uma roda de idoso assiste a apresentação de um violeiro
As atividades lúdicas e culturais permeiam a vida de mais de 2 mil idosos em Fortaleza, sendo uma média de 80 por unidade do CRAS

Manhãs e tardes cheias de partilha, alegria, convívio muitas risadas. Essas são características da rotina de idosos que se reúnem duas vezes durante a semana para participar das atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) dos 27 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) em Fortaleza.

As atividades lúdicas e culturais permeiam a vida de mais de dois mil idosos em Fortaleza, sendo uma média de 80 por unidade do CRAS, ajudando na socialização e na prevenção ou recuperação de problemas de saúde mental. Dança, artesanato, música, rodas de conversa e passeios culturais são algumas das iniciativas realizadas.

A socialização é o principal atrativo para de Verônica das Dores Nogueira, de 60 anos. Ela faz parte de um grupo de cerca de 80 idosos do CRAS Jacarecanga. Inicialmente, ela veio a convite da prima, já integrante. Mesmo ainda relutante em conhecer o projeto, acabou ficando. “Já estou em uma idade na qual não preciso me preocupar com tanta coisa em casa, como quando mais jovem. Aí vim, gostei e fiquei, isso há quase dois anos. Toda semana eu venho e sinto falta quando não tem”, conta.

senhora posa para a foto sorrindo
Para dona Verônica das Dores Nogueira, a companhia dos colegas e o tratamento dado pelas pedagogas são os diferenciais do projeto

Dona Verônica conseguiu superar um início de depressão a partir das atividades sociais. A companhia dos colegas e o tratamento dado pelas pedagogas, para ela, são os diferenciais do projeto. “Além disso, gosto muito dos passeios. Todo canto que elas convidam, a gente quer ir logo. Já fomos ao teatro, ao clube, ao zoológico”, descreve.

No entanto, foi o conjunto dos benefícios que garantiram a permanência dela. “Eu me sinto mais valorizada como pessoa e hoje em dia, quando eu venho para cá, não penso mais as coisas que pensava quando tinha depressão. Vir para cá me dá vida, me dá alegria, e por isso eu venho sempre. Meu marido me incentiva muito, também”, finaliza dona Verônica.

As equipes que organizam as atividades fazem parte do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), presente nas 27 unidades na Capital. Conforme Leiliane Martinz, coordenadora do CRAS Jacarecanga, para participar, o idoso passa por um atendimento inicial, que realiza o cadastro e avalia de que forma o idoso pode se programar dentro das atividades do CRAS.

Leiliane conta que a maioria dos profissionais do CRAS é formada por jovens. Nesse sentido, há uma intensa troca de experiências entre as gerações, além dos benefícios da geração estar participando ativamente das atividades. “A gente recebe idosos com depressão e isolamento social. Esse tipo de atividade resgata o idoso para que ele possa ter qualidade de vida nessa fase. Temos muitos relatos sobre a mudança que participar desse grupo promoveu na vida deles”, destaca a coordenadora.

Engajamento

No CRAS do Bom Jardim, quem participa das atividades desde 2013 é o senhor Eridan de Sousa, de 72 anos. O engajamento foi tanto que ele virou membro do conselho do bairro, liderando reuniões e participando ativamente das ações. Morador do Bom Jardim há mais de 50 anos, para ele, o grupo funciona como um momento de terapia, onde ele descobriu a importância não apenas de se ajudar, mas também de poder melhorar a vida de outras pessoas.

foto do rosto de um senhor
"O centro de convivência nos dá essa condição para viver em grupo, não só aqui mas em outras esferas da sociedade", Eridan de Sousa

“O equipamento não apenas nos recebe, há muitas atividades a serem feitas depois disso. E o centro de convivência nos dá essa condição para viver em grupo, não só aqui mas em outras esferas da sociedade. Isso aqui é tudo para mim e, terça e quinta, eu tenho que estar aqui interagindo com essas pessoas. É a minha alegria de viver”, conta.

Portanto, em meio a dificuldades pessoais, ele viu no CRAS do Bom Jardim uma oportunidade de acolher outras pessoas, da mesma maneira como foi acolhido. “Eu falo que ninguém é tão rico que não possa receber e nem tão pobre que não possa ajudar. Deve haver sempre essa troca entre as pessoas, independentemente de quem seja”.

O planejamento das atividades é feito conforme a vivência dos idosos, de acordo com a pedagoga Ana Cláudia Rodrigues. Ela explica que, além do tema pessoal, no qual eles se reconhecem como idosos e falam sobre si mesmos, eles também são inseridos em discussões sobre percepção do território e da comunidade.

"Isso potencializa a individualidade, mas também trabalha no sentido deles se sentirem cidadãos, dando-nos a oportunidade de reconhecer as demandas deles dentro da família e da sociedade”, ressalta.

Sobre os CRAS

Localizados em áreas de vulnerabilidade social, os CRAS atuam com famílias e indivíduos em seu contexto comunitário, visando fortalecer dos convívios sócio familiar e coletivo. Atualmente, Fortaleza conta com 27 CRAS distribuídos em seis Regionais. O equipamento faz parte da rede socioassistencial da Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS).

Além disso, são feitos encaminhamentos à rede socioassistencial, atendimentos individuais, atendimento do Cadastro Único, visitas domiciliares e institucionais, dentre outros serviços. Confira a lista com a localização dos CRAS em Fortaleza.

Publicado em Social
Senhora acena enquanto aperta mão de rapaz e placa de obra ao fundo
"Com nossa luta, conseguimos o que nos pedem, como drenagem, pavimentação, asfalto em pedra tosca, a exemplo das obras que estão iniciando na rua da dona Luciana”, disse Alexandre Mafra

Depois do período de chuva, Luciana Olímpio da Silva, moradora do bairro Cajazeiras há 13 anos, sempre se perguntava a quem deveria recorrer para facilitar melhorias na Rua Estudante Ana Kelly. O logradouro acumulava água e mau cheiro, deixando Luciana com medo de doenças como a dengue. “Durante muito tempo, não sabia o que fazer. Muitas vezes, não tinha tempo de ir à Regional, ou dinheiro para me locomover e, com isso, ia deixando as coisas ficarem como estavam”, disse.

Já Theo Martins, dono de uma barbearia no Bairro Dom Lustosa, lembrou que a população sofria bastante com o trânsito complicado no cruzamento da Rua Hipólito Brasil com a Av. Perimetral. “A localidade estava precisando de um semáforo. Os riscos de batidas e acidentes eram constantes. Minha mãe mora nas proximidades e isso me deixava muito aflito”, contou.

As realidades de Luciana e Theo começaram a mudar com os encaminhamentos dos Agentes de Cidadania nos territórios da Capital. Responsáveis por fazer o elo entre a Prefeitura e os moradores, os agentes promovem um canal direto entre a sociedade civil e o poder público, dando chance aos fortalezenses de cobrarem, diretamente, soluções para suas necessidades e anseios.

