Paulo Duarte de Sousa; “Dragão sobre a Cidade”, de Lana Benigno; “Experimento Metamorfa #2”, de Levi Mota Muniz (A Banida) e Leonardo Zingano Netto; “Gestos: Lavar”, de Lucas Madi; “Favor não deixar a janela aberta”, de Luciana Rodrigues; “OVNI: objetos voadores negros ignorados ou naves para a elaboração de um futuro negro”, de Conceição Soares – Teatro na Porta de Casa; “Para Vestir Ìgbín”, de Mel Andrade; Sombra do Tempo, de Naiana Magalhães; “Como falar o indizível”, de Renata Froan; “Autorretrato: Desde quando você nasceu”, de Simone Barreto; “Desejos Reprimidos”, de soupixo; “Centro de Gravidade”, de Sy Gomes; “terraaterra – Como Construir Nosso Próprio País”, de Terroristas del Amor; “Aplicabilidades de um Barco”, de Tiago Pedro de Araujo Pereira; “Vende-se”, de Virgínia Pinho; “Serrinha Luz e Cores”, de Yuri Juatama.

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