Nesta quarta-feira (21/09), em que celebra-se o Dia da Árvore, a Prefeitura de Fortaleza lançou, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SME), a 1ª edição do Selo Escola Amiga do Meio Ambiente. O lançamento ocorreu durante a inauguração do Centro de Educação Infantil (CEI) Pedro Ferreira Mesquita, no Jangurussu.

A iniciativa busca fomentar a participação dos educandos, professores e comunidade escolar nas ações de sensibilização e mobilização para os problemas ambientais no município de Fortaleza. A ideia é transformar hábitos e construir uma sociedade apta ao desenvolvimento sustentável, a começar pelo chão das escolas.

“A educação ambiental já é uma realidade no nosso currículo. É uma temática que a gente desenvolve nas unidades escolares e a fazemos de forma integrada com a Seuma e outros órgãos municipais. Esse ano, também temos como tema do nosso calendário letivo os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, destaca a secretária da Educação, Dalila Saldanha.

A participação no selo é gratuita e está disponível para a participação de todas as escolas da Rede Municipal e as demais instituições da rede particular. Para participar, as unidades escolares devem elaborar e desenvolver um plano de ação em prol da mobilização escolar e da comunidade do entorno pela preservação e conservação do meio ambiente. As unidades da Rede já estão inscritas. Já as demais instituições devem se inscrever e encaminhar a documentação para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até 5 de outubro. A descrição dos documentos necessários consta no edital.

As unidades escolares participantes do Selo Escola Amiga do Meio Ambiente deverão desenvolver as seguintes ações: 1 - criação da Equipe Ama (amigos do meio ambiente); 2 - implementação de ponto de coleta seletiva (verde, vermelho, amarelo, azul e marrom) de resíduos sólidos no ambiente escolar; 3 - plantio de árvores no espaço e/ou entorno da escola e 4 - fortalecimento de temas da Educação Ambiental nos planos de aula dos professores, palestras educativas e apresentações culturais para a comunidade. As informações completas constam no regulamento do selo.

Avaliação
Conforme o edital, as unidades escolares ou instituições educacionais serão avaliadas pelas ações realizadas pela Equipe Ama e registradas em portfólio. Cada instituição participante deverá enviar para o seu respectivo Distrito de Educação, o portfólio comprovando todas as ações desenvolvidas conforme o plano de ação apresentado a fim de que possa finalizar o processo avaliativo.

Confira:

Cronograma do selo
- 21/09: divulgação do edital
- 21/09 a 05/10: envio de documentação para o drive informado
- 06/10 a 28/10: cumprimento do plano de ação
- 31/10 a 10/11: entrega dos portfólios nos Distritos de Educação
- 14 a 30/11: avaliação dos portfólios pelos Distritos
- 01 e 02/12: envio da relação das escolas aptas a receber o selo à SME
- Mês de dezembro: certificação das escolas

Edital

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Equipes de alunos e professores que conquistaram ouro na OBG
Alunos e professores da ETI Professor Ademar Nunes Batista comemoram as conquistadas

Estudar a fundo todas as áreas da geografia foi rotina, nos últimos meses, para duas equipes de estudantes da Escola Municipal de Tempo Integral (ETI) Professor Ademar Nunes Batista. Representante da Rede de Ensino na Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG) 2022, a unidade do Conjunto Ceará agora comemora as duas medalhas de ouro conquistadas na etapa estadual do evento, que reuniu 499 equipes de escolas públicas e particulares, desde o 9° ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. Além do ouro, os estudantes de outras unidades escolares da Rede Municipal conquistaram cinco medalhas de prata e 12 de bronze.

Cenário para a dinâmica de pesquisas e discussões aprofundadas, a Sala de Inovação Educacional recebeu os alunos para a realização das duas fases on-line da prova. Com 90% de acertos na segunda etapa somados à nota da primeira avaliação, os dois grupos obtiveram destaque duplo entre as 50 medalhas de ouro disputadas. São eles: “Espartanos”, integrado por Vitor Rangel, Amanda Carvalho e Letícia Lima, e “Imperadores”, composto por Mateus Costa, Bianca Brito e Maria Klara Borges.

O objetivo inicial, explica o professor-coordenador Cícero Silva, era construir uma cultura de participação nesta competição inédita para os estudantes da ETI. “Temos um histórico de participação na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), mas esta foi a primeira vez participando da OBG. A ideia era criar esse hábito de presença, estimular algumas competências como a curiosidade, o trabalho em grupo e o incentivo à pesquisa. Porém, a gente também queria obter o melhor resultado possível”, pontua.