“Para a população é algo muito bom, pois acaba com as portas blindadas. O povo passa a ter portas abertas junto aos órgãos municipais, trazendo um conforto e segurança para que sejam pleiteadas as demandas e que elas cheguem às pessoas responsáveis”, afirmou o Agente de Cidadania, Alexandre Mafra.

Senhor sentado gesticulando com braços sobre mesa com papéis
Gilberto Costa Barros, coordenador especial de Participação Social

Em seu terceiro mandato na Regional VI, Alexandre contou que graças ao trabalho exercido, as demandas reais da população estão sendo atendidas. “Temos tido resultados mais amplos, de mais qualidade, pois pleiteamos o que realmente a população quer. Com nossa luta, conseguimos o que nos pedem, como drenagem, pavimentação, asfalto em pedra tosca, a exemplo das obras que estão iniciando na rua da dona Luciana”, disse.

Os Agentes de Cidadania atuam voluntariamente e estão espalhados nos 39 territórios de Fortaleza. Ao todo, são 471 pessoas atuantes nos Núcleos da Coordenadoria Especial de Participação Social em todas as Regionais.

“Sinto-me útil para a comunidade, contribuindo, vendo que a batalha traz melhorias para o bairro, como foi o caso do semáforo da Hipólito Brasil com Perimetral. Ele trouxe segurança aos moradores, pois eram recorrentes os acidentes de carros e crianças atropeladas”, destacou o Agente Moacir Quintela de Moura, da Regional III.

As ações solicitadas pela população são desenvolvidas dentro dos pacotes de investimento e projetos setoriais da Gestão, como explicou Gilberto Costa Barros, coordenador especial de Participação Social. “Muitas coisas que os agentes solicitam estão dentro dos trabalhos da Secretarias, outras estão embaixo do guarda-chuva de projetos como o Mais Ação. Esse é o investimento maciço que a Prefeitura tem feito, em todos os eixos, seja na educação, saúde, mobilidade, infraestrutura, urbanização e meio ambiente, entre outros”, completou.

Para conhecer o trabalho dos Agentes de Cidadania, saber quem atua dentro do seu território, ou caso queira fazer questionamentos e demandas, basta procurar a Regional do seu bairro e se dirigir ao espaço do Núcleo de Coordenadoria Especial de Participação Social. Todos os tipos de demandas, independentemente da área, podem ser solicitados no local, quando serão encaminhadas para análise e posterior aplicação, após aprovação.

Conheça o seu Núcleo:

Secretaria Regional I (Rua Dom Jerônimo, 20 - Farias Brito)
Secretaria Regional II (Rua Professor Juraci M Oliveira, 1 - Edson Queiroz)
Secretaria Regional III (Av. Jovita Feitosa, 1264 - Parquelândia)
Secretaria Regional IV (Av. Dr. Silas Munguba, 3770 - Itaperi)
Secretaria Regional V (Av. Augusto dos Anjos, 2466 - Bonsucesso)
Secretaria Regional VI ( Rua Padre Pedro Alencar, 789 – Messejana)
Coordenadoria Especial de Participação Social (Av. da Universidade, 1985 - Benfica Fortaleza) – Demandas do
Centro da Cidade

Publicado em Participação social
Homem sentado com mãos postas sobra mesa
“Muitos que contam com a nossa capacitação conseguem êxito na sua vida profissional", comenta Fábio Braga, presidente do Imparh

Há 45 anos, o Centro de Línguas do Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Imparh) vem contribuindo com o crescimento profissional de jovens de 14 a 29 anos por meio do ensino de línguas estrangeiras. A iniciativa da Prefeitura de Fortaleza promove o aprendizado de um novo idioma e transforma a realidade de muitos fortalezenses.

Rafael Cesar, ex-aluno do Imparh, descreve a origem do sonho que o levou à fluência em três idiomas: italiano, inglês e francês. “Durante toda a minha infância, sempre tive o desejo de viajar ao redor do mundo, conhecer outras culturas e outros lugares que via pela TV. Eu não queria somente estar nesses lugares, queria também conseguir me comunicar com as pessoas. Entender o que estava se passando ao meu redor. Então, desde cedo, comecei a buscar conhecimento e meios para aprender outros idiomas”, relembra.

Rafael começou a estudar no Imparh no ano 2000. A partir de então, viu sua vida mudar após a conclusão dos cursos. Hoje, trabalha em uma empresa de cruzeiro e compartilha a relevância do aprendizado adquirido para a formação profissional. “Logo após sair do Imparh em 2011, comecei a buscar trabalhos em companhias internacionais. Obviamente, o fato de falar outros idiomas foi a chave de entrada para esses trabalhos. As portas se abriram em todos os sentidos, só vieram coisas positivas depois que aprendi outros idiomas”, lembra.

Rapaz sorrindo pra foto sentado em morro apontando pro mar
"Eu não queria somente estar nesses lugares, queria também conseguir me comunicar com as pessoas", lembra Rafael Cesar, ex-aluno do Imparh

Enriquecendo a lista de experiências de sucesso, a ex-aluna Thais de Sousa reforça a importância da imersão em novas culturas. “Ao conhecer as características de outro país, você passa a pesquisar sobre gastronomia, a se interessar pela história do lugar. Por exemplo, a minha paixão sempre foi o espanhol, tanto que foi a minha primeira língua no Imparh. Eu comecei a estudar quando tinha entre 14 e 15 anos. Hoje eu estou com 31 e me sinto realizada por entender a língua local de um país do qual sempre gostei”, diz.

Thais estudou espanhol, inglês e italiano no Imparh, dedicando três anos e meio em cada um dos cursos. Hoje, trabalha como garçonete em navios cruzeiros. “Não tem benefício maior do que, após a conclusão do curso, você conseguir se comunicar com um nativo, assistir a um filme, a um seriado, à televisão, ao noticiário. Não tem satisfação maior”, orgulha-se.

Segundo o presidente do Imparh, Fábio Braga, o público-alvo do Centro de Línguas é muito plural, contemplando jovens de 14 a 29 anos, e até idosos de 60 anos. “Tenho certeza absoluta de que muitos que estudam aqui e contam com a nossa capacitação conseguem êxito na sua vida profissional. Temos testemunhas de pessoas que estão trabalhando muito na área do turismo. Fortaleza tem uma área turística muita boa e muito ampla, a exemplo de praticamente todo o Estado. Nós sabemos que isso eleva muito o nível, principalmente do acolhimento ao turista estrangeiro”, ressalta.

Moça com roupa de frio sorrindo pra foto com monumentos ao fundo
Thais estudou espanhol, inglês e italiano no Imparh, dedicando três anos e meio em cada um dos cursos

O Imparh conta com a tradição de ser um curso social, pois em princípio, metade das matrículas é destinada aos alunos de escolas públicas municipais e estaduais.

