Novos professores da Rede Municipal recebendo os chromebooks
Os novos professores da Rede Municipal, lotados na ETI Cais do Porto, receberam seus chromebooks durante o Encontro Pedagógico

Os professores da Rede Municipal de Ensino, incluindo os 1.822 novos servidores aprovados no concurso público, participaram, nesta quinta-feira (26/01), do 1° Encontro Pedagógico do ano letivo de 2023. Realizado nas unidades escolares, encontro teve como tema “Protagonismo na Educação de Fortaleza: todos por uma escola conectada com o nosso tempo". O objetivo da ação é promover o acolhimento e a integração da comunidade escolar.

A secretária Dalila Saldanha acompanhou o momento na Escola de Tempo Integral (ETI) do bairro Cais do Porto (Distrito 2), que será inaugurada em breve, mas já inicia suas atividades nesta sexta-feira (27/01). Na ocasião, a gestora conversou com os profissionais da unidade escolar, incluindo os 11 docentes empossados ontem (25/11) após aprovação no concurso.

Professores participando do encontro pedagógico
O objetivo do encontro é promover o acolhimento e a integração da comunidade escolar

“Hoje, iniciamos oficialmente o ano letivo com este momento importante de troca e repasse das informações de forma uniformizada. Neste encontro, a gente também concretiza uma das nossas ações de valorização com a entrega dos chromebooks para os concursados. Desejamos que façam bom proveito e utilizem junto às oportunidades tecnológicas que a Rede oportuniza”, destacou a gestora, ao entregar os chormebooks para os novos professores da Rede Municipal. Todos os docentes aprovados no concurso receberão o item nas unidades escolares de atuação. Em 2021, a Prefeitura entregou o aparelho a mais de 12 mil professores.

Aline Gadelha, coordenadora do Distrito de Educação 2, também participou da ação, caracterizada como um espaço relevante e imprescindível para os profissionais da Educação. “O currículo dos novos educadores tem muito a agregar. Sabemos que isso vai ser muito importante para nossos alunos. Temos uma equipe cheia de conhecimento que vai fazer a diferença na vida dos estudantes”, pontuou.

Empolgado com a estrutura do novo local de trabalho, o docente Carlos Eduardo Lima relatou que o Encontro Pedagógico foi “sensacional”. “A escola possui uma estrutura fantástica, muito bem localizada e nos recepcionou de uma forma incrível. Como professor de Ciências, fiquei emocionado com o laboratório totalmente paramentado. Além de proporcionar um ensino de qualidade, um ambiente de trabalho completo é muito motivador. O chromebook foi outro presente”, elogiou o profissional, cujos ensinamentos já passaram pela rede privada e pela rede municipal da Região Metropolitana de Fortaleza.

Também novato na Educação de Fortaleza, o professor de Artes Vi Cavalcante fez coro ao colega. “Me senti muito bem recebido. Eu não tenho muita experiência no Município nem mesmo em escolas, então está sendo ótimo descobrir tudo e conhecer o pessoal que vai trabalhar comigo. Tenho muito a aprender com eles. É muito bom ver que estamos numa escola nova, com uma estrutura maravilhosa”, concluiu, ressaltando que são muitas as expectativas para esta jornada.

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Torneio SESI de Robótica
Os alunos agora seguem para a etapa nacional, que acontecerá em Brasília (DF), em março de 2023

A inovação tecnológica ganha cada vez mais visibilidade na Rede de Ensino da capital. Um exemplo disso pode ser visto na vitória de dez alunos da Escola Municipal Reitor Pedro Teixeira Barroso, localizada na Barra do Ceará (Distrito 1). No último mês de novembro, a equipe da unidade escolar conquistou o 3º lugar na etapa regional Nordeste do Torneio Sesi de Robótica.

Competindo com mais outras 20 turmas de estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas e da rede Sesi Senai, a equipe Big Heroes surpreendeu os jurados com um projeto desenvolvido em menos de dois meses de treinamento. "Fortalecemos a parceria do Sesi com a escola e iniciamos essa proposta. Os alunos abraçaram a ideia, se dedicaram e, em pouco mais de um mês e meio, realizamos uma sequência de atividades e preparação para a competição", explicou Vagner Jean, professor do Sesi e técnico da equipe.