Colega de Cícero, o educador Daniel Gadelha acrescenta que o resultado veio como recompensa para “muitos dias de planejamento''. “Todas as quartas-feiras, os alunos abriam os chromebooks disponíveis na sala e faziam um processo de revisão, leitura e discussão. Nossa função principal foi orientá-los na elucidação das questões, mas foram eles que trilharam a conclusão para cada pergunta”, ressalta.

Esse movimento de potencializar as habilidades dos jovens e ter a Sala de Inovação como aliada, acredita a estudante Amanda Carvalho, reverberou no êxito. “A partir do momento em que a escola abraça os alunos e procura levá-los pra cima, já é um incentivo para que haja um empenho grande. A gente pesquisou muito a fundo. O nível das perguntas destas provas é altíssimo. Com a assistência dos professores, aprendemos diversos assuntos avançados que serão importantes para o nosso ensino médio”.

Protagonismo coletivo

“Por que todo mundo não dá as mãos e sobe as escadas junto?”. O questionamento da participante Letícia Lima norteou os colegas durante os estudos e a realização das avaliações. Na visão coletiva, a união das equipes poderia ser a oportunidade para “fazer boas provas” e “vencer juntos”.

Desta forma, inseguranças de quem não tinha a matéria como favorita foram superadas. “Duvidei muito da minha capacidade, mas me surpreendi depois que participei. Mesmo tendo dificuldade, com a ajuda dos professores e dos meus colegas, eu consegui entender e colaborar com tudo. Da minha parte, foi muito bom participar!”, testemunha a aluna Bianca Brito, que mostra-se animada para receber o certificado da OBG.

Política de incentivo da Rede Municipal

A participação em olimpíadas é estimulada pela Rede Municipal como substancial para a expansão dos conhecimentos, raciocínio lógico e autoestima dos estudantes. Ana Cleide, diretora da ETI Professor Ademar Nunes Batista, avalia: “essa colaboração é crucial para o alcance do sucesso nas olimpíadas. A coordenação do nosso Distrito de Educação tem dado todo o suporte à escola, mobilizando, incentivando e pensando estratégias junto à gestão. Saber que estas medalhas estimulam nossos alunos a sonhar e almejar um bom futuro é maior do que a vitória em si!”.

Prova de que os sonhos dos medalhistas estão ainda mais vivos é o depoimento de Mateus Costa, integrante da equipe “Imperadores”: “Quando saiu o resultado das medalhas, a gente ficou tão feliz. Eu, por exemplo, tenho o sonho enorme de entrar no Instituto Federal do Ceará (IFCE) no Ensino Médio e fiquei em êxtase quando vi que a nossa escola conseguiu ter um resultado maior que o deles. Me gabei para todo mundo, para a família inteira. Com esta experiência, me sinto preparado para estudar lá e conquistar mais medalhas”, conclui, entusiasmado.

Olimpíada Brasileira de Geografia

A Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG) é uma olimpíada científica para estudantes das escolas públicas e particulares do Brasil, desde o 9° ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio, abrangendo os temas de Geografia e das Geociências. Os competidores devem ter capacidade de analisar os fenômenos geográficos de forma integrada. A competição admite equipes compostas por três estudantes e um professor-coordenador de uma mesma escola.

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Alunos em sala de aula
Resultados positivos são frutos da decisão da gestão municipal em priorizar a área da Educação, que tem possibilitado a adoção de estratégias eficazes para enfrentar o abandono escolar e efetivar o direito de aprender de todos os estudantes

Fortaleza, mais uma vez, registra avanços e melhorias nos índices educacionais, fortalecendo o acesso e a aprendizagem dos alunos. Desta vez, conforme o Censo Escolar 2021, a Rede Municipal segue avançando na regularização gradativa da distorção idade-série, dado estatístico que acompanha, em cada série, o percentual de estudantes que têm idade acima da esperada para o ano em que estão matriculados. Com isso, 85,6% dos estudantes de Fortaleza concluem a série adequada na idade certa.

Em 2012, Fortaleza registrou índice de 36,6% na distorção idade-série, conforme estudo realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Já em 2021, o índice reduziu e chegou a 14,4%.

Tais resultados positivos são frutos da decisão da gestão municipal em priorizar a área da Educação, que tem possibilitado a adoção de estratégias eficazes para enfrentar o abandono escolar e efetivar o direito de aprender de todos os estudantes matriculados na Rede Municipal de Ensino de Fortaleza.