O valor cobrado pelo curso também é simbólico: R$ 80,00 por semestre. A instituição se mantém como um projeto social e educacional. Fábio Braga destaca que alunos com condições financeiras menores estudam o idioma e vislumbram o seu futuro fora do país.

Imparh em números

Em 45 anos de funcionamento, o Imparh já formou uma média de 170 mil alunos nos sete cursos de idiomas ofertados semestralmente. São eles: português, inglês, espanhol, italiano, francês, alemão e japonês. Atualmente, o Centro de Línguas conta com mais de 3.300 alunos.

Processo seletivo

A cada semestre, é realizada uma seleção para novos alunos e um teste de nível para os que desejam ingressar em uma etapa mais avançada do curso.

O presidente Fábio Braga apontou outra alternativa de ingresso. “Além dos classificados e dos classificáveis, oferecemos uma terceira modalidade: o classificado geral. Caso o aluno tenha uma pontuação insuficiente ao ingresso em um idioma específico, poderá garantir a matrícula em outro curso de menor concorrência, a depender da disponibilidade de vagas ofertadas. Dessa forma, não precisará, necessariamente, submeter-se a outro processo seletivo. Os alunos são convocados obedecendo à seguinte ordem: classificados, classificáveis e, por fim, acontece a chamada do classificado geral”, informou.

Braga ressaltou ainda a importância do diálogo constante em prol de melhorias ofertadas pelo Imparh. “Todo semestre, realizamos uma pesquisa com os alunos para consultar suas opiniãos e conhecer o nível de satisfação. A partir desses indicativos, agimos de forma estratégica, aparando possíveis arestas e fortalecendo nossas atividades”, completou o presidente do Instituto.

Publicado em Educação
Pessoas escolhendo verduras em feira
A maioria dos produtos comercializados na feira vem da região serrana do Ceará

Uma feira livre. Produtos frescos. Café quentinho. Ponto de encontro. As definições para o Mercado dos Pinhões, assim como para outros equipamentos públicos de Fortaleza, ganharam amplitude. Nos últimos anos, o espaço centenário e suas estruturas de ferro francesas, aliam a beleza arquitetônica do século XIX com iniciativas populares, gratuitas e saudáveis promovidas ou apoiadas pela Prefeitura para públicos de todas as idades.

As terças-feiras começam muito antes do sol raiar. O movimento inicial é de produtores, oito atualmente e quatro parceiros, que abastecem a Feira de Orgânicos do Mercado dos Pinhões. Mas aos poucos, abrem os boxes com produtos regionais, também sem agrotóxicos, chegam as merendas da manhã, sobe o cheiro do café quentinho e do som dos primeiros carrinhos em busca de frutas e vegetais frescos. 

Homem de óculos sentado falando com braços abertos
Wagner está à frente da Associação para o Desenvolvimento da Agropecuária Orgânica (Adao) há 18 anos e é um dos produtores

“A gente começava às sete horas da manhã, mas já tinha gente esperando. Então, fomos começando cada vez mais cedo. Hoje, antes das cinco horas já tem gente comprando”, explica Wagner Pedrosa, que está à frente da Associação para o Desenvolvimento da Agropecuária Orgânica (Adao) há 18 anos.

A Feira Orgânica é realizada pela Adao e todos os produtores cadastrados têm uma certificação que os classifica como isentos de agrotóxicos. A maioria vem da região serrana do Ceará: Guaraciaba do Norte, Redenção, Baturité, entre outros. O próprio Wagner começou consumindo e há 18 anos comprou um sítio em Mulungu e virou produtor.

"A Associação produz cerca de 40 toneladas de vegetais orgânicos por mês e como desinformatizamos o processo para não gerar custos, tem preços congelados há 10 anos, como o alface, por exemplo", destaca Wagner.

Senhora, senhor e garotinha em pé posando pra foto
Dona Margarida já dava preferência aos orgânicos, mas a vinda da neta mudou completamente os hábitos da família

O movimento é intenso nas primeiras horas da manhã, mas a feira segue até as 13 horas. Por dia, entre 200 e 400 pessoas fazem compras no espaço. Famílias inteiras aparecem dos quatro cantos da cidade para comprar os produtos orgânicos. Vem o idoso em busca de qualidade de vida e o jovem preocupado com a saúde.

“É um investimento em nós mesmos. Minha preocupação é com a saúde, de comer bem e ter qualidade na mesa. O gosto, e até o cheiro, dos alimentos sem agrotóxicos é diferente,” disse o farmacêutico Juliano Casimiro, que acompanhou os pais nas compras de casa. “Isso aqui é uma maravilha. Faz uns dois meses que a gente vem toda semana lá da Cidade dos Funcionários e eu não deixo de vir mais de jeito nenhum”, complementou a mãe do Casimiro e aposentada Fátima Oliveira.

A família da dona Margarida veio completa. Ela, o marido e a filha já davam preferência aos orgânicos, mas a vinda da neta mudou completamente os hábitos da família. “Eu dou muito valor a alimentos puros. Deveria ter em outros mercados para todo mundo ter acesso. A gente quer alimentar as crianças da melhor forma e agora a família toda come bem. Há anos, venho aqui e faço minhas compras. É pertinho de casa e direto da terra”, disse a aposentada Margarida Ramalho.

Três senhoras sentadas à mesa sorrindo
Após as compras, as amigas Fernanda, Francisca e Elma tomam um café e colocam a conversa em dia

Os produtos são vendidos no quilo e apenas em dinheiro e não há sacolas para levar os produtos para casa. Depois das compras, para quem vai cedinho, a dica é sentar e tomar um típico café da manhã nordestino. Um encontro, que já nem precisa ser marcado, entre as amigas Fernanda, Francisca e Elma.

"A gente vai para a missa, faz as compras dos orgânicos e depois senta aqui para conversar e tomar um café da manhã maravilhoso, com um queijo bem novinho e uma tapioca deliciosa. Virou nosso programa semanal", contou a aposentada Fernanda Silva.

Confira alguns preços:

Alface: R$ 5,30/kg
Cheiro Verde: R$ 7/kg
Brócolis: R$ 10/kg
Alho poró: R$ 10/kg
Tomate: R$ 10/kg

Feira de Vinis

No primeiro sábado de cada mês, os amantes dos LPs podem trocar, vender ou comprar as relíquias na Feira Afins de Vitrola. A exposição acontece no Mercado dos Pinhões e, além dos vinis de todos os estilos musicais, o público também tem acesso a equipamentos como agulhas, borrachas e caixas específicas para o uso dos LPs.

Alex Aguiar é um dos expositores da feira. A paixão pelos discos de vinil surgiu ainda na adolescência, quando ele tinha 13 anos e se encantou pela música que saía das caixas de som com ajuda de uma agulha. Ele, que chegou a ter três mil LPs em casa, hoje divide seu acervo particular. Além de expor nas feiras gratuitas, Alex mantém uma loja de discos no Quintino Cunha.