"Essa oportunidade abre novas portas. No início não tínhamos o conhecimento de robótica e aqui aconteceu nosso primeiro contato. Foi algo muito novo. Estudamos no contraturno, fizemos o treinamento e foi difícil não sentir a pressão na hora do torneio. Mas a gente se superou e levou o terceiro lugar", completou entusiasmado Carlos Eduardo Santos, estudante do 9º ano que integra a equipe.

Com foco no desenvolvimento de soluções inovadoras na produção de energia sustentável, os alunos agora seguem para a etapa nacional da competição, que acontecerá em Brasília (DF), em março de 2023, no Estádio Mané Garrincha. "É gratificante essa vitória, porém o nosso foco continua. Estamos pensando no nacional e até lá vamos treinar muito", finalizou a confiante Ana Aline Vidal, aluna do 9º ano.

Sobre a competição
Realizado pela primeira vez pelo Sesi Ceará, a competição faz parte da competição FIRST®️ LEGO®️ League (FLL). A disputa une aprendizado e prática de robótica, valorizando o trabalho em grupo, a cooperação, o planejamento, a pesquisa, a tomada de decisões, e definição de ações.  Entre os objetivos do torneio estão o fortalecimento da capacidade de inovação, criatividade e raciocínio lógico dos estudantes, para que possam ser inspirados a seguir carreira nas áreas de engenharia, matemática e tecnologia.

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O prefeito José Sarto entrega, nesta sexta-feira (04/11), às 8h30, a requalificação da Escola Municipal Professor Anísio Teixeira, na Paupina. A unidade escolar atende 899 alunos, do Infantil 5 ao 5º ano do Ensino Fundamental, nos turnos manhã e tarde.

A escola recebeu requalificação de todos os ambientes, proporcionando melhorias estruturais, conferindo mais conforto, segurança e acessibilidade para a comunidade escolar.

Serviço
Entrega requalificação da Escola Municipal Professor Anísio Teixeira
Data: 04/11 (sexta-feira)
Horário: 8h30
Endereço: Rua Guarani, 355 - Paupina

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Nesta quarta-feira (21/09), em que celebra-se o Dia da Árvore, a Prefeitura de Fortaleza lançou, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SME), a 1ª edição do Selo Escola Amiga do Meio Ambiente. O lançamento ocorreu durante a inauguração do Centro de Educação Infantil (CEI) Pedro Ferreira Mesquita, no Jangurussu.

A iniciativa busca fomentar a participação dos educandos, professores e comunidade escolar nas ações de sensibilização e mobilização para os problemas ambientais no município de Fortaleza. A ideia é transformar hábitos e construir uma sociedade apta ao desenvolvimento sustentável, a começar pelo chão das escolas.

“A educação ambiental já é uma realidade no nosso currículo. É uma temática que a gente desenvolve nas unidades escolares e a fazemos de forma integrada com a Seuma e outros órgãos municipais. Esse ano, também temos como tema do nosso calendário letivo os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, destaca a secretária da Educação, Dalila Saldanha.

A participação no selo é gratuita e está disponível para a participação de todas as escolas da Rede Municipal e as demais instituições da rede particular. Para participar, as unidades escolares devem elaborar e desenvolver um plano de ação em prol da mobilização escolar e da comunidade do entorno pela preservação e conservação do meio ambiente. As unidades da Rede já estão inscritas. Já as demais instituições devem se inscrever e encaminhar a documentação para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até 5 de outubro. A descrição dos documentos necessários consta no edital.

As unidades escolares participantes do Selo Escola Amiga do Meio Ambiente deverão desenvolver as seguintes ações: 1 - criação da Equipe Ama (amigos do meio ambiente); 2 - implementação de ponto de coleta seletiva (verde, vermelho, amarelo, azul e marrom) de resíduos sólidos no ambiente escolar; 3 - plantio de árvores no espaço e/ou entorno da escola e 4 - fortalecimento de temas da Educação Ambiental nos planos de aula dos professores, palestras educativas e apresentações culturais para a comunidade. As informações completas constam no regulamento do selo.