EJA
Uma das consequências positivas da regularização gradativa da distorção idade-série é a redução do números de alunos matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Atualmente a Rede Municipal conta com 6.758 alunos matriculados nesta etapa. Em 2021, eram 9.472 estudantes. E em 2020, 11.093.

Etapa de ensino que não é obrigatória, mas garantida pela Prefeitura, diante da importância de assegurar o acesso e aprendizagem de todos, a EJA possibilita que adultos, idosos ou jovens com mais de 15 anos que não tenham concluído o Ensino Fundamental continuem os estudos. Os alunos matriculados nesta modalidade têm alimentação garantida, livros didáticos específicos, professores lotados exclusivamente para atuar no período da noite, fardamento, entre outros benefícios.

Prioritariamente no turno da noite, horário mais propício aos que mantêm alguma ocupação profissional durante o dia, a população de Fortaleza conta com 77 polos de EJA, que possibilitam o aprendizado da alfabetização ao 9º ano. As matrículas da modalidade continuam abertas durante todo o ano e ocorrem em qualquer uma das escolas que funcionam como polo.

É importante destacar que mesmo celebrando os resultados positivos dos alunos alfabetizados na idade certa, a Prefeitura de Fortaleza continua trabalhando na identificação dos estudantes que ainda estão fora da escola, por meio do fortalecimento das ações de Busca Ativa. São desenvolvidas ainda ações que promovam a ampliação de turmas, melhoria na qualidade do ensino e o combate à evasão por meio do Projeto EJA Presente, garantindo a matrícula e a permanência dos estudantes em todo o período letivo.

Destaques de Fortaleza no Censo Escolar 2021
A capital cearense também foi destaque nos dados referentes à primeira etapa do Censo Escolar 2021, divulgados no início deste ano. No cenário nacional, Fortaleza é:
- 4ª maior rede do Brasil em número de matrículas e 1ª do Nordeste
- Capital que mais aumentou, em números absolutos, o quantitativo de matrículas
- 1ª capital do Brasil e 1ª do Norte e Nordeste em cobertura no atendimento em Tempo Integral
- 2º lugar no país em números absolutos no atendimento em tempo integral
- 3ª capital do Brasil e 1ª do Norte e Nordeste em matrículas na Educação Inclusiva
- 1ª capital do Nordeste em matrículas na Educação Infantil
- 2ª capital do Brasil com maior taxa de aprovação
- 3ª capital do Brasil com a menor taxa de abandono escolar

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Alunas da Rede Municipal apresentando trabalho na Feira de Ciências
Durante três dias, estudantes dos seis Distritos de Educação apresentaram banners com pesquisas aprovadas na fase escolar do evento municipal

A criatividade está no ar. Mais precisamente na Academia do Professor Darcy Ribeiro durante o encerramento da etapa distrital da XI Feira de Ciências e Cultura de Fortaleza. Equipes das unidades escolares dos Distritos de Educação 2 e 6 apresentaram pesquisas, nesta quinta-feira (01/09), para uma banca de avaliadores encarregada de selecionar os 60 trabalhos para compor a etapa municipal do evento. Ao longo da semana, espaços como a Seara da Ciência e o Cuca Mondubim receberam os demais distritos participantes.

Um livro do autor Daniel Munduruku foi o ponto de partida para Gabriela Ferreira e Isabelli Praxedes, do 8° ano da Escola Municipal de Tempo Integral Guiomar da Silva (ETI), localizada no bairro Paupina. Com o objetivo de promover o conhecimento da cultura índigena, as estudantes apresentaram o trabalho "Escrita Indígena: Um caminho para a preservação da memória ancestral". Segundo elas, a pesquisa trouxe repertório para "estender este aprendizado para quem não entende sobre o assunto".

"Nós pensamos numa coisa diferente que ninguém poderia pensar em propor. A gente não conhecia este tema. Fizemos uma pesquisa bibliográfica com a ajuda da professora Márcia dos Santos, que já até visitou uma reserva indígena e nos contou sobre a experiência”, relata Isabelli, sendo complementada pela colega de apresentação: “Agora, a gente pode chegar numa roda de amigos e falar com propriedade sobre a importância dos indígenas para o Brasil”, conclui Gabriela.