O colecionador acredita que as feiras públicas trazem mais visibilidade e consequentemante, mais vendas para os admiradores de vinis. "Temos cerca de 20 expositores e muitos dependem, exclusivamente, das feiras públicas. Esse apoio é fundamental para difundir a cultura do vinil, mas Fortaleza é a capital do Nordeste que mais reúne expositores", explicou Alex.

Os interessados em vender ou trocar LPs no evento devem procurar a Ação Cultural da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor) pelo telefone (85) 3105-1292.

SERVIÇO:

Feiras de Vinis

Passeio Público
Data: 18/08 (domingo)
Horário: 17 às 21 horas

Mercado dos Pinhões
Data: 07/09 (sábado)
Horário: 17 às 21 horas

Feiras de artesanato

As feiras de artesanato são tradicionais e acontecem em toda a Cidade. Mas a beleza do trabalho delicado e paciente dos artesãos chama a atenção de quem passa. Todo mês, no Mercado dos Pinhões, o público pode conferir o trabalho de diversos profissionais na feira "Mercado Coletivo."

O evento movimenta o mercado autoral e a economia criativa de Fortaleza com expositores de moda, arte, design, decoração, artesanato, música e gastronomia. O "Mercado Coletivo" é mais um exemplo de feira gratuita e aberta ao público realizado pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor).

A artesã e designer Joana Gurgel trabalha com a produção de peças em macramê e é uma das expositoras fixas da feira de artesanato. A técnica de tecer fios é totalmente manual. Com dedos ágeis, os fios das fibras são tecidos e formam vários tipos de nós. A partir daí, a artesã usa a criatividade para criar uma infinidade de peças, especialmente decorativas.

"Trabalho com bastante afeto nas minhas produções. Cada peça é unica e demora para ser construída. Desde o início, exponho em feiras públicas e a troca é constante com quem compra, mas também entre os expositores. Você conhece o trabalho do outro, troca informações e indicações de trabalho. É uma excelente oportunidade para nós", destacou Joana.

Publicado em Economia

 

Mulher em pé sorrindo em frente conteiner de Ecoponto
“Todos vêm trazer o lixo para o Ecoponto. Foi realmente uma oportunidade de conscientização", conta a líder comunitária, Célia Furini

A presença de Ecopontos em Fortaleza vem trazendo mudanças para a vida de toda a comunidade, incentivando a população a participar da limpeza urbana da cidade e a adotar um comportamento cada vez mais sustentável. Esta é a visão da líder comunitária e comerciante Célia Furini, moradora do bairro Pirambu (Regional I), ao perceber a transformação do local onde vive há 20 anos.

Ela conta que, antes dos equipamentos, as ruas do entorno de seu comércio viviam entulhadas. Hoje o caminho está livre. “Todos vêm trazer o lixo para o Ecoponto. Foi realmente uma oportunidade de conscientização. Então a gente traz garrafas, plástico e tudo o que tiver para a coleta seletiva. Como também possuo comércio, consigo trocar por créditos do Recicla Fortaleza. É muito bom tanto para mim como para os outros moradores”, conta Célia.

Não apenas pelo testemunho de dona Célia, mas também em números, a Regional I é um exemplo da eficácia do atual modelo de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Prefeitura de Fortaleza. A região conta, atualmente, com 12 equipamentos. Antes da instalação dos Ecopontos, em 2017, a Prefeitura coletava de forma corretiva, por mês, cerca de 600 toneladas de resíduos somente na Av. Presidente Castelo Branco (Leste Oeste). Após a implantação, no primeiro mês, foram eliminados 11 pontos de lixo das áreas de abrangência, recolhendo mais de 260 toneladas no curto período.

Além disso, conforme levantamento da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), de dezembro de 2015 a junho de 2019, os Ecopontos receberam mais de 90.585 toneladas de materiais. Em toda a cidade, a taxa de reciclagem cresceu consideravelmente, passando de 3,5% para 8%, com meta de 12% com a expansão do número de Ecopontos.

As pequenas proporções de entulho somaram 63.594 toneladas, enquanto restos de podas e volumosos totalizaram 22.381 toneladas e os materiais recicláveis (plástico, vidro, metal, papel e papelão) 4.551 toneladas. Já o descarte de óleo chegou a aproximadamente 59 toneladas.

Homem sorrindo ao lado de carrinho com entulhos
Eranildo Lopes, conhecido como "Hulk", tira para seu sustento cerca de R$ 2.400,00 por mês pelo Programa E-Carroceiro apenas entregando entulhos no Ecoponto

Colaboração

Também na Regional I, mais precisamente no bairro Cristo Redentor, o carroceiro José Eranildo Lopes, conhecido como “Hulk”, tornou-se mais um exemplo de engajamento popular. Ele tira para seu sustento cerca de R$ 2.400,00 por mês pelo Programa E-Carroceiro apenas entregando entulhos no Ecoponto. Exercendo o trabalho há 21 anos, viu pela primeira vez no Ecoponto uma oportunidade não só para ele, mas para toda a rede de carroceiros da região.

"Foi uma oportunidade muito boa. Antigamente, a gente derramava (o entulho) na Leste Oeste, não tinha o canto apropriado. Agora sempre há fiscalização para saber se a gente é cadastrado e onde vamos despejar os entulhos. E antes a gente só recebia o dinheiro do freguês e corríamos da Prefeitura, agora a Prefeitura é quem ajuda a gente", relatou.

Além disso, ele conta que há uma rede colaborativa entre os carroceiros do entorno. "O carro aguenta quase uma tonelada. Quando um pega e outro não tem, um ajuda o outro e no outro dia retribui. Basta ter coragem para trabalhar, é o que eu digo a eles. Se não fosse esse projeto, não sei onde a gente estaria."

E-Carroceiro

A ação cadastra carroceiros nas secretarias regionais para direcionarem entulho aos Ecopontos, realizando a pesagem na balança e recebendo pagamento na forma de crédito em cartão, utilizado no comércio da região ou retirada do dinheiro.

Com isso, a Prefeitura estimula o desenvolvimento de uma economia local, além da adesão de pequenos comércios do bairro, que deixam de sujar e ainda fazem girar dinheiro na comunidade.

Recicla Fortaleza

É nos Ecopontos onde a população pode ter acesso ao benefício do programa Recicla Fortaleza, que dá desconto na conta de energia pela troca de resíduos recicláveis, resultado da parceria entre a Prefeitura e a Enel Distribuição Ceará (Enel).

Para ter acesso aos benefícios é simples. Basta procurar um dos Ecopontos mais próximos, levando a conta de energia da Enel, para fazer o cadastro e receber o cartão Recicla Fortaleza. Daí, é separar os resíduos recicláveis e levá-los até o Ecoponto para pesagem, lembrando de armazená-los sem sobra de alimentos ou produtos para não atrair insetos e gerar mau cheiro.

No Ecoponto, o cidadão confere a tabela de valores dos resíduos recicláveis, pois o crédito será calculado de acordo o peso e os tipos de materiais, levando em consideração o mercado.