Avaliação
Conforme o edital, as unidades escolares ou instituições educacionais serão avaliadas pelas ações realizadas pela Equipe Ama e registradas em portfólio. Cada instituição participante deverá enviar para o seu respectivo Distrito de Educação, o portfólio comprovando todas as ações desenvolvidas conforme o plano de ação apresentado a fim de que possa finalizar o processo avaliativo.

Confira:

Cronograma do selo
- 21/09: divulgação do edital
- 21/09 a 05/10: envio de documentação para o drive informado
- 06/10 a 28/10: cumprimento do plano de ação
- 31/10 a 10/11: entrega dos portfólios nos Distritos de Educação
- 14 a 30/11: avaliação dos portfólios pelos Distritos
- 01 e 02/12: envio da relação das escolas aptas a receber o selo à SME
- Mês de dezembro: certificação das escolas

Edital

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Equipes de alunos e professores que conquistaram ouro na OBG
Alunos e professores da ETI Professor Ademar Nunes Batista comemoram as conquistadas

Estudar a fundo todas as áreas da geografia foi rotina, nos últimos meses, para duas equipes de estudantes da Escola Municipal de Tempo Integral (ETI) Professor Ademar Nunes Batista. Representante da Rede de Ensino na Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG) 2022, a unidade do Conjunto Ceará agora comemora as duas medalhas de ouro conquistadas na etapa estadual do evento, que reuniu 499 equipes de escolas públicas e particulares, desde o 9° ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. Além do ouro, os estudantes de outras unidades escolares da Rede Municipal conquistaram cinco medalhas de prata e 12 de bronze.

Cenário para a dinâmica de pesquisas e discussões aprofundadas, a Sala de Inovação Educacional recebeu os alunos para a realização das duas fases on-line da prova. Com 90% de acertos na segunda etapa somados à nota da primeira avaliação, os dois grupos obtiveram destaque duplo entre as 50 medalhas de ouro disputadas. São eles: “Espartanos”, integrado por Vitor Rangel, Amanda Carvalho e Letícia Lima, e “Imperadores”, composto por Mateus Costa, Bianca Brito e Maria Klara Borges.

O objetivo inicial, explica o professor-coordenador Cícero Silva, era construir uma cultura de participação nesta competição inédita para os estudantes da ETI. “Temos um histórico de participação na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), mas esta foi a primeira vez participando da OBG. A ideia era criar esse hábito de presença, estimular algumas competências como a curiosidade, o trabalho em grupo e o incentivo à pesquisa. Porém, a gente também queria obter o melhor resultado possível”, pontua.

Colega de Cícero, o educador Daniel Gadelha acrescenta que o resultado veio como recompensa para “muitos dias de planejamento''. “Todas as quartas-feiras, os alunos abriam os chromebooks disponíveis na sala e faziam um processo de revisão, leitura e discussão. Nossa função principal foi orientá-los na elucidação das questões, mas foram eles que trilharam a conclusão para cada pergunta”, ressalta.

Esse movimento de potencializar as habilidades dos jovens e ter a Sala de Inovação como aliada, acredita a estudante Amanda Carvalho, reverberou no êxito. “A partir do momento em que a escola abraça os alunos e procura levá-los pra cima, já é um incentivo para que haja um empenho grande. A gente pesquisou muito a fundo. O nível das perguntas destas provas é altíssimo. Com a assistência dos professores, aprendemos diversos assuntos avançados que serão importantes para o nosso ensino médio”.

Protagonismo coletivo

“Por que todo mundo não dá as mãos e sobe as escadas junto?”. O questionamento da participante Letícia Lima norteou os colegas durante os estudos e a realização das avaliações. Na visão coletiva, a união das equipes poderia ser a oportunidade para “fazer boas provas” e “vencer juntos”.

