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Pessoas escolhendo verduras em feira
A maioria dos produtos comercializados na feira vem da região serrana do Ceará

Uma feira livre. Produtos frescos. Café quentinho. Ponto de encontro. As definições para o Mercado dos Pinhões, assim como para outros equipamentos públicos de Fortaleza, ganharam amplitude. Nos últimos anos, o espaço centenário e suas estruturas de ferro francesas, aliam a beleza arquitetônica do século XIX com iniciativas populares, gratuitas e saudáveis promovidas ou apoiadas pela Prefeitura para públicos de todas as idades.

As terças-feiras começam muito antes do sol raiar. O movimento inicial é de produtores, oito atualmente e quatro parceiros, que abastecem a Feira de Orgânicos do Mercado dos Pinhões. Mas aos poucos, abrem os boxes com produtos regionais, também sem agrotóxicos, chegam as merendas da manhã, sobe o cheiro do café quentinho e do som dos primeiros carrinhos em busca de frutas e vegetais frescos. 

Homem de óculos sentado falando com braços abertos
Wagner está à frente da Associação para o Desenvolvimento da Agropecuária Orgânica (Adao) há 18 anos e é um dos produtores

“A gente começava às sete horas da manhã, mas já tinha gente esperando. Então, fomos começando cada vez mais cedo. Hoje, antes das cinco horas já tem gente comprando”, explica Wagner Pedrosa, que está à frente da Associação para o Desenvolvimento da Agropecuária Orgânica (Adao) há 18 anos.

A Feira Orgânica é realizada pela Adao e todos os produtores cadastrados têm uma certificação que os classifica como isentos de agrotóxicos. A maioria vem da região serrana do Ceará: Guaraciaba do Norte, Redenção, Baturité, entre outros. O próprio Wagner começou consumindo e há 18 anos comprou um sítio em Mulungu e virou produtor.

"A Associação produz cerca de 40 toneladas de vegetais orgânicos por mês e como desinformatizamos o processo para não gerar custos, tem preços congelados há 10 anos, como o alface, por exemplo", destaca Wagner.

Senhora, senhor e garotinha em pé posando pra foto
Dona Margarida já dava preferência aos orgânicos, mas a vinda da neta mudou completamente os hábitos da família

O movimento é intenso nas primeiras horas da manhã, mas a feira segue até as 13 horas. Por dia, entre 200 e 400 pessoas fazem compras no espaço. Famílias inteiras aparecem dos quatro cantos da cidade para comprar os produtos orgânicos. Vem o idoso em busca de qualidade de vida e o jovem preocupado com a saúde.

“É um investimento em nós mesmos. Minha preocupação é com a saúde, de comer bem e ter qualidade na mesa. O gosto, e até o cheiro, dos alimentos sem agrotóxicos é diferente,” disse o farmacêutico Juliano Casimiro, que acompanhou os pais nas compras de casa. “Isso aqui é uma maravilha. Faz uns dois meses que a gente vem toda semana lá da Cidade dos Funcionários e eu não deixo de vir mais de jeito nenhum”, complementou a mãe do Casimiro e aposentada Fátima Oliveira.

A família da dona Margarida veio completa. Ela, o marido e a filha já davam preferência aos orgânicos, mas a vinda da neta mudou completamente os hábitos da família. “Eu dou muito valor a alimentos puros. Deveria ter em outros mercados para todo mundo ter acesso. A gente quer alimentar as crianças da melhor forma e agora a família toda come bem. Há anos, venho aqui e faço minhas compras. É pertinho de casa e direto da terra”, disse a aposentada Margarida Ramalho.

Três senhoras sentadas à mesa sorrindo
Após as compras, as amigas Fernanda, Francisca e Elma tomam um café e colocam a conversa em dia

Os produtos são vendidos no quilo e apenas em dinheiro e não há sacolas para levar os produtos para casa. Depois das compras, para quem vai cedinho, a dica é sentar e tomar um típico café da manhã nordestino. Um encontro, que já nem precisa ser marcado, entre as amigas Fernanda, Francisca e Elma.

"A gente vai para a missa, faz as compras dos orgânicos e depois senta aqui para conversar e tomar um café da manhã maravilhoso, com um queijo bem novinho e uma tapioca deliciosa. Virou nosso programa semanal", contou a aposentada Fernanda Silva.

Confira alguns preços:

Alface: R$ 5,30/kg
Cheiro Verde: R$ 7/kg
Brócolis: R$ 10/kg
Alho poró: R$ 10/kg
Tomate: R$ 10/kg

Feira de Vinis

No primeiro sábado de cada mês, os amantes dos LPs podem trocar, vender ou comprar as relíquias na Feira Afins de Vitrola. A exposição acontece no Mercado dos Pinhões e, além dos vinis de todos os estilos musicais, o público também tem acesso a equipamentos como agulhas, borrachas e caixas específicas para o uso dos LPs.

Alex Aguiar é um dos expositores da feira. A paixão pelos discos de vinil surgiu ainda na adolescência, quando ele tinha 13 anos e se encantou pela música que saía das caixas de som com ajuda de uma agulha. Ele, que chegou a ter três mil LPs em casa, hoje divide seu acervo particular. Além de expor nas feiras gratuitas, Alex mantém uma loja de discos no Quintino Cunha.

O colecionador acredita que as feiras públicas trazem mais visibilidade e consequentemante, mais vendas para os admiradores de vinis. "Temos cerca de 20 expositores e muitos dependem, exclusivamente, das feiras públicas. Esse apoio é fundamental para difundir a cultura do vinil, mas Fortaleza é a capital do Nordeste que mais reúne expositores", explicou Alex.

Os interessados em vender ou trocar LPs no evento devem procurar a Ação Cultural da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor) pelo telefone (85) 3105-1292.

SERVIÇO:

Feiras de Vinis

Passeio Público
Data: 18/08 (domingo)
Horário: 17 às 21 horas

Mercado dos Pinhões
Data: 07/09 (sábado)
Horário: 17 às 21 horas

Feiras de artesanato

As feiras de artesanato são tradicionais e acontecem em toda a Cidade. Mas a beleza do trabalho delicado e paciente dos artesãos chama a atenção de quem passa. Todo mês, no Mercado dos Pinhões, o público pode conferir o trabalho de diversos profissionais na feira "Mercado Coletivo."

O evento movimenta o mercado autoral e a economia criativa de Fortaleza com expositores de moda, arte, design, decoração, artesanato, música e gastronomia. O "Mercado Coletivo" é mais um exemplo de feira gratuita e aberta ao público realizado pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor).