Acesse a lista de Ecopontos de Fortaleza

Serviço
Horário de atendimento: de segunda-feira a sábado, das 8h às 12h e das 14h às 17h.

Materiais que geram crédito no Recicla Fortaleza
Vidro: embalagens de vidro, café solúvel e maionese, e garrafas de cerveja, refrigerantes e aguardente.
Metal (Exceto Cobre): ferros em geral, parafusos, latas de cerveja e refrigerantes, aço inox, antimônio, baterias de carro e moto, chumbo e bronze.
Papel: papelão, jornais, livros, cadernos, papel branco e papel misto.
Plástico: garrafas de refrigerantes (PET), filme, PVC, mangueira, sacolas, embalagens de água sanitária, margarina e detergente.
Outros: óleo de cozinha e embalagens Tetrapak (leite, sucos e achocolatados).

Publicado em Meio ambiente
Três garotos jogando bola
A Areninha do Parque Dois Irmãos é uma das 23 já entregues em Fortaleza

O Projeto Areninhas, executado pela Prefeitura de Fortaleza há cinco anos, vem transformando realidades em territórios vulneráveis da Capital por meio do esporte. A partir das atividades desenvolvidas pelo Projeto Atleta Cidadão, jovens de 8 a 29 anos têm construído uma nova história, pautada pela determinação e pela oportunidade.

A iniciativa, oriunda da parceria entre a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Secel) e a Federação de Triathlon do Estado do Ceará (Fetriece), alcança cerca de 6 mil pessoas. Protagonistas de milhares de histórias que as levam a um sonho comum: tornar-se um atleta profissional.

O maranhense Bruno Santos, de 19 anos, endossa a lista de histórias de sucesso advindas do Projeto. Recém-convocado pela equipe esportiva polonesa MKS Miedz Legnica, o jovem iniciou suas atividades na Areninha Parque Dois Irmãos, instalada na periferia de Fortaleza.

Garoto chutando bola em campo ao lado de outros jogadores rivais
Recém-convocado pela equipe esportiva polonesa MKS Miedz Legnica, Bruno Santos, iniciou suas atividades na Areninha Parque Dois Irmãos

“Meu sonho de jogar na Europa, atuando na primeira divisão, está realizado. Estou muito feliz. As Areninhas geram muitas oportunidades. Quem está do lado de fora está sempre vendo o nosso desempenho. Em Fortaleza, pude trabalhar durante quatro meses, de outubro de 2018 a março de 2019, a parte física, tática e psicológica em geral. Disputei alguns torneios, como a Copa Seromo, onde pude mostrar o meu trabalho. Hoje, colho os frutos”, conta Bruno.

Professor do Projeto Atleta Cidadão, o ex-técnico do Ferroviário, Fernando Filho, compartilha a experiência adquirida ao longo de 20 anos de atuação como atleta profissional em vários países da Europa. O aprendizado acumulado na Espanha, em Portugal, na Alemanha e na Turquia enriqueceu o repertório do treinador, que hoje participa ativamente da formação de grandes jogadores.

“Aqui são oferecidos, além de oportunidades, respeito e confiança. Implantei uma conduta em que todos são responsáveis por tudo, inclusive pelos materiais utilizados, coletes, chuteiras. O trabalho desenvolvido é semelhante ao realizado nos clubes de alto rendimento, respeitando a individualidade dos atletas. Muitos ídolos do futebol mundial saem das comunidades. Aqui, buscamos estimular um trabalho pautado pela seriedade e pelo profissionalismo. A partir disso, observamos muitos exemplos exitosos”, afirmou.

Três jovens jogadores posando para foto segurando bolas
Maiky Ferreira, Caio Douglas e Rodolfo Sousa

O atacante Caio Douglas, de 17 anos, atua no elenco sub-20 do Ferroviário. O atleta relembrou a própria trajetória, iniciada na primeira infância e estimulada a partir das atividades desenvolvidas na Areninha. “Jogo desde pequeninho, mas estou há cinco meses no Ferroviário. A oportunidade conquistada foi graças ao trabalho desenvolvido aqui na Areninha, onde treino até hoje e concilio meus horários. Lembro o momento em que pisei aqui pela primeira vez. Desmotivado, cheio de problemas em casa. Mas fui acolhido, abraçado, construí uma família de amigos e pretendo seguir treinando forte e conquistando campeonatos”, comentou o fã do atacante cearense Éverton, cuja carreira está se consolidando na Seleção Brasileira.

Já Rodolfo Sousa (18) e Maiky Ferreira (17) estão de malas prontas para encarar um novo desafio em São Paulo. Atuando pelo Capivariano, os atletas irão disputar, em janeiro de 2020, a Taça São Paulo na categoria sub-20, competição que revelou grandes ídolos do futebol, como o meia-atacante Kaká, que compôs o elenco de diversos clubes de referência, como São Paulo, Milan, Real Madrid e Orlando City.

Rodolfo sonha em ser escalado para jogar na Seleção Brasileira. “Antes de embarcar para São Paulo, participei do Atleta Cidadão por cinco meses. Sou um apaixonado por futebol. Pretendo aproveitar essa oportunidade, correr atrás, conquistar uma boa condição financeira e mandar buscar toda a minha família”, garantiu.

A coordenadora do Projeto Atleta Cidadão, Dyonnara Farias, avaliou positivamente o alcance da iniciativa. “Nosso principal objetivo é oferecer esporte e lazer de forma gratuita em Fortaleza, minimizando o quadro de violência instalado em áreas de vulnerabilidade social. Hoje, nosso atendimento contempla todas as 23 Areninhas e sete Mini Areninhas da Capital. Continuaremos massificando o esporte, dando oportunidades e gerando condições para que atletas se destaquem no cenário nacional e internacional, participando rotineiramente de peneiras em parceria com grandes clubes. Até o próximo ano, 40 novos equipamentos serão entregues. Nesse período, 11 mil pessoas deverão ser beneficiadas”, antecipou.

Publicado em Esporte e Lazer
Mulher amamentando e olhando para enfermeira simulando amamentação com boneca
A dona de casa Daniele Monteiro conseguiu amamentar os quatro filhos, mas pela primeira vez doará leite materno

“É o meu nono filho e a primeira vez que tenho algum tipo de apoio.” A frase é da dona de casa Maria Laíde Moura Gomes, mas reflete a realidade de muitas mães que amamentam. Maria deu à luz um menino no Hospital Distrital Gonzaguinha do José Walter (Regional V) nesta terça-feira (06/08) e no dia seguinte (07/08), foi uma das primeiras a receber orientações durante a inauguração da 10º Sala de Apoio à Mulher que Amamenta/Posto de Coleta, do Município de Fortaleza.