Alunas da Rede Municipal apresentando trabalho sobre pop it na Feira de Ciências
Alunas Camila Pacheco e Isabelle Batista, da EM Professora Maria Odnilra Cruz Moreira, apresentaram trabalho sobre os benefícios do brinquedo pop it

Também expostos na feira, os benefícios do brinquedo pop it foram contemplados no trabalho defendido pelas alunas Camila Pacheco e Isabelle Batista, da Escola Municipal Professora Maria Odnilra Cruz Moreira, na Cidade 2000. Durante o retorno às aulas no pós-quarentena, explica a orientadora Kari Cristina Queiroz, o brinquedo disputava atenção com os materiais escolares. Desta forma, surgiu a ideia para o projeto "Pop it, brinquedo de inquietação".

"O que atrai tanto neste brinquedo? Este foi o nosso primeiro questionamento, a partir disso, começamos a pesquisar e descobrimos diversas maneiras de uso na própria sala de aula", diz a educadora, ao ouvir as discentes elencarem as vantagens da peça de silicone: "ele não serve só para apertar e soltar, serve também para diminuir a ansiedade, tirar o estresse e é, ainda, um recurso para alfabetização. Também pode ser muito bom para crianças autistas", argumentam.

Quem acompanhou todos os trabalhos com atenção e alegria foi a estudante Raquel Lorrany, que esteve entre os alunos que visitaram a feira. Ao lado dos colegas do 7º ano da ETI Maria Odete da Silva Colares, ela diz que a apreciação aos projetos escolhidos para disputar a etapa distrital "é um bom aprendizado e passa motivação. Para mim, é novo sair da escola e aprender fora dela por meio de uma oportunidade tão legal", diz, fazendo jus ao propósito do evento, que promoveu a visitação como forma de fortalecer o protagonismo estudantil, bem como despertar a curiosidade científica e o apreço à pesquisa em âmbito escolar.

Etapa distrital

Nesta fase da XI Feira de Ciências e Cultura de Fortaleza foram apresentados os 150 trabalhos selecionados a partir da Etapa Escolar realizada pelas unidades de ensino. As equipes apresentaram suas pesquisas para uma banca de avaliadores. Na segunda-feira (29/08), a Seara da Ciência foi palco dos trabalhos desenvolvidos pelos Distritos de Educação 1 e 3. Na quarta-feira (31/08), o Cuca do Mondubim recebeu as equipes para as apresentações dos Distritos 4 e 5. Os trabalhos concorrem à etapa municipal da feira.

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        Alunos autores
        Alunos autores foram selecionados por meio de concursos de redação e desenho realizados na unidade escolar

Se nas fábulas clássicas a literatura pode dar vida a um boneco de madeira com nariz alongado, como é o caso do Pinóquio, na Rede de Ensino de Fortaleza as narrativas literárias ganham perspectivas mais próximas da realidade que cerca os estudantes. É neste sentido que surge o livro “O Dia a Dia do Jovem no Bairro”, projeto realizado por professores e alunos da Escola de Tempo Integral (ETI) Professor Prisco Bezerra, no bairro Conjunto Ceará.

Num equilíbrio entre vida real e ficção, a obra apresenta uma coletânea de peripécias, memórias afetivas, dilemas sociais e pluralidade humana de 25 discentes da unidade escolar. A autoria é assinada, ainda, por outros 27 estudantes encarregados de ilustrar as histórias. Lançado no mês de junho, o livro de crônicas e contos é resultado de dois concursos promovidos na instituição, a partir de um engajamento construído com a participação de toda a comunidade escolar.

"Primeiro, surgiram os planos para um concurso de redação. Com a adesão do grupo gestor e dos professores de Português e Artes, agregamos a ideia de selecionar também os ilustradores do livro. Logo, virou uma construção da escola. 150 alunos se inscreveram em cada concurso e tivemos 25 redações e 27 ilustrações selecionadas. O objetivo, desde o início, é destacar o propósito da Escola de Tempo Integral, que é a valorização do protagonismo estudantil”, explica o professor Cristiano Freitas, idealizador e organizador da publicação.

Os instrumentos de enaltecimento do potencial individual e coletivo, concorda a diretora Edinusa Marques, “entregam condições de desenvolvimento de novas habilidades e competências necessárias à construção do projeto de vida dos alunos”. As atividades relacionadas ao “O Dia a Dia do Jovem no Bairro”, ela enfatiza, “trazem a proposta de fomentar o gosto pela leitura e escrita, estimulando a construção de uma cultura leitora”.