A artesã e designer Joana Gurgel trabalha com a produção de peças em macramê e é uma das expositoras fixas da feira de artesanato. A técnica de tecer fios é totalmente manual. Com dedos ágeis, os fios das fibras são tecidos e formam vários tipos de nós. A partir daí, a artesã usa a criatividade para criar uma infinidade de peças, especialmente decorativas.

"Trabalho com bastante afeto nas minhas produções. Cada peça é unica e demora para ser construída. Desde o início, exponho em feiras públicas e a troca é constante com quem compra, mas também entre os expositores. Você conhece o trabalho do outro, troca informações e indicações de trabalho. É uma excelente oportunidade para nós", destacou Joana.

Publicado em Economia

 

Mulher em pé sorrindo em frente conteiner de Ecoponto
“Todos vêm trazer o lixo para o Ecoponto. Foi realmente uma oportunidade de conscientização", conta a líder comunitária, Célia Furini

A presença de Ecopontos em Fortaleza vem trazendo mudanças para a vida de toda a comunidade, incentivando a população a participar da limpeza urbana da cidade e a adotar um comportamento cada vez mais sustentável. Esta é a visão da líder comunitária e comerciante Célia Furini, moradora do bairro Pirambu (Regional I), ao perceber a transformação do local onde vive há 20 anos.

Ela conta que, antes dos equipamentos, as ruas do entorno de seu comércio viviam entulhadas. Hoje o caminho está livre. “Todos vêm trazer o lixo para o Ecoponto. Foi realmente uma oportunidade de conscientização. Então a gente traz garrafas, plástico e tudo o que tiver para a coleta seletiva. Como também possuo comércio, consigo trocar por créditos do Recicla Fortaleza. É muito bom tanto para mim como para os outros moradores”, conta Célia.

Não apenas pelo testemunho de dona Célia, mas também em números, a Regional I é um exemplo da eficácia do atual modelo de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Prefeitura de Fortaleza. A região conta, atualmente, com 12 equipamentos. Antes da instalação dos Ecopontos, em 2017, a Prefeitura coletava de forma corretiva, por mês, cerca de 600 toneladas de resíduos somente na Av. Presidente Castelo Branco (Leste Oeste). Após a implantação, no primeiro mês, foram eliminados 11 pontos de lixo das áreas de abrangência, recolhendo mais de 260 toneladas no curto período.

Além disso, conforme levantamento da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), de dezembro de 2015 a junho de 2019, os Ecopontos receberam mais de 90.585 toneladas de materiais. Em toda a cidade, a taxa de reciclagem cresceu consideravelmente, passando de 3,5% para 8%, com meta de 12% com a expansão do número de Ecopontos.

As pequenas proporções de entulho somaram 63.594 toneladas, enquanto restos de podas e volumosos totalizaram 22.381 toneladas e os materiais recicláveis (plástico, vidro, metal, papel e papelão) 4.551 toneladas. Já o descarte de óleo chegou a aproximadamente 59 toneladas.

Homem sorrindo ao lado de carrinho com entulhos
Eranildo Lopes, conhecido como "Hulk", tira para seu sustento cerca de R$ 2.400,00 por mês pelo Programa E-Carroceiro apenas entregando entulhos no Ecoponto

Colaboração

Também na Regional I, mais precisamente no bairro Cristo Redentor, o carroceiro José Eranildo Lopes, conhecido como “Hulk”, tornou-se mais um exemplo de engajamento popular. Ele tira para seu sustento cerca de R$ 2.400,00 por mês pelo Programa E-Carroceiro apenas entregando entulhos no Ecoponto. Exercendo o trabalho há 21 anos, viu pela primeira vez no Ecoponto uma oportunidade não só para ele, mas para toda a rede de carroceiros da região.

"Foi uma oportunidade muito boa. Antigamente, a gente derramava (o entulho) na Leste Oeste, não tinha o canto apropriado. Agora sempre há fiscalização para saber se a gente é cadastrado e onde vamos despejar os entulhos. E antes a gente só recebia o dinheiro do freguês e corríamos da Prefeitura, agora a Prefeitura é quem ajuda a gente", relatou.

Além disso, ele conta que há uma rede colaborativa entre os carroceiros do entorno. "O carro aguenta quase uma tonelada. Quando um pega e outro não tem, um ajuda o outro e no outro dia retribui. Basta ter coragem para trabalhar, é o que eu digo a eles. Se não fosse esse projeto, não sei onde a gente estaria."

E-Carroceiro

A ação cadastra carroceiros nas secretarias regionais para direcionarem entulho aos Ecopontos, realizando a pesagem na balança e recebendo pagamento na forma de crédito em cartão, utilizado no comércio da região ou retirada do dinheiro.

Com isso, a Prefeitura estimula o desenvolvimento de uma economia local, além da adesão de pequenos comércios do bairro, que deixam de sujar e ainda fazem girar dinheiro na comunidade.

Recicla Fortaleza

É nos Ecopontos onde a população pode ter acesso ao benefício do programa Recicla Fortaleza, que dá desconto na conta de energia pela troca de resíduos recicláveis, resultado da parceria entre a Prefeitura e a Enel Distribuição Ceará (Enel).

Para ter acesso aos benefícios é simples. Basta procurar um dos Ecopontos mais próximos, levando a conta de energia da Enel, para fazer o cadastro e receber o cartão Recicla Fortaleza. Daí, é separar os resíduos recicláveis e levá-los até o Ecoponto para pesagem, lembrando de armazená-los sem sobra de alimentos ou produtos para não atrair insetos e gerar mau cheiro.

No Ecoponto, o cidadão confere a tabela de valores dos resíduos recicláveis, pois o crédito será calculado de acordo o peso e os tipos de materiais, levando em consideração o mercado.

Acesse a lista de Ecopontos de Fortaleza

Serviço
Horário de atendimento: de segunda-feira a sábado, das 8h às 12h e das 14h às 17h.

Materiais que geram crédito no Recicla Fortaleza
Vidro: embalagens de vidro, café solúvel e maionese, e garrafas de cerveja, refrigerantes e aguardente.
Metal (Exceto Cobre): ferros em geral, parafusos, latas de cerveja e refrigerantes, aço inox, antimônio, baterias de carro e moto, chumbo e bronze.
Papel: papelão, jornais, livros, cadernos, papel branco e papel misto.
Plástico: garrafas de refrigerantes (PET), filme, PVC, mangueira, sacolas, embalagens de água sanitária, margarina e detergente.
Outros: óleo de cozinha e embalagens Tetrapak (leite, sucos e achocolatados).

Publicado em Meio ambiente
Três garotos jogando bola
A Areninha do Parque Dois Irmãos é uma das 23 já entregues em Fortaleza

O Projeto Areninhas, executado pela Prefeitura de Fortaleza há cinco anos, vem transformando realidades em territórios vulneráveis da Capital por meio do esporte. A partir das atividades desenvolvidas pelo Projeto Atleta Cidadão, jovens de 8 a 29 anos têm construído uma nova história, pautada pela determinação e pela oportunidade.