O local é parte da nova reestruturação das políticas públicas da primeira infância, que, entre outras ações, fortalece protocolos de atendimento às gestantes, requalifica as salas de parto das maternidades e melhora a assistência pré-natal nos postos de saúde da Capital. A iniciativa busca ampliar o compartilhamento de informações sobre os benefícios do aleitamento materno, além de orientar as mães quanto às técnicas para uma amamentação bem sucedida.

“Amamentar parece um ato instintivo, mas muitas mulheres precisam de orientação. Além de informar, sensibilizar e falar da importância do aleitamento, o serviço também estimula a doação do leite materno. É um ato que extrapola qualquer prova de amor, porque além de alimentar seu filho, a mãe ajuda na sobrevivência de bebês prematuros e consequentemente na redução dos índices de mortalidade infantil”, destacou a secretária adjunta da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Ana Estela Fernandes.

A amamentação é algo natural, mas exige muito esforço e dedicação durante os seis primeiros meses de vida do bebê. As dificuldades na hora de ajustar a pega do bebê, as rachaduras nos seios e o mito do leite fraco são as principais causas da desistência de muitas mães.

“Orientamos massagear a mama antes de começar a amamentar, colocar o bebê na posição 'barriga com barriga', prestar atenção na pega correta e também iniciamos o trabalho de desmistificar assuntos que acabam virando verdades, como a história de que a mãe não tem leite suficiente ou que o leite dela é fraco”, explicou a enfermeira Katia Giffoni, uma das profissionais da Sala de Apoio, que também conta com técnicos de enfermagem.

mulher sorrindo
"Cada litro doado alimenta dez prematuros por dia. Cada sala consegue captar entre 4 e 5 litros de leite humano por mês", destacou Ritemeia Mesquita, assessora técnica da Área de Criança

O leite materno contém todos os nutrientes necessários ao lactente até os seis meses de vida, além de propriedades imunológicas que o protegem de doenças comuns da infância, como diarreia e pneumonia, importantes causas de mortalidade infantil.

Fortaleza está indo no caminho contrário ao do País quando se fala de mortalidade infantil. O Brasil registrou um índice de 14 mortes por mil nascidos vivos em 2018, conforme dados do Ministério da Saúde, enquanto na capital cearense essa taxa foi de 11,3. Em 2017, o dado na Cidade era de 13,5, frente a 13,8 no Ceará e 12,8 no Brasil.

Desde de 2015, é possível observar também a redução no índice de mortalidade materna, fruto da consolidação das políticas públicas direcionadas à rede maternoinfantil do Município. Em 2018, foi registrada a maior queda desse índice, alcançando o marco de 25,1 mortes por mil habitantes. Quando comparado ao ano de 2012, período em que foi registrado o índice de 64,8, houve uma redução de 61%.

O ato de amamentar também apresenta vantagens para a saúde das mulheres, ajudando-as a retornar ao peso pré-gestacional e reduzindo o risco de desenvolver câncer de mama e de ovário. A dona de casa Daniele Monteiro conseguiu amamentar os quatro filhos, mas pela primeira, vez doará leite materno. Depois dos ajustes e das orientações das profissionais do Hospital Gonzaguinha, ela já está ansiosa para voltar para casa e ajudar outras crianças.

“Na primeira gestação eu não sabia nem colocar o bebê para mamar, não tinha orientação há dez anos. Agora, eu já passo informações para as minhas amigas, já sei explicar sobre a boquinha e falo da doação também. Eu só aprendi a doar por causa dessa sala. O leite que sobrava ia todo pra o lixo, mas agora não vai mais, vai direto para outras crianças”, contou Daniele.

infográfico com dados sobre amamentação
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Parceria
Por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado, o leite doado nas salas abastecem o estoque dos bancos de leite de três hospitais da rede pública: Hospital Geral César Cals, Hospital Infantil Albert Sabin e Hospital e Maternidade Escola Assis Chateaubriand.

Fortaleza é pioneira na política de instalar pontos de coleta em postos de saúde. Atualmente, cinco equipamentos estão em postos e outros cinco são vinculados aos bancos de leite dos hospitais.

"Cada litro doado alimenta dez prematuros por dia. Cada sala consegue captar entre 4 e 5 litros de leite humano por mês. São dezenas de bebês recebendo o leite e sendo salvos. Iniciamos esse trabalho ainda nos grupos de gestantes dos postos de saúde, conscientizando as mães, e isso tem aumentado os índices de mulheres que amamentam de forma exclusiva até os seis meses", destacou Ritemeia Mesquita, assessora técnica da Área da Criança.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação deve continuar de forma complementar até os dois anos de idade.

SMAM 2019
A entrega da Sala de Apoio à Mulher que Amamenta também coincide com o encerramento da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2019 (SMAM), um movimento global que, durante o mês de agosto, intensifica atividades de apoio a mulheres lactantes. Nesta edição, a SMAM aborda a importância do envolvimento de todos os familiares próximos, e não apenas da mãe, para que seja possível o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebê.

Nos postos de saúde de Fortaleza, os profissionais intensificaram as palestras e a distribuição de material informativo sobre o tema. A iniciativa envolveu toda a comunidade próxima aos equipamentos e que participou das atividades e doou vidros para o armazenamento correto do leite. O vigilante Stenio Barbosa dos Santos foi pai pela segunda vez e diz que aprendeu em casa o valor do apoio familiar.

"Eu sou o mais novo de nove filhos e fui criado por todo mundo. Aprendi a ajudar e eu sempre cuidei dos meus filhos, fico acordado quando posso, vou pegar no berço e espero arrotar. Se não é facil para mim, imagina para ela que teve a criança, né", disse.

Saiba Mais
Dados da OMS apontam que somente 40% das crianças têm amamentação exclusiva nos seis primeiros meses de vida.

A rede municipal conta com salas para coleta de leite humano nos postos de saúde Rigoberto Romero (Regional II), Roberto Bruno (Regional IV), Ronaldo Albuquerque (Regional V) e Luis Franklin (Regional VI), no Hospital e Maternidade Zilda Arns, Hospital Nossa Senhora da Conceição e nos Gonzaguinhas da Barra do Ceará e de Messejana. Os equipamentos estão conveniados aos bancos de leite do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), Hospital Geral Dr. César Cals e Hospital Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Posto de Saúde Dom Aloísio Lorscheider, no bairro Dendê (Regional IV), e agora no Hospital Distrital Gonzaguinha do José Walter.

A 11º sala será inaugurada no Posto de Saúde Jurandir Picanço (Regional V). A previsão é que a entrega aconteça ainda neste mês de agosto.