Secretária Dalila e Prof. Cristiano Bezerra
Prof. Cristiano Freitas, idealizador do projeto, e a titular da SME, Dalila Saldanha, com um exemplar da obra

Páginas da vida e imaginários visuais

Uma das narrativas escolhidas para compor o livro retrata o primeiro encantamento de uma jovem por um colega de sala. A história não tem final feliz para a narradora personagem mas, garante a autora Anna Sarah Queiroz, do 8º ano, a conquista foi o suficiente para deixá-la “maravilhada". Adicionando um clímax à oportunidade, dividiu “a realização deste sonho” com a irmã Klara Rebeka, aluna do 7º ano, que também fez parte do feito.

"Minha história foi criada por meio de um fato real, mas os nomes dos personagens são fictícios. No momento que fui anunciada como uma das selecionadas, a ficha não caiu. Eu já escrevia mas nunca havia tido nada publicado. A minha família ficou muito feliz, pois minha irmã também participou e tirou o primeiro lugar no concurso de desenho", relata a estudante.

“Um convite para a imaginação”, segundo Samuel Mesquita, estudante do 9º ano que ilustrou crônica intitulada “Um Argentino no Bairro”, o concurso de desenho somou-se aos recursos literários para traçar as estampas ilustrativas dos textos. Mas a exploração do aspecto visual das histórias não se encerra na última página deste livro, conforme antecipa o professor Cristiano Freitas: “Este é um trabalho de três fases. No próximo semestre, queremos fazer um filme em que o roteiro vai contemplar uma ou duas histórias da obra. Queremos incentivar a integralidade do aluno! Com este projeto de um festival de cinema, unimos a leitura à produção artística e cultural".

Protagonismo estudantil

Em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais, que indicam a integração entre a Base Nacional Comum e a Parte Diversificada na Educação Básica, a matriz curricular das escolas de Tempo Integral da Rede Municipal de Fortaleza apresenta diferentes metodologias e inovações. Estão entre as propostas: projeto de vida, protagonismo e formação cidadã.

Nas unidades escolares, as atividades ofertadas despertam para o desenvolvimento de projetos focados no debate de temas contemporâneos de relevância cultural e social. Ações que fortalecem a construção reflexiva e a escrita dos estudantes e estimulam a formação de jovens autônomos, solidários e competentes.

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Alunos da Rede Municipal em sala de aula
Serão contemplados cerca de 56.500 alunos, matriculados nas turmas de 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental

A Prefeitura de Fortaleza divulga, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SME), nesta terça-feira (24/05), o resultado do edital para seleção de assistentes de aprendizagem que atuarão no projeto Alfa 1, 2, 3 da Rede Municipal de Ensino. Ao todo, foram selecionados 382 profissionais para estar em sala de aula realizando atividades pedagógicas com os professores. As escolas municipais entrarão em contato com os candidatos, conforme disponibilidade de vagas. O resultado está disponível na Intranet da SME.

O projeto Alfa 1, 2, 3 contemplará 2.291 turmas das escolas municipais. A iniciativa tem o propósito de fortalecer as ações pedagógicas e recompor a aprendizagem dos alunos, favorecendo a apropriação, continuidade e consolidação do processo de alfabetização dos estudantes matriculados nas turmas de 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental. Serão contemplados cerca de 56.500 alunos, com foco naqueles que obtiveram rendimento crítico e muito crítico nas Avaliações Diagnósticas de Rede. A incorporação dos profissionais terá um custo mensal de R$ 343.650,00.

Os assistentes de aprendizagem vão desenvolver funções como: trabalhar em parceria com professores e profissionais de apoio; ser responsável pelo desenvolvimento das atividades de acompanhamento pedagógico aos estudantes; acompanhar o desempenho escolar dos alunos; participar das formações em serviço realizadas pela SME/Distritos de Educação e participar do planejamento das atividade com o regente sempre que possível.

