Centro_Seguro
16 agentes de trânsito e 28 operadores de tráfego do Via Livre reforçam o controle de tráfego até 25 de janeiro

A Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) amplia a atuação para o controle de tráfego no Centro de Fortaleza por conta do aumento do fluxo de pedestres e veículos durante o período de compras de fim de ano. O reforço do efetivo, com 44 agentes de trânsito e operadores de tráfego, integra a Operação Centro Seguro, anunciada nesta sexta-feira (26/11) pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Ao longo do dia, o Centro passa a contar com reforço de circulação de três viaturas e uma dupla de motos. São 16 agentes de trânsito e 28 operadores de tráfego do Via Livre, sendo seis duplas de ciclistas que monitoram a infraestrutura cicloviária e reforçam o apoio ao controle de tráfego.

O objetivo é dar fluidez nas vias do Centro e reforçar a segurança viária. De acordo com a Autarquia, o efetivo pode ser ampliado com a demanda. Câmeras de videomonitoramento também serão utilizadas para controle de tráfego. O reforço seguirá até o dia 25 de janeiro.

A operação

A Operação Centro Seguro é realizada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e conta com integrantes da Polícia Militar do Ceará (PMCE), da Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), totalizando um reforço diário de mais de 200 agentes de segurança.

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Com o objetivo de melhorar a circulação de veículos e proporcionar mais segurança na travessia de pedestres, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) implantará, a partir desta sexta-feira (26/11), um novo semáforo veicular no cruzamento da Avenida Parsifal Barroso com Rua dos Franceses, no bairro Presidente Kennedy.

O objetivo da nova sinalização é disciplinar a circulação no local, possibilitando a redução de conflitos veiculares. Pela via trafegam pelo menos 23 mil veículos por dia.

Com esta implantação, a Capital passará a operar com 1062 semáforos, sendo que 56% opera em tempo real e 44% de modo convencional.

Pedidos de sinalização

A população pode solicitar a sinalização de trânsito por meio do aplicativo AMC Trânsito ou do site amctransito.com.br, tais como semáforos, pintura nas ruas, tachões, lombadas e placas.

Ao receber a solicitação online, técnicos da AMC realizam uma vistoria no local para comprovar a necessidade da sinalização, tendo como base critérios, como a incidência de acidentes e o fluxo de pedestres e veículos.

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Em caráter pioneiro na Cidade, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), oferece curso gratuito de pilotagem segura voltada para ciclistas. As inscrições já estão abertas por meio do site do órgão (www.amctransito.com.br) ou do aplicativo AMC Trânsito.

Nesta quinta-feira (04/11), educadores do órgão realizam a aula inaugural do curso, a partir de 9h, na sede da AMC. Noções de mecânica básica, informações sobre uso da infraestrutura cicloviária, percepção e gestão de risco durante as pedaladas serão tratadas na formação. Os usuários de bike também participarão de exercícios práticos de pilotagem segura.

A formação, com duração de três horas, acontece por meio do projeto Escola de Ciclismo Urbano de Fortaleza e tem como objetivo ensinar o comportamento seguro e treinar técnicas de pilotagem no meio urbano.

O curso será ofertado de segunda a sexta-feira, nos turnos manhã, tarde e noite, de acordo com a demanda. Eventualmente, a AMC também poderá oferecer formações aos sábados. Os participantes terão direito a um certificado.

Educação e segurança viária

A educação é um dos caminhos para aumentar a segurança viária, ainda mais com o fortalezense se tornando cada vez mais usuário de bike. De acordo com levantamento da AMC, 719 mil viagens foram realizadas pelo Bicicletar só este ano, até o mês de setembro.

A estimativa é que a política pública alcance o recorde de um milhão de viagens até o final de 2021. De março para agosto, o uso das bicicletas compartilhadas registrou crescimento de 177% por dia. A capital conta atualmente com 400 km de malha cicloviária.

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Para fortalecer a segurança viária em duas vias de intenso fluxo de veículos, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), dará início, na manhã desta quarta-feira (27/10), à readequação de velocidade para 50 km/h nas avenidas Perimetral, no trecho compreendido entre a BR-116 e a avenida Mister Hull, e José Arthur de Carvalho, da Av. Odilon Guimarães à Av. Maestro Lisboa.

Para implementar a mudança, são desenvolvidos estudos que têm como base critérios de acidentalidade viária e volume de tráfego. Segundo levantamento da AMC, de janeiro de 2015 a agosto deste ano, a avenida Perimetral registrou 3.202 acidentes de trânsito, com 227 atropelamentos e 79 mortes. Já a avenida José Arthur de Carvalho anotou 262 acidentes, 11 atropelamentos e 11 mortes.