Desta forma, inseguranças de quem não tinha a matéria como favorita foram superadas. “Duvidei muito da minha capacidade, mas me surpreendi depois que participei. Mesmo tendo dificuldade, com a ajuda dos professores e dos meus colegas, eu consegui entender e colaborar com tudo. Da minha parte, foi muito bom participar!”, testemunha a aluna Bianca Brito, que mostra-se animada para receber o certificado da OBG.

Política de incentivo da Rede Municipal

A participação em olimpíadas é estimulada pela Rede Municipal como substancial para a expansão dos conhecimentos, raciocínio lógico e autoestima dos estudantes. Ana Cleide, diretora da ETI Professor Ademar Nunes Batista, avalia: “essa colaboração é crucial para o alcance do sucesso nas olimpíadas. A coordenação do nosso Distrito de Educação tem dado todo o suporte à escola, mobilizando, incentivando e pensando estratégias junto à gestão. Saber que estas medalhas estimulam nossos alunos a sonhar e almejar um bom futuro é maior do que a vitória em si!”.

Prova de que os sonhos dos medalhistas estão ainda mais vivos é o depoimento de Mateus Costa, integrante da equipe “Imperadores”: “Quando saiu o resultado das medalhas, a gente ficou tão feliz. Eu, por exemplo, tenho o sonho enorme de entrar no Instituto Federal do Ceará (IFCE) no Ensino Médio e fiquei em êxtase quando vi que a nossa escola conseguiu ter um resultado maior que o deles. Me gabei para todo mundo, para a família inteira. Com esta experiência, me sinto preparado para estudar lá e conquistar mais medalhas”, conclui, entusiasmado.

Olimpíada Brasileira de Geografia

A Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG) é uma olimpíada científica para estudantes das escolas públicas e particulares do Brasil, desde o 9° ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio, abrangendo os temas de Geografia e das Geociências. Os competidores devem ter capacidade de analisar os fenômenos geográficos de forma integrada. A competição admite equipes compostas por três estudantes e um professor-coordenador de uma mesma escola.

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Alunos em sala de aula
Resultados positivos são frutos da decisão da gestão municipal em priorizar a área da Educação, que tem possibilitado a adoção de estratégias eficazes para enfrentar o abandono escolar e efetivar o direito de aprender de todos os estudantes

Fortaleza, mais uma vez, registra avanços e melhorias nos índices educacionais, fortalecendo o acesso e a aprendizagem dos alunos. Desta vez, conforme o Censo Escolar 2021, a Rede Municipal segue avançando na regularização gradativa da distorção idade-série, dado estatístico que acompanha, em cada série, o percentual de estudantes que têm idade acima da esperada para o ano em que estão matriculados. Com isso, 85,6% dos estudantes de Fortaleza concluem a série adequada na idade certa.

Em 2012, Fortaleza registrou índice de 36,6% na distorção idade-série, conforme estudo realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Já em 2021, o índice reduziu e chegou a 14,4%.

Tais resultados positivos são frutos da decisão da gestão municipal em priorizar a área da Educação, que tem possibilitado a adoção de estratégias eficazes para enfrentar o abandono escolar e efetivar o direito de aprender de todos os estudantes matriculados na Rede Municipal de Ensino de Fortaleza.

EJA
Uma das consequências positivas da regularização gradativa da distorção idade-série é a redução do números de alunos matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Atualmente a Rede Municipal conta com 6.758 alunos matriculados nesta etapa. Em 2021, eram 9.472 estudantes. E em 2020, 11.093.

Etapa de ensino que não é obrigatória, mas garantida pela Prefeitura, diante da importância de assegurar o acesso e aprendizagem de todos, a EJA possibilita que adultos, idosos ou jovens com mais de 15 anos que não tenham concluído o Ensino Fundamental continuem os estudos. Os alunos matriculados nesta modalidade têm alimentação garantida, livros didáticos específicos, professores lotados exclusivamente para atuar no período da noite, fardamento, entre outros benefícios.

Prioritariamente no turno da noite, horário mais propício aos que mantêm alguma ocupação profissional durante o dia, a população de Fortaleza conta com 77 polos de EJA, que possibilitam o aprendizado da alfabetização ao 9º ano. As matrículas da modalidade continuam abertas durante todo o ano e ocorrem em qualquer uma das escolas que funcionam como polo.