A iniciativa, oriunda da parceria entre a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Secel) e a Federação de Triathlon do Estado do Ceará (Fetriece), alcança cerca de 6 mil pessoas. Protagonistas de milhares de histórias que as levam a um sonho comum: tornar-se um atleta profissional.

O maranhense Bruno Santos, de 19 anos, endossa a lista de histórias de sucesso advindas do Projeto. Recém-convocado pela equipe esportiva polonesa MKS Miedz Legnica, o jovem iniciou suas atividades na Areninha Parque Dois Irmãos, instalada na periferia de Fortaleza.

Garoto chutando bola em campo ao lado de outros jogadores rivais
Recém-convocado pela equipe esportiva polonesa MKS Miedz Legnica, Bruno Santos, iniciou suas atividades na Areninha Parque Dois Irmãos

“Meu sonho de jogar na Europa, atuando na primeira divisão, está realizado. Estou muito feliz. As Areninhas geram muitas oportunidades. Quem está do lado de fora está sempre vendo o nosso desempenho. Em Fortaleza, pude trabalhar durante quatro meses, de outubro de 2018 a março de 2019, a parte física, tática e psicológica em geral. Disputei alguns torneios, como a Copa Seromo, onde pude mostrar o meu trabalho. Hoje, colho os frutos”, conta Bruno.

Professor do Projeto Atleta Cidadão, o ex-técnico do Ferroviário, Fernando Filho, compartilha a experiência adquirida ao longo de 20 anos de atuação como atleta profissional em vários países da Europa. O aprendizado acumulado na Espanha, em Portugal, na Alemanha e na Turquia enriqueceu o repertório do treinador, que hoje participa ativamente da formação de grandes jogadores.

“Aqui são oferecidos, além de oportunidades, respeito e confiança. Implantei uma conduta em que todos são responsáveis por tudo, inclusive pelos materiais utilizados, coletes, chuteiras. O trabalho desenvolvido é semelhante ao realizado nos clubes de alto rendimento, respeitando a individualidade dos atletas. Muitos ídolos do futebol mundial saem das comunidades. Aqui, buscamos estimular um trabalho pautado pela seriedade e pelo profissionalismo. A partir disso, observamos muitos exemplos exitosos”, afirmou.

Três jovens jogadores posando para foto segurando bolas
Maiky Ferreira, Caio Douglas e Rodolfo Sousa

O atacante Caio Douglas, de 17 anos, atua no elenco sub-20 do Ferroviário. O atleta relembrou a própria trajetória, iniciada na primeira infância e estimulada a partir das atividades desenvolvidas na Areninha. “Jogo desde pequeninho, mas estou há cinco meses no Ferroviário. A oportunidade conquistada foi graças ao trabalho desenvolvido aqui na Areninha, onde treino até hoje e concilio meus horários. Lembro o momento em que pisei aqui pela primeira vez. Desmotivado, cheio de problemas em casa. Mas fui acolhido, abraçado, construí uma família de amigos e pretendo seguir treinando forte e conquistando campeonatos”, comentou o fã do atacante cearense Éverton, cuja carreira está se consolidando na Seleção Brasileira.

Já Rodolfo Sousa (18) e Maiky Ferreira (17) estão de malas prontas para encarar um novo desafio em São Paulo. Atuando pelo Capivariano, os atletas irão disputar, em janeiro de 2020, a Taça São Paulo na categoria sub-20, competição que revelou grandes ídolos do futebol, como o meia-atacante Kaká, que compôs o elenco de diversos clubes de referência, como São Paulo, Milan, Real Madrid e Orlando City.

Rodolfo sonha em ser escalado para jogar na Seleção Brasileira. “Antes de embarcar para São Paulo, participei do Atleta Cidadão por cinco meses. Sou um apaixonado por futebol. Pretendo aproveitar essa oportunidade, correr atrás, conquistar uma boa condição financeira e mandar buscar toda a minha família”, garantiu.

A coordenadora do Projeto Atleta Cidadão, Dyonnara Farias, avaliou positivamente o alcance da iniciativa. “Nosso principal objetivo é oferecer esporte e lazer de forma gratuita em Fortaleza, minimizando o quadro de violência instalado em áreas de vulnerabilidade social. Hoje, nosso atendimento contempla todas as 23 Areninhas e sete Mini Areninhas da Capital. Continuaremos massificando o esporte, dando oportunidades e gerando condições para que atletas se destaquem no cenário nacional e internacional, participando rotineiramente de peneiras em parceria com grandes clubes. Até o próximo ano, 40 novos equipamentos serão entregues. Nesse período, 11 mil pessoas deverão ser beneficiadas”, antecipou.

Publicado em Esporte e Lazer
Mulher amamentando e olhando para enfermeira simulando amamentação com boneca
A dona de casa Daniele Monteiro conseguiu amamentar os quatro filhos, mas pela primeira vez doará leite materno

“É o meu nono filho e a primeira vez que tenho algum tipo de apoio.” A frase é da dona de casa Maria Laíde Moura Gomes, mas reflete a realidade de muitas mães que amamentam. Maria deu à luz um menino no Hospital Distrital Gonzaguinha do José Walter (Regional V) nesta terça-feira (06/08) e no dia seguinte (07/08), foi uma das primeiras a receber orientações durante a inauguração da 10º Sala de Apoio à Mulher que Amamenta/Posto de Coleta, do Município de Fortaleza.

O local é parte da nova reestruturação das políticas públicas da primeira infância, que, entre outras ações, fortalece protocolos de atendimento às gestantes, requalifica as salas de parto das maternidades e melhora a assistência pré-natal nos postos de saúde da Capital. A iniciativa busca ampliar o compartilhamento de informações sobre os benefícios do aleitamento materno, além de orientar as mães quanto às técnicas para uma amamentação bem sucedida.

“Amamentar parece um ato instintivo, mas muitas mulheres precisam de orientação. Além de informar, sensibilizar e falar da importância do aleitamento, o serviço também estimula a doação do leite materno. É um ato que extrapola qualquer prova de amor, porque além de alimentar seu filho, a mãe ajuda na sobrevivência de bebês prematuros e consequentemente na redução dos índices de mortalidade infantil”, destacou a secretária adjunta da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Ana Estela Fernandes.

A amamentação é algo natural, mas exige muito esforço e dedicação durante os seis primeiros meses de vida do bebê. As dificuldades na hora de ajustar a pega do bebê, as rachaduras nos seios e o mito do leite fraco são as principais causas da desistência de muitas mães.