"O principal objetivo da readequação de velocidade é reduzir a gravidade dos sinistros que acontecem em Fortaleza. Nos casos de atropelamento, por exemplo, os condutores que trafegam em velocidade reduzida têm maior possibilidade de reação", salienta Juliana Coelho, superintendente da AMC.

Menos acidentes, menos mortes

A readequação do limite de velocidade de 60 para 50 km/h está relacionada aos recentes resultados positivos nas vias da Capital. Neste ano, Fortaleza registrou o mês de setembro com menos mortes no trânsito desde o início da série histórica, em 2001. Foram contabilizados dez óbitos, o que representa uma redução de 60%. Em média, nos meses de setembro dos últimos 20 anos, cerca de 25 pessoas perderam a vida.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a velocidade elevada provoca um efeito de afunilamento no campo visual do condutor, dificulta a percepção de pedestres e outros obstáculos nas ruas. Além disso, a redução de velocidade em 10 km/h aumenta em dez vezes a chance de uma pessoa atropelada sobreviver.

Ação educativa

Para comunicar a mudança da velocidade aos condutores e pedestres, a AMC realizará, por meio da Gerência de Educação, ações educativas nas avenidas Perimetral e José Arthur de Carvalho. O prazo para os motoristas se adaptarem à mudança é de seis meses, a exemplo de outras vias que já operam com 50 km/h. A atuação por desrespeito ao novo limite de velocidade está prevista após esse período.

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A Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) vai implantar na noite desta quinta-feira (10/06) um novo semáforo exclusivo para pedestres na Av. Leste-Oeste, em frente à Praça Marcílio Dias (Corpo de Bombeiros). A ação faz parte do programa de segurança viária desenvolvido em Fortaleza para reduzir os sinistros com vítimas fatais.

O objetivo é promover a travessia segura dos pedestres, preservando suas vidas. Nos últimos cinco anos, foram registrados pelo órgão 654 acidentes na Jacarecanga, sendo 78 atropelamentos.

Após essa implantação, a Capital passará a operar com 1060 semáforos: 56% destes equipamentos operam em tempo real e 44% de modo convencional.

Outras intervenções 

No início deste ano, a Av. Leste-Oeste recebeu melhorias na sinalização, além de nova ciclovia no trecho compreendido entre a Rua Jacinto Matos e Av. Alberto Nepomuceno. A velocidade máxima também foi readequada para 50 km/h desde a Rua Jacinto Matos até a Av. Dom Manuel.

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senhora do lado esquerdo de perfil falando em megafone e 4 pessoas ao fundo em pé sobre faixa de pedestre segurando uma faixa que diz 'e se o pedestre fosse seu filho?'
A iniciativa contou com a presença de agentes, orientadores de tráfego, engenheiros e educadores do órgão

Na data que marca o início do novo limite de velocidade na Av. Dom Luís, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) realizou uma ação educativa de respeito ao pedestre, considerado um dos usuários mais vulneráveis a acidentes, ficando atrás apenas dos motociclistas. A iniciativa, que contou com a presença de agentes, orientadores de tráfego, engenheiros e educadores do órgão, aconteceu na manhã desta quinta-feira (28/01), no cruzamento da Av. Dom Luís com as ruas Cel. Jucá, Frederico Borges e Monsenhor Catão.

Balões brancos para simbolizar paz no trânsito e frases de alerta como “E se o pedestre fosse sua mãe?” ficaram expostas aos motoristas que trafegavam pelo trecho. De 2015 a 2019, foram registrados 482 acidentes na Av. Dom Luís, sendo 150 com feridos e três fatais, além de 20 atropelamentos. Na semana passada, a médica cardiologista Lúcia Belém morreu ao ser colhida por um veículo quando tentava fazer a travessia. A avenida concentra um fluxo diário de 44 mil veículos.

"Em Fortaleza, 32% dos deslocamentos são feitos a pé. Enquanto poder público, trabalhamos para criar condições de viagens seguras. Mas essa responsabilidade precisa ser compartilhada também com a sociedade, que deve respeitar a sinalização e adotar um comportamento seguro no trânsito. Toda vida faz falta para alguém", ressalta Juliana Coelho, superintendente da AMC.

placa de 50 km/h em primeiro plano do lado esquerdo pregada em poste e carros passando em avenida do lado direito
De acordo com dados OMS, a readequação da velocidade de 60 para 50 km/h aumenta em dez vezes a chance de uma pessoa atropelada sobreviver (Foto: Rodrigo Carvalho)

Velocidade

Em virtude da quantidade de acidentes, a Av. Dom Luís passou a operar com 50 km/h. O excesso de velocidade, além de ser um dos principais fatores de risco de acidentes, é a infração de trânsito mais cometida pelos motoristas cearenses.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a readequação da velocidade de 60 para 50 km/h aumenta em dez vezes a chance de uma pessoa atropelada sobreviver. Conforme a instituição, a velocidade elevada provoca um efeito de afunilamento no campo visual do condutor, dificultando a percepção de pedestres e outros obstáculos nas ruas.
 