É importante destacar que mesmo celebrando os resultados positivos dos alunos alfabetizados na idade certa, a Prefeitura de Fortaleza continua trabalhando na identificação dos estudantes que ainda estão fora da escola, por meio do fortalecimento das ações de Busca Ativa. São desenvolvidas ainda ações que promovam a ampliação de turmas, melhoria na qualidade do ensino e o combate à evasão por meio do Projeto EJA Presente, garantindo a matrícula e a permanência dos estudantes em todo o período letivo.

Destaques de Fortaleza no Censo Escolar 2021
A capital cearense também foi destaque nos dados referentes à primeira etapa do Censo Escolar 2021, divulgados no início deste ano. No cenário nacional, Fortaleza é:
- 4ª maior rede do Brasil em número de matrículas e 1ª do Nordeste
- Capital que mais aumentou, em números absolutos, o quantitativo de matrículas
- 1ª capital do Brasil e 1ª do Norte e Nordeste em cobertura no atendimento em Tempo Integral
- 2º lugar no país em números absolutos no atendimento em tempo integral
- 3ª capital do Brasil e 1ª do Norte e Nordeste em matrículas na Educação Inclusiva
- 1ª capital do Nordeste em matrículas na Educação Infantil
- 2ª capital do Brasil com maior taxa de aprovação
- 3ª capital do Brasil com a menor taxa de abandono escolar

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Alunas da Rede Municipal apresentando trabalho na Feira de Ciências
Durante três dias, estudantes dos seis Distritos de Educação apresentaram banners com pesquisas aprovadas na fase escolar do evento municipal

A criatividade está no ar. Mais precisamente na Academia do Professor Darcy Ribeiro durante o encerramento da etapa distrital da XI Feira de Ciências e Cultura de Fortaleza. Equipes das unidades escolares dos Distritos de Educação 2 e 6 apresentaram pesquisas, nesta quinta-feira (01/09), para uma banca de avaliadores encarregada de selecionar os 60 trabalhos para compor a etapa municipal do evento. Ao longo da semana, espaços como a Seara da Ciência e o Cuca Mondubim receberam os demais distritos participantes.

Um livro do autor Daniel Munduruku foi o ponto de partida para Gabriela Ferreira e Isabelli Praxedes, do 8° ano da Escola Municipal de Tempo Integral Guiomar da Silva (ETI), localizada no bairro Paupina. Com o objetivo de promover o conhecimento da cultura índigena, as estudantes apresentaram o trabalho "Escrita Indígena: Um caminho para a preservação da memória ancestral". Segundo elas, a pesquisa trouxe repertório para "estender este aprendizado para quem não entende sobre o assunto".

"Nós pensamos numa coisa diferente que ninguém poderia pensar em propor. A gente não conhecia este tema. Fizemos uma pesquisa bibliográfica com a ajuda da professora Márcia dos Santos, que já até visitou uma reserva indígena e nos contou sobre a experiência”, relata Isabelli, sendo complementada pela colega de apresentação: “Agora, a gente pode chegar numa roda de amigos e falar com propriedade sobre a importância dos indígenas para o Brasil”, conclui Gabriela.

Alunas da Rede Municipal apresentando trabalho sobre pop it na Feira de Ciências
Alunas Camila Pacheco e Isabelle Batista, da EM Professora Maria Odnilra Cruz Moreira, apresentaram trabalho sobre os benefícios do brinquedo pop it

Também expostos na feira, os benefícios do brinquedo pop it foram contemplados no trabalho defendido pelas alunas Camila Pacheco e Isabelle Batista, da Escola Municipal Professora Maria Odnilra Cruz Moreira, na Cidade 2000. Durante o retorno às aulas no pós-quarentena, explica a orientadora Kari Cristina Queiroz, o brinquedo disputava atenção com os materiais escolares. Desta forma, surgiu a ideia para o projeto "Pop it, brinquedo de inquietação".