“Orientamos massagear a mama antes de começar a amamentar, colocar o bebê na posição 'barriga com barriga', prestar atenção na pega correta e também iniciamos o trabalho de desmistificar assuntos que acabam virando verdades, como a história de que a mãe não tem leite suficiente ou que o leite dela é fraco”, explicou a enfermeira Katia Giffoni, uma das profissionais da Sala de Apoio, que também conta com técnicos de enfermagem.

mulher sorrindo
"Cada litro doado alimenta dez prematuros por dia. Cada sala consegue captar entre 4 e 5 litros de leite humano por mês", destacou Ritemeia Mesquita, assessora técnica da Área de Criança

O leite materno contém todos os nutrientes necessários ao lactente até os seis meses de vida, além de propriedades imunológicas que o protegem de doenças comuns da infância, como diarreia e pneumonia, importantes causas de mortalidade infantil.

Fortaleza está indo no caminho contrário ao do País quando se fala de mortalidade infantil. O Brasil registrou um índice de 14 mortes por mil nascidos vivos em 2018, conforme dados do Ministério da Saúde, enquanto na capital cearense essa taxa foi de 11,3. Em 2017, o dado na Cidade era de 13,5, frente a 13,8 no Ceará e 12,8 no Brasil.

Desde de 2015, é possível observar também a redução no índice de mortalidade materna, fruto da consolidação das políticas públicas direcionadas à rede maternoinfantil do Município. Em 2018, foi registrada a maior queda desse índice, alcançando o marco de 25,1 mortes por mil habitantes. Quando comparado ao ano de 2012, período em que foi registrado o índice de 64,8, houve uma redução de 61%.

O ato de amamentar também apresenta vantagens para a saúde das mulheres, ajudando-as a retornar ao peso pré-gestacional e reduzindo o risco de desenvolver câncer de mama e de ovário. A dona de casa Daniele Monteiro conseguiu amamentar os quatro filhos, mas pela primeira, vez doará leite materno. Depois dos ajustes e das orientações das profissionais do Hospital Gonzaguinha, ela já está ansiosa para voltar para casa e ajudar outras crianças.

“Na primeira gestação eu não sabia nem colocar o bebê para mamar, não tinha orientação há dez anos. Agora, eu já passo informações para as minhas amigas, já sei explicar sobre a boquinha e falo da doação também. Eu só aprendi a doar por causa dessa sala. O leite que sobrava ia todo pra o lixo, mas agora não vai mais, vai direto para outras crianças”, contou Daniele.

infográfico com dados sobre amamentação

Parceria
Por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado, o leite doado nas salas abastecem o estoque dos bancos de leite de três hospitais da rede pública: Hospital Geral César Cals, Hospital Infantil Albert Sabin e Hospital e Maternidade Escola Assis Chateaubriand.

Fortaleza é pioneira na política de instalar pontos de coleta em postos de saúde. Atualmente, cinco equipamentos estão em postos e outros cinco são vinculados aos bancos de leite dos hospitais.

"Cada litro doado alimenta dez prematuros por dia. Cada sala consegue captar entre 4 e 5 litros de leite humano por mês. São dezenas de bebês recebendo o leite e sendo salvos. Iniciamos esse trabalho ainda nos grupos de gestantes dos postos de saúde, conscientizando as mães, e isso tem aumentado os índices de mulheres que amamentam de forma exclusiva até os seis meses", destacou Ritemeia Mesquita, assessora técnica da Área da Criança.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação deve continuar de forma complementar até os dois anos de idade.

SMAM 2019
A entrega da Sala de Apoio à Mulher que Amamenta também coincide com o encerramento da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2019 (SMAM), um movimento global que, durante o mês de agosto, intensifica atividades de apoio a mulheres lactantes. Nesta edição, a SMAM aborda a importância do envolvimento de todos os familiares próximos, e não apenas da mãe, para que seja possível o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebê.

Nos postos de saúde de Fortaleza, os profissionais intensificaram as palestras e a distribuição de material informativo sobre o tema. A iniciativa envolveu toda a comunidade próxima aos equipamentos e que participou das atividades e doou vidros para o armazenamento correto do leite. O vigilante Stenio Barbosa dos Santos foi pai pela segunda vez e diz que aprendeu em casa o valor do apoio familiar.

"Eu sou o mais novo de nove filhos e fui criado por todo mundo. Aprendi a ajudar e eu sempre cuidei dos meus filhos, fico acordado quando posso, vou pegar no berço e espero arrotar. Se não é facil para mim, imagina para ela que teve a criança, né", disse.

Saiba Mais
Dados da OMS apontam que somente 40% das crianças têm amamentação exclusiva nos seis primeiros meses de vida.

A rede municipal conta com salas para coleta de leite humano nos postos de saúde Rigoberto Romero (Regional II), Roberto Bruno (Regional IV), Ronaldo Albuquerque (Regional V) e Luis Franklin (Regional VI), no Hospital e Maternidade Zilda Arns, Hospital Nossa Senhora da Conceição e nos Gonzaguinhas da Barra do Ceará e de Messejana. Os equipamentos estão conveniados aos bancos de leite do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), Hospital Geral Dr. César Cals e Hospital Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Posto de Saúde Dom Aloísio Lorscheider, no bairro Dendê (Regional IV), e agora no Hospital Distrital Gonzaguinha do José Walter.

A 11º sala será inaugurada no Posto de Saúde Jurandir Picanço (Regional V). A previsão é que a entrega aconteça ainda neste mês de agosto.

Publicado em Saúde
a foto mostra uma horta e pessoas pegando os produtos
Cerca de 700 pessoas participaram da 176ª Colheita Social do Projeto nesta terça-feira (06/08), no Conjunto Ceará

Para garantir as verduras e legumes que reforçariam a alimentação da família, dona Graça Moura Menezes, 63 anos, chegou cedo à Horta Social do Conjunto Ceará nesta terça-feira (06/08). Juntamente com a aposentada, cerca de 700 pessoas participaram da 176ª Colheita Social do Projeto, que desde o seu início já resultou em mais de 40 toneladas de alimentos. Atualmente, há 3.600 idosos cadastrados nos três equipamentos mantidos pela Prefeitura- dois no Conjunto Ceará e um na Granja Portugal.

mulher posa para foto sorrindo e segurando um maço de folhas
"Aqui, brincamos, fazemos amizade, conversamos com os outros”, afirmou Graça Moura Menezes

Para dona Graça, o significado da Horta Social vai além de poder levar produtos de qualidade para casa. “É gostoso participar do plantio, pegar na terra, plantar. Me sinto bem e produtiva por ter eu mesmo feito. Aqui, brincamos, fazemos amizade, conversamos com os outros. É muito aconchegante”, afirmou.