A exemplo de outras vias que já operam com 50 km/h, os condutores terão até seis meses para se adaptarem à mudança. A previsão é que sejam autuados somente após esse período. “Continuaremos monitorando o comportamento do fluxo, reforçando as sinalizações necessárias e fiscalizando demais condutas inadequadas como, por exemplo, deixar de dar preferência de passagem ao pedestre”, finaliza Juliana.

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Pela primeira vez em 15 anos, Fortaleza registrou, em 2019, um número abaixo de 200 mortes no trânsito e alcançou a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) ao reduzir pela metade a taxa de mortalidade. No ano passado, foram contabilizados 7,4 óbitos por 100 mil habitantes. Em 2010, o índice era de 14,9 óbitos, representando uma diminuição de 50,03%. O detalhamento dos dados pode ser consultado na mais nova edição do Relatório Anual de Segurança Viária, que também chama atenção para os principais fatores de risco de acidentes como o excesso de velocidade, a ausência e uso inadequado do capacete e cinto de segurança, a mistura do álcool e direção e a utilização do celular ao volante.

Para o secretário executivo de Conservação e Serviços Públicos, Luiz Alberto Saboia, o resultado é reflexo do esforço sistêmico norteado pelas melhores práticas internacionais e focado em quatro eixos principais: desenho seguro das vias, educação para o trânsito, fiscalização e comunicação. "Nos últimos oito anos, observamos uma mudança de paradigmas com a priorização dos usuários mais frágeis e dos meios de transporte sustentáveis. As ciclofaixas, áreas de trânsito calmo, áreas de espera para motocicletas, travessias elevadas para pedestres e faixas exclusivas para ônibus mudaram a forma de nós, fortalezenses, enxergarmos a cidade. Aliado a isso, as campanhas educativas e as operações para coibir comportamentos inadequados foram iniciativas exitosas para a preservação de vidas", esclarece.

Segundo a publicação, 14.525 acidentes aconteceram entre janeiro e dezembro de 2019. Desse total, 12.207 foram acidentes com feridos, 191 com fatais e 2.127 apenas com danos materiais. A maior parte dos acidentes com vítimas aconteceu às quartas, quintas e sextas-feiras, nos horários de pico da manhã (de 7h às 8h) e noite (de 18h às 19h). Entre 2014 e 2019, estima-se que 578 vidas tenham sido salvas.

Ao todo, 198 pessoas morreram e 13.833 apresentaram algum tipo de ferimento ou lesão. Usuários de motocicletas representaram 43,5% do total de mortes no trânsito, seguido por pedestres (40,4%), ciclistas (11,1%) e ocupantes de veículos de quatro rodas (5%). A vítima de maior idade tinha 90 anos. Já a de menor idade foi um bebê de colo de 2 anos que foi atropelado junto com sua mãe.

O perfil mais comum de quem morre no trânsito em Fortaleza é homem, com faixa etária entre 18 e 29 anos. Mas, apesar dos jovens registrarem a maior quantidade de fatalidades, o risco relativo de morte se apresenta diferentemente a partir do perfil do usuário. Em 2019, os dados por gênero e idade mostram que o risco relativo de morte para homens com mais de 60 anos é cinco vezes maior do que o restante da população.

De acordo com o superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Arcelino Lima, a melhora na prevenção é resultado da política de segurança no trânsito desenvolvida pela Prefeitura de Fortaleza, com apoio da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global. “Temos trabalhado incessantemente para que vidas sejam preservadas, oferecendo condições seguras de deslocamento. A nossa presença ostensiva nas vias da cidade vem mudando a atitude de condutores e pedestres no sentido de criar uma cultura de respeito às normas de circulação viária. Mas os desafios ainda são muitos. É preciso que as responsabilidades sejam compartilhadas entre o poder público e todos os usuários para reduzirmos ainda mais a estatística de violência no trânsito”, reforça.

Clique aqui para conferir o relatório na íntegra.  