As atividades desempenhadas por estes profissionais serão consideradas de natureza voluntária na forma definida pela Lei Federal 9.608/1998, Lei Municipal 10.194/2014 e Decreto 14.233/2018, sendo obrigatória a celebração do Termo de Adesão e Compromisso do Voluntário. Os assistentes receberão ressarcimento para despesas com transporte e alimentação, no valor de R$ 150, mensalmente, considerando os dias efetivamente trabalhados, por turma, podendo atuar em mais de uma escola, no máximo em seis turmas, devendo respeitar a carga horária de cada atividade

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Manipuladores de alimentos participando de formação
A formação ocorre até 11 de junho, sempre aos sábados, em seis polos diferentes, localizados em escolas da Rede Municipal

A Prefeitura de Fortaleza realiza, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), o Curso de Formação para Manipuladores de Alimentos da Rede Municipal de Ensino. Com a participação de 1.430 profissionais de escolas, Centros de Educação Infantil e creches parceiras, a capacitação teve início no último sábado (21/05) e prossegue até o próximo dia 11 de junho, sempre durante as manhãs de sábado. A formação ocorre em seis polos diferentes, localizados em escolas da Rede Municipal.

Com o tema "Cozinhar é mais do que um serviço, é um ato de amor", a formação tem o objetivo de aprimorar e atualizar os conhecimentos dos manipuladores. O curso, de carga horária de 20 horas, aborda temáticas pertinentes ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), como explica Magda Farias, nutricionista coordenadora do PNAE no Distrito de Educação 6.

"Essa é uma capacitação que realizamos todo ano e, assim, trazemos informações atualizadas para a melhoria dos serviços, para que promovam uma refeição de qualidade, sem risco de contaminação, para nossos alunos", pontua Magda.

Entre os temas abordados na formação estão: o papel do manipulador de alimentos no PNAE, boas práticas de manipulação de alimentos, técnicas dietéticas, alimentação saudável, intolerâncias e alergias alimentares, ética e trabalho em equipe, a importância dos controles de estoque, por meio de atividades lúdicas, oficinas e rodas de conversa sobre os desafios, troca de experiências, atribuições e melhorias.

Expectativas por mais conhecimento

Manipuladores de alimentos participando de grupos de trabalho durante formação
O curso, de carga horária de 20 horas, aborda temáticas pertinentes ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

Participando pela primeira vez da formação, Patrícia Abreu, manipuladora de alimentos da Escola Municipal Vereador José Barros de Alencar, no Jangurussu, ressalta as expectativas do aprendizado para os próximos encontros. "Espero aprender mais, saber se estou fazendo o correto, porque todo dia é uma experiência diferente na cozinha da escola", comenta.

Magna Andrade, manipuladora de alimentos da creche parceira Casinha dos Sonhos, em Messejana, destaca que a formação é essencial para o desenvolvimento das atividades diárias nas unidades escolares e o cuidado com a alimentação de cada estudante. "Tudo aqui vai nos acrescentar conhecimento. Aprendizado é sempre bom. Eu gosto muito da minha função, do contato com a criança. A gente procura fazer tudo com muito amor, porque sabemos da importância da alimentação principalmente na infância, onde muitos alunos estão tendo o primeiro contato com a comida, aprendendo a mastigar e, com cuidado, ajudamos nesse aprendizado", destaca a profissional.

Gerente da Célula de Alimentação Escolar da SME, Adriana Duarte, ressalta a importância do papel dos manipuladores de alimentos na formação de hábitos alimentares saudáveis e na qualidade nutricional das refeições ofertadas aos estudantes da Rede Municipal. "Eles são essenciais para a otimização das ações alimentares e a garantia da correta manipulação dos alimentos bem como a saúde dos estudantes", complementa.

Preparado com todo cuidado pela equipe da Célula de Alimentação Escolar da SME, o primeiro encontro da formação contou com momentos especiais dedicados aos profissionais manipuladores de alimentos, protagonistas na oferta da alimentação escolar aos alunos. Na ocasião, além da exibição de vídeo em homenagem ao trabalho desenvolvido, cada um recebeu uma carta de um aluno da Rede Municipal.

Cardápio escolar

O cardápio escolar no município de Fortaleza é elaborado pela equipe de nutricionistas, coordenadoras do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), em acordo com as recomendações estabelecidas pelas legislações do PNAE. Os cardápios escolares são elaborados com base nas necessidades nutricionais de cada faixa etária, cultura alimentar local, dentre outros fatores importantes para a boa nutrição dos estudantes.

Todas as unidades escolares são acompanhadas por nutricionistas, que monitoram não somente a qualidade da alimentação distribuída aos alunos, como também as boas práticas de manipulação de alimentos, educação nutricional, com foco na formação de bons hábitos alimentares, e avaliação nutricional dos alunos.