Maria Lindalva Viana, 80 anos, saiu com duas sacolas cheias de verduras e legumes que vão ser usadas nas saladas que faz em casa. Ela destacou o aspecto econômico das Hortas Sociais. “É muito bom porque a gente recebe de graça. Muitas vezes, não teríamos dinheiro para comprar e, se não tivesse aqui, íamos ficar sem”, disse.

Protagonismo dos idosos

mulher segura sacolas com verduras e legumes
Maria Lindalva Viana, 80 anos, saiu com duas sacolas de verduras e legumes para as saladas que faz em casa

Instituído em junho de 2016, o Projeto Hortas Sociais da Prefeitura de Fortaleza tem contribuído para melhorar a vida de milhares de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que incentiva a agricultura urbana.

Eles são inseridos em atividades dentro das hortas, como manejo e colheita, e recebem totalmente de graça tudo o que é colhido. São realizadas de três a quatro safras por mês nos três equipamentos.

As hortaliças produzidas são 100% naturais com irrigação automatizada – por gotejamento e plantadas no sistema de vasos (fibra de coco estéril). Entre os alimentos que vão parar na mesa dos participantes do Projeto estão tomate-cereja, alface, couve, coentro, maxixe, pimentinha, pimentão (verde, vermelho e amarelo), entre outros.

Infográfico com dados

As três estufas, de 750 m² cada, beneficiam, além de moradores do Conjunto Ceará e Granja Portugal, famílias dos bairros Genibaú, Autran Nunes, Granja Lisboa e Bonsucesso. “Os participantes trabalham com a colheita e preparam a terra para um novo plantio”, explicou Erandir Silva, que coordena uma das Hortas. Segundo ele, o trabalho nas estufas ajuda na autoestima dos idosos. “A gente vê que muitos deles que ficavam em casa, sentindo-se ansiosos ou mesmo inúteis. Aqui, têm um aspecto totalmente diferente, com sorriso largo”, completou.

O Projeto Horta Sociais é executado por meio do Núcleo de Produções Culturais e Esportivas (Nuproce), instituição sem fins lucrativos que capta recursos via Fundo Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Fortaleza. No Conjunto Ceará esta é a 21ª colheita de 2019, com expectativa de mais uma no dia 23 de agosto.

Prêmio Projeto Inovador
A inclusão de famílias de idosos em situação de vulnerabilidade social, por meio da segurança alimentar, complementação alimentar e orientações sobre agricultura familiar urbana, rendeu ao projeto Hortas Sociais o Prêmio de Projeto Inovador da Prefeitura de Fortaleza em 2017.

Em 2019, foi lançado o Cartão Social, utilizado nas colheitas. O cartão possui um chip interno que armazena informações pessoais do idoso, como nome completo, data de nascimento e número de identificação. A iniciativa garante agilidade, controle e segurança no atendimento dos idosos durante a distribuição das hortaliças.

 

Publicado em Social
Rapaz sorrindo e segurando cartão do Bilhete Único
Wanderson Bruno elogiou o rápido atendimento e a confecção do cartão

Com a ampliação do número de ônibus que aceitam apenas crédito eletrônico, o acesso ao transporte público na capital cearense tem sido mais aproveitado e, consequentemente, aprimorado pela Prefeitura por meio de instrumentos que facilitam a vida da população. Entre eles, estão o Bilhetinho e o Bilhete Único, serviços viabilizados pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).

Criado em 2013 para otimizar o embarque de crianças, o Bilhetinho é um cartão que garante a gratuidade no sistema de transporte coletivo para menores de 1,10m e/ou com idade entre dois e sete anos incompletos. O cadastro é realizado na Etufor e tem facilitado a vida dos acompanhantes e das crianças. Para Marcus Flávio, pai da Ana Laura, de seis anos, o Bilhetinho e a gratuidade da passagem da filha fazem com que a família possa aderir ao transporte público com uma frequência maior ao invés de utilizar serviços de carro por aplicativo.

Menina sentada batendo foto do rosto
Para Marcus Flávio, pai da Ana Laura, o Bilhetinho faz com que a família possa aderir ao transporte público com uma frequência maior

De acordo o vice-presidente da Etufor, Antônio Ferreira, “o cartão também serve, prioritariamente, para dar mais dignidade às crianças que utilizam o transporte público, evitando que elas precisem se arrastar no chão ou pular a catraca”. Esse foi o principal motivo que levou Rosymeire Sousa e sua filha Ester à Etufor para fazer o Bilhetinho. Moradoras do Bairro de Fátima, as duas andam de ônibus praticamente todos os dias da semana, no caminho de casa até a escola de Ester. Em 15 dias, após o período de confecção do cartão, a garota já poderá voltar para a escola passando na catraca dos ônibus.

Além de mais comodidade para os pequenos, o Bilhetinho serve como uma comprovação do direito à gratuidade, já que o serviço de checagem de idade e estatura é feito no ato do cadastramento. Nesse processo, também é realizada a biometria facial, que evita que o cartão seja utilizado por terceiros, entre outros tipos de fraudes. O cartão dispensa a carteirinha de estudante que, se usada em conjunto com o cartão, leva inclusive ao bloqueio de ambos. Apenas em 2019, foram entregues 3.791 Bilhetinhos, totalizando quase 30 mil cartões emitidos desde 2013.

Já entre os adultos pagantes da passagem no valor integral que não utilizam carteira de estudante, o Bilhete Único surgiu, também em 2013, como uma solução para os usuários que utilizam mais de um transporte em curto período de tempo e não passam por terminais. Com ele, é possível pegar quantos ônibus quiser no período de duas horas em qualquer sentido, pagando apenas uma passagem e sem precisar passar por um terminal. A recarga pode ser realizada em qualquer valor de forma online pelo aplicativo Meu Ônibus, pelo Internet Banking do Banco do Brasil, no site vtefortaleza.com.br ou de forma presencial em mais de 3 mil estabelecimentos cadastrados.

Moça de frente posando pra foto e mulher de costas batendo a foto
Nayara Silva também aproveitou para tirar o bilhete intermunicipal, já que mora na região metropolitana e precisa se locomover entre dois municípios diariamente

Em 2019, com a implantação dos ônibus de autoatendimento, o Bilhete Único ganha cada vez mais adeptos. É o caso de Nayara Silva, que resolveu fazer seu cartão por causa dos ônibus que só aceitam crédito eletrônico. Além de usar o transporte todo dia para ir ao trabalho, ela também aproveitou para tirar o bilhete intermunicipal, já que mora na região metropolitana e precisa se locomover entre dois municípios diariamente. Das vantagens que o serviço traz, ela destaca o conforto e a praticidade dos ônibus de autoatendimento que, segundo ela, são mais vagos.