"O que atrai tanto neste brinquedo? Este foi o nosso primeiro questionamento, a partir disso, começamos a pesquisar e descobrimos diversas maneiras de uso na própria sala de aula", diz a educadora, ao ouvir as discentes elencarem as vantagens da peça de silicone: "ele não serve só para apertar e soltar, serve também para diminuir a ansiedade, tirar o estresse e é, ainda, um recurso para alfabetização. Também pode ser muito bom para crianças autistas", argumentam.

Quem acompanhou todos os trabalhos com atenção e alegria foi a estudante Raquel Lorrany, que esteve entre os alunos que visitaram a feira. Ao lado dos colegas do 7º ano da ETI Maria Odete da Silva Colares, ela diz que a apreciação aos projetos escolhidos para disputar a etapa distrital "é um bom aprendizado e passa motivação. Para mim, é novo sair da escola e aprender fora dela por meio de uma oportunidade tão legal", diz, fazendo jus ao propósito do evento, que promoveu a visitação como forma de fortalecer o protagonismo estudantil, bem como despertar a curiosidade científica e o apreço à pesquisa em âmbito escolar.

Etapa distrital

Nesta fase da XI Feira de Ciências e Cultura de Fortaleza foram apresentados os 150 trabalhos selecionados a partir da Etapa Escolar realizada pelas unidades de ensino. As equipes apresentaram suas pesquisas para uma banca de avaliadores. Na segunda-feira (29/08), a Seara da Ciência foi palco dos trabalhos desenvolvidos pelos Distritos de Educação 1 e 3. Na quarta-feira (31/08), o Cuca do Mondubim recebeu as equipes para as apresentações dos Distritos 4 e 5. Os trabalhos concorrem à etapa municipal da feira.

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        Alunos autores
        Alunos autores foram selecionados por meio de concursos de redação e desenho realizados na unidade escolar

Se nas fábulas clássicas a literatura pode dar vida a um boneco de madeira com nariz alongado, como é o caso do Pinóquio, na Rede de Ensino de Fortaleza as narrativas literárias ganham perspectivas mais próximas da realidade que cerca os estudantes. É neste sentido que surge o livro “O Dia a Dia do Jovem no Bairro”, projeto realizado por professores e alunos da Escola de Tempo Integral (ETI) Professor Prisco Bezerra, no bairro Conjunto Ceará.

Num equilíbrio entre vida real e ficção, a obra apresenta uma coletânea de peripécias, memórias afetivas, dilemas sociais e pluralidade humana de 25 discentes da unidade escolar. A autoria é assinada, ainda, por outros 27 estudantes encarregados de ilustrar as histórias. Lançado no mês de junho, o livro de crônicas e contos é resultado de dois concursos promovidos na instituição, a partir de um engajamento construído com a participação de toda a comunidade escolar.

"Primeiro, surgiram os planos para um concurso de redação. Com a adesão do grupo gestor e dos professores de Português e Artes, agregamos a ideia de selecionar também os ilustradores do livro. Logo, virou uma construção da escola. 150 alunos se inscreveram em cada concurso e tivemos 25 redações e 27 ilustrações selecionadas. O objetivo, desde o início, é destacar o propósito da Escola de Tempo Integral, que é a valorização do protagonismo estudantil”, explica o professor Cristiano Freitas, idealizador e organizador da publicação.

Os instrumentos de enaltecimento do potencial individual e coletivo, concorda a diretora Edinusa Marques, “entregam condições de desenvolvimento de novas habilidades e competências necessárias à construção do projeto de vida dos alunos”. As atividades relacionadas ao “O Dia a Dia do Jovem no Bairro”, ela enfatiza, “trazem a proposta de fomentar o gosto pela leitura e escrita, estimulando a construção de uma cultura leitora”.

Secretária Dalila e Prof. Cristiano Bezerra
Prof. Cristiano Freitas, idealizador do projeto, e a titular da SME, Dalila Saldanha, com um exemplar da obra

Páginas da vida e imaginários visuais

Uma das narrativas escolhidas para compor o livro retrata o primeiro encantamento de uma jovem por um colega de sala. A história não tem final feliz para a narradora personagem mas, garante a autora Anna Sarah Queiroz, do 8º ano, a conquista foi o suficiente para deixá-la “maravilhada". Adicionando um clímax à oportunidade, dividiu “a realização deste sonho” com a irmã Klara Rebeka, aluna do 7º ano, que também fez parte do feito.