Fatores de risco

- Não uso ou uso incorreto do capacete

Em Fortaleza, os usuários de motocicletas têm uma alta prevalência de uso do capacete (99% do total). Entretanto, há uma diferença para aqueles que utilizam corretamente, afivelando o capacete, sendo menor o percentual, 92%, de acordo com pesquisa observacional realizada por meio da parceria entre a Universidade Johns Hopkins e a Universidade Federal do Ceará (UFC).

O uso correto deste equipamento reduz em 40% o risco de morte no trânsito e em 70% o risco de lesões graves. Isso significa dizer que, para cada 10 motociclistas que morreram ou sofreram uma grave lesão e não estavam utilizando o capacete, 4 teriam sobrevivido e 7 teriam evitado ferimento severo.

- Cinto de segurança e cadeirinha

Na pesquisa de avaliação da campanha "Não arrisque. Nunca beba e dirija", 54,6% dos entrevistados afirmaram não ter utilizado o cinto no banco de trás e 90,1% disseram desconhecer a legislação que obriga essa utilização.

A situação também é semelhante para o público infantil. Só 47% das crianças e bebês observados estavam utilizando equipamentos de proteção adequados. O uso da cadeirinha reduz o risco de morte em até 71% para crianças maiores de dois anos e em até 54% para crianças de até dois anos.

- Excesso de velocidade

A OMS estima que um aumento de 5% na velocidade média amplia em cerca de 10% os acidentes envolvendo lesões e de 20% a 30% as colisões fatais. Segundo a Organização, o risco de um pedestre adulto morrer se atingido por um carro a menos de 50 km/h é de 20%.

O motociclista é o que mais excede a velocidade, representando 26% dentre os tipos de veículos. Quem menos excede a velocidade são os ônibus (6%).

- Lei Seca

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), condutores que dirigem sob o efeito de álcool têm 17 vezes mais chance de se envolver em um acidente fatal. Isso porque o álcool, além de comprometer as capacidades cognitivas, reduz as chances de sobrevivência. Quanto maior o consumo de bebida alcoólica, mais chances de ferimentos graves e de óbito.

Em Fortaleza, 11,9% de indivíduos entrevistados na Pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), afirmaram conduzir veículos motorizados após ingestão de qualquer quantidade de bebida alcoólica. Esse valor é bem próximo à média nacional de 12,1%.

- Uso do celular

O uso do celular distrai o motorista em quatro dimensões: visual, cognitiva, física e auditiva. Segundo a OMS, a combinação aumenta em quatro vezes o índice de acidente de trânsito. Em Fortaleza, sete a cada 100 condutores, utilizam o celular enquanto dirigem. O desrespeito maior foi observado entre os condutores jovens (18 a 24 anos) e do gênero feminino.

Segundo a pesquisa, o uso do celular enquanto dirige foi observado com maior frequência nos dias úteis. As Regionais I e III (9,8% e 11,1%) apresentaram maiores taxas desta conduta de risco, enquanto a Regional do Centro apresentou o menor (3,1%).

- Plataforma Vida

Além do Relatório Anual de Segurança Viária, qualquer cidadão pode obter informações gratuitas sobre os acidentes ocorridos em Fortaleza na Plataforma Vida (ferramenta digital que disponibiliza dados de sinistros de trânsito) pelo smartphone ou no site www.centralamc.com.br.

A iniciativa vem sendo desenvolvida pela AMC como evolução do Sistema de Informações em Acidentes de Trânsito (SIAT). O objetivo é promover uma melhor compreensão da problemática de mortes e feridos no trânsito, bem como aumentar a eficiência na coleta e análise de dados relativos à segurança viária e ao monitoramento de intervenções de engenharia e fiscalização. 

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Para reforçar a segurança e prevenir acidentes de trânsito envolvendo embriaguez ao volante, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) intensifica a Operação Lei Seca em Fortaleza. A ação, que conta com o apoio da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), é realizada em todos os turnos nas vias com maior taxa de acidentalidade viária e que estejam situadas próximas a bares e restaurantes. 
 
O objetivo é criar a cultura no cidadão de cumprimento às normas de circulação viária e consequentemente evitar lesões graves e mortes no trânsito. “A fiscalização tem caráter preventivo. É preciso que o condutor tenha em mente que a qualquer momento e em qualquer lugar pode ser abordado em nossas operações. Desse jeito estaremos aumentando a segurança de todos e salvando vidas", relata o superintendente do órgão, Arcelino Lima. 
 
Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada cinco vítimas de trânsito atendidas nos prontos-socorros brasileiros ingeriram bebida alcoólica. Na Capital, a situação não é diferente. Cerca de 20% dos pacientes internados no Instituto Dr. José Frota (IJF) que sofreram acidentes declararam ter ingerido a substância antes da ocorrência. 
 