A praticidade também está presente no tempo de confecção do cartão. O usuário, que antes aguardava cerca de 15 dias para receber seu Bilhete Único, agora recebe na hora. O cadastro é feito nos sete terminais, Vapt Vupts e nas sedes do Sindiônibus e da Etufor, com CPF, RG e comprovante de residência atualizado com CEP (impresso ou digital). Segundo Antônio Ferreira, já foram realizados mais de um milhão de cadastros desde a criação do serviço.

Para Wanderson Bruno, que teve a carteira de estudante bloqueada recentemente e queria continuar pagando suas passagens através de cartão eletrônico, o Bilhete Único foi a solução. Morador do bairro Aerolândia, Wanderson foi até a Praça Coração de Jesus, no Centro da Cidade, e elogiou o rápido atendimento e a confecção do cartão. “Agora vai melhorar porque é mais ágil e não precisa andar com dinheiro, o que também é melhor para a segurança”, destacou.

Locais de solicitação do Bilhetinho
O cadastro pode ser feito na sede da Etufor, além dos postos do Bilhete Único localizados nos terminais da Parangaba, Siqueira, Papicu e nos Vapt Vupts de Messejana e Antônio Bezerra. Os postos de Bilhete Único das praças José de Alencar e Coração de Jesus e a sede do Sindiônibus realizam o cadastro, mas apenas para crianças que possuem carteira de estudante.

Quem tem direito à gratuidade:
- Crianças de 2 a 7 anos incompletos
- Crianças maiores de 7 anos e com altura até 1,10m (um metro e dez centímetros)

Documentos necessários:
RG e CPF do responsável, certidão de nascimento do beneficiário, comprovante de residência com CEP de Fortaleza.

Onde solicitar o Bilhete Único:
- Sindiônibus (Av. Borges de Melo, 60)
- Terminais (Siqueira, Parangaba, Papicu - segunda a sexta, das 7h às 19h)
- Vapt Vupt (Messejana e Antônio Bezerra - segunda a sexta, das 8h às 17h)
- Praça Coração de Jesus (segunda a sexta, das 8h às 18h)
- Shopping Riomar Kennedy e Aldeota (segunda a sexta, das 08 às 18h)

Documentos necessários:
RG, CPF e comprovante de endereço (somente originais)

Publicado em Mobilidade
Dois homens colocando lixo em lixeira subterrânea com prédios ao fundo
Das 15 lixeiras subterrâneas instaladas na Cidade, duas estão no Mercado dos Peixes, na Av. Beira Mar

A implantação de lixeiras subterrâneas, estrategicamente distribuídas por Fortaleza, vem potencializando a gestão de resíduos sólidos na Capital. Incorporadas à política de limpeza urbana da Cidade, as estruturas auxiliam a redução estratégica de pontos de descarte irregular de lixo. A iniciativa da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), por meio da Coordenadoria de Limpeza Urbana, tem transformado de forma positiva cenários historicamente críticos.

A Avenida Presidente Castelo Branco, popularmente conhecida como Leste-Oeste, é um exemplo de sucesso. Desde 2017, com a implantação de um Ecopolo no trecho compreendido entre a Rua Jacinto Matos e a Avenida Pasteur, a mudança de cultura é perceptível aos olhos de quem transita pelo entorno.

“Existia uma angústia da gestão em relação à antiga situação de sujeira da Leste-Oeste, onde a coleta de lixo passava oito vezes por dia, mas a situação não se resolvia. Pensando nisso, com a implantação de um Ecopolo, vários instrumentos foram instalados. As lixeiras subterrâneas comportam mil litros cada uma e fortalecem a atuação dos Ecopontos, dos ciclomonitores e das ações de requalificação viária que envolvem nova iluminação e nova sinalização. A população aderiu à ideia e só nessa área 23 pontos de lixo já foram eliminados, principalmente nas imediações de trechos de difícil acesso”, informou Wigor Florêncio, assessor técnico da Coordenadoria Especial de Limpeza Urbana de Fortaleza.

Senhora ao lado de lixeira em calçadão com mar ao fundo
Para Célia Lopes, as pessoas no Pirambu se conscientizaram e entenderam que precisam continuar colaborando

Habitualmente, os moradores do entorno registram a importância da mudança estabelecida. “Vivo aqui há 21 anos. Com a iniciativa da Prefeitura, tudo mudou para melhor. Antigamente, o canteiro central da Leste-Oeste era pura sujeira. Hoje, temos acesso às lixeiras subterrâneas 24 horas por dia, além dos Ecopontos. As pessoas se conscientizaram e entenderam que precisam continuar colaborando. O entorno melhorou em todas as áreas, da limpeza, da segurança, em todos os sentidos. A política está mais que aprovada”, considera a comerciante Célia Lopes.

Ao todo, 15 lixeiras subterrâneas duplas estão instaladas em vários pontos da Cidade, cada uma com capacidade de mil litros. São duas no Mercado dos Peixes, uma no Morro Santa Teresinha, uma no Campo do América, uma quádrupla (que comporta 4 mil litros) na Avenida José Jatahy, seis na Avenida Leste-Oeste, três no Pirambu e uma no Morro Santiago. Os resíduos acumulados são estrategicamente recolhidos. O mecanismo se dá da seguinte forma: os caminhões coletores têm um sistema hidráulico ligado às lixeiras, fazendo que as estruturas subam e os contêineres sejam retirados e descarregados.

A implantação das lixeiras subterrâneas no Mercado dos Peixes, tradicional ponto comercial de frutos do mar de Fortaleza, traz à tona benefícios intersetoriais. “A Avenida Beira Mar atrai, além de fortalezenses, turistas de todos os lugares do mundo. Um Mercado como este, onde se trabalha com frutos do mar, precisava de uma atenção especial nesse sentido. Dessa forma, desde o primeiro semestre deste ano, o odor desagradável que irradiava para a vizinhança e atrapalhava a ocupação hoteleira nas imediações foi reduzido”, aponta Pablo Melo, coordenador do equipamento.

Pablo destaca, ainda, a importância da união de esforços em prol da construção de um ambiente mais agradável e saudável para todos. “Continuamos trabalhando no sentido de conscientizar os permissionários a descartarem os resíduos em sacos de, no máximo, 50 litros em horários estratégicos até o fim do dia, de preferência, para que a coleta, que aqui acontece todos os dias pela manhã, seja efetiva. A comunidade abraçou e todos têm saído ganhando”, finalizou.