"Minha história foi criada por meio de um fato real, mas os nomes dos personagens são fictícios. No momento que fui anunciada como uma das selecionadas, a ficha não caiu. Eu já escrevia mas nunca havia tido nada publicado. A minha família ficou muito feliz, pois minha irmã também participou e tirou o primeiro lugar no concurso de desenho", relata a estudante.

“Um convite para a imaginação”, segundo Samuel Mesquita, estudante do 9º ano que ilustrou crônica intitulada “Um Argentino no Bairro”, o concurso de desenho somou-se aos recursos literários para traçar as estampas ilustrativas dos textos. Mas a exploração do aspecto visual das histórias não se encerra na última página deste livro, conforme antecipa o professor Cristiano Freitas: “Este é um trabalho de três fases. No próximo semestre, queremos fazer um filme em que o roteiro vai contemplar uma ou duas histórias da obra. Queremos incentivar a integralidade do aluno! Com este projeto de um festival de cinema, unimos a leitura à produção artística e cultural".

Protagonismo estudantil

Em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais, que indicam a integração entre a Base Nacional Comum e a Parte Diversificada na Educação Básica, a matriz curricular das escolas de Tempo Integral da Rede Municipal de Fortaleza apresenta diferentes metodologias e inovações. Estão entre as propostas: projeto de vida, protagonismo e formação cidadã.

Nas unidades escolares, as atividades ofertadas despertam para o desenvolvimento de projetos focados no debate de temas contemporâneos de relevância cultural e social. Ações que fortalecem a construção reflexiva e a escrita dos estudantes e estimulam a formação de jovens autônomos, solidários e competentes.

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Alunos da Rede Municipal em sala de aula
Serão contemplados cerca de 56.500 alunos, matriculados nas turmas de 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental

A Prefeitura de Fortaleza divulga, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SME), nesta terça-feira (24/05), o resultado do edital para seleção de assistentes de aprendizagem que atuarão no projeto Alfa 1, 2, 3 da Rede Municipal de Ensino. Ao todo, foram selecionados 382 profissionais para estar em sala de aula realizando atividades pedagógicas com os professores. As escolas municipais entrarão em contato com os candidatos, conforme disponibilidade de vagas. O resultado está disponível na Intranet da SME.

O projeto Alfa 1, 2, 3 contemplará 2.291 turmas das escolas municipais. A iniciativa tem o propósito de fortalecer as ações pedagógicas e recompor a aprendizagem dos alunos, favorecendo a apropriação, continuidade e consolidação do processo de alfabetização dos estudantes matriculados nas turmas de 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental. Serão contemplados cerca de 56.500 alunos, com foco naqueles que obtiveram rendimento crítico e muito crítico nas Avaliações Diagnósticas de Rede. A incorporação dos profissionais terá um custo mensal de R$ 343.650,00.

Os assistentes de aprendizagem vão desenvolver funções como: trabalhar em parceria com professores e profissionais de apoio; ser responsável pelo desenvolvimento das atividades de acompanhamento pedagógico aos estudantes; acompanhar o desempenho escolar dos alunos; participar das formações em serviço realizadas pela SME/Distritos de Educação e participar do planejamento das atividade com o regente sempre que possível.

As atividades desempenhadas por estes profissionais serão consideradas de natureza voluntária na forma definida pela Lei Federal 9.608/1998, Lei Municipal 10.194/2014 e Decreto 14.233/2018, sendo obrigatória a celebração do Termo de Adesão e Compromisso do Voluntário. Os assistentes receberão ressarcimento para despesas com transporte e alimentação, no valor de R$ 150, mensalmente, considerando os dias efetivamente trabalhados, por turma, podendo atuar em mais de uma escola, no máximo em seis turmas, devendo respeitar a carga horária de cada atividade

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Manipuladores de alimentos participando de formação
A formação ocorre até 11 de junho, sempre aos sábados, em seis polos diferentes, localizados em escolas da Rede Municipal

A Prefeitura de Fortaleza realiza, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), o Curso de Formação para Manipuladores de Alimentos da Rede Municipal de Ensino. Com a participação de 1.430 profissionais de escolas, Centros de Educação Infantil e creches parceiras, a capacitação teve início no último sábado (21/05) e prossegue até o próximo dia 11 de junho, sempre durante as manhãs de sábado. A formação ocorre em seis polos diferentes, localizados em escolas da Rede Municipal.