O álcool torna os reflexos mais lentos, diminui a vigilância e reduz a capacidade visual, o que contribui para acidentes com alto índice de severidade.
 
Apesar de dados que apontam uma redução de 50% no número de mortes nesta cidade nos últimos anos, a atenção no trânsito precisa ser constante. Afinal, nenhum óbito é tolerável, e todos, tanto poder público quanto sociedade, compartilham a responsabilidade por tornar ruas e avenidas mais seguras. 
 
Penalidade
 
No Brasil a tolerância de álcool é zero. Conduzir veículo automotor sob influência dessa substância é uma infração de natureza gravíssima X 10, multa no valor de R$ 2.934,70 e se a concentração for igual ou superior a 0,30 miligramas de álcool por litro de ar alveolar ou o motorista tenha sinais que indiquem alteração de capacidade psicomotora, o mesmo ainda será detido.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um condutor que desrespeita a lei com um copo de cerveja, por exemplo, tem três vezes mais chance de morrer em um acidente do que um condutor sóbrio. Portanto, ao aplicar as leis de trânsito, espera-se promover uma mudança de cultura da população e o mais importante: preservar vidas.
 
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Com o objetivo de aproximar os serviços municipais da população, a Prefeitura de Fortaleza lança, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), a Plataforma Vida, ferramenta digital que disponibiliza dados de sinistros de trânsito. Ao acessar o site Central AMC, qualquer cidadão pode ter informações gratuitas sobre os acidentes ocorridos na Cidade, podendo filtrar por período, tipo de veículo, severidade, natureza e bairro.
 
A iniciativa vem sendo desenvolvida pela AMC como evolução do Sistema de Informações em Acidentes de Trânsito (SIAT). A ferramenta pode ser acessada também por smartphones.
 
Além de promover melhor compreensão da problemática de mortes e feridos no trânsito, a Plataforma Vida também visa ao aumento da eficiência na coleta e análise de dados relativos à segurança viária e ao monitoramento de intervenções de engenharia e fiscalização.
 
De acordo com Arcelino Lima, superintendente da AMC, é preciso conhecer o problema de forma criteriosa para nortear as soluções técnicas e comportamentais adequadas. "Mapear e analisar toda a complexidade da ocorrência do acidente nos ajuda a planejar, de forma assertiva, as intervenções de engenharia de tráfego, educação e fiscalização para preservar vidas", esclarece. 
 
Segurança viária: um legado
 
Como resultado das políticas públicas de mobilidade urbana e segurança viária, Fortaleza foi uma das primeiras cidades no mundo a atingir a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir pela metade a taxa de mortes no trânsito. 
 
O resultado foi alcançado antes do fim do prazo, que termina no final deste ano. Em 2019, foram registrados 7,4 óbitos por 100 mil habitantes. Em 2010, o índice era de 14,9, o que representa uma diminuição de 50,3% no período. Esse é o principal indicador utilizado pela ONU para comparar o progresso na prevenção de mortes no trânsito entre cidades e países.
 
O número de mortes ainda apresentou redução pelo quinto ano consecutivo e, em 2019, com 197 óbitos, chegou ao menor já registrado desde que os dados passaram a ser sistematizados, em 2000, segundo balanço da AMC. Entre 2015 e 2019, 578 vidas foram salvas no trânsito de Fortaleza.
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Com a finalidade de combater o transporte irregular de transporte escolar, a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) inicia na próxima segunda-feira (06/08) a operação “Transporte Escolar seguro” por meio de blitzes educativas durante o embarque e desembarque dos alunos nas escolas.

A operação verifica também os veículos cadastrados, visando conscientizar permissionários, operadores e auxiliares da necessidade da manutenção preventiva de seus veículos, mantendo-os em bom estado de conservação, oferecendo conforto e segurança aos alunos, assim como será solicitada a atualização cadastral e documentos de porte obrigatório.

Na abordagem, os fiscais buscam identificar os itens de segurança obrigatórios como o bom estado de conservação dos pneus, extintores de incêndio, cintos de segurança em número correspondente ao de passageiros sentados; fecho interno de segurança nas portas; luz de freio elevada; faixa horizontal pintada ou película auto-adesiva não removível, na cor amarela, com 40cm de largura, à meia altura (em toda a extensão das partes laterais e traseiras da carroçaria), identificada como ESCOLAR em cor preta. Ainda é obrigatória a presença de monitores auxiliares, caso sejam transportadas crianças menores de 11 anos ou pessoa com deficiência.

Para denunciar o transporte irregular, os usuários devem ligar para 3452.9318.

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