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a foto mostra uma horta e pessoas pegando os produtos
Cerca de 700 pessoas participaram da 176ª Colheita Social do Projeto nesta terça-feira (06/08), no Conjunto Ceará

Para garantir as verduras e legumes que reforçariam a alimentação da família, dona Graça Moura Menezes, 63 anos, chegou cedo à Horta Social do Conjunto Ceará nesta terça-feira (06/08). Juntamente com a aposentada, cerca de 700 pessoas participaram da 176ª Colheita Social do Projeto, que desde o seu início já resultou em mais de 40 toneladas de alimentos. Atualmente, há 3.600 idosos cadastrados nos três equipamentos mantidos pela Prefeitura- dois no Conjunto Ceará e um na Granja Portugal.

mulher posa para foto sorrindo e segurando um maço de folhas
"Aqui, brincamos, fazemos amizade, conversamos com os outros”, afirmou Graça Moura Menezes

Para dona Graça, o significado da Horta Social vai além de poder levar produtos de qualidade para casa. “É gostoso participar do plantio, pegar na terra, plantar. Me sinto bem e produtiva por ter eu mesmo feito. Aqui, brincamos, fazemos amizade, conversamos com os outros. É muito aconchegante”, afirmou.

Maria Lindalva Viana, 80 anos, saiu com duas sacolas cheias de verduras e legumes que vão ser usadas nas saladas que faz em casa. Ela destacou o aspecto econômico das Hortas Sociais. “É muito bom porque a gente recebe de graça. Muitas vezes, não teríamos dinheiro para comprar e, se não tivesse aqui, íamos ficar sem”, disse.

Protagonismo dos idosos

mulher segura sacolas com verduras e legumes
Maria Lindalva Viana, 80 anos, saiu com duas sacolas de verduras e legumes para as saladas que faz em casa

Instituído em junho de 2016, o Projeto Hortas Sociais da Prefeitura de Fortaleza tem contribuído para melhorar a vida de milhares de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que incentiva a agricultura urbana.

Eles são inseridos em atividades dentro das hortas, como manejo e colheita, e recebem totalmente de graça tudo o que é colhido. São realizadas de três a quatro safras por mês nos três equipamentos.

As hortaliças produzidas são 100% naturais com irrigação automatizada – por gotejamento e plantadas no sistema de vasos (fibra de coco estéril). Entre os alimentos que vão parar na mesa dos participantes do Projeto estão tomate-cereja, alface, couve, coentro, maxixe, pimentinha, pimentão (verde, vermelho e amarelo), entre outros.

Infográfico com dados

As três estufas, de 750 m² cada, beneficiam, além de moradores do Conjunto Ceará e Granja Portugal, famílias dos bairros Genibaú, Autran Nunes, Granja Lisboa e Bonsucesso. “Os participantes trabalham com a colheita e preparam a terra para um novo plantio”, explicou Erandir Silva, que coordena uma das Hortas. Segundo ele, o trabalho nas estufas ajuda na autoestima dos idosos. “A gente vê que muitos deles que ficavam em casa, sentindo-se ansiosos ou mesmo inúteis. Aqui, têm um aspecto totalmente diferente, com sorriso largo”, completou.

O Projeto Horta Sociais é executado por meio do Núcleo de Produções Culturais e Esportivas (Nuproce), instituição sem fins lucrativos que capta recursos via Fundo Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Fortaleza. No Conjunto Ceará esta é a 21ª colheita de 2019, com expectativa de mais uma no dia 23 de agosto.

Prêmio Projeto Inovador
A inclusão de famílias de idosos em situação de vulnerabilidade social, por meio da segurança alimentar, complementação alimentar e orientações sobre agricultura familiar urbana, rendeu ao projeto Hortas Sociais o Prêmio de Projeto Inovador da Prefeitura de Fortaleza em 2017.

Em 2019, foi lançado o Cartão Social, utilizado nas colheitas. O cartão possui um chip interno que armazena informações pessoais do idoso, como nome completo, data de nascimento e número de identificação. A iniciativa garante agilidade, controle e segurança no atendimento dos idosos durante a distribuição das hortaliças.

 

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Rapaz sorrindo e segurando cartão do Bilhete Único
Wanderson Bruno elogiou o rápido atendimento e a confecção do cartão

Com a ampliação do número de ônibus que aceitam apenas crédito eletrônico, o acesso ao transporte público na capital cearense tem sido mais aproveitado e, consequentemente, aprimorado pela Prefeitura por meio de instrumentos que facilitam a vida da população. Entre eles, estão o Bilhetinho e o Bilhete Único, serviços viabilizados pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).

Criado em 2013 para otimizar o embarque de crianças, o Bilhetinho é um cartão que garante a gratuidade no sistema de transporte coletivo para menores de 1,10m e/ou com idade entre dois e sete anos incompletos. O cadastro é realizado na Etufor e tem facilitado a vida dos acompanhantes e das crianças. Para Marcus Flávio, pai da Ana Laura, de seis anos, o Bilhetinho e a gratuidade da passagem da filha fazem com que a família possa aderir ao transporte público com uma frequência maior ao invés de utilizar serviços de carro por aplicativo.

Menina sentada batendo foto do rosto
Para Marcus Flávio, pai da Ana Laura, o Bilhetinho faz com que a família possa aderir ao transporte público com uma frequência maior

De acordo o vice-presidente da Etufor, Antônio Ferreira, “o cartão também serve, prioritariamente, para dar mais dignidade às crianças que utilizam o transporte público, evitando que elas precisem se arrastar no chão ou pular a catraca”. Esse foi o principal motivo que levou Rosymeire Sousa e sua filha Ester à Etufor para fazer o Bilhetinho. Moradoras do Bairro de Fátima, as duas andam de ônibus praticamente todos os dias da semana, no caminho de casa até a escola de Ester. Em 15 dias, após o período de confecção do cartão, a garota já poderá voltar para a escola passando na catraca dos ônibus.

Além de mais comodidade para os pequenos, o Bilhetinho serve como uma comprovação do direito à gratuidade, já que o serviço de checagem de idade e estatura é feito no ato do cadastramento. Nesse processo, também é realizada a biometria facial, que evita que o cartão seja utilizado por terceiros, entre outros tipos de fraudes. O cartão dispensa a carteirinha de estudante que, se usada em conjunto com o cartão, leva inclusive ao bloqueio de ambos. Apenas em 2019, foram entregues 3.791 Bilhetinhos, totalizando quase 30 mil cartões emitidos desde 2013.

Já entre os adultos pagantes da passagem no valor integral que não utilizam carteira de estudante, o Bilhete Único surgiu, também em 2013, como uma solução para os usuários que utilizam mais de um transporte em curto período de tempo e não passam por terminais. Com ele, é possível pegar quantos ônibus quiser no período de duas horas em qualquer sentido, pagando apenas uma passagem e sem precisar passar por um terminal. A recarga pode ser realizada em qualquer valor de forma online pelo aplicativo Meu Ônibus, pelo Internet Banking do Banco do Brasil, no site vtefortaleza.com.br ou de forma presencial em mais de 3 mil estabelecimentos cadastrados.