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Alunos da Rede Municipal participando do Sana
Alunos conheceram mais sobre a cultura pop e geek do Norte e Nordeste

Cerca de cinco mil estudantes da Rede Municipal participaram, neste sábado (09/04) e domingo (10/04), no Centro de Eventos do Ceará, do Sana Reencontro 2022, maior evento de cultura pop e geek do Norte e Nordeste do Brasil. A ação realizada pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SME), em parceria com a Fundação Cultural Nipônica Brasileira, contemplou estudantes do Ensino Fundamental, de 86 unidades escolares, com acesso e transporte para o evento.

A visita ao Sana foi marcada pela alegria e entusiasmo dos alunos. Para Mariela Viana, aluna da Escola Municipal Cordeiro Neto, no Vila União, o evento foi ainda mais especial por conta da visita em grupo. “Gostei muito da oportunidade da Prefeitura trazer a gente para cá. É um evento incrível. Já tinha vindo uma vez, mas agora foi maravilhoso porque vim na companhia dos meus colegas. Quero muito voltar!”, destacou

“Nunca tinha vindo para esse evento. Sempre quis conhecer e gostei muito de tudo que vivi aqui. Fiquei muito feliz pela oportunidade e quero repetir outras vezes”, relatou Carolaine Rodrigues, aluna da Escola Municipal Rogaciano Leite, no José Walter, empolgada com sua primeira experiência no mundo da cultura pop e geek.

A visita dos alunos ao Sana faz parte da retomada da programação extraescolar na Rede Municipal de Ensino, que oportuniza aos estudantes vivências diversas fora da sala de aula. "A iniciativa fomenta a criatividade, a autonomia, o protagonismo estudantil, além do acesso a atividades de caráter artístico e tecnológico, promovendo um intercâmbio cultural efetivamente", destaca Joelson Moura, titular da Coordenadoria de Articulação da Comunidade e Gestão Escolar (Cogest) da SME.

Sana Reencontro 2022

Após dois anos sem a realização do evento presencial, devido à pandemia da Covid-19, a programação do Sana Reencontro contou com concursos de cosplay e K-Pop, cine Sana, arenas temáticas, salas de games, dubladores, youtubers e atrações musicais.

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Aluna em sala de aula com kit pedagógico
O kit pedagógico inclui cadernos, canetinhas, lápis de grafite, caneta, lápis de cor, borracha, cola e tesoura, entre outros itens, conforme especificidade de cada etapa de ensino

A Prefeitura de Fortaleza está realizando, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SME), a entrega dos kits pedagógicos para os 246.850 alunos matriculados na Rede Municipal. O material de uso individual é entregue anualmente aos estudantes, nos Centros de Educação Infantil, escolas e creches parceiras.

O kit pedagógico inclui cadernos, canetinhas, lápis de grafite, caneta, lápis de cor, borracha, cola e tesoura, entre outros itens, conforme especificidade de cada etapa - Educação Infantil e Ensino Fundamental, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para a aquisição dos kits, a gestão municipal investiu R$ 17.751.423,30.

Alunos com kit pedagógico
Para a aquisição dos kits, a gestão municipal investiu R$ 17.751.423,30

“Fiquei muito feliz em receber meus materiais. Essa é uma ação bem legal, que vai nos ajudar nas atividades na escola e em casa”, destacou Larissa Holanda, aluna do 8º ano da Escola Municipal Professor Jacinto Botelho, no Mondubim, ao receber seu kit.

Assim como os alunos, os pais reconhecem a importância da entrega dos kits individuais para a execução das atividades, desenvolvimento e aprendizado dos filhos. “Ficamos muito agradecidos, porque, além de proporcionar uma educação de qualidade, com profissionais dedicados, a Prefeitura também nos entrega um material escolar complementar que enche as nossas crianças de alegria na hora do aprendizado”, ressalta Ticiane Maria de Sousa, mãe do aluno Bento Ramos, do Infantil 2 do Centro de Educação Infantil José de Ribamar Moraes, no Jangurussu.

Stefany de Sousa, mãe da aluna Isabelle de Sousa, do Infantil 3 da mesma unidade de Educação Infantil, também aprovou o material que a filha recebeu. “É importante para nossos filhos aprenderem, seja em casa ou na escola. Os materiais ajudam nas atividades, nos desenhos, pinturas. Minha filha amou!”, complementa.

O material distribuído é fundamental para o bom funcionamento das unidades que compõem a Rede Municipal de Ensino, pois são suporte para o processo de ensino e aprendizagem, considerando que são importantes meios para enriquecer e mediar a construção do saber, possibilitando a ludicidade, a imaginação e a criatividade, sendo estes componentes dos princípios fundamentais da Educação Básica.