Publicado em Meio ambiente
quiosques de ambulantes da rua guilherm rocha, mostrando as mercadorias
O calçadão da Guilherme Rocha conta com 39 quiosques que beneficiam 156 permissionários

As obras de requalificação do Centro de Fortaleza estão mudando a realidade de quem trabalha ou passa diariamente pelo bairro. As mudanças, já finalizadas na Rua Guilherme Rocha, deixaram o ambiente mais amplo e ordenado.

O calçadão recebeu nova pavimentação, mobiliário urbano (bancos e lixeiras), paisagismo, canteiros e iluminação. As ações de ordenamento do comércio informal também incluíram a instalação de quiosques para os permissionários. O comerciante Ronaldo Amância trabalha há 20 anos com a venda de bonés e mochilas no Centro. Antes da reforma da Guilherme Rocha, ele trabalhava em um carro improvisado de madeira, mas ganhou qualidade de vida após as intervenções. “O projeto mudou a realidade da gente. Temos mais espaço, mais visibilidade, todo mundo passeando sem se esbarrar e como está organizado, as pessoas prestam mais atenção na mercadoria e param para comprar”, avisa o comerciante.

mulher na frente de um quiosque ambulantes com bonecas de pano
Edna Duarte produz e vende bonecas de pano bem na entrada do calçadão e diz que os produtos ficaram mais expostos

A artesã Edna Duarte também sentiu a diferença no movimento depois da requalificação. Ela produz e vende bonecas de pano bem na entrada do calçadão e diz que os produtos ficaram mais expostos. “O comércio não está bom, mas quem passa vê o produto assim que chega e a maioria se interessa e compra”, disse.

O calçadão da Guilherme Rocha conta com 39 quiosques que beneficiam 156 permissionários. Cada equipamento comporta quatro vendedores com um espaço reservado de 100x100cm para cada um. Quando fechados, os quiosques reproduzem imagens de locais históricos de Fortaleza.

“Os novos quiosques dos calçadões têm uma estrutura positiva de ordenamento territorial e os ambulantes, que agora são permissionários do município, conseguem economizar, já que não precisam mais pagar transporte e nem deposito para guardar a mercadoria. Eles fazem isso nos próprios boxes”, explica o secretário da Regional do Centro, Adail Fontenele.

As ações de ordenamento do comércio informal também incluíram a organização do cabeamento das concessionárias de energia e telefone, a instalação de novos postes elétricos, limpeza de galerias e execução de novas grelhas para drenagem pluvial superficial.

Após a reforma, o calçadão passou a atender os critérios de acessibilidade e mobilidade, com a instalação de quiosques, piso tátil, travessias elevadas e rampas que facilitaram a vida da aposentada Alzenir Barros. Moradora de Pedra Branca, ela sempre vem em Fortaleza e passa pelo Centro para fazer as compras de casa.

“Faz muitos anos que ando no Centro e agora eu noto coisas que eu nem sabia que tinha aqui. Tá tudo muito bonito e cada vez que venho encontro uma novidade”, falou Alzenir.

As obras de requalificação continuam na Rua General Sampaio e no calçadão da Rua Liberato Barroso.

A primeira via vai ganhar 15 quiosques para 60 permissionários. Já as intervenções na Liberato Barroso vão beneficiar 204 permissionários em 51quiosques. Os quiosques desse calçadão, vão homenagear personalidades do Centro de Fortaleza, contando um pouco da história do homenageado e o que eles representaram, historicamente, para a cidade.

Novo Centro

O Centro de Fortaleza recebe uma média de 350 mil pessoas em dias comuns e durante décadas sofreu com a falta de ordenamento, excesso de lixo nas ruas e falta de saneamento básico. Para resolver os problemas, o prefeito Roberto Cláudio lançou, em agosto de 2018, o Projeto Novo Centro, com seis eixos de atuação para modificar a realidade do bairro mais movimentado de cidade.

Até agosto de 2019, o Projeto prevê ações de Habitação, Política de Apoio a Pessoas em Situação de Rua, Turismo e Cultura, Infraestrutura e Mobilidade, Ordenamento do Comércio Informal e Segurança e Fiscalização.

As ações foram definidas por meio do trabalho de um Comitê Gestor formado por representantes da Prefeitura de Fortaleza, Câmara de Dirigentes Lojistas e outras entidades de classe, além de moradores e representantes da sociedade civil.

Publicado em Economia
Pipoqueiro em carrinho segurando saco de pipocas
Vender pipoca na Avenida Beira Mar virou a principal fonte de renda da família de Cristiano da Silva

O potencial econômico do microempreendedor individual Cristiano da Silva vem sendo transformado desde o ano de 2016. A partir da adesão ao Projeto Meu Carrinho Empreendedor, da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico (SDE), vender pipoca e fazer amigos na Avenida Beira Mar de Fortaleza virou a principal fonte de renda de sua família, composta pela esposa e pelo filho de 6 anos do casal.

A iniciativa da Prefeitura oferece, além de um carrinho de pipoca custeado e customizado, capacitações gerenciais e técnicas gratuitas no âmbito da gestão de negócios, das boas práticas de alimentação, da saúde e da segurança no trabalho. “Vendo pipoca aqui na Avenida Beira Mar desde 2014. À época, meu carrinho era mais simples. Em 2016, com o Projeto Meu Carrinho Empreendedor, troquei meu instrumento de trabalho, formalizei-me, capacitei-me e virei um microempreendedor individual. Isso vem nos provar que pequenos empreendedores, pessoas da periferia como eu, também têm chance no mercado”, relata Cristiano.

Pipoqueiro atendendo mulheres em carrinho de pipoca
As estudantes Yone Melo e Elen Sousa aprovaram as novidades que Cristiano oferece

O talento de Cristiano para as vendas vem sendo aprimorado há cerca de cinco anos. No entanto, a partir das capacitações oferecidas pela Prefeitura de Fortaleza em parceria com o Sebrae Ceará, o bem-humorado vendedor descreve o impacto em suas vendas. “É muito importante adquirir noções de como vender, como se comportar em público e de como fazer o cliente voltar. Em um ambiente como a Beira Mar, em que as opções são diversas, encontrei uma forma de me reinventar. Depois do projeto, também com a ajuda das redes sociais, minhas vendas aumentaram em 100% nos meses de julho, dezembro e janeiro. Em baixa estação, o aumento também foi positivo, de 30 a 40%”, estima.

Dentre os diferenciais oferecidos, destacam-se, além da atenção à higiene, a variedade de coberturas disponíveis para incrementar a pipoca, que custa de R$ 3,00 a R$ 5,00 o pacote. O valor, que pode ser pago por meio de cartões de crédito e débito, inclui álcool em gel, acesso à internet gratuita e um kit com luvas, guardanapo, palito de dente e bombom.