Moça de frente posando pra foto e mulher de costas batendo a foto
Nayara Silva também aproveitou para tirar o bilhete intermunicipal, já que mora na região metropolitana e precisa se locomover entre dois municípios diariamente

Em 2019, com a implantação dos ônibus de autoatendimento, o Bilhete Único ganha cada vez mais adeptos. É o caso de Nayara Silva, que resolveu fazer seu cartão por causa dos ônibus que só aceitam crédito eletrônico. Além de usar o transporte todo dia para ir ao trabalho, ela também aproveitou para tirar o bilhete intermunicipal, já que mora na região metropolitana e precisa se locomover entre dois municípios diariamente. Das vantagens que o serviço traz, ela destaca o conforto e a praticidade dos ônibus de autoatendimento que, segundo ela, são mais vagos.

A praticidade também está presente no tempo de confecção do cartão. O usuário, que antes aguardava cerca de 15 dias para receber seu Bilhete Único, agora recebe na hora. O cadastro é feito nos sete terminais, Vapt Vupts e nas sedes do Sindiônibus e da Etufor, com CPF, RG e comprovante de residência atualizado com CEP (impresso ou digital). Segundo Antônio Ferreira, já foram realizados mais de um milhão de cadastros desde a criação do serviço.

Para Wanderson Bruno, que teve a carteira de estudante bloqueada recentemente e queria continuar pagando suas passagens através de cartão eletrônico, o Bilhete Único foi a solução. Morador do bairro Aerolândia, Wanderson foi até a Praça Coração de Jesus, no Centro da Cidade, e elogiou o rápido atendimento e a confecção do cartão. “Agora vai melhorar porque é mais ágil e não precisa andar com dinheiro, o que também é melhor para a segurança”, destacou.

Locais de solicitação do Bilhetinho
O cadastro pode ser feito na sede da Etufor, além dos postos do Bilhete Único localizados nos terminais da Parangaba, Siqueira, Papicu e nos Vapt Vupts de Messejana e Antônio Bezerra. Os postos de Bilhete Único das praças José de Alencar e Coração de Jesus e a sede do Sindiônibus realizam o cadastro, mas apenas para crianças que possuem carteira de estudante.

Quem tem direito à gratuidade:
- Crianças de 2 a 7 anos incompletos
- Crianças maiores de 7 anos e com altura até 1,10m (um metro e dez centímetros)

Documentos necessários:
RG e CPF do responsável, certidão de nascimento do beneficiário, comprovante de residência com CEP de Fortaleza.

Onde solicitar o Bilhete Único:
- Sindiônibus (Av. Borges de Melo, 60)
- Terminais (Siqueira, Parangaba, Papicu - segunda a sexta, das 7h às 19h)
- Vapt Vupt (Messejana e Antônio Bezerra - segunda a sexta, das 8h às 17h)
- Praça Coração de Jesus (segunda a sexta, das 8h às 18h)
- Shopping Riomar Kennedy e Aldeota (segunda a sexta, das 08 às 18h)

Documentos necessários:
RG, CPF e comprovante de endereço (somente originais)

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Dois homens colocando lixo em lixeira subterrânea com prédios ao fundo
Das 15 lixeiras subterrâneas instaladas na Cidade, duas estão no Mercado dos Peixes, na Av. Beira Mar

A implantação de lixeiras subterrâneas, estrategicamente distribuídas por Fortaleza, vem potencializando a gestão de resíduos sólidos na Capital. Incorporadas à política de limpeza urbana da Cidade, as estruturas auxiliam a redução estratégica de pontos de descarte irregular de lixo. A iniciativa da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), por meio da Coordenadoria de Limpeza Urbana, tem transformado de forma positiva cenários historicamente críticos.

A Avenida Presidente Castelo Branco, popularmente conhecida como Leste-Oeste, é um exemplo de sucesso. Desde 2017, com a implantação de um Ecopolo no trecho compreendido entre a Rua Jacinto Matos e a Avenida Pasteur, a mudança de cultura é perceptível aos olhos de quem transita pelo entorno.

“Existia uma angústia da gestão em relação à antiga situação de sujeira da Leste-Oeste, onde a coleta de lixo passava oito vezes por dia, mas a situação não se resolvia. Pensando nisso, com a implantação de um Ecopolo, vários instrumentos foram instalados. As lixeiras subterrâneas comportam mil litros cada uma e fortalecem a atuação dos Ecopontos, dos ciclomonitores e das ações de requalificação viária que envolvem nova iluminação e nova sinalização. A população aderiu à ideia e só nessa área 23 pontos de lixo já foram eliminados, principalmente nas imediações de trechos de difícil acesso”, informou Wigor Florêncio, assessor técnico da Coordenadoria Especial de Limpeza Urbana de Fortaleza.

Senhora ao lado de lixeira em calçadão com mar ao fundo
Para Célia Lopes, as pessoas no Pirambu se conscientizaram e entenderam que precisam continuar colaborando

Habitualmente, os moradores do entorno registram a importância da mudança estabelecida. “Vivo aqui há 21 anos. Com a iniciativa da Prefeitura, tudo mudou para melhor. Antigamente, o canteiro central da Leste-Oeste era pura sujeira. Hoje, temos acesso às lixeiras subterrâneas 24 horas por dia, além dos Ecopontos. As pessoas se conscientizaram e entenderam que precisam continuar colaborando. O entorno melhorou em todas as áreas, da limpeza, da segurança, em todos os sentidos. A política está mais que aprovada”, considera a comerciante Célia Lopes.

Ao todo, 15 lixeiras subterrâneas duplas estão instaladas em vários pontos da Cidade, cada uma com capacidade de mil litros. São duas no Mercado dos Peixes, uma no Morro Santa Teresinha, uma no Campo do América, uma quádrupla (que comporta 4 mil litros) na Avenida José Jatahy, seis na Avenida Leste-Oeste, três no Pirambu e uma no Morro Santiago. Os resíduos acumulados são estrategicamente recolhidos. O mecanismo se dá da seguinte forma: os caminhões coletores têm um sistema hidráulico ligado às lixeiras, fazendo que as estruturas subam e os contêineres sejam retirados e descarregados.

A implantação das lixeiras subterrâneas no Mercado dos Peixes, tradicional ponto comercial de frutos do mar de Fortaleza, traz à tona benefícios intersetoriais. “A Avenida Beira Mar atrai, além de fortalezenses, turistas de todos os lugares do mundo. Um Mercado como este, onde se trabalha com frutos do mar, precisava de uma atenção especial nesse sentido. Dessa forma, desde o primeiro semestre deste ano, o odor desagradável que irradiava para a vizinhança e atrapalhava a ocupação hoteleira nas imediações foi reduzido”, aponta Pablo Melo, coordenador do equipamento.

Pablo destaca, ainda, a importância da união de esforços em prol da construção de um ambiente mais agradável e saudável para todos. “Continuamos trabalhando no sentido de conscientizar os permissionários a descartarem os resíduos em sacos de, no máximo, 50 litros em horários estratégicos até o fim do dia, de preferência, para que a coleta, que aqui acontece todos os dias pela manhã, seja efetiva. A comunidade abraçou e todos têm saído ganhando”, finalizou.

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