Com o tema "Cozinhar é mais do que um serviço, é um ato de amor", a formação tem o objetivo de aprimorar e atualizar os conhecimentos dos manipuladores. O curso, de carga horária de 20 horas, aborda temáticas pertinentes ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), como explica Magda Farias, nutricionista coordenadora do PNAE no Distrito de Educação 6.

"Essa é uma capacitação que realizamos todo ano e, assim, trazemos informações atualizadas para a melhoria dos serviços, para que promovam uma refeição de qualidade, sem risco de contaminação, para nossos alunos", pontua Magda.

Entre os temas abordados na formação estão: o papel do manipulador de alimentos no PNAE, boas práticas de manipulação de alimentos, técnicas dietéticas, alimentação saudável, intolerâncias e alergias alimentares, ética e trabalho em equipe, a importância dos controles de estoque, por meio de atividades lúdicas, oficinas e rodas de conversa sobre os desafios, troca de experiências, atribuições e melhorias.

Expectativas por mais conhecimento

Manipuladores de alimentos participando de grupos de trabalho durante formação
O curso, de carga horária de 20 horas, aborda temáticas pertinentes ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

Participando pela primeira vez da formação, Patrícia Abreu, manipuladora de alimentos da Escola Municipal Vereador José Barros de Alencar, no Jangurussu, ressalta as expectativas do aprendizado para os próximos encontros. "Espero aprender mais, saber se estou fazendo o correto, porque todo dia é uma experiência diferente na cozinha da escola", comenta.

Magna Andrade, manipuladora de alimentos da creche parceira Casinha dos Sonhos, em Messejana, destaca que a formação é essencial para o desenvolvimento das atividades diárias nas unidades escolares e o cuidado com a alimentação de cada estudante. "Tudo aqui vai nos acrescentar conhecimento. Aprendizado é sempre bom. Eu gosto muito da minha função, do contato com a criança. A gente procura fazer tudo com muito amor, porque sabemos da importância da alimentação principalmente na infância, onde muitos alunos estão tendo o primeiro contato com a comida, aprendendo a mastigar e, com cuidado, ajudamos nesse aprendizado", destaca a profissional.

Gerente da Célula de Alimentação Escolar da SME, Adriana Duarte, ressalta a importância do papel dos manipuladores de alimentos na formação de hábitos alimentares saudáveis e na qualidade nutricional das refeições ofertadas aos estudantes da Rede Municipal. "Eles são essenciais para a otimização das ações alimentares e a garantia da correta manipulação dos alimentos bem como a saúde dos estudantes", complementa.

Preparado com todo cuidado pela equipe da Célula de Alimentação Escolar da SME, o primeiro encontro da formação contou com momentos especiais dedicados aos profissionais manipuladores de alimentos, protagonistas na oferta da alimentação escolar aos alunos. Na ocasião, além da exibição de vídeo em homenagem ao trabalho desenvolvido, cada um recebeu uma carta de um aluno da Rede Municipal.

Cardápio escolar

O cardápio escolar no município de Fortaleza é elaborado pela equipe de nutricionistas, coordenadoras do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), em acordo com as recomendações estabelecidas pelas legislações do PNAE. Os cardápios escolares são elaborados com base nas necessidades nutricionais de cada faixa etária, cultura alimentar local, dentre outros fatores importantes para a boa nutrição dos estudantes.

Todas as unidades escolares são acompanhadas por nutricionistas, que monitoram não somente a qualidade da alimentação distribuída aos alunos, como também as boas práticas de manipulação de alimentos, educação nutricional, com foco na formação de bons hábitos alimentares, e avaliação nutricional dos alunos.

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