Além dos kits pedagógicos, os alunos matriculados na Rede Municipal de Ensino recebem agenda, fardamento, livros e conteúdos complementares, como apoio ao desenvolvimento das atividades escolares, e alimentação nas unidades, conforme cardápio elaborado por nutricionistas.

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Alunos e diretores reunidos no lançamento Selo Escola Amiga da Saúde
O lançamento do plano de ações ocorreu na manhã desta quinta-feira (17/03), na Escola Municipal Manoelito Guimarães, no Ancuri

A Secretaria Municipal da Educação (SME) lançou, nesta quinta-feira (17/03), na EM Manoelito Guimarães, no Ancuri, o plano de ações de prevenção e combate ao mosquito , que serão desenvolvidas pelas unidades da Rede de Ensino, dentro do projeto Escola Amiga da Saúde: Todos contra o Aedes. A iniciativa faz parte do Plano Municipal de Enfrentamento às Arboviroses, lançado no início de março pelo prefeito Sarto.

O Selo Escola Amiga da Saúde: Todos contra o Aedes tem o objetivo de fomentar a participação das crianças, adolescentes, educadores e sociedade civil nas ações de mobilização, conscientização e prevenção. As atividades também estimulam o protagonismo estudantil, valorizam os conteúdos trabalhados em sala de aula e fortalecem a integração com a comunidade em geral.

Para Letycia Sophia, aluna do 4º ano da EM Manoelito Guimarães, que participou de apresentação de teatro de fantoches sobre o combate ao Aedes durante a solenidade desta manhã, as informações de prevenção obtidas na escola são muito importantes e poderão ser compartilhadas com a família. “Vou passar para meu pai, minha mãe e irmã a importância de cuidar da nossa casa, mantendo livre do mosquito e evitando que eles fiquem doentes”, explicou a aluna.

"Como boa parte dos criadouros do mosquito estão no âmbito intradomiciliar, nós precisamos unir forças para que a informação chegue nesses locais. E as crianças são fortes multiplicadoras neste sentido. Para elas é muito divertido, pois absorvem rapidamente e aplicam em casa com a família", pontuou Aline Gouveia, secretária adjunta da SMS, ressaltando o importante papel das unidades escolares nas ações de enfrentamento ao Aedes.

Para a edição 2022 do Selo, todas as unidades da Rede Municipal (escolas, Centros de Educação Infantil e Creches Parceiras) estão automaticamente inscritas. Com isso, a próxima etapa é apresentar a documentação e o plano das ações, conforme edital de regulamento.

Aluno lendo cartilha sobre combate ao Aedes
O objetivo é fomentar a participação da comunidade escolar nas ações de mobilização, conscientização e prevenção ao mosquito

Dentro das ações previstas no edital e que devem ser executadas pelas unidades participantes, de abril a outubro, estão: a criação de brigadas juvenis; realização da operação “Quarteirão Limpo, Vida Saudável’; preenchimento da plataforma do Sistema Educação contra o Aedes com o resultado da inspeção realizada no prédio da unidade no “Dia D”, realizado às quartas feiras - averiguação de caixa d’água, bebedouros, calhas, entre outros espaços e itens definidos pelo check list do sistema -; implementação do Projeto Detetives Contra o Aedes nas escolas que possuem 4º ano do Ensino Fundamental; entre outras.

“Esse é um momento para deixarmos essa mensagem de sensibilização, motivação e de chamado à nossa comunidade escolar para o combate ao mosquito Aedes, evitando assim a dengue, chikungunya e zika. Vamos mobilizar e engajar todos nas ações que realizaremos neste ano, que já fazem parte da rotina curricular e do dia a dia na escola, conforme participação nas edições passadas do Selo. As unidades educacionais da rede privada e da Rede Estadual também serão convidadas a somar conosco e participarem da ação”, destacou a secretária da Educação, Dalila Saldanha.

Para obtenção do Selo Escola Amiga da Saúde: Todos contra o Aedes, as escolas ou instituições educacionais apresentarão portfólio com comprovação da realização das atividades e serão avaliadas por meio de indicadores quantitativos e qualitativos relacionados com os eixos: avaliação de Impacto; avaliação das Ações Estratégicas realizadas internamente e de Participação Social no perímetro de uma quadra; e avaliação das ações de monitoramento realizadas pela Brigada Quarteirão Limpo, Vida Segura.

 

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