“Aqui tem sabor para todos os paladares. Caramelo, chocolate, leite condensado, manteiga, sal do Himalaia, queijo ralado, ketchup, molhos diversos e cheddar. Quem manda é o cliente. Levo tudo muito a sério. Aqui é como uma empresa minha. Ofereço também cardápio bilíngue, embalagens personalizadas, cartão fidelidade e brindes. A partir de R$ 10 em compras, você gira a roleta e ganha um prêmio”, acrescenta Cristiano no momento da venda. As estudantes Yone Melo e Elen Sousa aprovaram a novidade.

Paralelamente, a capacitação ofertada rendeu a Cristiano noções de educação financeira. “A pipoca rende um lucro alto. Você ganha um valor bem acima do investido. Se eu invisto R$ 30,00 e ganho R$ 100,00, tenho uma margem de R$ 70,00. Mas desse valor, uma parte precisará ser novamente investida. Com essa noção, consigo arcar com as minhas despesas e entender qual o meu lucro real”, ressalta.

A Prefeitura de Fortaleza já entregou 150 carrinhos para empreendedores pipoqueiros da Cidade. A expectativa é de que o projeto seja expandido ainda em 2019. “A minha satisfação é em passar para as pessoas que, com um carrinho de pipoca, você pode empreender. Você tem que levar a sério, fazer as coisas com amor e se destacar”, finaliza Cristiano.

Publicado em Economia
Fisioterapeuta atendendo bebê em tapete no chão com menina assistindo
A fisioterapeuta Larissa das Neves, integrante do NASF, trabalha de forma multidisciplinar para acompanhar o desenvolvimento de bebês

Testar a glicemia, aferir a pressão arterial, checar uma tosse persistente, realizar o acompanhamento da diabetes. Estes são alguns dos atendimentos essenciais que o cidadão fortalezense pode contar nas 113 Unidades de Atenção Primária à Saúde da Capital, que ofertam serviços como clínica médica, puericultura, assistência farmacêutica e imunização, e que funcionam como a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde.

No entanto, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), vem trabalhando para dispor uma gama multidisciplinar de serviços que vão além dos fundamentais normalmente conhecidos pela população. Há uma ampliação da Estratégia de Saúde da Família com o Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF), que além de trabalhar em projetos próprios, também atua dentro dos projetos da Coordenadoria de Educação em Saúde, Ensino, Pesquisa e Programas Especiais.

O NASF inclui terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, nutricionista, educador físico e farmacêutico. Esses profissionais, junto a médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, cirurgiões dentistas e técnicos em enfermagem, além dos coordenadores, organizam e gerenciam semanas temáticas de prevenção, projetos voltados para mulheres e idosos, terapias coletivas ou integrativas, atendimento especial para crianças, entre outros. Hoje, há 27 equipes distribuídas nos postos de saúde de Fortaleza.

Para entender a distribuição das equipes, ressalta-se que cada unidade dispõe de autonomia para atender a população adscrita de seu território de acordo com a realidade socioeconômica. Este e outros fatores, como a própria sazonalidade (chuvas, altas temperaturas, floração de pomares etc.), são avaliados pelas Salas de Situação, que realizam um levantamento e apresentam o retrato epidemiológico da área.

Mulher sorrindo
Angélica Eufrásio passou a conhecer o serviço após encaminhamento médico e diz que o acompanhamento tem melhorado muito a qualidade de vida do filho Miguel

Conforme o gerente da Célula de Atenção Primária à Saúde de Fortaleza, Rui de Gouveia, a SMS vem trabalhando para promover mudanças de paradigma em relação à saúde na Atenção Primária, tirando o foco da doença e do profissional para colocar na pessoa e na prevenção. Para isso, conta com profissionais proativos e de visão abrangente, que trabalham de maneira interdisciplinar. “Este é um impacto positivo para os atendimentos, já que o trabalho multiprofissional potencializa o atendimento, que acaba não ficando apenas para os médicos”, disse.

Um exemplo disso é o trabalho da fisioterapeuta Larissa das Neves, que atua no Núcleo de Desenvolvimento Infantil do Posto Luís Franklin Pereira, no bairro Messejana. Integrante do NASF, ela trabalha de forma multidisciplinar para acompanhar o desenvolvimento de bebês. “A gente recebe as crianças da comunidade após encaminhamento do médico, enfermeiro, agente ou por demanda espontânea. Fazemos uma triagem inicial, analisamos o pré-natal ao contexto social da família, bem como o desenvolvimento neuropsicomotor, alimentação e sociabilização”, disse.

A fisioterapeuta destaca ainda a importância da possibilidade de acesso das famílias a esse tipo de serviço por meio do SUS, ressaltando que o trabalho faz a diferença no futuro dessas crianças. “Pais de primeira viagem costumam não detectar alguma dificuldade do bebê e a gente trabalha tudo aqui. Quando tratamos de maneira precoce, a evolução é mais rápida. Nossa ficha é completa e abrange todos os profissionais”, comenta.

Mulher fazendo massagem em moça deitada na maca
Outro atendimento diferenciado, gratuito e acessível é a Terapia Integrativa Reiki

Larissa acompanha o pequeno Miguel, bebê com nanismo, há cerca de quatro meses. A mãe dele, Angélica Eufrásio, passou a conhecer o serviço após encaminhamento médico e diz que o acompanhamento tem melhorado muito a qualidade de vida do filho. “Quando tive minha primeira filha, não tive como levá-la ao médico para fazer fisioterapia. A pediatra me indicou para cuidar do Miguel aqui, mais perto da minha casa. Ele já está bem melhor, agora já consegue se virar, o desenvolvimento dele já é mais lento, mas eu consigo ver uma evolução", afirma.

Outro atendimento diferenciado, gratuito e acessível é a Terapia Integrativa Reiki, forma de medicina alternativa budista que utiliza a imposição de mãos para trabalhar a energia vital e promover o relaxamento do corpo e da mente do paciente. Também disponível na unidade Luís Franklin Pereira, o serviço é feito pela agente comunitária de saúde Marciana Assunção Vitoriano.

“Nas quartas-feiras é quando temos maior número de atendimentos, e vem sendo bastante indicado para pacientes com casos de ansiedade, depressão, distúrbios do sono, falta de concentração, o que impacta também problemas físicos relacionados ao psicológico. Para mim, é muito gratificante saber que consigo ajudar as pessoas com a prática do Reiki, e agora as pessoas precisam saber que existe esse trabalho e que funciona”, explica.

Onde encontrar

No Canal da Saúde é possível encontrar a relação completa de Unidades de Atenção Primária à Saúde por Secretaria Regional, com endereço e números de telefone indicados.

O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, realizado por meio de agendamento ou conforme a possibilidade de cada serviço. Em caso de urgência, pode ser realizado no dia ou encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Publicado em Saúde